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because your smile make me live ♥

so strong, so broken

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so strong, so broken

03.Ago.17

a boiar na vida

Perdida ou concentrada no meu mundo?

Estou a nada contra a maré, a tentar manter-me ao de cima e agarrar-me a todos os pequenos pedaços de madeira que aparecem. Isolada no meu cásulo, a perder laços que não deveria e agarrada a outros que têm sido a minha salvação. Sei que não deveria ficar tão perdida, não há sequer desculpas, apenas horários e situações de vida diferentes, que me leva novamente aquela lugar de injustiça para o qual não existem palavras de descrição.

Voltar para esta gaiola é constantemente desafiante e esgotante. A falta de privacidade e sossego, os controlos constantes, o mau ambiente e um pouco de tudo em geral. Não existe um lugar tranquilo em que me possa sentir confortável, sem estar com aquele olhar e ouvido atento. Não existe aquele sono de descanso porque há maus hábitos criados e ao despertar da manhã o pouco silêncio da noite vira a confusão do dia-a-dia.

Felizmente não me perdi, apenas me tornei uma rebelde e desgraça aos olhos deles. Continuo a lutar por mim e pelo meu futuro, quando o meu interior grita e debatesse para não me tornar uma pessoa ainda mais fria. Estou orgulhosa de mim e cada vez mais acredito em mim própria e sei que apesar de ir partir corações e "desiludir", qual o trilho que tenho que tomar. 

O grande problema são as mentalidades e erros cometidos que têm e ainda terão consequências, que geram discussões sem sentido, sentimentos frios que provocam o distanciamento. Fico grata por ter conhecido a liberdade, só que agora não há impedimento para conseguir sair de vez da gaiola e voar em direção ao que quero do meu destino.

Não sou uma pessoa fria, muito pelo contrário, sou bastante sentimental. É mais uma das máscras juntamente com os muros criados ao longo do tempo para própria protecção para não sofrer o mesmo rumo. Gostava de puder mostrar quem realmente sou, os meus pensamentos, as minhas ambições... Não é ou irá ser possível porque não é o que o mundo limitado que conhecem e algo fora dessas barreiras é como se fosse um sacrilégio.

Aos pouco tento conformar-me com o que ainda virá, o periodo ainda negro e o que mais temo para a minha sa+ude mental, e o futuro em que terei que ser corajosa e cortar os laços para não ficar a viver esta infelicidade que se vai alojando aos poucos, que reabre feridas antigas.