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because your smile make me live ♥

so strong, so broken

because your smile make me live ♥

so strong, so broken

30.Dez.10

the end of 2010

a meme ama bué a mumu  @   thank you soo much  *-*

 

Um princípio, um meio, um fim.

2010 foi um ano ... precioso para mim. Não encontro melhor palavra e nem tenho a certeza se esta é a melhor. Foi um ano importante para formar a minha personalidade e de certo irá marcar-me para sempre pelos diversos acontecimentos.

Um princípio...

Entrei para o mundo da realidade, deixando para trás aquele mundo, só meu, juntamente com tudo o que era até lá. As pessoas mais importantes ajudaram-me a ser o que hoje sou. Os primeiros foram dados num mundo que antes só entendia pelo que via nos filmes, mas a vida encarregou-se de me dar à sua lição.

Um meio...

Aqueles momentos únicos que me ficaram gravados. A verdade que era negada, mas não escondida. A entrega total ao que era viver. Alguns dos melhores meses que já vivi até agora e que não pretendo esquecer.

Um fim...

A avalanche começa a formar-se de um pequeno grande erro e foi rolando, rolando, rolando até bater no fundo. Arrastou tudo o que se encontrava à sua frente, deixando pessoas feridas pelo meio. Perdi o controlo sobre quem era, tornando-me na pior pessoa do meu subconsciente.

Um fase?! Termina... e agora é preciso apanhar os cacos e começar a reconstruir o que foi destruído. Uma pessoa só, não consegue, vive em sociedade, o que vai depender também das pessoas à sua volta.

 

É pura ironia do destino, as coisas que uma criança ingénua pensara, poderiam acontecer anos mais tarde, fortes e duras constratando à sua volta.

Começo a acreditar que tudo acontece por uma razão. Aliás se uma pessoa se der ao trabalho de pensar um bocado, existe sempre uma antecedente e um consequente. Podem é muitas vezes estarem bem escondidos para se conseguirem perceber. (Acho que li isto no livro de filosofia do 10º)

Errar faz parte da natureza humana, mas é nesses mesmos erros que se aprende uma valiosa lição de vida. 

“Nada encoraja tanto o pecador como o perdão”, Shakespeare

 

 


 

Que o passado começe a escavar a sua sepultura e o presente que viva cada momento como o último!

because every single day is a fight to survive

18.Dez.10

#6

Não sei se daqui vai sair um texto grande ou pequeno, não é isso que importa.

Vão ser frases descontextualizadas, palavras desapropriadas, contextos perdidos.

Já não escrevo para parecer bem, mas sim por necessidade.

Uma necessidade de libertar o turbilhão de pensamentos do espirito que se sente sobrecarregado.

Não o faço para agradar quem lê, mas sim para agradar a mim!

Nunca devia ter deixado fugir a vontade de escrever...

 

Devia ter ficado em casa, naquele dia de chuva.

Devia ter ficado bem calada naquele dia, poupava sofrimento por mais tempo. Talvez alguém viesse a descobrir ou não...

Durante inumeros meses consegui convencer-me e enganar-me, até que tudo rebentou, tarde demais. A partir desse momento inicia-se uma volta de 360º graus.

“É então que oiço uma voz a sussurrar-me:

-Foi a sede pela obsessão!”

É uma das minhas fic’s, a imaginação, afinal, não anda assim tão distante da realidade.

É doentio para mim e imagino que muito mais para quem sofreu com tudo. Admito exagerava demasiado, mas fazia-me sentir bem. Era umas das poucas coisas que me restava. Preferia que me tivesse dito logo tudo, existe muito por dizer, mas esta tudo entregue ao silêncio. Será melhor assim? Não sei, mas sei que é dificil tocar nesse assunto.

“O mundo à minha volta esta a desabar e eu estou a ir com ele, estou a ficar sem forças para continuar, estou a perder a minha felicidade, estou sem grande parte de mim.”

Não consegui aguentar o barco e deixei-me afundar com ele. O passado mais distante decidiu vir atromentar-me, lembrar-me os meus maiores medos, perder as pessoas que mais amo no mundo. Se menti foi para proteger, não suportava que houvesse mais dor. O assunto da liberdade voltou à toa, pensei que as coisas poderiam vir a melhorar, mas de pouco valeu, continuo a viver presa sobre quatro paredes que conseguem sufocar-me a cada hora que passa.

Não é assunto facil de lidar, é obscuro, torna-se num vicio, mas também é muito fácil de esconder. Disse e volto a dizer havia o bichinho. Tratava de forma normal porque tornou-se num escape para a falta de coragem de encarar a realidade, é assustador e arrepio-me ao pensar na pessoa que isso me estava a tornar.

A avalanche foi tornando-se maior e acabou por vir pela montanha abaixo levando com ela tudo o que se encontrava a sua frente. Perdi toda a dignidade, a confiança, o interesse e a amizade!

Já não me lembro o que é realmente dormir, acordar restabelecida, com a energia que sempre permaneceu dentro de mim. Eu tento por tudo estar sempre com um sorriso, separar os problemas, como sempre consegui, mas sinto-me demasiado cansada para o que quer que seja. Tenho que conseguir, o meu bem estar depende disso!, mas como costumo dizer: para avançar para outra é preciso coisas novas. Estou tão habituada desde sempre que agora contrariar a rotina é dificil, permanece aquela miuda certinha, que disso já nada lhe resta. O sentimento de culpa encontra-se entranhado em cada pedaço de vida.

Não sei o que fazer a minha vida, cheguei a uma encruzilhada sem saber porque caminho seguir. Um novo rumo com mudanças drásticas ou um novo rumo com “peripécias” pela frente. São tantas coisas a minha cabeça ao mesmo tempo, que reflectit apenas sobre uma, implica uma enorme dor de cabeça. Tento suportar as lágrimas, nunca gostei de chorar, as bombas estam sempre a rebentar e volta tudo ao de cima mais uma vez.

Sou capaz de suportar tudo, mas não a palavra ignorar! Demasiadas experiências, demasiados segundos planos, demasiadas recordações de dor, demasiados sentimentos associados. Já não é a primeira, nem segunda, muito menos a terceira. Um corroer ao longo dos anos...

 

O que mais quero neste momento é ter um rumo a percorrer, objectivos a concretizar, uma vida para viver, quero estar bem com o a minha volta e principalmente comigo mesma!

 

 

Muito ainda falta por escrever...

10.Dez.10

Who I am?

“Nothing makes sense,

Nothing makes sense anymore

Nothing is right,

Noting is right when you’re gone

I’m losing my breath,

I’m losing my right to be wrong

I’m frightened to death,

I’m frightened that I won’t be strong”

Nick Jonas - Who I am

 

 

“Estás diferente do que eras no verão”

Perdi a noção de quem sou, perdi a realidade em que vivo, perdi a alma que me preenchia. Cometem-se erros, pedem-se oportunidades, mas volta-se a cair num pequeno pedaço que ficou entranhado no caminho e tudo o que foi conseguido extingue-se por completo. O mundo desaba, perdem-se as pessoas que nos faziam sentir a alegria. Fica uma dor num lugar onde não existe a razão, uma dor crescente que nos leva a querer cometer loucuras. Passam a existir momentos de angústia profunda {o quarto é o mundo e as palavras o refúgio} e os momentos, onde por razões inexplicáveis, aparece uma determinação para sair do quarto escuro. Remediar o que foi feito, conversar para esclarecer, a realidade é bastante dura e cruel. Percebo certas atitudes e alguns porquês, mas fiz perder a crebilidade em mim.

“Já não vai ser nada como antes” ----> Oração silenciosa da minha estúpida história, entregue a memória.

O meu coração luta por tentar a pessoa em que me transformei, um monstro?, uma pessoa obscura?

Admito que agora a lembrar-me é assustador a maneira como levava aquilo como banal, mas era o que sentia. Uma banalidade que acalmava e aliviava por momentos. Era isso o que mais chocava. Como é possível uma pessoa que conseguia estar sempre com um sorriso na cara, tornar-se tão obscura?

Errar é humano, momentos maus todos têm...

Sou fraca, sei, não consigo ser forte nos momentos mais decisivos!

Não me sai uma pergunta da cabeça, não era retórica, mas a resposta era conhecida.

Desta vez é mesmo, também o disse da outra vez, mas já consegui agarrar alguns pedaços da minha alma.

Estou a tentar mudar, mas também tem que perceber que era o que era com vocês!

 

PAREI!

 

 

texto sem contexto, num turbilhão de sentimentos, ideias, pensamentos, dificil sair alguma coisa em contexto

 

 



«um dia vou agir antes de pensar» - começa a fazer isso.

pat <3

03.Dez.10

#5

Quando escrevo, não é por escrever.

Uma forma de tentar libertar pensamentos mais obscuros, uma forma de descarregar pensamentos mais duros.

 

Imagino no escuro, um sítio escuro, uma escuridão assustadora e dolorosa. Como uma caixa fechada sem ar, gritos que ninguém ouve. Num canto está escrito “Doí-me num sítio muito longe, remoto de todas as razões. Doí-me uma razão calcinada, terra de silêncioe ossos onde se vai para morrer.” Palavras, ditas ao acaso, mas que denunciam uma dor de grande fracasso, como um buraco, uma falha que engoliu toda a alegria. A sombra dos erros. Presa, mas disfarçada por sorrisos espontâneos que saem do corpo, não da mente.

Oração silenciosa da minha estúpida história, entregue à memória.

Minha alma entregue a um forte trovão, que me electrifica os dias, parecendo cortar, como se ficasse sem coração, um corpo moribundo. Que existe por existir e que vive por viver...

Sinto que há algo a fazer, mas são demasiadas sombras que teimam em não desaparecer. Isto não passa de um pesadelo que passará um dia e que é tudo histórias da minha cabeça, mas sei que faz parte de uma realidade. Não querem ver o que aconteceu de verdade, enganando-me assim todos os dias. Uma esperança diminuída, em que chegará um dia com uma solução definitiva?

No meu corpo (por cada corte que faço na minha alma, que por vezes acalma e alivia a dor) ficará um odor a podridão, um nojo ocultado, um frio no coração. Como uma flor que não é regada e se torna feia, no meio de um lindo jardim. Ficando sempre a esperança que amanhã será um dia  melhor e que da minha cabeça desaparecerá este triste horror.