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because your smile make me live ♥

forceful, trust, connected & discovering the wonders of the universe ✨

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30
Set18

ansiedade nua e crua

bii yue

Desde pequena que sou nervosa, é parte da minha personalidade. Em criança era protegida pelos meus pais por ser filha única, havendo certas situações em que tinha que ir fazer algo sozinha que me deixavam mais apreensiva, com o coração a bater mais forte, suor nas mãos, vergonha e querer um buraco para me esconder.

Naquelas alturas de avaliação na escola sentia-me um pouco mais nervosa ou quando tinha um dia mais importante. Talvez tenha influenciado a fase da minha vida mais sombria, os ataques de choro, os apertos no peito, não querer sair de casa e enfrentar o mundo lá fora, ficar sozinha no meu canto.

Quando entrei na universidade, a minha ansiedade começou a manifestar-se fortemente devido ao stress e à pressão. Começaram as crises de ansiedade silenciosas que acabavam com crises de choro. Dava por mim numa situação da qual não sabia como agir, como pensar, muito menos como sair daquela chuva de emoções. Em alturas mais críticas apareciam ataques de pânico que levavam o meu corpo para lá da exaustão, choro constante, falta de ar, aperto no peito e o pior é não ter maneira de me acalmar.

Tomei a decisão de marcar consulta com uma psicóloga, estava numa altura da minha vida que andava perdida e a ansiedade era praticamente constante. Foi uma das melhores decisões que tomei, realmente mudou-me como pessoa e a maneira como lidava e passei à lidar com as situações à minha volta. Tive a sorte de calhar com uma profissional excelente, que me entendia sem eu precisar de dizer muito, que me indicava o caminho a seguir fazendo-me chegar lá por mim própria devido à maneira que me deixava a pensar. Tive consultas durante um semestre e ainda hoje tento continuar a ter presente certas palavras e ensinamentos, que me ajudam a sentir um pouco mais de controlo.

Veio aquele ano de relação à distância, houve muita ansiedade, muitos ataques de pânico. Depois veio ter concluído a licenciatura e não saber o que era suposto fazer, apesar de ter os meus planos, não tinha controlo sobre nada. O que me deixava constantemente nervosa e preocupada. Nada mudou, mas mudou porque estava mais racional, sabia o que estava a acontecer e que acabaria por passar. Não estava sozinha, apesar de esse ser o sentimento que está sempre presente de modo enganoso. Continuei e continuo a ter ataques de ansiedade, batalho com a minha mente e o meu corpo. A ansiedade e os pensamentos podem estar a ganhar, mas eu também posso ter controlo sobre a situação. É assim que quero pensar. 

A verdade nua e crua, é que apesar de ter melhorado à nível emocional, saber gerir e lidar de uma maneira mais racional com a ansiedade e com a minha mente, despertou problemas físicos. Problemas de coração que estou a tentar solucionar, de modo a não se agravarem no futuro e não limitarem a minha vida no presente. 

É um problema real, que têm consequências para a mente e corpo. Dá uma sensação de solidão, mas ninguém esta sozinho a enfrentar este problema. Não se cria resistância, aprende-se a lidar, a criar maneiras de minimizar os efeitos. Não fica tratado para sempre ou desaparece por magia. Existem recaídas, existem alturas em que se supera. É uma aprendizagem com a nossa mente, com o modo que vemos o mundo que nos rodeia.

A ansiedade é um hospedeiro que se instala e não volta a sair. Que se alimenta dos nossos medos, receios, inseguranças e atrai mais pensamentos negativos. Que pega nas nossas alegrias, conquistas, na nossa força e as distorce para passarmos a ver à sua maneira. É solitário, capaz de destruir o estado mental e transformar o estado físico. Nervosismo, tensão, tremores, lágrimas, aperto no peito, falta de ar, suor, dor de barriga, cansaço. Constrói uma montanha russa, que acaba num ciclo vicioso. Aquela presença constante, ao qual uma pessoa só quer gritar. É silenciosa, ataca quando menos se espera, faz sentir-nos pequeninos quando tudo é aumentado à nossa volta e dentro de nós mesmos.

Não é a ansiedade que nos define, somos nós que temos esse poder. É uma luta que é ganha diariamente.

13
Set18

Regresso às aulas - voltando no tempo, conselhos

bii yue

Lembro-me tão bem dos "verdadeiros" regressos às aulas. Quando era mais nova, especialmente durante os meus anos de liceu, do 7º ano ao 12º ano.

Aquela alegria de voltar a estar com os meus amigos, criar uma nova rotina! Estrear materiais novos, descobrir os manuais novos e estar ansiosa para abordar certas matérias,(eu gostava do que aprendia, talvez fosse um pouco nerd). Desde o início do 5º ano até ao 12º ano consegui ficar com algumas da minhas amigas, e quando à turma mudava um pouco, iam juntando-se novas pessoas ao grupo. Felizmente nesse aspecto tive sorte.

No entanto também haviam pontos menos bons, até ao meu 10º ano sofria de bullying e isso fazia com que houvesse dias que não havia vontade de meter os pés na escola. Isso acabava por influenciar a minha auto-estima, e foram anos um pouco complicados. Sentia-me um autêntico patinho feio, tinha o meu grupo de amigos mas é uma idade bastante complicada. Estamos a crescer, começar a descobrir a pessoa que somos, interagir com o mundo exterior, o meio em que crescemos começa a desfazer-se, não existe uma zona que se possa chamar de conforto. Todos os dias há algo novo, a bolha em que viviam os começa a desvanecer. 

A partir do 10º ano, a minha vida levou bastantes voltas. Transformei-me numa pessoa que não era saudável, um estado psicológico de uma adolescente que se perdeu pelo caminho. É uma época que esta bastante presente aqui, apesar de ter sido uma fase má, encontrei-me na escrita e a maneira como me expressava deixam-me estupefacta, ao reler textos dessa época. Superei e a partir desse momento, começei a formar a minha personalidade.

Acaba o secundário e vem a entrada para a universidade, que têm sido os melhores anos da minha vida! No entanto essa entrada foi um pouco atribulada, eu não sabia bem o que escolher, apenas tinha aquela ideia que queria algo relacionado com laboratório de química. Os meus pais queriam que ficasse perto, e muito infelizmente fiz-lhes a vontade por medo e pressão, e na 1º fase entrei em Viseu em Engenharia do Ambiente. Só que ao ver aquele resultado, a minha consciência gritava para não me conformar, não era aquele curso que queria, não era a uns 20km de casa que queria ficar.

Na 2º fase entrei em Química em Aveiro. Tinha uma conhecida que me arranjou um quarto no apartamento onde estava e fiquei lá durante 6 anos. Só que ao ser 2º fase, senti que caí na terra sem para-queda. Muitos grupos já estavam formados, as pessoas já conheciam a universidade, a cidade e para mim era tudo novo! Senti-me tão desorientada, perdida. Muitas perguntas e dúvidas me passaram pela cabeça, era a primeira vez que estava longe dos meus pais, após muitas lutas, um dos meus maiores desejos tinha-se realizado mas o que era suposto fazer a seguir... O primeiro ano e meio foi meio inconstante, dava-me com várias pessoas, mas ainda era muito nova, ingénua. Encontrei o meu grupo de amigos, que irei levar para sempre no meu coração apesar das nossas vidas terem levado rumos diferentes, deram-me as melhores memórias. Aprendi o que é realmente a amizade, ajudaram-me a descobrir quem sou e a construir a minha personalidade, era para os bons e maus momentos.

A nível de dificuldade do curso, para mim foi alto. Senti uma enorme diferença entre a maneira de ensino, professores do secundário para a universidade. Tive imensas dificuldades para fazer cadeiras, porque não estava a espera da dificuldade e não estar a responder a isso da melhor maneira, porque tive alguns professores que não sabiam ser professores e acabavam por dificultar ainda mais a vida a uma pessoa. Mas também tive professores que são realmente bons a ensinar e a relação que criavam conosco era muito boa. Erámos uma turma pequena, menos de 12 pessoas, o que ajudava em certas situações. Quando consegui acabar o curso, não houve melhor alegria, um peso enorme saiu-me do peito. 

Começou a etapa de ir para mestrado em Materiais e Sistemas Biomédicos, continuando na mesma cidade que me viu crescer e onde tenho construído a minha vida. Vou para o último ano, começar a tão temível tese, aproveitar para viver o que me resta de ser estudantesobreviver.

Isto é uma breve partilha e apanhado da minha história. Incompleto, mas há tanta coisa para se falar e o post já esta longo. ALguma dúvida ou questão, é só deixarem nos comentários. Este blog acompanha-me desde o início, algum assunto mais especifico deve andar perdido na imensidão de posts que escrevi até hoje.

Aqui ficam os meus conselhos, independentemente do ano escolar em que estejam.

  • Acreditem sempre em vocês, confiem nos vossos instintos!
  • Se estiverem a passar por uma fase mais complicada ou estejam a ser vítima de bullying, sejam fortes e corajosos e peçam ajuda! É complicado, queremos agir como pessoa fortes mas pedir ajuda não é sinal de fraqueza, pelo contrário, mostra coragem e perceção que não temos que enfrentar sempre tudo sozinhos.
  • Criem rotinas de estudo, faz diferença nas notas e mais tarde quando estiverem na universidade.
  • Estabeleçam objectivos, para além de vos ir dar uma ideia do que querem e onde querem chegar. À medida que os vão cumprindo, vão ganhando mais entusiasmo para os próximos.
  • Aproveitem, sejam felizes, descubram quem vocês são!

Bom regresso, desejo-vos tudo de bom!

07
Set18

O que há de novo nos 24?

bii yue

Os dias de aniversário, costumam ser estranhos na minha mente. Óbvio que é uma data minimamente marcante, porém também um conflito. Sendo que este ano foi o mais intenso. Com 24 anos, mas sinto-me com espiríto de 20 anos, acrescentando as responsabilidades de uma jovem adulta. 

Quando somos mais jovens pensamos no futuro, conseguimos imaginar que carreira queremos ter, como queremos que a nossa vida seja, que tipo de casa queremos, que pessoas queremos ter ao nosso lado, ... No entanto, aqueles anos antes de ser um adulto que é capaz de se sustentar, não existe essa imaginação porque é uma fase completamente nova e cheia de desafios. Encontro-me nessa fase do desconhecido. É um pouco frustrante devido ao conseguir imaginar o futuro que quero para mim, mas estou "presa" entre o estar prestes a acabar o meu percurso como estudante e começar o meu percurso como uma adulta que vai ser capaz de se sustentar, e continuo sem conseguir imaginar essa mudança, o início de um novo capítulo. Existem demasiadas variáveis que não dependem completamente de mim, é a sorte, o azar que o universo nos dá...

Na altura dos 20 anos, há pessoas que casam, pessoas que já tem filhos, pessoas que ainda estão a estudar, pessoas que estão a começar a construir a sua carreira. É a mais pura das verdades, e é assustador!

Estou a reencontrar-me, ter mais cuidado com o meu exterior e interior. Tenho projectos e objectivos em mente para este ano, porque quero sentir-me feliz e realizada, sentir prazer pela vida. Pelo meio destes pensamentos, também existem aquelas loucuras. 

Fiz-me a minha 3º tatuagem, uma decisão mais ou menos de momento, por diversas vezes me terem dado essa oportunidade. No meu dia de anos, fiz uma onda no tornozelo. Ainda não acredito que fui em frente, talvez tenha sido uma decisão um pouco precipitada, mas loucura também faz parte, para além que é uma dor viciante. A dor foi da mesma intensidade da 1º tatuagem que fiz, mas como foi em cima do tendão, tinha espasmos que não era capaz de controlar. 

Foi um dia, como tantos outros que já passaram. O que muda são as emoções, sinto-me mais velha no seu sentido real, mas perdida, mas encontrada, nesta fase, com um rumo desejado mas com bastantes desafios ainda pela frente. 

O melhor do início destes 24, foi ter recebido o presente mais tocante, inesperado e simples que existe.

Palavras que irão ecoar na minha vida, para juntar à coleção de outras que continua a trazer presentes na minha mente.

Lágrimas de felicidade.

 

04
Set18

Tirei o meu primeiro siso

bii yue

Este acontecimento passou-se em finais de Julho, mas só agora é que tomei a coragem de vir apresentar este assunto em forma de novo conteúdo. Ou seja, ao longo desta experiência fui gravando e trago-vos agora um vídeo completo de como foi o processo de tirar o meu primeiro siso e a recuperação. Isto acaba por ser a minha versão mais delicada, porque mostro a minha figura maravilhosa de inchaço.

Eu decidi criar este vídeo porque eu não encontrei nenhuma experiência em forma de vídeo no youtube de portugal, apenas do brasil. Apesar de falarmos a mesma língua, acaba por ser um pouco mais reconfortante ver um vídeo de alguém que seja do nosso país. Por isso, aqui fica a minha experiência.

Para mim foi uma experiência que não quero voltar a repetir, apesar de muito provavelmente ter que o voltar a fazer. O meu outro siso, esta completamente deitado, o que significa que o processo de recuperação vai ser pior. 

Antes, tinha falado com várias pessoas que já tinham retirado sisos e as opiniões divergem. Há algumas que é um processo simples e rápido, causa alguma dor, desconforto e inchaço, mas nada exagerado. E outras em que o processo é complicado, envolvendo dor, bastante desconforto e inchaço.

Retirar o dente, foi um processo bastante simples. Enquanto estava a espera da anestesia fazer efeito, puseram-me completamente à vontade, meteram-se comigo por causa da minha tatuagem. Durante o procedimento não senti nada, apenas a força do dentista a retirar o dente aos poucos. Eu levei anestesia local, por isso estive acordada durante todo o procedimento, mas como os olhos fechados a tentar acalmar-me e a pensar que afinal até estava a ser fácil. O quanto estava enganada! No final, estava a sentir-me normal apesar de a minha cara ter começado logo a inchar e até fiquei a falar um pouco com eles, desta vez sobre que material eram feitos os pontos ( se tenho um mestrado na área, há que me manter atualizada ).

Enquanto o efeito da anestesia durou foi bonito, porque assim que começou a passar vi-me num precipício de dor, que não desejo a ninguém. Foram 4 dias horríveis, só me apetecia chorar, mas até isso me fazia dor. Felizmente, a partir do 5º dia comecei a conseguir comer, basicamente já conseguia enfiar metade de uma colher pequena na boca, liquidos e gelado com pedaços de bolacha. A partir daí, fui melhorando e quando fui tirar os pontos, foi uma liberdade para puder voltar a comer comida, sem estar preocupada com os pontos. Ainda me continuou a doer os ossos durante mais uns dias, mas depois a ferida foi sarando e eu voltando ao normal.

Não quero com isto estar a assustar. Como disse, este processo de recuperação varia de pessoa para pessoa! E, infelizmente, somos obrigados a passar por isto para não criar problemas piores maiores ou custar o dobro quando já temos mais uns bons anos em cima.

02
Set18

Setembro, ainda vou a tempo de te escrever

bii yue

É setembro...

O mês dos meus anos, quase nos 24 anos de vida, em menos de uma semana.

O início de mais uma ano lectivo, com esperança e abatimento de ser o último.

Só mais uma semana e estou de volta aquela cidade onde se encontra a minha liberdade, de volta a sentir-me eu própria, de volta a sentir aquele gosto de estar a viver e não apenas a passar dias. 

Tenho vários objectivos para este ano, principalmente fazer-me mais feliz e puder ir fazer algo bom por outras pessoas. Há ideias que têm surgido e nos últimos meses, esta certeza e urgência têm crescido. A possibilidade de puder ajudar, deixar a minha marca em alguém, melhorar em algo este mundo. Talvez até possa ser aquele "egoísmo" para me fazer feliz, mas espero que não venha a fazer-me só a mim. 

Os últimos anos têm sido intensos, lições de vida, muitos sorrisos e alegrias, muitas lágrimas e frustração, auto-conhecimento, novas aventuras, novas vidas.

Sinto-me a querer dar aquele salto, aos poucos deixar os início dos 20's presentes nas memória e enchendo-me o coração com satisfação, e começar a olhar para mim própria a nível físico e emocional, olhar para os pequenos objectivos para construir o meu futuro.

Voltar a encontrar-me com o que me faz sentir concretizada. E é isto!

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