Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

because your smile make me live ♥

so strong, so broken

so strong, so broken

because your smile make me live ♥

24
Dez09

A Escolha

Hello  :D
 

como prometi pus aqui a minha short fic e não sei como deu para um só post, ou seja, bué big, tem 5 capitulos e eu adoro o 4, depois percebem porque  xD

espero que gostem  ^^

FELIZ NATAL!

 

 

Capitulo 1 - O Rapto

 

Era o inicio das férias, já tinha tudo planeado, ia ser só curtir, mas eu não imaginava que as minhas férias iam começar de uma forma totalmente diferente da minha ideia.

Saio do portão da escola e vou ter com as minhas amigas, as despedidas são intensas. Começamos a planear o que iramos fazer nas férias quando chegam os rapazes e começam a chatear-nos. De repente pára uma carrinha preta a nossa frente, ficamos todos perplexos a olhar para aquilo como um burro a olhar para um palácio.

Abre-se a porta da carrinha e de lá sai um indivíduo como saído de um filme, alto, forte, de fato e óculos de sol escuros, parecia mais uma agente secreto ou um segurança, mas não um raptor. Sinto-me a ser puxada por esse homem e começo a gritar para me largar, mas não adiantava, os meus colegas ficaram paralisados como se estivessem congelados e por isso não fazem nada.

O homem empurra-me lá para dentro, estava escuro e não via nada, cai-o sobre uma coisa mole, parecia um sofá ou assim. A porta fecha-se, quero gritar, mas não sai nada, sinto a carrinha a avançar, não podia fazer nada a não ser ficar quieta, aquilo já era o suficiente estranho e medonho, não queria piorar as coisas. Sinto uma coisa fria junto a minha boca e no minuto seguinte adormecido.

Acordo de repente, olho a minha volta e vejo-me num quarto muito requintado, dou uma chapada a mim própria para ver se estava a sonhar, mas não aquilo era real. Não sabia o que pensar muito menos fazer, num minuto estava muito bem a falar com os meus colegas e depois sou raptada e depois já me encontro num quarto e ainda por cima sozinha. Tento levantar-me, mas desisto logo, ainda estava bastante zonza por causa do que me deram para dormir, oiço vozes e decido fazer de conta que estou a dormir. Entram no meu quarto e como me vem a dormir saem outra vez e não fecham a porta a chave, aquelas vozes não me eram estranhas, mas não estava a ver de quem eram.

Levanto-me novamente e desta vez consigo pôr-me em pé. Ando a volta do quarto e em cima de uma cadeira estava lá as minhas coisas e uma mala, abro-a e lá dentro estava a minha roupa, como é aquilo foi lá parar? Vou até a janela e vejo um campo verde a minha frente, parecia um campo de golfe. Fico parada no meio do quarto a olhar para tudo e nada fazia sentido, porque é que as minhas roupas estavam ali? E porque é que até agora não tenho nada no meu telemóvel, nem uma chamada dos meus pais, nem nada. Parecia que estava tudo planeado.

 

Capitulo 2 – A secretária

A porta do meu quarto é novamente aberta, viro-me e vejo novamente o homem que me tinha “raptado”. Ele vem ter comigo, agarra-me e manda-me andar. Eu tento impor-me, mas ele era muito mais alto e forte do que eu, por isso não tive outro remédio se não fazer o que ele mandou. Avançamos ao longo do corredor, aquele sitio onde estava mais parecia um castelo, os corredores eram muito compridos, entramos numa sala linda, era uma mistura de antigo com moderno e isso fazia com que fosse fora do normal. A sala estava deserta como parecia o resto da casa, ele manda-me sentar numa cadeira em frente a uma secretária, finalmente arranjo coragem e pergunto o que é que estava ali a fazer, o porque tanto mistério e porque é que me tinham “raptado”. De repente a cadeira a minha frente vira-se e vejo a minha frente um homem de bigode, aquela cara não me era estranha, mas mais uma vez não estava a ver quem era. O homem não diz nada, simplesmente fica a olhar para mim, eu já me estava a passar com aquilo tudo, precisava que alguém me disse-se alguma coisa, mais parecia que tinha ido para uma casa de doidos. O homem não tira os olhos de mim e qualquer movimento que eu faça ele segue-o com os olhos. Começo a gritar com ele, dizia tudo o que me vinha a cabeça, passados uns bons minutos finalmente calo-me, mas parece que o homem não tinha ouvido nada do que eu tinha dito, continuava especado a olhar para mim. O homem levanta-se e vem ter comigo, senta-se na secretária mesmo ao meu lado e continua calado. Aquele silêncio era como a morte para mim, levanto-me da cadeira e vou até a porta e ninguém fez nada para me impedir. Saio dali e vou tentar encontrar o quarto onde estava, começo a caminhar e começo a sentir medo, abro uma porta e mais um compartimento vazio, começo a desesperar, precisava de encontrar a saída o mais rápido possível.

Capitulo 3 – O inesperado

Começo a ouvir uma música, parecia a “Single Ladies”. Cada vez mais as coisas estavam pareciam mais estranhas, aproximo-me do compartimento de onde vinha o som, abro a porta e fecho logo os olhos porque era demasiada claridade para os meus olhos, entro e quando adapto-me a claridade, vejo uma pessoa a dançar aquela música, aproximo-me dela e qual é o meu espanto quando vejo que era o Joe Jonas! Nesse momento é que fico completamente baralhada, mas que raio se estava ali a passar? E porque é que o Joe estava a dançar com uma roupa demasiado justa? Tento falar com ele, mas não obtinha nenhuma resposta, parecia estar hipnotizado. Precisava que alguém me falasse, precisava de ouvir uma voz, por isso num momento de desespero dou uma chapada ao Joe, ele parece que finalmente acorda e fica a olhar para com cara de parvo, tal e qual como o do homem da secretária e só passados uns minutos é que reage, dizendo “Ai” e faz o mesmo que eu lhe fiz. Numa resposta de reacção dou-lhe novamente uma chapada e esta cena repete-se mais algumas vezes e só ai percebo que ele repetia tudo o que eu faço, por isso tento falar com ele, mas ele só sabia dizer que era um dançarino profissional. Era escusado tentar falar com ele, assim saio daquele quarto e ele começa a dançar novamente.

Mas onde é que eu estava, tinha acabado de ter estado com o Joe Jonas, mas ele não parecia ele… Continua a andar e a tentar encontrar a saída, quando vejo uma pessoa ao fundo do corredor, vou a correr até essa pessoa, mas apanho uma desilusão, era novamente o homem da secretária e como eu tinha quase a certeza que ele não ia falar, mas sim ficar especado a olhar para mim, começo novamente a andar. É então que o inesperado acontece e ele imite um som qualquer parecido com um assobio, viro-me para ele e digo-lhe:

- Será que me pode explicar o que se está aqui a passar?

O homem da secretária tira o bigode que afinal era postiço e fico a minha frente não com um homem completamente desconhecido para mim, mas sim muito conhecido. Era o Kevin Jonas que me disse:

- Desculpa se isto te está a parecer muito estranho, mas eu amo-te!

Fico de boca aberta a olhar para ele sem saber o que dizer ou fazer, ele aproxima-se de mim e tenta beijar-me, mas eu afasto-o e começo a correr e vou dar a um corredor sem saída.

Do nada aparece-me o Joe a minha frente e diz:

- Preciso de alguém com quem falar.

Estava completamente baralhada, por isso digo-lhe:

- Desculpa? Eu a bocado tentei falar, mas nem sequer me dirigiste a palavra e agora queres falar? Podes-me dizer onde é que estou e o que é que estou aqui a fazer?

- Queres dançar?

- Desisto, a serio que desisto, eu devo ter vindo parar a um manicómio, só pode.

Oiço um PST, viro-me, mas não via ninguém para além do Joe que mais parecia um bobo de corte.

 

Capitulo 4 - Canibais

O PST fica cada vez mais forte e perto, sinto-me a ser puxada para cima, olho na direcção em que estava a ser puxada e vejo o Nick Jonas a sorrir para mim.

Ele ajuda-me a subir e fugimos para o sótão, aí ele tenta explicar-me o que se estava a passar:

- Tu, eu, fugir, são malucos, plano, escapar, fugir, fugir!

 - Acalma-te, fala mais devagar, não estou a perceber nada.

- Não há tempo, tens que sair daqui!

- Sair, mas porque? O que é que se está a passar?

- Anda, vamos pegar nas tuas coisas e meter-te fora desta casa.

Estava cada vez mais baralhada, mas o que é que ele estava para ali a dizer, não tinha sentido o que se estava a passar, aqueles era mesmo o Kevin e o Joe ou eram alguém muito parecido? Porque é que eles não parecem normais, mas sim uns autênticos loucos. O Nick agarra-me na mão e leva-me por uns corredores até chegarmos novamente ao quarto onde eu estava. Vi-a nele que algo não estava bem, parecia estar com medo de ser apanhado.

-Despacha-te, pega nas tuas coisas, temos que sair daqui antes de eles aparecerem.

- Mas eles quem? Aqueles eram mesmo os teus irmãos? Nick, por favor responde-me.

Começamos a ouvir uns passos, ele diz-me para esconder debaixo da cama e deixar tudo como estava. Escondo-me e entram no quarto, era o Kevin e o Joe.

- Nick, posso saber porque é que não fizeste aquilo que te mandamos? – pergunta o Kevin

- Do que é que estás a falar? – responde o Nick

- Do nosso plano.

-Ah, isso, eu estou a cumprir.

- Então porque é que apareceste do nada e fugiste com ela? – pergunta o Joe

- Eu não fugi, eu ia cumprir a minha parte, mas ela acabou por fugir.

- Outra vez? Temos de a encontrar, o tempo está acabar e estou a ficar cheio de fome. – diz o Joe

- Exacto, temos que a encontrar antes do jantar porque se não, não jantamos. Vamos mas é continuar a procura. – diz o Kevin.

O Kevin e o Joe saem do quarto, eu saio debaixo da cama completamente apavorada, eu não tinha ouvido o que eles estavam a dizer, o Nick tenta ajudar-me a sair debaixo da cama, mas eu recuso e começo a gritar com ele:

- Larga-me, eu não acredito que vocês…, que vocês são uns…, uns CANIBAIS!

- Não, acalma-te, percebeste tudo mal, deixa-me explicar.

- Explicar o que? Eu ouvi muito bem o que os teus irmãos disseram, vocês querem encontrar-me antes do jantar para me comerem, pensava que me ias ajudar a fugir, mas já vi que não, nem seque te impuseste.

- Não, não, não é nada disso, estas a perceber tudo mal.

- Eu não quero ouvir nada, aliás eu nem sei se é seguro estar aqui contigo, quem sabe se tu só não estás aqui a empatar-me para …. Ai, nem sequer quero pensar nisso.

Ele agarra-me e olha-me nos olhos dizendo:

- Pará, eu quero ajudar-te! Mas os meus irmãos não podem saber que te estou a ajudar. Tu percebeste a conversa toda mal, eu depois explico-te, mas agora não há tempo, eles podem voltar a qualquer momento.

-Ok, eu vou acreditar em ti, mas estou completamente baralhada.

 

Capitulo 5 – A escolha

Ele agarra-me novamente na mão e começamos a correr, a fechar e abrir portas, atravessar corredores que nunca mais acabavam, até conseguirmos chegar finalmente a porta principal. Estava prestes a sair daquele tormento, o Nick estava a ficar cada vez nervoso e não parava de olhar em redor.

- Vai-te embora, tens que ir!

-Obrigada, por tudo Nick. Desculpa se pensei alguma coisa errada sobre ti, mas ainda não percebi porque é que me raptaram?

- Não há tempo, vais acabar por perceber!

O Joe e o Kevin aparecem a correr e gritam para não nos mexermos.

-Nick, apanha-a. Ela está mesmo a tua frente porque não fazes nada. – grita o Kevin.

Olho para o Nick, agora estava mais assustada do que nunca, nunca tinha visto assim o Kevin, ele estava a gritar com o próprio irmão.

-Nick, tu, tu, traíste-nos! – grita o Joe.

- Não, não é nada disso. Vocês sabem que eu nunca aceitei esta ideia, vocês obrigaram-me! – diz o Nick afirmando-se perante os irmãos.

- Tu podias logo ao princípio ter dito que não. – diz o Kevin.

- Eu tentei, mas …

- Nick, podes me explicar o que se está aqui a passar? - pergunto

- Tens que decidir meu! Ou a salvas, sais desta casa e nunca mais cá voltas a entrar e acaba-se a banda ou não a salvas e continuas a viver aqui connosco, com os teus irmãos que são a tua banda e ajudas-nos a concretizar a nossa ideia que temos para ela. – diz o Joe.

- Não, vocês não me podem fazer isto, por favor eu sou vosso irmão. Somos do mesmo sangue! – diz O Nick.

O Nick começa a chorar e tudo por minha causa, eu tinha que fazer alguma coisa, não podia ficar ali sem fazer nada, mas estava demasiado chocada para dizer ou fazer algo!

- Bia, foge, ainda estás a tempo, não podes ficar aqui! Eu cá me hei-de arranjar, vai-te embora. – diz o Nick olhando fixamente para mim.

Viro-me para a porta e começo a andar na direcção, mas volto atrás, se eu saísse por aquela porta o Nick ia nunca mais voltaria a ser o mesmo. Vou ter com ele. Ele chora cada vez mais, estava completamente desesperado.

-Não quero que deixes de ser da banda por minha causa, tentaste salvar-me e estou-te muito agradecida por isso, mas não ia aguentar ver-te por aí sozinho!

Olhamo-nos nos olhos, ele não sabia o que dizer…

- Muito comovente, mas Nick tens que te decidir. Ou ela, ou nós? – diz o Joe.

- Eu escolho …

Vejo aquele cenário todo a desaparecer a uma velocidade incrível e oiço uma voz a gritar:

ACORDA!

08
Dez09

Entre Muros

Entre Muros

 

Pensava que estas coisas só aconteciam nas telenovelas e no final não passava de mais um truque para manter as pessoas coladas ao ecrã, mas afinal enganei-me. Pensava que era só antigamente que se vivia assim “escondido do mundo”, mas afinal não, hoje em dia isso também acontece, apesar de quase ninguém se aperceber.

Acordei um dia e disse que sim, sem saber realmente o que me esperava, mas decidi arriscar, mas com alguns pontos e vírgulas. É estranho viver uma situação assim e é mais difícil do que parece. A qualquer minuto podem-se abrir milhares de janelas e aí já não há nada a fazer senão admitir ou não.

É viver cada dia com um certo receio de se ser apanhado, mas não se pode viver entre dois muros apesar de tudo, há que libertar alguma energia. As vezes é um enorme sentimento que se torna quase incontrolável, querer dizer a todo o mundo sem medos de nada, mas tem que se por um obstáculo a frente, é segredo e ninguém pode saber.

Como é possível hoje em dia ainda haver destas coisas, o amor não escolhe idades e isso deve ser o que menos importa, mas sim sentirmo-nos amados. Parece que ainda existem certos “tabus” que não são fáceis de ultrapassar. Olho pela janela e vejo uma natureza radiante, porque será que só me parte me sinto assim? Não sei, talvez por não ser totalmente aberto, mas pelo menos ter o apoio de uma pessoa já é mais que suficiente.

Qualquer dia tudo acabará por virá ao de cima, mas isso não importa neste momento, quero aproveitar cada dia, não deixar fugir este sentimento, agarra-lo o maior tempo possível. Eu quero viver para ele e mais nada interessa, quero aproveitar todos os momentos e ninguém me há-de impedir disso.

 

Esta é a minha nova short, espero que gostem ^^ 

Fizeram-me ficar inspirada! Mas não foi graças a parvalhona, como é normal sim é mesmo para ti :P

24
Out09

3º capitulo - História de Amor

E aqui fica o último capitulo da fic "Históris de Amor". Obrigada pelos comentários apesar de achar a fic uma autêntica lamenchice e não se comparam as minhas habituais....

 

 

Capitulo 3 – A esperança morre

 

2 semanas depois ia com a minha mãe na rua, quando nos encontramos com a Fátima.

                -Olha a minha nora. – diz ela cumprimentando-me.

Eu começo a corar.

                -Eles ficaram mesmo a gostar um do outro. – diz a minha mãe.

                -Se ficaram, o André até andou a decorar poemas de amor para tos dizer.

Aí é que coro ainda mais, queria um buraco para me meter, todos tinham percebido que estava apaixonada por ele. Será que o que a Fátima disse é verdade? Poemas para mim? Não podia ser, não queria acreditar no que tinha acabado de ouvir, nunca ninguém me tinha feito uma coisa dessas.

Começam a passar dias, semanas, meses e anos…

Eram férias de verão, já lá iam três anos desde que tinha visto o André. Durante esse tempo fiquei agarrada a esperança de o voltar a ver.

Eu tinha de saber como ele estava, se ainda gostava de mim, se ainda pensava de mim, ou já me tinha esquecido. Levanto-me e vou buscar o telemóvel, procuro o número da Fatima, era a única coisa que tinha dele. Até esse momento nunca tivera coragem de telefonar, mas naquele momento era o que mais queria, por isso carrego no verde.

Quem atende é a mãe e eu digo que queria falar com o André que era um amigo.

                -Quem é? – pergunta ele meio agressivo.

                -Sou um amigo teu. – minto.

                -Pois, como se eu acreditasse.

                -Tens razão, não sou um amigo, mas uma amiga. Sou a Patrícia, não sei se te lembras de mim. Conhecemo-nos numa festa há dois anos atrás, eu já fui uma vez a tua casa …

                -Patrícia? Patrícia? Ah, a Patrícia. Sim, já me estou a lembrar de quem és.

                -Ainda bem. Eu estou a ligar-te porque como nunca mais falamos nem nada …

                -Pois fois. Gostei muito daquele dia em que vieste cá casa.

                -Eu tabém e muito. Tens telemóvel?

                -Não, está avariado, porque?

                -Porque assim podíamos falar mais a vontade.

                -Eu depois quando tiver , ligo-te ou assim.

                -Ok, então vou ficar a espera. Gostei muito de falar contigo.

                -Eu também, então até uma próxima.

                -Xau.

E desligo a chamada, foi tão bom ouvir a voz dele, que saudade … Ele tinha-me despachado, mas eu nem liguei isso o meu coração estava a falar mais alto do que a consciência.

Passam mais 2 anos e o amor acabou por se desvanecer, mas a esperança de o voltar a ver continua acesa.

Vou cedo para a festa porque queria ficar mesmo lá a frente, mas antes tenho que ir com a minha mãe as barraquinhas e como ainda nenhuma das minhas amigas tinha chegado. Estou a espera dela quando vejo um rapaz a passar e sinto uma coisa esquisita dentro de mim, mas não liguei nada. Vamos ver o pavilhão e quando estávamos a sair encontramos a Fátima com uma amiga, mais o André e a namorada. Ele tinha mudado que quase que não o reconhecia, fico a olhar para ele e ele para mim apesar de estar com a namorada, esta era em parte parecida comigo, mas mais branca. Ele era o rapaz que tinha visto …

A esperança acabou de morrer naquele preciso momento, mas eu até me sentia feliz, agora sim podia seguir em frente sem ter nada que me agarra-se ao passado!!! Nessa noite a minha vida virou uma pagina, era novamente uma rapariga livre que só queria aproveitar o presente e esquecer o passado. Mas gostava de poder falar com ele só para lhe perguntar porque é que nunca me procurou, nem telefonou? Se gostava de mim podia ter feito alguma coisa, já que tinha decorado os poemas…

Chamo-me Patrícia, tenho 15 anos, estou feliz comigo própria e está é a minha é a minha história de amor.

 

14
Out09

2º capitulo - História de Amor

Capitulo 2 – O reencontro

 

As semanas vão passando e na minha cabeça só havia André e a sonhar acordada na próxima vez que nos encontrássemos.

-Onde vamos? – pergunta eu pela quinquagésima vez a minha mãe.

-Vamos a casa da Fátima. – responde a minha mãe finalmente.

-Que Fátima? – pergunto eu completamente no mundo da lua.

-A mãe do André – desço a terra e fico especada a olhar para a minha mãe. – Queres um babete? – goza ela.

Eu não respondo e encosto-me ao banco, tento acalmar-me, mas não conseguia, os nervos começam a apoderar-se de mim e sinto um nó no estômago.

A minha mãe arranja um lugar para estacionar, saímos do carro e descemos a rua. Chegamos a casa dele e como o portão estava aberto entramos, assusto-me com um grande pastor alemão, devia ser o cão dele.

A minha mãe vai tocar a campainha e pouco tempo depois aparece a Fátima.

-Quem é? Ah! Olá, entrem.

Subimos as escadas e entramos na cozinha, o André estava ainda a almoçar, mesmo assim estava giro.

-Olá – digo eu assim que o vejo.

Ele não responde porque estava a comer, mas acena-me. A Fátima vai mostrar a casa a minha mãe e eu fico a falar com o André. Falamos um pouco de nós e de como eram as nossas vidas, sinceramente só me lembro da parte de ele ter vindo da Suíça e ter chumbado logo no 1º ano porque não se adaptou a língua, por isso ainda estava no 4ºano, porque estava completamente obcecada a olhar para ele.

-Queres ir dar uma volta pela aldeia? – pergunta ele e começa a avançar para a porta e desce as escadas e eu segui-o. – Mãe vou dar uma volta pela aldeia com a Patrícia.

-Está bem, mas toma bem conta dela e não demorem muito.

-Ela está em boas mãos. – e ele sorri para mim.

Saímos da casa dele e vamos dar uma volta por toda a aldeia, sentia-me tão bem ali que não queria que aquele momento acabasse nunca.

Passa por nos uma mulher:

-A passear com a namorada? Muito Bem.

Não dizemos nada e assim que ela já não nos vê começamos a rir as gargalhadas.

-Estes velhos só sabem dizer estas coisas. – diz ele a rir-se, como ficava tão perfeito.

Chegamos a casa dele e o cão ia para ladrar, mas ele vai logo cala-lo.

-Entra para a garagem. – diz-me ele baixinho e apontando com o olhar.

Eu entro dentro da garagem, aquilo era uma espécie de sala de estar. Ele tinha os livros da escola em cima de uma mesa e vou até lá, queria ver como era a letra dele. Estava quase quando ele vem ter comigo.

-Ainda bem que entraste logo para aqui, assim o Rex não deu sinal que nós já tínhamos chegado.

-Pois, mas porque não queres que a tua mãe saiba que já chegamos? – pergunto não estando a perceber nada.

-Porque quero pregar-lhe um susto. A uma passagem lá em cima que vai dar a outra divisão e assim aparecemos de repente e assustamo-las. – diz ele com um sorriso maroto. Ele pega-me na mão e começa a caminhar – Anda!

Subimos mais uma escada e vamos dar a uma espécie de escritório. Ele larga-me a mão para ir a frente na passagem, mas eu antes de ir fico a olhar pela janela, não sei bem porque.

-Vais gostar de passar pela passagem é estreita, mas nós passamos na boa. – viro-me de repente para ele e ficamos frente a frente. A acra dele começa a aproximar-se da minha, estava a começar a sentir-lhe a respiração, quando ouvimos uma mulher a chamar. Ele afasta-se e olha pela janela, era a mesma de a bocado.

-Deixa-a a chamar, faz de contas que ainda não cá estamos, a tua mãe não tarda há-de ouvi-la.

-Mas ela já me viu, desculpa, mas tenho de ir chamar a minha mãe. – ele avança para as escadas e começa a desce-la.

Eu suspiro, e começo a caminhar, não ia ficar ali sozinha, aquela mulher estragou-nos o momento perfeito.

O André e a mãe começam a falar para a mulher e eu e a minha mãe acabamos por ir embora.

-Xau – digo eu com um olhar matador para a mulher.

-Xau, gostei muito de estar contigo. – diz ele com um sorriso.

Como aquele gesto me deixava nas nuvens. Vamos para o carro e a minha mãe começa a fazer perguntas, mas eu estava novamente no mundo da lua, aqueles momentos com ele foram inesquecíveis.

 

 

3º Capitulo --->  Clica Aqui

10
Out09

1º capitulo - História de amor

Tcharam!

E aqui fica o 1º capitulo de 3, de uma fic, como hei-de dizer, especial…

Espero que gostem, mas aviso já esta muito lamechas e nada emocionante e nem sei se dá para se sentir o que a personagem sentiu porque fiz isto à pressão. Culpem a bestie, não a mim :P (já vou ouvi-las)

 

 

Capitulo 1 – O sentimento

 

O ambiente da festa até estava animado, mas como sempre não me relacionava com aquilo, nunca gostara muito de festas. O meu género era mais ficar em casa a ver Tv ou ler um livro, mas como sempre fui obrigada pela minha mãe a ir. Estávamos a ver uma daquelas bandas de festas a actuar e eu só pensava em ir para casa ou então ir até a beira rio, já que a lua se reflectia na água.

De repente vejo a minha mãe a falar com uma mulher e ao seu lado um rapaz que ao principio não ligo muito.

-Patrícia, esta é a Fátima, foi minha colega na misericórdia. E aquele é o filho, o André.

-Olá – digo eu e cumprimento-os.

Fico ali especada a olhar para o André ao mesmo tempo que tentava ouvir a conversa das “mães”.

-Porque não vais ali para cima com a Patrícia? – pergunta a mãe do André.

Ele vira-se para mim e pergunta com um sorriso:

-Queres vir?

Eu encolho os ombros e vou com ele. Chegamos ao cimo do pequeno monte e sentamo-nos a ver as pessoas dançar e a olhar para a lua.

-Como te chamas? – pergunta ele e nesse momento vejo-o melhor que nunca graças a lua a incidir a sua luz sobre ele.

-Patrícia e tu és o André, não é?

-Sim, sou, parece que a tua minha mãe diz o meu nome bem alto. – ele começa a rir, aquele riso era lindo.

-Nem foi assim muito, mas acho que toda a festa ouviu. – e começamos a rir cada vez mais.

-Tens quantos anos?

-10, mas estou quase a fazer 11 e tu?

-11, mas fi-los a pouco tempo.

-Então somos quase da mesma idade. – começo a brincar com a terra e ele imita-me.

Ficamos em silêncio a olhar para a lua e a apreciar aquele ambiente, sempre que olhávamos um para o outro os nossos olhares cruzavam-se e só sabíamos sorrir.

-Esta noite está tão bonita. – diz ele.

-Pois, está a lua faz as coisas terem um brilho especial.

-E muito mais cintilante, como tu por exemplo…

Se estivesse mais luz ele pensava que me tinha tornado num tomate. Fico sem saber o que responder, aquele elogio foi o melhor que alguma vez alguém me tinha feito.

A mãe dele chama-o, ele levanta-se e vai ter com ela. Ele desliza o monte e eu fico de boca aberta a olhar para ele, felizmente ele não tinha percebido, tudo nele era perfeito! Como ele estava a demorar e estava cansada de estar sentada, levanto-me e começo a descer o monte, mas quase no final escorrego e ele vai a correr ter comigo, agarra-me e eu deixo-me cair nos braços dele e olho-o nos olhos. Naquele momento acho que nenhum dos nós os dois tinha duvidas que estávamos apaixonados.

-Obrigada – digo eu com um enorme soriso e o coração a bater a mil à hora.

-De nada. Estás bem, não te aleijaste? – pergunta ele não tirando os olhos de mim.

-Sim, estou, apareceste mas altura certa. – saio dos braços dele e vamos ter com os adultos.

-Então, já se cansaram? – pergunta a minha mãe.

-Sim e está a arrefecer lá em cima. – digo eu enrolada.

-Queres vir dançar? – pergunta ele.

-Desculpa, mas não me apetece e eu não sei dançar. – digo eu com esperança de não o ter magoado.

O que tinha acabado de fazer? Dei uma bela tampa ao rapaz dos meus sonhos, o que é que me passou pela cabeça?

Ele acaba por ir embora e despede-se de mim com dois beijos na bochecha e um xau, eu fico paralisada e não consigo dizer uma única palavra, simplesmente lhe aceno. Fico a vê-lo afastar-se até o perder de vista. Assim que o deixo de ver solto um longo e profundo suspiro, era tão bom sentir aquilo.

-Ele era giro, não era? – pergunta a minha mãe.

-Sim e muito simpático. – fico com um enorme sorriso na cara.

Eu e os meus pais vamos para a ponte ver o fogo-de-artifício que estava quase a começar. Aqueles conjuntos de cores faziam-me lembrar aqueles olhos azulados, aquele cabelo castanho claro, aquele sorriso do André. Na minha cabeça começam a surgir várias perguntas que não tinham resposta, Onde será que ele estaria? Será que já tinha ido embora ou também estava a ver o fogo-de-artifício?

Chego a casa, visto o pijama e enfio-me na cama a olhar para o tecto e a pensar naquele noite, o momento em que estive sentada com ele e momento em que literalmente caio em cima dele, aquela voz e aquele sorriso que não me saiam da cabeça …

 

 

2º Capitulo  ---->  Clica Aqui

17
Set09

Vida Fugitiva

 

Sinto a vida a fugir-me por entre os dedos. Nunca a minha vida andou tão rápido como nos últimos dias! A vida calma e monótona que sempre tive transformou-se numa autêntica montanha russa a partir do momento em que te vi Kevin. Passou tudo tão depressa que nem tive tempo para aproveitar os nossos momentos…

Devia estar a sentir uma enorme alegria e não esta sensação estranha dentro de mim. Devia andar por ai com um lindo sorriso na cara. Estou prestes a cometer uma loucura. Não sei o porquê de estar a fazer isto, não consigo aguentar, são demasiadas coisas novas na minha vida.

Nem o barulho do mar me acalma os pensamentos. Parece que já não consigo controlar a minha própria vida!

Começo a avançar para o mar. Parecia que me estava a por a prova, mas de uma maneira demasiado perigosa. Sinto-me a ser puxada por uma mão forte, …

Acordo devagar e ao meu lado vejo-o com uma enorme preocupação na sua face. “Desculpa”, digo-lhe eu tentando respirar ao mesmo tempo. Ele manda-me calar passando o seu dedo pelos meus lábios.

“Nunca mais voltes a pregar-me um susto destes! Eu estou cá para te ajudar, juntos iremos lidar com esta situação”

Finalmente percebi que apesar de a minha vida estar a andar a um ritmo acelerado podia “partilha-la” com ele. Sorrio-lhe e deixamo-nos ficar deitados na areia a ver o pôr-do-sol.

 

12
Set09

Casa Assombrada

Casa Assombrada

 

 

id7_assonbracao1.jpg picture by Helen_2000

 

 

A casa a sua frente parecia mais assustadora do que nunca. Ela passava por ali todos os dias, mas naquela noite era diferente, parecia mais misteriosa e emitia uma certa sensação de medo que fazia despertar a curiosidade.

-Esta noite está perfeita, que me dizes a entrarmos? – pergunta a Lilith a Katy.

-Eu não entro ali. – diz a Katy sentindo uma arrepio  na espinha.

-Oh, deixa de ser medricas passas aqui todos os dias e agora estas a acobardar-te?

-Eu não me estou a acobardar, simplesmente não estou com vontade de entrar ali.

-Porque estás com medo. – diz a Lilith abrindo o portão e dirigindo-se a porta principal

A Katy como não queria ficar ali sozinha, por isso não teve outro remédio senão seguir a sua amiga.

Elas batem a porta principal e esta abre-se como por magia.

-Aw, vamos embora, por favor Lilith. – diz  a Katy a tremer por todos os lados.

-Não, agora fiquei curiosa, quero ver se acontece mais algo extraordinário. – diz a Lilith segurando na mão da Katy obrigando-a a entrar dentro da casa.

A casa por dentro ainda era maior do que o que parecia por fora, o chão era de soalho que rangia com os passos das raparigas.

-Isto deve estar abandonado a anos, olha-me só para estas teias de aranha. – diz a Katy dirigindo-se para um canto da ala principal.

-Wouw, olha-me para estas peças, devem valer uma fortuna. – diz a Lilith que ia para tocar no objecto.

-Não toques! – berra-lhe a Katy – Pode ser perigoso.

-Deixa-te de pieguices, estar numa casa como destas é um sonho de qualquer adolescente.

A Katy com aquelas palavras passa a tremelicar cada vez mais que quase se ouviam os seus dentes a ranger. De repente a Katy ouve uma espécie de gemido e manda um grito e um salto.

-O que é que foi desta vez? – pergunta a Lilith

-Não ouviste um gemido?

-Sim, o gemido do teu medo. As casas assombradas não existem mete isso na tua cabeça! – diz a  Lilith afastando-se e entrando num compartimento.

-Espera não me deixes aqui sozinha. – grita-lhe a Katy que vai para avançar mas não consegue mexer-se.

 

[Kathy]

Ela vira-se e vê que ficou presa numa mistela pegajosa, ela tenta libertar-se, mas sem sucesso. Ao seu lado vê um, não hesita em tira-lo do lugar para assim tentar cortar aquela substância pegajosa. Quando finalmente se consegue mexer ela começa a correr para encontrar a Lilith. Vai até ao compartimento onde ela tinha estado, mas não a encontra lá.

            Ela tem que estar aqui, ela entrou e não saiu. Eu bem achei que não era boa ideia entrar nesta casa. As energias estão diferentes como se … - pensa a Kathy que olha pela janela - …noite de lua cheia. Isto não pode ser bom sinal, tenho de encontrar a Lilith e sair daqui o mais rápido possível.

Ela sai daquele compartimento disparada e começa a procurar a sua amiga no andar debaixo.

Nada, já virei isto do avesso e nada de Lilith, só me resta procurar na parte de cima. – diz a Kathy para si, começando o seu medo mais profundo a apoderar-se de si, mas mesmo assim arranja forças para subir as escadas.

“O medo não é ausência de coragem” dizia a Kathy na sua consciência enquanto percorria o corredor de cima. Ao contrário da ala de baixo, está tinha muita pouca luz e ar era muito mais pesado e espesso.

Ela começa a abrir as portas dos compartimentos. O 1º compartimento era um quarto com uma simples mobília que não levantava nada de suspeito como os 3 compartimentos seguintes. Ela estava a percorrer o corredor quando começa a ver uma luz ao fundo deste. Ela avança cuidadosamente para esta e entra num quarto repleto de bonecas, sente uma arrepio pela espinha acima e o frio começa a tomar-lhe conta do corpo. A porta fecha-se atrás de si, ela vira-se e vê uma espécie de fantasma flutuante a sua frente. Ela não teve reacção a não ser ficar a olhar para aquela coisa ao mesmo tempo que se sentia a congelar. O fantasma flutuava a volta dela como se a estivesse a examinar e ia segredando-lhe umas palavras esquisitas:

- *“Níor chóir go mbeadh ort isteach an teach, anois beidh tú ag fulaingt iarmhairtí.

Chega a uma altura em que a Kathy se sentia um autêntico cubo de gelo. O fantasma acaba por se materializar e a sua frente via um homem alto, com os cabelos compridos, mas sem alma.

O fantasma agarra-lhe a mão e beija-a. Nesse momento a Kathy deixa de ser a Kathy, para passar a ser um fantasma como aquele que estava a sua frente. A alma de Kathy estava agora aprisionada num frasco ao lado de muitos outros que tiveram a triste ideia de investigar aquela casa em noite de lua cheia.

 

[Lilith]

Wouw, que peças lindas, é uma pena esta casa estar abandonada, é tão espaçosa. O que é aquilo a brilhar? – pensa a Lilith enquanto entra noutro compartimento.

Este desta vez era metade dos outros e tinha unicamente uma luz tremula vinda de um pequeno candeeiro ao canto do compartimento. O brilho que ela via, vinha do local mais escuro do compartimento. Este intensificava-se cada vez mais. O medo começa a apoderar-se dela, mas mesmo assim os seus membros inferiores começam a avançar apesar de ela toda estar paralisada.

Estava com tanto medo por causa de um diamante, que por sinal é muito lindo. – pensa a Lilith que naquele momento como que por magia sente o diamante a mexer-se no meio das mãos delas – Mas que raio? O diamante não para de se mexer e é sempre naquela direcção.

A Lilith começa a seguir a direcção que o diamante lhe mostrava. Sai do compartimento onde estava e volta para a espécie de sala onde tinha estado. Em vez de se dirigir para a porta que dava para a ala principal continua em frente e abre uma espécie de porta, que a primeira vista não o parecia. Lá dentro havia umas escadas e ela começa a subi-las.

A sua frente encontra um alçapão, ela empurra-o e fecha os olhos de repente devido ao pó. Assim que os abre novamente quase se ia desequilibrando devido a enorme escuridão. Ela vasculha os bolsos até que finalmente encontra o seu telemóvel. A luz que este emitia era muito pequena, mas este tinha lanterna, assim a Lilith começa a procura da definição onde se ligava. A lanterna do telemóvel ligava-se quando os seus olhos já se estavam a habituar a escuridão. O alçapão fecha-se atrás de si num estrondo, ela dá manda um salto, fazendo com que bata com a cabeça e que caia no chão desmaiada.

Ela acorda de repente e quando vai para se levantar bate novamente com a cabeça, mas desta vez não era num tecto. Ela começa a mexer-se e é ai +percebe que já não estava no mesmo lugar onde tinha desmaiado. Aquilo parecia-lhe uma espécie de caixa, pois tinha os gestos limitados.

Nesse momento ela começa a entrar em pânico, começa a bater nas paredes da caixa e a gritar como nunca gritou na sua vida. É então que ouve um ruído, o seu corpo fica paralisado, queria gritar, mas não sai um único som. O som que ela ouvia torna-se cada vez mais próximo, pára! Já só se ouvia a sua respiração ofegante que emitia angustia, medo e desespero.

Finalmente a Lilith manda um grito quando vê um homem com uma faca a abrir a caixa. Ele tinha a cara cheia de cicatrizes e um tom de pele de várias cores. Dum salto ela sai da caixa e começa a procurar uma saída, mas é impedida por um segundo homem que lhe aparece do nada e pelo fantasma da sua amiga Kathy. A Lilith para de correr e olha para o fantasma da sua amiga, ela não queria acreditar que aquela aberração era quem era. O fantasma da Kathy aproveita a oportunidade de ela estar quieta para a agarrar e a imobilizar.

Ela é colocada num mesa e são lhes presas as mãos e os pés enquanto o homem afiava umas facas e os fantasma sussurrava umas palavras :

            -** “Beidh do bháis painful agus costasach. Beidh tú ag fulaingt an curse an tí haunted.”

A Lilith tentava libertar-se a todo o custo, mas quanto mais se mexia mais se aleijava nas correias.

            -Kathy, o que te aconteceu? Eu sei que tu estás ai, eu sinto, por favor ajuda-me! Eu devia ter-te dado ouvidos, não devíamos ter entrado. – diz a Lilith com a esperança de a Kathy ouvir.

            -Cala-te! – grita-lhe o homem.

A Lilith começa a entrar num choro de desespero profundo devido as dores horríveis que sentia das feridas que o homem lhe fazia com a faca.

A sua morte foi dolorosa e custosa. O homem da faca começou por ferir-lhe a pele, seguindo por lhe cortar alguns dedos e quando ela estava quase a desfalecer, o fantasma beija-a, roubando-lhe a alma tal e qual como a Kathy.

Os espíritos das duas amigas ficaram a vaguear pela casa assombrada eternamente…


 

* “Níor chóir go mbeadh ort isteach an teach, anois beidh tú ag fulaingt iarmhairtí. “ - Não devias ter entrado nesta casa, agora vais sofrer as consequências.

 

 

** “Beidh do bháis painful agus costasach. Beidh tú ag fulaingt an curse an tí haunted.” - A tua morte vai ser dolorosa e custosa. Vais sofrer a maldição da casa assombrada.

 

 

26
Ago09

Sede de Obsessão

Bem, escrevi esta one short em uma meia hora, é um recorde, demoro imenso tempo porque nunca encontro as palavras certas   xD

Espero que gostem….  :D

 

 

 

Sede de obsessão

 

 

gfd.jpg picture by Helen_2000

 

 

 

 

 

-Será que já não te lembras das palavras queridas que me dizias, das nossas conversas mais sinceras, dos nossos passeios a beira-mar, dos nossos momentos, das nossas juras de amor?

-É claro que me lembro! Está tudo aqui, mas as coisas mudaram e não podes negar isso. – Diz ele como se já não se lembrasse de nada.

-Sim, mudaram e parece que tu mudaste com elas.

Vejo uma rapariga a aproximar-se devagar, olho-o nos olhos e vejo-lhe um enorme vazio.

-Tudo se foi acumulando. Tu sabes que eu nunca achei boa ideia continuar a nossa relação estando separados por uma distância tão longa. Desculpa. – Diz ele tentando passar a sua mão na minha cara, mas eu afasto-a logo.

-Não peças desculpas por coisas que nunca chegastes a tentar. Eu fui só mais uma que cai na tua rede, não foi? Como é que eu me deixei levar na tua conversa? Eu fui tão estúpida em não ter dado ouvidos aos que os meus amigos diziam, eles é que tinham razão! Tu não passas de um mulherengo que usa uma e deita logo fora assim que vez que a coisa se está a tornar séria.

-Mas tu foste diferente, eu nunca senti aquilo por ninguém, juro! Mas esta distância durante tanto tempo…, depois começou a juntar-se a pressão do meu pai para acabar os estudos e eu não tinha por onde escapar. Eu tive que mudar e os sentimentos acabaram por acompanhar essa mudança.

A rapariga chega-se ao pé dele e dá-lhe um beijo.

-Vê-se perfeitamente o quanto mudaste! – Digo-lhe em tom de ironia e começo a andar, mas hesito por um momento e volto para o lugar onde tinha estado. – Vais-te arrepender de tudo o que tens feito.

Passados alguns anos eles voltam a encontrar-se no mesmo lugar por coincidência.

-És mesmo tu? – Pergunto para grande admiração minha.

Ele tinha mudado por completo, já não era aquele rapaz imaturo e que não sabia o que queria com quem tinha acabado a uns anos, mas sim um homem “maduro”, que tinha lutado para ser alguém na vida, pelo menos assim parecia.

-Sim, como é que me reconheceste? Eu mudei por completo ao contrário de ti, continuas elegante como sempre.

-Pelo olhar vazio que tinhas na última vez que nos vimos. Continuas igualzinho, atiraste como se isso já fosse a tua vida.

-Bem, posso dizer que isso sempre fez parte da minha vida, mas tu abriste-me os olhos. Fizeste ver-me no que estava a tornar-me.

-E não é isso que continuas a ser? É que das a entender isso. – Digo-lhe com a maior das friezas.

-Não, eu arrependi-me. E queria resolver as coisas contigo.

-Devias ter pensado nisso há mais anos, não agora. Agora já não podes fazer nada, apenas seguir com a tua vida em frente.

-Mas eu não quero seguir em frente sem ti. Depois do que me disseste percebi realmente o que era o amor. Por favor dá-me só mais uma oportunidade.

-Para que? Para voltares a deixar-me sozinha, com uma esperança cega? Desculpa, mas não, já sofri demasiado por tua causa.

Ele olha-me de alto a baixo, aproxima-se de mim e agarra-me no braço.

-Larga-me estas a aleijar-me.

Olho-o nos olhos e aquele vazio passa uma enorme sede de talvez obsessão.

-Sem ti não posso ser ninguém na vida! Sem ti, já não faz sentido eu viver! E se eu não posso ficar contigo, mais ninguém ficara!

-Mas o que estás para ai a dizer? Estás maluco ou que? Para de me empurrar!

Sinto-me cada vez mais perto do fim da estrada do farol, tentava para-lo, mas ele era mais forte do que eu. Estava a uns milímetros de cair da escarpa não fosse ele a segurar-me. Olho para ele e este desvia o olhar.

-Desculpa.

Ele larga-me e vejo-me a cair a uma velocidade impressionante. De um instante para o outro sinto-me leve como uma pena e vejo tudo o que se estava a passar lá em baixo.

Ele estava a afastar-se como se nada tivesse acontecido, entra no carro e beija uma mulher com todas as naturalidades.

Não podia crer no tinha acabado de viver. Eu tinha sido morta pelo homem que mais amei na vida. Mas porque razão tinha-me ele atirado da escarpa se eu nunca lhe fiz nada?

É então que oiço uma voz a sussurrar-me:

-Foi a sede pela obsessão!

 

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D

Mensagens

Inspiração


Follow

Sentimentos

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.