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because your smile make me live ♥

so strong, so broken

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because your smile make me live ♥

31
Ago17

não consigo respirar

De repente a ansiedade decide vir dizer um olá e instalar-se. Aquele sufoco no peito que torna difícil a respiração, aquela dor embulhada em emoções que não desparece, apenas permanece a rasgar ainda mais as feridas.

Pensava que iria haver mais tempo para me habituar as emoções. Senti-me, quase, de novo naqueles momentos em que ficava parada a aguentar o choro, antes de encostar ao carro e cair em choro e dor, quando o via a ir embora. Aquela dor profunda de ser obrigada a largar à minha liberdade, privacidade e independência para voltar à vida, ainda mais, infeliz. Mesmo sentindo-me de coração partido e longínquo, tinha o meu espaço onde conseguia sentir-me bem no meu espaço privado, a minha liberdade e independência que me faziam sentir que era dona de mim mesma e que teria que ser capaz de tirar o maior partido disso e continuar a lutar por quem queria ser. Não existem esses sentimentos neste espaço carregado de uma enorme nuvem negra que se entranha e turva a visão.

É um jogo de emoções e sentimentos, uma encruzilhada em que cada caminho traz consequências irreversíveis, neste mundo que não é bondoso. O retorno ao fundo do poço é rápido e sem avisos, e o que vêm a seguir é ainda mais assustador e frustrante. 

Não passaram ainda dois dias, já me sinto morta por dentro. Voltar aquele estado de depressão, onde não existe vontade para sair da cama, vontade para cuidar de mim própria, vontade de colocar empenho no que gosto de fazer e me ajuda a fugir desta realidade. De volta a estar encolhida no meu canto, a querer lutar mas sem a força ou a vontade para fazê-lo porque não existe aquela presença que dê alguma cor ao dia.

Um espera engrata neste mundo adulto, uma pessoa que quer crescer mas não a deixam por exigências que não fazem sentido, uma mente que quer lutar mas é oprimida por outras que não sabem aceitar a mudança, um coração que quer só quer tentar ser feliz...

23
Ago17

parada

Os dias vão passando, e ela sente-se imóvel em relação ao caos à sua volta. As portas estão fechadas, as janelas semi-abertas e ela estática a olhar, sem puder agir. Apenas ficar agarrada aquele coração mole e com esperanças vagas à espera de respostas que tendem em não chegar.

Ela quer tanto agir, pegar nas suas coisas e bater com a porta. O seu corpo grita a cada hora passada contrariando o seu rosto sorridente. Pôr as máscaras sem descanso, porque não existem palavras como o respeito ou privacidade. É obrigada a abdicar de partes tão necessárias, que só abrem feridas antigas e partem o que foi colado do seu coração. Viver dentro das tais quatro paredes é uma agonia, nada sabe bem, nada parece certo por mais esforço que se obrigue a criar uma rotina similiar à da sua liberdade. 

E mais uma vez ela encontra-se num local similiar de há um ano atrás. Uma nova rotina que terá que ganhar na sua prisão de anos, velhos e recorrentes sentimentos que são sempre complicados de lidar, ficar aterrorizada por não saber como será o futuro, temer pela sua sanidade mental. Ficar à espera de uma esperança que se esvazia a passos largos, calada no meio dos planos de quem pode viver, chorar por dentro pela dor que pesa e começa a ser dificil de esconder. 

Todos os dias acordar é penoso, nada mudou e é mais um dia que terá que aguentar. Positivismo não faltava, até começar a sentir os dias a esgostarem-se, a sua âncora a falar, mais uma vez, de uma vida completamente difrente da sua e querer chorar, mas ter que ser forte e guardar as mágoas para um momento que consiga estar só e deixar-se desabar, como agora. 

As lágrimas ainda não esgostaram e não deverão ir parar tão cedo, ela podia passar horas a chorar com toda a dor e medo que sente. Gritar em silêncio por ter liberdade e privacidade, uma frustração imensa por não haver nada rápido para isso mudar.

03
Ago17

a boiar na vida

Perdida ou concentrada no meu mundo?

Estou a nada contra a maré, a tentar manter-me ao de cima e agarrar-me a todos os pequenos pedaços de madeira que aparecem. Isolada no meu cásulo, a perder laços que não deveria e agarrada a outros que têm sido a minha salvação. Sei que não deveria ficar tão perdida, não há sequer desculpas, apenas horários e situações de vida diferentes, que me leva novamente aquela lugar de injustiça para o qual não existem palavras de descrição.

Voltar para esta gaiola é constantemente desafiante e esgotante. A falta de privacidade e sossego, os controlos constantes, o mau ambiente e um pouco de tudo em geral. Não existe um lugar tranquilo em que me possa sentir confortável, sem estar com aquele olhar e ouvido atento. Não existe aquele sono de descanso porque há maus hábitos criados e ao despertar da manhã o pouco silêncio da noite vira a confusão do dia-a-dia.

Felizmente não me perdi, apenas me tornei uma rebelde e desgraça aos olhos deles. Continuo a lutar por mim e pelo meu futuro, quando o meu interior grita e debatesse para não me tornar uma pessoa ainda mais fria. Estou orgulhosa de mim e cada vez mais acredito em mim própria e sei que apesar de ir partir corações e "desiludir", qual o trilho que tenho que tomar. 

O grande problema são as mentalidades e erros cometidos que têm e ainda terão consequências, que geram discussões sem sentido, sentimentos frios que provocam o distanciamento. Fico grata por ter conhecido a liberdade, só que agora não há impedimento para conseguir sair de vez da gaiola e voar em direção ao que quero do meu destino.

Não sou uma pessoa fria, muito pelo contrário, sou bastante sentimental. É mais uma das máscras juntamente com os muros criados ao longo do tempo para própria protecção para não sofrer o mesmo rumo. Gostava de puder mostrar quem realmente sou, os meus pensamentos, as minhas ambições... Não é ou irá ser possível porque não é o que o mundo limitado que conhecem e algo fora dessas barreiras é como se fosse um sacrilégio.

Aos pouco tento conformar-me com o que ainda virá, o periodo ainda negro e o que mais temo para a minha sa+ude mental, e o futuro em que terei que ser corajosa e cortar os laços para não ficar a viver esta infelicidade que se vai alojando aos poucos, que reabre feridas antigas.

 

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