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because your smile makes me live ♥

forceful, trusting, connected & discovering the wonders of the universe ✨

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01
Dez25

Querido coração

alma de bii yue

Um caos controlado num oceano imenso de vozes, emoções, monstros.

À espera daquela gota que disturbe o movimento das águas. Aquela fagulha controlada e certeira que coloca fogo ao pequeno barco que flutua nessas águas.

Tentar tanto em manter a cabeça levantada, olhar em frente e agarrar nas cordas que teimam em cair e rasgar a pele, simplesmente não perder o equilíbrio.

Frágil, enrolada em plástico bolha. No entanto, tão mal manuseado e sustentado. Pedaços à mostra, já partidos ou à espera que isso aconteça.

Uma armadura com diferentes modos de camuflagem, todos com um feitio. Não sei lidar com as emoções. Coloco-as a um canto para mais tarde, ignorando-as. Mas é óbvio que se acumulam e acumulam, chamando-lhe o peso do inconsciente. 

Até haver algo que é mais intenso, e é pólvora para acontecer uma explosão ou um derrame. 

Em qualquer dos dois não é calmo, é explosivo, caótico, feio, bagunçado. Tudo que estava contido, vai surgindo, camada a camada. E sinto. E custa. E dói. 

Quando a razão desligasse e as emoções assumem, é tanto o peso emocional que o desejo por algo físico aparece com uma lâmpada intermitente ao fundo do túnel. Familiar, uma saída, um conforto confuso. 

A queda continua, cada vez mais sozinha, numa imensidão de barulho e silêncio, num turbilhão de movimento de camadas de emoções e os seus momentos.

Num escuro emocional, a implorar por luz.

29
Out25

belisca-me e diz-me que não é verdade

alma de bii yue

Há um ano atrás estava a dar um salto e a seguir outro caminho profissional. Colocar o laboratório atrás de mim, abrir uma porta que levava a uma ponte de comunicação, entre investigadores rodeados de equipamentos e papéis para mostrar de forma clara o que é feito por diversas janelas para o mundo exterior.

Com a porta aberta e a oportunidade dada, mas não seria só escrever nos canais de comunicação, acabei a tomar rédeas de toda a parte visual, criação e execução. Despertou ainda mais aquele bichinho criativo, de volta ao design e programas que não usava há mais de uma década, brainstormings e inúmeras versões até fechar à final e ver o que foi construído palpáveis. 

Intenso, sobrecarregada, maravilhada com o mundo de marketing. Completamente novo para quem sabia um pouco mais dos básicos. No entanto, já estando a comunicar ciência há alguns anos, apanhar as rédeas do ofício foi natural e um ambiente onde o crescimento foi progressivo. Estava radiante, a prosperar com novos projectos, animada para toda a parte escrita e visual de eventos e conferências.

E numa puxão (in)esperado, o tapete foi puxado e a porta aberta fechou-se. Injustiça, ironia de quem me deu a oportunidade voltou e simplesmente ficou com ela. Tão fácil como assumi responsabilidades, também são novamente repassadas. Internamente sentido como uma afronta ao lugar e posição de crescimento em que me encontrava. Estava confortável, a aprofundar as minhas capacidades, a apreciar e construir a comunicação científica visual, a crescer e ser reconhecida por isso

É triste pela injustiça envolvida, decisão repentina e sem aviso, perante o trabalho realizado de uma equipa que começou com quatro, continuou com duas pessoas e acabou com uma. Já é pesado, e para acrescentar valor era o ambiente e as pessoas com quem partilhava escritório, cada um com a sua peculiaridade especial e um espaço sem julgamentos. Podia ser eu, com o meu humor negro, rir para não chorar, TDAH, foco total, sorrisos sinceros. Trabalhar de casa foi uma mudança importante, mas ir ao escritório não era um peso pelas amizades que criei. 

Agora com essa porta fechada, reconheço mais que nunca o meu valor! Vejo o quanto cresci e desenvolvi, a adaptação rápida e crucial que ocorreu, a aprendizagem necessária e voluntária para os ossos do ofício. O orgulho que fui colocando e alimentado em mim, não só as minhas capacidades, mas também no que a criatividade construiu

Não invalidade todas as emoções, mas é uma verdade simples de aceitar, porque tenho valor!

06
Out25

#10 para 2025

alma de bii yue

Escreva uma narrativa sobre um personagem que fecha um capítulo e se prepara para algo novo.

“Fecha-te, caralho.”

Foi assim que ela disse, sem meias medidas e no meio de uma explosão de frustração. Apenas um frase dita enquanto fechava o portátil com força a mais.

Tinha passado as últimas semanas a tentar fazer tudo certo: ser a adulta funcional, a que dá conta do recado, que ri na hora certa, que responde a e-mails, que diz “obrigada” com um sorriso mas esconde tanto. E hoje, simplesmente… não dava mais.

Não conseguiu chorar ou gritar. Só ficou ali, sentada, a olhar para nada, com o corpo a doer como se tivesse levado porrada. Cansaço de alma, é o que dizem. Mas foda-se, ninguém diz o que se faz com isso.

Como é que se trata uma exaustão que vem de dentro? Que não tem cura com chá de camomila ou um vídeo de “self-care”?

Olhou para a parede, não era bonita ou inspiradora, era uma mera parede. Um objecto que não sente, não cede, não desaba. Pegou no telemóvel, desbloqueou, bloqueou, desbloqueou de novo. Não havia ninguém para escrever, quer dizer havia, mas não ia dizer a verdade, ia colocar mais uma máscara e fingir mais um bocadinho para fugir a si mesma. Como sempre.

E foi aí que percebeu, um momento súbito de realidade. A vida pode ser uma merda, um ciclo constante de equilibrar o que desgasta mais do que dá. E os dias não se fecham com abraços, nem sempre vem com uma lição, e raramente com uma puta de uma epifania. No meio do silêncio, com o corpo curvado, os olhos secos e o coração cheio de cacos pequenos demais para colar.

Amanhã? Amanhã não era um novo começo, era só a continuação com outra cara. E às vezes, isso tem de ser o suficiente.

29
Set25

#9 para 2025

alma de bii yue

Escreva sobre um momento em que tiveste que tomar uma decisão corajosa. 

Não pareceu coragem. Foi mais como não havia escolha porque as rodas já estavam  andar por aquele caminho. Só que agora a olhar para trás, e por que, por alguma razão, custe dizer as coisas pelo que são, foi coragem. 

De nunca ter pensado ou estar sequer nos planos de um futuro que nunca pensei. De escolher a minha liberdade e crescer da maneira mais rápida e dura. De cortar laços e ir ver um mundo que sonhava e não sabia. De responder um sim. De arrumar as malas e ir sozinha para outro país. De ter que desenrascar-me e aprender inglês para sobreviver. De sair da minha bolha e procurar por amizades, que acabaram a ser família e tão importantes para aqueles anos de início de ser imigrante. De estar pela primeira vez completamente sozinha e longe de tudo o que sabia e conhecia. De lidar comigo mesma, enfrentar a ansiedade e os medos.

E depois disso vieram tantos outros pequenos momentos de coragem em continuar.

 

18
Set25

Vista por uma noite

alma de bii yue

Somos crianças a querer crescer e ser adultos, e em adultos vivemos para darmos e sermos a criança que apenas queria era ter vivido o presente, ainda mais. 

É isso que define-me aos meus 30 anos. A querer dar-me o melhor, a dar colo e atenção as partes esquecidas e renegadas, a viver o presente com as possibilidades de ser adulta

A criança que vivia no mundo da fantasia, a adolescente que adormecia a imaginar cenários na mente, a jovem que não imaginava onde estaria, a adulta que fartou-se de se negar-se. 

E sem saber vou riscando itens da minha lista que nem sabia que existiam e precisava de os viver. Ser inundada de uma sensação de plenitude, serenidade, felicidade.

Foi assim o fim-de-semana, passado na região rural de frança , com a natureza, quintas com campos e ruas até onde a vista podia ir. Parecia que tinha voltado à portugal, à terrinha com o silêncio que só o campo e viver numa aldeia pode trazer. Só que com regalias. 

Senti-me uma princesa, como sempre desejei mas nunca pedi. A ocasião era o meu aniversário, tinham feito mais planos dos que foram realmente realizados, descansar e aproveitar um jacuzzi com uma vista tão calma, não ter que ser dona de casa, estar rodeada de pessoas com as quais não há necessidade de máscaras ou medir palavras. E por uma noite ser as atencões, desejada, cuidada, vista!

Trago não só memórias, mas sensações. Um sorriso na cara, um conforto no coração

06
Set25

30 + 1

alma de bii yue

Perfecionismo? Era só uma máscara para esconder o enorme medo de falhar e as entranhas a gritar de insuficiência. Por isso, questionamentos são uma conversa diária. A minha presença inconstante, rodeada por histórias que querem ser contadas, mas nem sempre acabam escritas. 

Disciplina? Sofreu mudanças ao seguir as longas raízes que me levam àquele quarto onde os monstros e eu passamos a conviver. Um conforto que abracei porque afinal a inspiração vem das feridas e dos lugares que recebem raios de luz. 

Persistência? Se calhar é mais casmurrice. Quero continuar agarrada a tudo o que me dá gozo, só que a energia e tempo nem sempre estão de acordo e cada vez empurram-me para fazer escolhas.

Dúvidas? Aumentam como fissuras de um terramoto, abanam as paredes por dentro e por fora, engolem e cospem versões sem aviso.  

Isto porque antes vivia para uma secção diferente. Entrar no patamar dos 30 não trouxe uma crise, trouxe mudança com novos sinais, significados, cores, habilidades e criatividade. Gradualidade sem direção mas com sentido. 

 

31 anos. 

 

A estrutura deste texto palavras deveria ser algo mais leve, solto, pleno... Só que estou aqui marcada enquanto agarro nas cordas do pequeno barco do meu ser que navega pelas ondas inconstantes. De quem sou, de reestruturar-me com uma visão: mais conhecimento, mais ferramentas, mais percepções acompanhadas de um lado sensível de entendimento. 

No entanto, é bolha envolvida em dormência e em modo mecânico.

Uma impostora. Coloco parte de mim nas minhas personagens e é aí que encontro refúgio, quando o mundo interno e externo ficam altos demais.

Constantemente à espera e com medo de agir, sempre a apanhar pedaços e a duvidar desses mesmos. Birras que adoram andar de mãos dadas com a ansiedade. A paralisia para algumas tarefas e hipersensibilidade para outras. Só que no final do dia, engulo tudo e dou a cara, por mais que doa, por mais que as feridas sangrem, por mais que as lágrimas não caiam.

Não navego só pelas ondas e tempestades, agarro-me às cordas e tento controlar as velas. A constante procura virou render-me ao que está disponível. Não é só celebrar, é reclamar o que permaneceu em pé, o que floresceu das partes dolorosas.  

Porque diante de um espelho, a encarar o nu e cru, continuo sem reconhecer-me perante todo o esforço de tentar encontrar os pedaços partidos e espalhados. Os constantes questionamentos, as dúvidas, os medos, enfrentar a síndrome da boazinha, aprender e dizer não, estabelecer limites e não ficar envolvida nessas espirais. 

Aos 31, sou a história que não precisa de ser entendida apenas continuada. O sangue a pulsar pelo que escolhi. Ser lembrada não pela docilidade, mas pela ferocidade de permanecer em pé. 

30
Ago25

#8 para 2025

alma de bii yue

Cria um conto onde um artista encontra inspiração num objeto aparentemente comum.

Não procurava nada em específico, apenas empurrava o tempo com as mãos, como quem arrasta um peso invisível. O quarto estava silencioso demais, como se estivesse hostil onde o próprio pó parecia rir-se de mim. As gavetas abertas, papéis soltos, canetas secas, cadernos intactos a perderem a cor da capa e sem uma única palavra. Como se tudo tivesse vida e olha-se-me de volta, cobrando algo que eu não tinha para dar.

Foi quando reparei e a vi. Esquecida no fundo de uma caixa, uma caneta azul. Arranhada, o corpo gasto de tanto uso. Peguei nela sem pensar, como quem agarra algo que quer no meio de caos conhecido. Leve, quase insignificante, mas cabia na minha mão como se sempre tivesse estado ali, à espera de que eu voltasse.

Tirei a tampa devagar. O cheiro da tinta antiga subiu-me como uma memória que não se pede, que apenas chega sem aviso. E de repente, não era só eu e o silêncio. Era eu e todas as coisas que tinha esquecido. A escola, os rabiscos no canto dos cadernos, cartas que nunca enviei, bilhetes escondidos, o som de risos de tempos que já não existem. Sentei-me com intenção porque o corpo reagiu e pediu. A ponta da caneta começou a riscar o papel solto.

As primeiras linhas saíram trémulas, palavras que pareciam partidas que mal sustentavam as frases. Mas cada traço puxava outro, como se a caneta tivesse ganho vida própria, como se soubesse o caminho que eu sempre perco. Escrevi sem saber o que, palavras que tinham ficado esquecidas, memórias e cenas que guardava dentro,  futuros desejados. O papel, antes morto, começou a ganhar vida.

A tinta azul espalhava-se com as palavras a irem surgindo, umas certas, outras tortas, mas todas vivas. Cada letra parecia arrancar um pouco do peso que carregava. E eu nem percebi quando a noite caiu, quando o quarto encheu-se de sombras e só a lâmpada fraca iluminava o caos que eu criava.

Quando dei por mim, o chão estava coberto de folhas. Manchas azuis em cada uma, como se fossem mapas de lugares onde só eu sabia como chegar. E, no meio delas, de todo aquele caos confortável, percebi que estava a sorrir. 

Foi então que me ocorreu. Aquela era a essência da inspiração que está constantemente a gritar e aparece de mansinho até acordar e transbordar.  E, quando acorda, acorda-me a mim também.

Time Flys Away ☽ ☾

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biiyue
uso as palavras e imagens para me expressar. a jornada de desenvolvimento e cura pessoal é a luta e motivação para descobrir do que mais sou capaz.
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