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because your smile make me live ♥

so strong, so broken

so strong, so broken

because your smile make me live ♥

16
Out17

cidade rodeada, cidade desfigurada

Devastador!
Tão perto, mas tão longe.

Tentar ir dormir com um coração enorme no peito, ter ouvido o início das notícias que o fogo começou a rodear a minha cidade e a minha aldeia. Acordar, percorrer o feed e aperceber-me da realidade, não restou "quase" nada. Finalmente conseguir falar com os meus pais, sentir o meu coração a diminuir à medida que ouvia o relato do que não restou.

Ninguém dormiu. Aflição por ver as chamas tão perto, por ver as labaredas a pousar num local e começar um novo foco de incêndio ou esperar que isso não aconteça. Medo do som de explosões de carros a explodir, aramazéns a serem desvatados. O movimento de pessoas na rua a tentarem salvar os animais quando o fogo esta a metros de casa. Tentativas de escapar, mas as estradas estão cortadas pelas chamas e não há para onde fugir, existe apenas uma espera que passe rápido e que se salve pelo menos as vidas. 

O dia começo pintado de um negro que continua a parecer noite, os estragos começam a ser visíveis e há apenas uma palavra calamidade! O pouco que restava verde despareceu, os espaços mais improváveis pintaram-se de cinzas e preto. Sem luz, sem água, comunicações cortadas. Contam-se estragos, vidas perdidas, pede-se ajuda e aguarda-se pela tão esperada chuva. 

O dia acaba, aos poucos a luz e água voltam, as comunicações continuam demoradas e com interferências. O abalo continua no ar, o choque de uma calamidade faz-se sentir nas pessoas que perderam tudo, nas que viveram a aflição, nas que ficam a espera de notícias.

Calamidade! Em pleno outono ocorre o pior dia de incêndios, um dos mais devastadores dias para um concelho e um país. É devastador ver as imagens e vídeos, será ainda pior quando voltar de fim de semana e vir com os meus próprios olhos. Destruição, ausência, vazio.

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Tondela, 17 de Outubro de 2017

13
Set17

apenas aqueles 5 minutos

Ela sentou-se no seu banco de jardim favorito. O tempo estava agradável, para o verão abafado que se fazia sentir, uma brisa fazia os seus cabelos esvoaçarem e explorar os vários tons de vermelho e laranja. Tinha algum tempo livre para puder fugir do mundo e puder escrever no diário de couro. 

"Acordar é um pesadelo, fico sempre à espera da noite para que haja um pouco de silêncio. Sentir que estou minimamente bem comigo mesma e não esta desgraça de desespero que cresce a olhos vistos. 

Não preciso de portas abertas, só quem tem a honra da sorte consegue encontrá-las. Fico agradecida por ter janelas, mas era preciso que elas permanecessem abertas. Porque vejo-me a ir ao encontro delas e depois um vento completamente inesperado vêm fechá-las ou desaparecem completamente da minha vista.

Juro que estou a esfolar-me para não voltar a cair naquele buraco, abraçar por completo o meu lado mais obscuro. Quero estar bem, mas não o estou. É de partir o coração ver como me sinto e ter que me resignar a esperar para que a sorte mude, mesmo continuando a lutar e sabendo qe desistir não é uma opção.

As sensações passadas não param de voltar, os sonhos com um futuro que esta constantemente a ser adiado. Símbolos qe voltam a ganhar ênfase e quererem marcar-se na minha pele. Uma luta sem descanso físico ou psicológico para não me afogar nesta frustração e desilusão constantes."

06
Set17

que para o ano seja diferente

Parece que nasci, mas já foi à 23 anos atrás. Sou uma pessoa animada e sorridente, sempre gostei do dia em que iria acrescentar mais um ano à minha vida. Porém o dia de hoje é diferente. Sou uma pessoa difrente, numa fase que sempre temi e sabia que iria aconter, mas a ilusão é sempre mais aliciante e a realidade demasiado cruel.

Tenho alguns gravados na memória, mas existe um onde o sentimentalismo foi mais forte, acabou por ser um marco de uma nova fase de descoberta. Há um ano atrás foi dos aniversários que mais me marcou, por ter passado uma boa tarde com a pessoa que me faz sentir bem e porque daí a 17 dias a minha vida iria levar uma volta enorme que iria de fazer mim o que sou hoje. 

Hoje é um dia de aniversário que é controverso. Tinha planos para que não fossem acontecer nesta terra que me aprisiona, mas na cidade que me faz feliz. Não aconteceram, foi mais um dia como tantos outros. Acordar e sentir o peso do mundo, o desespero, a ansiedade no peito que puxa pelas lágrimas e me faz desejar que tudo acabe rápido porque estou nos limites de começar a cometer loucuras sem pensar bem nas consequências. Tentando agarrar-me ao ânimo das redes sociais, aos pequenos prazeres que por enquanto ainda me restam...

O dia chegou ao fim, há pequenos momentos que valem a pena porque ele esta ao meu lado mas que só duram para esse dia. O seguinte é um novo de uma enorme nuvem negra. A noite traz consigo o mínimo de conforto, um pouco de silêncio refugiada no meu espaço. Espaço esse que mesmo assim não é o meu lugar feliz, onde me possa sentir completamente bem. É apenas o único espaço com conforto que tenho no momento.

05
Set17

faz com que seja permanente

Hoje acordei tão feliz! Não importava se era demasiado cedo ou se tinha acabado de acordar de um pesadelo porque ia voltar à Aveiro, mesmo que por umas horas, ia embora deste ambiente e terrinha horríveis.

Senti-me tão livre, tão feliz, tão optimista, tão sorridente, tão agradecida. O mundo era belo e existia esperança mesmo com a realidade à espreita. Era e é a minha vida, o verdadeiro lugar em que posso dizer "sinto-me em casa e bem". E o melhor é tê-lo ao meu lado, sentir tudo de volta!

Porém ao voltar de novo à penosa realidade, os sentimentos pesados começaram a voltar. Aquela ansiedade enorme que me pesa no peito e não me deixa respirar. Tento focar-me em algo postivo, não perder a esperança... mas o meu peito pesa tanto, quero respirar e é só uma dor profunda que arranha a minha alma e parte o meu coração. 

Por mais quanto tempo irei conseguir fingir que estou morta por dentro?

Por mais quanto tempo consigo conter-me de cometer uma loucura?

03
Set17

Are you listening?

 I'm broken, the dark side appeared and win. I'm in pieces because I'm not strong enough when it comes to face the fears.
Is annoying, I should learned and not let myself be so dark and fall deeply in selfish feelings. I hurt myself and the person I love. I'm so sorry that I'm such a mess.
You warn me, I listened, I learned every time even if don't look that way. Did I fall to quickly to not see the same mistake or did the dark side is winning without me knowing...
It hurts, more because the reality is so close but also so far away. I wanna catch it and see my dreams come true but like the wind the direction change without a signal.
I pass too much time alone with my dark feelings, is a lonely place that take me to the past and don't stop the wheel, even if a try to be in the present and think about the future.
I wanna feel something in my skin just to stop the pain, to shut up the deep voices.
I had my life, I had it all... It was taken for me, I went back to my past and that, call old and deeply demons.
Isn't excuses, is hard and I have the support, I'm just to weak, too dreamy girl, too good with the mask that I forgot too see the world in other's perspectives.
Did I lost my touch of a soft heart or is my soul too much dark. 
I lost control of myself, I can't recognized me, where did that girl, that learn so much in last year, went ? Feelings of a sorry heart, pain of a fragile soul, some pieces of that girl who find her soulmate and all the memories, the light of reality.

31
Ago17

não consigo respirar

De repente a ansiedade decide vir dizer um olá e instalar-se. Aquele sufoco no peito que torna difícil a respiração, aquela dor embulhada em emoções que não desparece, apenas permanece a rasgar ainda mais as feridas.

Pensava que iria haver mais tempo para me habituar as emoções. Senti-me, quase, de novo naqueles momentos em que ficava parada a aguentar o choro, antes de encostar ao carro e cair em choro e dor, quando o via a ir embora. Aquela dor profunda de ser obrigada a largar à minha liberdade, privacidade e independência para voltar à vida, ainda mais, infeliz. Mesmo sentindo-me de coração partido e longínquo, tinha o meu espaço onde conseguia sentir-me bem no meu espaço privado, a minha liberdade e independência que me faziam sentir que era dona de mim mesma e que teria que ser capaz de tirar o maior partido disso e continuar a lutar por quem queria ser. Não existem esses sentimentos neste espaço carregado de uma enorme nuvem negra que se entranha e turva a visão.

É um jogo de emoções e sentimentos, uma encruzilhada em que cada caminho traz consequências irreversíveis, neste mundo que não é bondoso. O retorno ao fundo do poço é rápido e sem avisos, e o que vêm a seguir é ainda mais assustador e frustrante. 

Não passaram ainda dois dias, já me sinto morta por dentro. Voltar aquele estado de depressão, onde não existe vontade para sair da cama, vontade para cuidar de mim própria, vontade de colocar empenho no que gosto de fazer e me ajuda a fugir desta realidade. De volta a estar encolhida no meu canto, a querer lutar mas sem a força ou a vontade para fazê-lo porque não existe aquela presença que dê alguma cor ao dia.

Um espera engrata neste mundo adulto, uma pessoa que quer crescer mas não a deixam por exigências que não fazem sentido, uma mente que quer lutar mas é oprimida por outras que não sabem aceitar a mudança, um coração que quer só quer tentar ser feliz...

23
Ago17

parada

Os dias vão passando, e ela sente-se imóvel em relação ao caos à sua volta. As portas estão fechadas, as janelas semi-abertas e ela estática a olhar, sem puder agir. Apenas ficar agarrada aquele coração mole e com esperanças vagas à espera de respostas que tendem em não chegar.

Ela quer tanto agir, pegar nas suas coisas e bater com a porta. O seu corpo grita a cada hora passada contrariando o seu rosto sorridente. Pôr as máscaras sem descanso, porque não existem palavras como o respeito ou privacidade. É obrigada a abdicar de partes tão necessárias, que só abrem feridas antigas e partem o que foi colado do seu coração. Viver dentro das tais quatro paredes é uma agonia, nada sabe bem, nada parece certo por mais esforço que se obrigue a criar uma rotina similiar à da sua liberdade. 

E mais uma vez ela encontra-se num local similiar de há um ano atrás. Uma nova rotina que terá que ganhar na sua prisão de anos, velhos e recorrentes sentimentos que são sempre complicados de lidar, ficar aterrorizada por não saber como será o futuro, temer pela sua sanidade mental. Ficar à espera de uma esperança que se esvazia a passos largos, calada no meio dos planos de quem pode viver, chorar por dentro pela dor que pesa e começa a ser dificil de esconder. 

Todos os dias acordar é penoso, nada mudou e é mais um dia que terá que aguentar. Positivismo não faltava, até começar a sentir os dias a esgostarem-se, a sua âncora a falar, mais uma vez, de uma vida completamente difrente da sua e querer chorar, mas ter que ser forte e guardar as mágoas para um momento que consiga estar só e deixar-se desabar, como agora. 

As lágrimas ainda não esgostaram e não deverão ir parar tão cedo, ela podia passar horas a chorar com toda a dor e medo que sente. Gritar em silêncio por ter liberdade e privacidade, uma frustração imensa por não haver nada rápido para isso mudar.

03
Ago17

a boiar na vida

Perdida ou concentrada no meu mundo?

Estou a nada contra a maré, a tentar manter-me ao de cima e agarrar-me a todos os pequenos pedaços de madeira que aparecem. Isolada no meu cásulo, a perder laços que não deveria e agarrada a outros que têm sido a minha salvação. Sei que não deveria ficar tão perdida, não há sequer desculpas, apenas horários e situações de vida diferentes, que me leva novamente aquela lugar de injustiça para o qual não existem palavras de descrição.

Voltar para esta gaiola é constantemente desafiante e esgotante. A falta de privacidade e sossego, os controlos constantes, o mau ambiente e um pouco de tudo em geral. Não existe um lugar tranquilo em que me possa sentir confortável, sem estar com aquele olhar e ouvido atento. Não existe aquele sono de descanso porque há maus hábitos criados e ao despertar da manhã o pouco silêncio da noite vira a confusão do dia-a-dia.

Felizmente não me perdi, apenas me tornei uma rebelde e desgraça aos olhos deles. Continuo a lutar por mim e pelo meu futuro, quando o meu interior grita e debatesse para não me tornar uma pessoa ainda mais fria. Estou orgulhosa de mim e cada vez mais acredito em mim própria e sei que apesar de ir partir corações e "desiludir", qual o trilho que tenho que tomar. 

O grande problema são as mentalidades e erros cometidos que têm e ainda terão consequências, que geram discussões sem sentido, sentimentos frios que provocam o distanciamento. Fico grata por ter conhecido a liberdade, só que agora não há impedimento para conseguir sair de vez da gaiola e voar em direção ao que quero do meu destino.

Não sou uma pessoa fria, muito pelo contrário, sou bastante sentimental. É mais uma das máscras juntamente com os muros criados ao longo do tempo para própria protecção para não sofrer o mesmo rumo. Gostava de puder mostrar quem realmente sou, os meus pensamentos, as minhas ambições... Não é ou irá ser possível porque não é o que o mundo limitado que conhecem e algo fora dessas barreiras é como se fosse um sacrilégio.

Aos pouco tento conformar-me com o que ainda virá, o periodo ainda negro e o que mais temo para a minha sa+ude mental, e o futuro em que terei que ser corajosa e cortar os laços para não ficar a viver esta infelicidade que se vai alojando aos poucos, que reabre feridas antigas.

 

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