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because your smile make me live ♥

so strong, so broken

so strong, so broken

because your smile make me live ♥

13
Set17

apenas aqueles 5 minutos

Ela sentou-se no seu banco de jardim favorito. O tempo estava agradável, para o verão abafado que se fazia sentir, uma brisa fazia os seus cabelos esvoaçarem e explorar os vários tons de vermelho e laranja. Tinha algum tempo livre para puder fugir do mundo e puder escrever no diário de couro. 

"Acordar é um pesadelo, fico sempre à espera da noite para que haja um pouco de silêncio. Sentir que estou minimamente bem comigo mesma e não esta desgraça de desespero que cresce a olhos vistos. 

Não preciso de portas abertas, só quem tem a honra da sorte consegue encontrá-las. Fico agradecida por ter janelas, mas era preciso que elas permanecessem abertas. Porque vejo-me a ir ao encontro delas e depois um vento completamente inesperado vêm fechá-las ou desaparecem completamente da minha vista.

Juro que estou a esfolar-me para não voltar a cair naquele buraco, abraçar por completo o meu lado mais obscuro. Quero estar bem, mas não o estou. É de partir o coração ver como me sinto e ter que me resignar a esperar para que a sorte mude, mesmo continuando a lutar e sabendo qe desistir não é uma opção.

As sensações passadas não param de voltar, os sonhos com um futuro que esta constantemente a ser adiado. Símbolos qe voltam a ganhar ênfase e quererem marcar-se na minha pele. Uma luta sem descanso físico ou psicológico para não me afogar nesta frustração e desilusão constantes."

09
Jul17

Sussuros

Sussuro à noite para que me acolha e me faça vaguear em segurança. O mundo é vasto lá fora, mas é infinito cá dentro.

Sussuro à escuridão para que me guie. Que me acompanhe neste caminho atribulado, mostrando-me a beleza do que não consigo ver. 

Ela sonhou bastante, nessa noite o seu inconsciente decidiu dar-lhe o escape que precisava mas não podia. Do nada aparecem-lhe cortes no pulso, finos mas que proporcionavam aquela sensação de alívio. Uma dor física para suportar a psicológica, nos caminhos encurralados que encontrava. Puder voltar a tocar e sentir aquela sensação de alívio, parecendo tão real. Passados uns minutos começa a desparecer para lugar a realidade. Ela acorda, toca no pulso e foi apenas um sonho mas a dor permanecia ali. 

Acende a luz e eram 5:00h, pega no diário de couro azul, percorre as páginas ainda envolta naquela sensação. 

As palavras estão no meu coração, mas são demasiado sentidas e pesadas para as conseguir passar para o papel.

Sussuro a mim mesma, envolta em sensações. Não desistas, és derrubada mas aprendes-te e sabes como levantar-te.

05
Fev17

*vestígios

Os vestígios que foste deixando durante o casulo de felicidade. Os que gravaste na minha memória e coração.

A tua presença continua aqui, é nostálgico. Olho em meu redor e há sempre algo que me faz lembrar de ti, ás vezes é doloroso porque sinto ainda mais a dor da saudade e, outras vezes é bom porque são as nossas memórias, são fantasmas reconfortantes.

Da primeira vez que te foste embora foi doloroso até me habituar a conviver com os fantasmas das memórias, tinha medos habituais que a distância provoca. Porém só veio demonstrar as pessoas que somos, e que apesar de difícil, não é impossível quando há compreensão e empenho em sermos capazes de superar mais um e olhar para o dia seguinte.

Foram tão bons os dias que passamos juntos, poder voltar a ver-te, finalmente tocar-te e não seres só uma sensação distante. Sentir mais e mais...

Sou uma sentimental, mas no fim sei levantar-me, só preciso de uns empurrões para voltar a levantar-me e andar. A minha imaginação voa, mesmo com o coração e o cérebro a saberem que não existem razões, mas a experiência ensinou-me que tudo pode mudar num segundo, por isso é que me preocupo tanto. É só mais uma da maneiras de demonstrar o que sinto por ti, saber como é para ti e tentar tornar a distância menos penosa, e no fim provocar um sorriso.

São os vestígios que me fazem olhar em frente e ver o futuro que ainda tenho por percorrer. A mais simples coisa pode desencadear um turbilhão de cores. Nem sempre a nostalgia é um sentimento mau, porque faz-me perceber o caminho que percorri até agora e dar valor aos pequenos momentos e ser grata por isso.

04
Dez16

hole chest

The leaves fall on the floor, that becomes so colorful and beautiful, the weather is warm and it’s a sunny day. She just stays in the middle of the road looking at that beauty, forget for a seconds the crazy routine of people, admiring what nature can do and transmit.

After a minutes, the heavy on her shoulders back and she just wants to go to her room and cry. She runs trying to hold back the tears of memories. Beside the urge to relieve her feelings, she’s finally in her safe place. Is just a bad day, like the others, but will pass because in the future there is hope…?

 

Why are you crying?

Because I need to relieve my heart of this pain. There are days that is too hard put a smile on my face and just pretend that everything is fine, when in my head is a war between brain and heart.

Keep calm it will pass.

Probably will pass when I won’t have more tears but then the feeling will hide and wait for other occasion. I will rise myself again, like the others times, is just exhausting ignore the fears and don’t make films in my head.

I know, but you need to get over it.

I keep telling me that every day, is just another bad day, tomorrow will be better, but the time is passing. I grow up, but I still need some care, some support. I’m strong but not that strong because I’m too emotional in certain occasions and that ruin me.

Don’t think like that, I’m here for you, you’re not alone.

Is just the reality, life isn’t easy but I’m still alive. I’m still fighting for an uncertain future, fall and rise over and over again. There are good days, but in the most I just survive appreciating the little pleasures of life, look for the world outside and daydreaming without an end.

Daydreaming is good, at least you’re not thinking on the others things.

It feels good, but is always dangerous because I create expectations. I still need you to make me come down to reality, to tell me that my fears are stupid, that I will have my opportunities too. Oh fuck, and I’m crying again, this hole in my chest, I don’t know how to deal the feeling of missing you.

Don’t worry, you can do that, you’re stronger than you think.

I appreciate that! I’m just fear that I’m not enough for nothing, but I know that I have value, these feelings are so strange. I just want to sleep to avoid the reality or hear your voice.”

 

She will be fine and survive to another day, she can cry but know that need to get up no matter the pain, put the mask again and wait for another moment with him.

23
Out16

A clareira

Ela era apenas uma rapariga que gostava de ler, era a sua maneira de escapar à realidade a que era sujeita. Sonhar acordada era uma constante, tanto que lhe passaram a chamar a ingénua.

A neblina ia invadindo a floresta ao anoitecer, concedendo-lhe aquele ar de mistério. A luminosidade começava a escassear, mas isso não a impedia de continuar. O vestido longo arrastava as pequenas folhas que iam caindo com o movimento do vento, os cabelos longos e ondulados tocavam nos ombros e costas nuas. Ela não sabia qual era o seu destino, apenas sabia que tinha que continuar e desfrutar da sensação que a natureza lhe proporcionava. Parada no meio daquele ambiente de mistério e aconchego, ainda era possível ver a entrada da floresta e as cores no horizonte, tons de rosa, laranja e vermelho, com alguns rasgos brancos das nuvens. Era uma explosão maravilhosa, que transmitia uma paz para os olhos verem, a beleza que o universo pode proporcionar. Os minutos dourados iam desvanecendo-se e dando lugar ao luar que lentamente ia subindo no céu. Ela caminhava para dentro da floresta, as formas das árvores iam mudando com a ascensão luar, o vento permitia ouvir os sons da natureza, os animais noturnos que acordavam e os diurnos que se preparavam para irem dormir. Deixando-se guiar pelos seus sentidos foi dar a uma clareira pequena, mas repleta de flores que coabitavam com pirilampos, proporcionando um ambiente mágico. Como era belo e sossegado, o vestido e os cabelos continuavam a esvoaçar ao vento enternecedor, os pensamentos fluíam como os pirilampos que rodopiavam pelo ar. Ela deixou-se cair e o seu corpo perdeu o peso do mundo e abraçou a energia que aquele ambiente proporcionava. Não existia nada para além da beleza que era vista, e os sentimentos e sensações que os sentidos captavam. O tempo deixara de existir, porque a vida passara a ser tão simples naquela noite.  O corpo dela encontrava-se deitado na relva rasteira, a sua mente deixava-se levar, naquela clareira em que tudo era possível para uma mente ilimitada e curiosa. Ela descobrira que a beleza não está só no ambiente que a rodeava, mas também nela própria. Um ramo permitia-lhe escrever os seus pensamentos soltos naquele chão coberto de terra, folhas e erva. A terra iria guardar os seus desejos e segredos. O luar começa a desvanecer-se com os primeiros raios de sol, mais uma vez ela levanta-se e percorre o caminho por onde veio. A neblina desaparece com o calor da terra, as sombras e formas passam a tomar estrutura, mas o vento continua a fazer-lhe companhia, a percorre-lhe o corpo e a aguçar os sentidos. À entrada da floresta os raios de sol tomam a forma do sol e ela sorri.

Não importava qual era o livro, a história era lida e sentida, e nas horas que era obrigada a viver a sua vida para ter um futuro e sustentar-se, a sua mente divagava pelo sonho que tinha desde que era uma criança, que aprendera a ler e escrever. A clareira onde se permitia ser ninguém, a ser a própria liberdade, os próprios desejos, a ser a pessoa ingênua que busca encontrar o seu lugar no mundo.

 

21
Ago16

Mudança ou aviso

Um mudança radical, mais para uma introspectiva de choque.

Como deja-vu que por uns segundos me levou ao tempos sombrios, onde a escuridão era o meu conforto, onde a escrita era o meu refúgio. Quando voltei, tomei consciência que estou assustada. Assustada e com medo que me deixe cair por aquele poço, do qual tenho lutado para me manter afastada.

Hibernei as emoções, mas a dor dos últimos dias indicou-me o corredor com aquela luz tremula no fundo. A esperança e a força continuam lá, mas serei eu capaz de continuar a resistir.

Sei quem sou, quem tenho ao meu lado, esse não é o problema, mas sim o quão forte poderei ser quando os monstros conseguirem voltar a zona de conforto do positivismo e esperança em mim mesma.

A mudança foi feita, agora é tomar as rédeas do rumo e continuar a lutar até ao lugar contrário que a minha mente quer tomar.

 

20
Mar16

cidade sem luzes

Sozinha, sentada a um canto. Isolada com os seus monstros, que por breves momentos de fraqueza, entraram e ficaram. O mundo voltou a escurecer, os dias passaram a ser a rotina do preto e branco, as noites a lutar contra si mesma. Deixem-na chorar, mas não a deixem.

Sorrisos e vivacidade que escondem o buraco da sua alma. Como um corrosivo, os medos, inseguranças distorcem a realidade, não parecendo mais viver, mas sim sobreviver. Perdida, mas com rumo, dolorosas são as horas em que os monstros vencem. Chora, mas levanta, porém, a cor que sente é a escuridão a puxá-la mais uma vez e que só quer aliviar a alma derramando o vermelho de tudo o que sente.

Há um arco-íris, mas sozinha ela não o consegue ver. Apesar de força e esperança estarem lá presentes, os monstros são mais fortes na falta de palavras de encorajamento e acreditação.

Numa cidade sem luzes ela vagueia, esperando que aos poucos conseguir afastar os monstros da sua mente, e reencontrar-se nos pequenos detalhes do que a fazem sentir viva.

 

17
Jan16

dark side

    3:05 e os pensamentos mais sombrios começam a atormentar a minha mente. Os medos e inseguranças tomam conta do meu corpo cansado, sem rumo. Nestas horas, tudo vem à tona e é difícil ver perante o caos que se apresenta. Durante o dia o corpo e mente lutam para sobreviver, encontrar motivação para continuar e não acabar perdida no caos entre a realidade e o imaginário. Estar com os pés assentes na terra não é fácil, quando sonhar é tão ambicioso e parece ser tão simples e brilhante. Já a realidade é dura, o esforço parece não ter fim apesar das forças impostas neste.

    Esta dor do meu ser racional a lutar contra o meu ser irracional é excruciante e grita para que me corte, para que este aperto no peito, que me tira o fôlego, pare por uns momentos. O meu corpo quer gritar, mas aprendeu a chorar em silêncio. As lágrimas correm como uma cascata e levam com elas um pouco da dor dos meus seres.

   Duas personalidades que lutam e se apoiam para nenhuma sucumbir às constantes provações. Duas pessoas que parecem tão opostas, que vivem em mundos diferentes, mas partilham a mesma essência, os mesmos sonhos e ambições. Uma mais viva, outra mais fechada, ambas com muros altos à volta, como se isso as defendesse das pequenas coisas que os pequenos monstros sempre tentam trazer à tona.

   Um futuro incerto, um medo constante, tentativas de não cair na tentação de morder, uma vez mais, a maçã da destruição.

 

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