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because your smile make me live ♥

forceful, trust, connected & discovering the wonders of the universe ✨

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12
Nov19

O virar de vida

bii yue

A pedido do Triptofano, aqui vai o texto do desafio aceite, em que tinha que incluir as palavras galinha, tapete de Arraiolos e ginecomastia. 

Ouvia-se o galo a cantar ao longe. O sol começava a entrar pelas cortinas azuis claro, passando pelas frestas e embatendo na cama disposta à sua frente. A medida que o sol ia subindo, a claridade ia aumentando no quarto, despertando assim o Afonso. Após se esperguiçar para acordar o corpo, senta-se na cama e fica por uns longos segundoa a apreciar aquela sensação de sentir o tapete de arraiolos na pele fina dos seus pés. Era um tapete já um pouco gasto, mas tinha um design composto por quadrados de diversas cores, um pouco incomum mas por essa razão é que era dos seus tapetes favoritos. Levanta-se, afasta as cortinas para deixar entrar toda a claridade proporcionada por aquele amanhacer, abre as janelas para fora para sentir o ar fresco da manhã. 

Olha-se ao espelho, aprecia o seu corpo em forma de trabalhar no campo, até têm um músculo aceitável. No entanto assim que olha para o seu peito, a sua expressão muda. Já há algum tempo que lutava contra a ginecomastia, era a última coisa que faltava voltar ao normal naquele corpo que outrora teve excesso de peso.

Tinha tido uma vida extremamente sedentária, ou passava horas a jogar no computador ou era a trabalhar num escritório. Arranjava escapes no jogo e bebida para ignorar a infelicidade que sentia, até ter chegado ao limite emocional e físico. Viu-se com o oceano à sua frente, pronto para entrar e deixar-se enrolar pelas ondas. A coragem enchia-lhe a mente, a adrenalina o corpo. Porém, quando estava prestes a dar o passo em frente, alguém lhe tocou no ombro. Ele vira-se e é envolvido num abraço. As lágrimas aparecem em instantes e chorou como uma criança, enquanto aqueles braços fortes o seguravam. Foi assim que conheceu o amor da sua vida. O Daniel estava a passar férias na cidade e numa das suas corridas pelos passadiços junto à praia avistou uma pessoa parada a demasiado tempo em frente ao mar. Este cenário podia ser perfeitamente normal, mas era inverno e o mar estava a começar a ficar agitado. Decidiu ir de encontro a essa pessoa e ainda bem que o fez porque no instante estava a menos de um metro, só teve tempo de reagir e abraço-lo e impedir que uma desgraça acontecesse. Largou a sua vida antiga e começou uma nova no campo. Começou a jornada de perda de peso, fugiu por completo da vida sedentária que levará. 

O Afonso estava tão envolvido nos seus pensamentos, que só quando o sente o corpo do Daniel a abraça-lo é que volta à realidade. A ver os seus reflexos no espelho, sorri. 

10
Nov19

se estou bem? não

bii yue

Estagnei no tempo.

Deixo os dias passar, a saborear o momento. Deixar o meu corpo e alma envolverem-se na gratidão da vida que tenho neste momento. De ter o que sempre quis.

Com um pé pronto a dar o passo para o desconhecido, enquanto o resto do corpo esta confortável no conhecido.

Não estou preparada, tem sido devagar para assimilar mas o tempo voa e as respostas tardam. Muitos acontecimentos que acabam por não me deixar, a própria mente criou um sistema que me impede de pensar demasiado.

Mas tem sido uma guerra interna. Uma espera que aniquila a minha mente e corpo. Meia perdida da rotina. Desligada do mundo, com a necessidade de estar comigo própria. Para digerir as emoções e sentimentos, resolver conflitos internos que têm vindo ao de cima, realizações da realidade e a forma brusca que isso me têm afetado. 

É verdade que guardo muito para mim, é assim a personalidade, o meu coração mole põe um sorriso na minha cara e fica lá para quem precisar. Quando isso não acontece e tenho a necessidade de recarregar, surge uma transparência que é mal interpretada. Egoísmo, ego, isolamento?! Dedos apontados, julgamentos que surgem tão facilmente, mas onde reside a vontade de perguntar as razões, os porquês.

Tento aguentar muito por mim própria, mas sei os meus limites, como funcionam estas fases mais negras. Há trabalhos que mais ninguém pode fazer por nós próprios. A lidar comigo própria a um nível mais profundo. Estou a aprender a ouvir a minha intuição, a lidar com mudança do meu mindset e a ajustar-me, a tomar consciência da vastidão e longo caminho que ainda tenho à minha frente. Ferramentas que se vão aprendendo, peças de um puzzle que se vão encaixando, momentos que são necessários. Esta introspeção ainda é um terreno pouco apalpado por mim, há mudança, há consciencialização, uma tendência para nos desligarmos da realidade (especialmente eu que necessito que me chamem à terra de tempos à tempos).  

E isto sem contar com os desafios que se avizinham. Daí esta necessidade de me centralizar, de me ouvir, de me deixar estar, de parar e assimilar toda as ferramentas e aprendizagens dadas. Preciso disto, no campo do corpo, da mente, do espiritual.

Porque não é só dias bons. Não é só estar presente e acabarmos a negligenciarmo-nos. Não é um mar de rosas. Não é termos a mania de estar sempre a puxar pelo nosso limite quando existe a necessidade de parar. E eu paro, mesmo que me ponha neste estado de estagnação, mas é aí que encontro as minha respostas

Cada um têm os seus demónios. Há dias esgotantes, onde falta energia para tudo.

08
Nov19

Desafio dos pássaros #9 - Acordaste nu, sem te recordar de nada, numa ilha deserta 

bii yue

O sol abrasador a bater-lhe na pele do seu corpo nu, fez-la acordar. A areia quente debaixo da cara, peito e barriga com um contraste ainda mais quente do sol a bater-lhe nas costas, enquanto que as ondas banhavam as pernas e rabo. Após uns segundos para tomar consciência de onde estava, levanta-se e vai para à sombra das árvores a uns metros de onde se encontrava. Ao seu redor só se via um vasto horizonte de oceano e umas árvores que faziam parte de uma floresta. O seu corpo esta pesado, a sua cabeça pesada, a sua boca seca e a última coisa que se lembra era estar num jantar com o seu namorado e a conviver com outras pessoas, depois disso é um total apagão

Após uns longos minutos a tentar recuperar e não entrar em pânico, decidiu ir até à beira mar e ver se encontrava vestígios na areia. Como tudo o que se via eram as suas próprias pegadas e já que estava nua e sozinha, entrou na água quente do oceano e deixou-se deslumbrar pela beleza do ambiente em que se encontrava. Deixou-se boiar naquela água transparente, sentia as ondas a percorrerem o seu corpo, os peixes nadavam perto de si, o sol a bater-lhe na cara.

O ar era húmido e passados alguns minutos de ter entrado na floresta, o seu corpo já suava e as gotas iam escorrendo sob aquele corpo semi-moreno seco com salitro. Ao avançar pela vegetação começa a ver um quarto improvisado no meio das árvores, com cortinas azuis claras a esvoaçar e uma cama com lençóis brancos amarrotados. Ao aproximar-se repara numa silhueta a esconder-se que reconheceria em qualquer lugar. Ela deita-se na cama e sabendo que esta a ser observada, pela pessoa, que de alguma conseguiu levá-la ao paraíso que sempre sonhou, começa a masturbar-se

Em poucos minutos a silhueta sai das sombras e vai ao encontro dela. As suas mãos percorrem cada curva do corpo suado e excitado, a boca percorre o peito, pescoço acabando em beijos sôfregos. Os corpos tocam-se, trocam sensações, gemidos de prazer e orgasmos. Os olhares encontram-se, as mãos entrelaçam-se, os corpos tocam-se numa sintonia onde só existe o objetivo de dar e receber prazer, um ritmo frenético. Os corpos estão cansados, mas a excitação continua presente. Ela manda um suspiro de felicidade e aconchega-se no corpo nu ao seu lado.

06
Nov19

#makeblogsgreatagain

bii yue

Desde 2008 que tenho este blog, já se passaram mais de 10 anos, é um pouco surreal tomar consciência deste facto! Criei-o no intuito de partilhar situações do dia-a-dia de uma adolescente, comecei a publicar textos e fanfics. A minha fase negra esta completamente exposta e relendo aquelas palavras sente-se tudo de uma maneira triste mas linda, a tão finalmente alcançada liberdade esta presente em quase todo o post escrito. O início do percurso na universidade, com muitos on e off durante alguns anos, muitas dúvidas se deveria continuar a alimentar este cantinho, porque não me sentia ligada à comunidade. Muito sentimento e emoção de quando estive um ano em relação à distância. Mais um pouco de falta de vontade e ideias para escrever. Até que consegui reconectar-me comigo mesma, com o que me realmente que me faz feliz e onde posso ser eu mesma. E depois veio o desafio dos pássaros, que me fez descobrir esta comunidade!

Hoje em dia é um pouco de tudo e pouco de nada (como gosto de dizer), é a minha essência, os meus gostos, as minhas opiniões, os meus problemas, os meus sentimentos, as minhas experiências, os desafios que me propõem, ...

Desde que aprendi a ler e escrever, que sou rendida a isso. Ter criado este blog foi ótimo, ver o quanto esta plataforma mudou,e que apesar de neste momento ver uma imagem, um vídeo ou ouvir um podcast é bem mais fácil e menos trabalhoso que ler ou escrever, ainda existem pessoas que o fazem. 

Obrigado sapo por continuares a melhorar esta plataforma, deixares umas quantas pessoas escrever o que lhes vai na alma e serem criadas estas correntes de hastag que vêm revolucionar a blogosfera que conhecemos. #makeblogsgreatagain

05
Nov19

choro da 1 da manhã

bii yue

É 1 da manhã. Estou no chão da casa de banho a chorar e a escrever isto. 

Não sei porque me viciei em k-drama e insisto em viver para aquelas histórias tão sentimentais. Para juntar a isso vêm as hormonas e talvez um pouco da influência do mercúrio retrógrado e da lua crescente. Vem tudo ao de cima, quero obrigar-me a deixar sentir e chorar o que tiver que chorar. Esperar que este ataque de ansiedade passe e me deixe ir descansar. 

Tenho estado consciente, a viver tão bem nesta bolha de amor, a deixar-me guiar pelos sentidos. Mas no fundo estou tão assustada, tão frustrada, tão desamparada, tão sozinha. Apetece-me voltar com a palavra atrás, ficar na zona de conforto. Não sei se sou capaz, se tenho a coragem para crescer e estar realmente sozinha no mundo.

Devia voltar para a cama, mas sei que assim que o fizer a minha mente vai voltar a divagar e apegar-se a estes sentimentos, o choro vai voltar e já tenho a almofada molhada. 

Porque sei o quanto custa, porque sei quantas noites adormeci a chorar agarrada à almofada, porque sei que posso pedir ajuda mas tenho que me saber aguentar sozinha. Porque sei que é só um ataque de ansiedade, é o meu corpo em resposta à minha mente e há-de passar por mais que sinta que não. Por saber o que sei é que dói ainda mais!

Palavras sábias de quem me disse que eu tenho a coragem toda em mim, e quero tanto mas tanto acreditar nisso.

02
Nov19

Olá Novembro

bii yue

Desta vez só venho um dia atrasada! 

É só mais este mês e outro para acabar este ano e depois vem um futuro incerto, mas talvez certo?! Provavelmente vai ser um mês em modo espera, com as emoções à flor da pele, a querer resolver a vida mas dependente de assuntos que não posso controlar. Vai ser um mês em aberto, a desfrutar do tempo livre que ainda me resta, a trabalhar na minha pessoa e a praticar novos hábitos. 

Outubro foi um mês em que pensava que iria ser um pouco mais difícil do que realmente foi. Estava com medo da pressão, das revelações a serem feitas, da ansiedade de tudo. Houve alturas em que me senti perdida, desconectada, triste por não conseguir sentir-me eu. Em contrapartida, quando tudo se encaixou, voltei a mim mesma e saiu um pouco do peso dos ombros

O sentido de voltar a ser mim mesma e conseguir sentir todo aquele amor e gratidão, é um fogo de artifício lindo. O sentimento de estar mais alerta e consciente, a viver no presente e conseguir captar o que o universo nos envia. 

O mês que descobri o k-drama e agora vivo para isso! Melhor que novela portuguesa, com drama, romance e comédia estúpida à mistura. Mas tal como o anime, há sempre lições a retirar e acabamos por nos sentir semelhantes às personagens

O mês a começar a fechar este capítulo chamado vida de universitário. A tese esta entregue, agora é praticar e praticar até a apresentação. Estou tão bem acostumada a fazer a minha rotina sem horários, a acordar e decidir se me apetece ficar todo o dia em casa ou não. A ter esta vida de dona de casa e a ser uma cat mom devota.

Obrigado por este mês de outubro, por me ter sentido mais embaixo e deixado sentir, por tomar consciência do que esta ao meu redor, pelas surpresas boas e más. Pela última noite do mês, halloween que é uma altura que adoro, mas passei o dia inteiro a não me sentir no espírito até ao jantar. Por ter sido eu mesma, sem tabus ou filtros, sem estar presa, por estar consciente e ter reconhecido os sinais. Desfrutei de uma maneira que já não acontecia há anos!

01
Nov19

Desafio dos pássaros #8 - Escreve uma carta para a criança que foste

bii yue

Para ti criança:

Apesar de seres filha única e te sentires sozinha, tinhas sempre a imaginação e o teu melhor amigo de 4 patas para te fazer sorrir.

Tinhas a tendência a viver um mundo de fantasia e a desejar que um dia a tua vida fosse parecida a das novelas e filmes. Se calhar não devias ter pedido tão piamente por isso, porque há alturas que este adulto se assusta com semelhanças

Todas as brincadeiras com as barbies e os carros que te envolvias e passavam as horas sem dares conta.

Os livros lidos que te faziam viajar para outros mundos e alimentavam este bichinho da escrita. E obrigado pais por me terem sempre nutrido estas paixões. 

Sofreste bullying por causa da tua aparência e timidez, eras um patinho feio por dentro e por fora. Foram anos longos e duros, querias fazer a birra de não querer ir para as aulas e pensavas que esses tempos iriam durar até acabares o ensino obrigatório. 

Foste uma maria rapaz com uma infância feliz. Apesar de uma medricas que quando criança nunca aprendeu a andar de bicicleta e tinha medo de muita coisa. 

Tiveste fases boas e fases más. Mas foi isso que te fez crescer, aprender e te moldou para o que a pessoa que sou hoje, com uma história. 

Sentiste muita frustração e revolta pelo meio que estavas, pela maneira como crescias, pela comparação ao resto do mundo. 

Querias crescer, mas aquela proteção constante não ajudava, sempre sonhaste com a liberdade.

Porque a vida já deu muitas voltas, já te mostrou momentos mais difíceis, mas também a força que tens dentro de ti. Deu-te alguns dos teus sonhos e memórias cravadas no coração.

A liberdade veio após tantos anos e pudeste libertar-te, ser quem eras sem teres que pôr uma máscara. Foi com lições, muito choro e dor à mistura. Mas também foi com uma alegria enorme e compensadora. 

Tu foste de capaz chegar até ao ponto em que estas hoje. Olha para trás e vê o caminho que já percorreste... Orgulha-te das conquistas, das melhorias, de todas as transformações que levaram até ao ser humano que és.

Obrigada pelo esforço, pelas lágrimas, pelos sorrisos, pelas aventuras, por teres lutado, pelas aprendizagens, por não teres desistido, por quase teres quebrado, mas conseguiste e saiste por cima.

E agora estas a reconectar-te com o teu eu verdadeiro. 

29
Out19

azul e rosa na pele

bii yue

Esta ideia já andava na minha cabeça há uns meses, só ainda não tinha tido a paciência para meter as mãos na massa. Num fim de semana que fui à casa dos meus pais, lembrei-me de trazer os blocos de aguarela para concretizar a minha ideia. 

Ora bem, a minha ideia final era a tinta ficar bem marcada no corpo e cobrir a pele. Não foi isso que aconteceu, por isso improvisei. Poderia ter tido a paciência para pintar com um pincel, mas quando me vem a inspiração é simplesmente pegar no telemóvel e tripé e fotografar. 

O porquê do mês do outubro, é fácil, é o mês de prevenção do cancro da mama. Uma doença que imensas mulheres sofreram e sofrem, que tem consequências devastadoras no físico e psicológico de uma pessoa. É também o tema da minha tese, daí ter mais significado para mim. Mas para mim, também significa o mês de todas as mulheres, porque é quando os humanos estão mais atentas ao que é postado e há um maior alerta para o tema, vim só aproveitar a oportunidade para me exprimir um pouco mais

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Há quem possa achar que este tipo de fotos é explicito, é mostrar muita pele, é sexual. Mas já se sabe que isso são as más línguas e a pobre visão desta sociedade que não deixa uma mulher mostrar mamilos sem serem censurados, mas para um homem já é totalmente natural. Onde o corpo feminino é sexualizado e reprimido, por se ter um par de mamas, curvas e um rabo. Uma sociedade que impõe regras, que faz as mulheres pensarem bem antes de vestir uma certa roupa para não se sugeitarem a comentários que ninguém pediu, que provoca o medo de andar sozinha e de querer responder mas calar porque já se sabe que ninguém vai ajudar. 

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Eu exponho-me, mas sem medos, sem tabus, sem julgamentos. É apenas a minha pele, o meu corpo a exprimir-se, a minha energia captada numa foto. Representa a liberdade de ser eu mesma, um ser humano com um corpo e uma alma a descobrir-se.

É sobre a liberdade de expressão, a liberdade de um corpo feminino, a liberdade de ser mulher. A liberdade que qualquer ser humano deveria ter, não importa o sexo ou género!

 

25
Out19

Desafio dos pássaros #7 - Venda ao público

bii yue

"Ora bem, ele é um casmurro do caraças e não me vai dar nenhuma opção a não ser vender o que ele quer, por isso hei-de conseguir convencê-la ou não me chame Beatriz que não leva um não como resposta."

Eu sei que você precisa de uma máscara capilar, mas de certeza que já ouviu falar de alternativas mais amigas do ambiente. O produto mais conhecido é o óleo de coco que ajuda em cabelo rebelde e denso e óptimo para hidratar, praticamente faz o trabalho de uma máscara. Também há quem use cerveja para fazer a vez de espuma de cabelo ou mesmo nívea. Óleo de amêndoa também é muito bom para cabelo seco e aplicar depois do banho. O mundo é cheio de possibilidades, só tem que estar aberta a experimentar. Para além que senão resultar consigo, porque cada um é diferente e têm os seus gostos, sempre fica com compota para pequeno-almoço ou lanche.

Você um amor, não vou dizer que irei comprar a sua compota para usar como máscara, talvez venha a tentar, mas não estou muito confiante. No entanto, você apresentou-me o seu produto com tanto empenho, um sorriso na cara e simpatia que não sou capaz de lhe dizer que não.

"Por mais pessoas assim, que são optimos ouvintes e respeitam o nosso trabalho!"

20
Out19

Projeções

bii yue

Em certas situações.

A forma como reagimos às outras pessoas, tem haver com a forma como nos sentimos. Agimos por impulso, sem controlo e magoamos os sentimentos da pessoa em quem descarregamos. Não damos contas das consequências, porque é um agir natural ao nosso olhar.

São projeções dos sentimentos e emoções. Tudo aquilo que se reprime, o que se quer ignorar em nós mesmos. Tomar consciência e admitir para nós próprios é complicado. Mas isso nem é o pior. O pior é perceber a causa (sentimentos, vivências) que levam a essas projeções. 

É um trabalho que não acaba, um defeito que desesperadamente se quer mudar, uma conversa com nós mesmo e uma introspeção que se evita. Há sempre algo que se acumula, na grande parte das vezes sem darmos conta. 

Nesta viagem de transformação, um dos pontos chaves é permitimo-nos sentir as emoções. Isto, porque não existe só positivismo, é irreal um ser humano estar sempre bem consigo, com os outros, com o que o rodeia. Existem momentos menos bons, dias maus, alturas em que parece que tudo corre mal e com isto todas as emoções negativas como a tristeza, raiva, frustração, angústia, desgosto, stress, desespero, medo, preocupação, vergonha. Ao permitir-nos sentir e questionar o porquê dessa emoção, processar e deixar o corpo libertar da maneira que desejar é o caminho mais correto para deixarmos a emoção passar e quem sabe alguma lição disso.

Ninguém quer sentir as emoções negativas. A tendência é a ignorá-las, tentar substituir por outras, bloquear automaticamente. Existe uma ideia errada de que não é suposto sentirmo-nos mal porque isso mostra o quão frágil somos, temos que estar sempre com um sorriso na cara, que se pedirmos ajuda vai haver julgamento. A verdade é que não existe mal nenhum nisso, somos feitos de emoções e programados para sentir.

Estou a aprender a deixar-me sentir. Chorar, gritar, dançar, o que for necessário para o meu corpo e alma se ajustarem. A sentir a gratidão, pelo bom e pelo mau, pelas lições, pela vida.

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