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29
Nov19

Desafio dos pássaros #12 - os pássaros

bii yue

Todas as manhãs, ela acordava com os pássaros a cantarem assim que o dia começava a nascer.  As folhas roçavam gentilmente umas nas outras, devido ao vento. Os raios de sol entravam pelos buracos do estore semifechado. Com o subir do sol e o crescer do dia, os raios iam tornando-se mais fortes, criando um ambiente aconchegante

Não precisava de um despertador, o seu corpo já se tinha habituado a acordar cedo com a natureza. Após acordar o seu corpo, ela sentava-se no fundo da cama, apoiada pela cómoda, a apreciar a magia de amanhecer. Embrulhada numa manta de uma cor branco suja, deixava o seu corpo aterrar, enquanto a sua mente viajava. Os raios ao entrar deixavam um rasto de poeira que dava uma magia especial aquele quarto pequeno, mas aconchegante. Por uns bons minutos, ela permitia-se respirar profundamente, conectar-se consigo própria. Sentir os raios de sol começarem a bater e a aquecer à sua pele. Um sentimento de segundos pairava, estava tudo bem.  Aos poucos ia retornando à realidade, ao momento presente. Tinha que continuar a ter coragem e ir arranjar-se para mais um dia.

Larga a manta, levanta-se da cama e vai até à janela para sentir o calor dos raios de sol em todo o seu corpo. A secretária era mesmo ao lado da janela, senta-se na cadeira ainda embrulhada no calor dos raios de sol, liga o computador e coloca a sua playlist. Após rever aquelas palavras gravadas na sua mente e agora escritas em postits na parede, reúne todas as suas forças e começa mais um dia.

Ela tinha-se mudado a pouco tempo para um novo país, completamente sozinha e dona de si mesma. Abandonara a zona de conforto e a vida feliz que tinha para ir viver uma aventura, para crescer, para lutar pelo seu futuro. Aqueles pequenos momentos era o que lhe aquecia a alma e atenuava a saudade que gritava no seu coração.

25
Nov19

Já posso dizer que sou MESTRE!

bii yue

Não podia estar mais orgulhosa de dizer isto: oficialmente mestre

Este blog que me acompanhou durante o percurso escolar, básico, secundário, licenciatura, mestrado. Que me viu e ajudou a crescer, ao deixar-me colocar a minha alma em palavras profundas e sentidas.

Estava demasiado calma, apesar de uma noite mal dormida. A apresentação correu bem, até a parte das perguntas onde meti os pés pelas mãos, e devido a situações que aconteceram sem eu ter culpa, fui um pouco prejudicada. Mas o que interessa é que esta feito! Agora é só fazer as correções e posso fechar este capítulo que me ocupou 20 anos da minha vida.

Só a escrever isto é que começo a cair em mim. Acabou. A vida académica chegou ao fim, com ela trago imensas memórias, amizades que me mudaram e me fizeram crescer, muitas lágrimas mas também muitas alegrias. 

O que se segue? Uma aventura de uma vida! Não podia estar mais grata, mas também não podia estar mais assustada pelo que aí vêm. Um futuro certo, mas incerto.

Estou feliz, orgulhosa de mim própria, determinada, pronta?! 

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22
Nov19

Desafio dos pássaros #11 - kokie, o meu filho

bii yue

Sou o kokie, tenho 7 meses e sou um mimado. Sou todo preto com um olhar profundo. 

Há meia lua atrás, fui aquele espaço onde existem muitos cheiros de animais. Estava a brincar com a pessoa super simpática quando fico com imenso sono. Depois só me lembro de estar em casa, querer caminhar, mas cair e a minha mamã só se ria, mas depois dava-me muitas festinhas. Mas não sei o que fiz de tão mau porque poucos dias depois obrigaram-me a usar um chapéu transparente horrível que me impedia de tomar o meu banho diário.

Agora que estou novamente livre, voltei aos meus banhos diários. Durante a noite, ou vou vasculhar o lixo para os meus donos terem comida quando acordarem, ou remodelo a cozinha e sala porque eles não têm sentido de beleza/espaço. Também tem bastante piada enfiar os meus brinquedos debaixo do sofá, para depois ver a minha mamã a ir buscá-los e atira para o outro canto da divisão com força.

O ponto mais alto dos meus dias é saltar para a janela com vista da rua e ficar na sala a apanhar banhos de sol. Só não sei porque os meus donos são contra terem a porta fechada, já podia ter caçado tantos pássaros para lhes oferecer. É só saltar um degrau.

Recentemente aprendi a abrir uma espécie de porta de madeira, usando o meu poder de ser líquido e vou lá para fora tentar a minha sorte. É tão bom sentir o calor do dia diretamente no pelo, o ar puro, a liberdade. Até ouvir a minha dona a chamar por mim e com a arma de um cabo de madeira nas mãos para me fazer um barulho que me assusta imenso e eu fujo pelas minhas sete vidas. 

Quando o meu dono dá mimos a minha mama fico com ciúmes e começo a roçar com força nas pernas e depois fujo para ele se esquecer dela e receber eu a atenção.

Adoro brincar, agora que já não tenho dentes de leite sabe tão bem morder. Mas acabo sempre a ser repreendido sem saber porquê. Também sou bastante curioso e sei onde esta tudo nesta casa e quando entra algo novo tenho que lá ir inspecionar. Faço longas sestas na minha cama e quando sinto que a minha dona esta muito concentrada, vou ter com ela e obrigo-a a tomar atenção em mim

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16
Nov19

Lembranças #2

bii yue

No meio de arrumações para desocupar espaço, encontrei uma t-shirt oversize que me foi dado nas matrículas da licenciatura. Não há nada que uma t-shirt oversize, meias e esta um look confortável para se estar em casa. Não é preciso dizer que desde que voltei a encontrar-la é assim que passo os meus dias, pelo menos enquanto esta este tempo que não se decide se é calor ou frio. 

Aquela t-shirt era usada como pijama por ele quando ia dormir a minha casa e acabava por ficar com o cheiro. Quando ele foi de erasmus, agarrava-me a ela para sentir aqueel cheiro familiar que dava a sensação de diminuir a saudade e a dor da distância. Admito que houve algumas noites que dormi agarrada a ela, mas quem nunca? Era algo fisíco que ajudava e com tanto significado. 

Quando a encontrei houve um sentimento de memória nostálgica, e talvez causa do significado que carrega é que me sinto tão bem quando a uso. 

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15
Nov19

Desafio dos pássaros #10 - Já chegamos? Já chegamos?

bii yue

O avião estava lotado, o barulho dos motores era ensurdecedor. As crianças a bordo só sabiam dar gritinhos e estar constantemente a perguntar "Já chegamos? Já chegamos?". Apesar do lugar dela ser em cima da asa, tinha tido a sorte de estar no lugar à janela. Coloca a música no volume máximo para abafar aquele caos de sons à sua volta, e fica a deslumbrar a paisagem pela pequena janela. Tinham levantado voo a pouco tempo, mas já se começavam a formar cristais na parte inferior da janela e o frio da altitude começava a criar arrepios no corpo. Aconchega-se no seu lugar, cobre-se melhor com o casaco peludo ao xadrez. O seu olhar fica vidrado nas nuvens que estavam abaixo, pareciam algodão doce, nos tons de azul e rosa que se misturavam, no rasto que outros aviões iam deixando naquele céu tão limpo e iluminado. A sua mente vagueia por toda a mudança que esta prestes a acontecer, a saudade já aperta no coração, sente-se tão pequena e sozinha, a lágrima começa a escorregar no canto do olho. Mas ela tenta focar-se nas memórias que lhe enchem o coração de alegria e excitação.

Dias longos de verão, o calor fazia-se sentir e sem uma casa vazia para estar, o lugar escolhido era sempre o rio. Onde se conseguia ter um pouco de aragem fresca e sombra. Outra coisa presente, era a excitação e procura constante de prazer. As conversas intensas, os toques a provocar.

Ela com o calor tirava sempre a pouca roupa que tinha e acabava a fazer nudismo.Ele não se continha. O olhar prazeroso, passava a mãos descobrirem uma vez mais, cada centímetro daquele corpo nu. Beijos intensos e sofrêgos. Em segundos ele também já estava nu e avantajado. Uma toalha servia como colchão, um terreno a descer, pedras e paus que magoavam como pregos o corpo, que com o tempo e posições deixavam marcas e nódoas negras, especialmente nos joelhos. O suor e calor não impediam o sexo intenso, o ritmo ardente que fazia os corpos gemerem por mais, a intensidade dos orgasmos que só a natureza calava. O risco de poder aparecer alguém e ter que estar atento aos sons a redor, que em segundos se desvaneciam com o prazer entre dois corpos sedentos de prazer, só aumentava a adrenalina. 

"Já chegamos? Já chegamos", assim a chamou de volta à realidade.

12
Nov19

O virar de vida

bii yue

A pedido do Triptofano, aqui vai o texto do desafio aceite, em que tinha que incluir as palavras galinha, tapete de Arraiolos e ginecomastia. 

Ouvia-se o galo a cantar ao longe. O sol começava a entrar pelas cortinas azuis claro, passando pelas frestas e embatendo na cama disposta à sua frente. A medida que o sol ia subindo, a claridade ia aumentando no quarto, despertando assim o Afonso. Após se esperguiçar para acordar o corpo, senta-se na cama e fica por uns longos segundoa a apreciar aquela sensação de sentir o tapete de arraiolos na pele fina dos seus pés. Era um tapete já um pouco gasto, mas tinha um design composto por quadrados de diversas cores, um pouco incomum mas por essa razão é que era dos seus tapetes favoritos. Levanta-se, afasta as cortinas para deixar entrar toda a claridade proporcionada por aquele amanhacer, abre as janelas para fora para sentir o ar fresco da manhã. 

Olha-se ao espelho, aprecia o seu corpo em forma de trabalhar no campo, até têm um músculo aceitável. No entanto assim que olha para o seu peito, a sua expressão muda. Já há algum tempo que lutava contra a ginecomastia, era a última coisa que faltava voltar ao normal naquele corpo que outrora teve excesso de peso.

Tinha tido uma vida extremamente sedentária, ou passava horas a jogar no computador ou era a trabalhar num escritório. Arranjava escapes no jogo e bebida para ignorar a infelicidade que sentia, até ter chegado ao limite emocional e físico. Viu-se com o oceano à sua frente, pronto para entrar e deixar-se enrolar pelas ondas. A coragem enchia-lhe a mente, a adrenalina o corpo. Porém, quando estava prestes a dar o passo em frente, alguém lhe tocou no ombro. Ele vira-se e é envolvido num abraço. As lágrimas aparecem em instantes e chorou como uma criança, enquanto aqueles braços fortes o seguravam. Foi assim que conheceu o amor da sua vida. O Daniel estava a passar férias na cidade e numa das suas corridas pelos passadiços junto à praia avistou uma pessoa parada a demasiado tempo em frente ao mar. Este cenário podia ser perfeitamente normal, mas era inverno e o mar estava a começar a ficar agitado. Decidiu ir de encontro a essa pessoa e ainda bem que o fez porque no instante estava a menos de um metro, só teve tempo de reagir e abraço-lo e impedir que uma desgraça acontecesse. Largou a sua vida antiga e começou uma nova no campo. Começou a jornada de perda de peso, fugiu por completo da vida sedentária que levará. 

O Afonso estava tão envolvido nos seus pensamentos, que só quando o sente o corpo do Daniel a abraça-lo é que volta à realidade. A ver os seus reflexos no espelho, sorri. 

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10
Nov19

se estou bem? não

bii yue

Estagnei no tempo.

Deixo os dias passar, a saborear o momento. Deixar o meu corpo e alma envolverem-se na gratidão da vida que tenho neste momento. De ter o que sempre quis.

Com um pé pronto a dar o passo para o desconhecido, enquanto o resto do corpo esta confortável no conhecido.

Não estou preparada, tem sido devagar para assimilar mas o tempo voa e as respostas tardam. Muitos acontecimentos que acabam por não me deixar, a própria mente criou um sistema que me impede de pensar demasiado.

Mas tem sido uma guerra interna. Uma espera que aniquila a minha mente e corpo. Meia perdida da rotina. Desligada do mundo, com a necessidade de estar comigo própria. Para digerir as emoções e sentimentos, resolver conflitos internos que têm vindo ao de cima, realizações da realidade e a forma brusca que isso me têm afetado. 

É verdade que guardo muito para mim, é assim a personalidade, o meu coração mole põe um sorriso na minha cara e fica lá para quem precisar. Quando isso não acontece e tenho a necessidade de recarregar, surge uma transparência que é mal interpretada. Egoísmo, ego, isolamento?! Dedos apontados, julgamentos que surgem tão facilmente, mas onde reside a vontade de perguntar as razões, os porquês.

Tento aguentar muito por mim própria, mas sei os meus limites, como funcionam estas fases mais negras. Há trabalhos que mais ninguém pode fazer por nós próprios. A lidar comigo própria a um nível mais profundo. Estou a aprender a ouvir a minha intuição, a lidar com mudança do meu mindset e a ajustar-me, a tomar consciência da vastidão e longo caminho que ainda tenho à minha frente. Ferramentas que se vão aprendendo, peças de um puzzle que se vão encaixando, momentos que são necessários. Esta introspeção ainda é um terreno pouco apalpado por mim, há mudança, há consciencialização, uma tendência para nos desligarmos da realidade (especialmente eu que necessito que me chamem à terra de tempos à tempos).  

E isto sem contar com os desafios que se avizinham. Daí esta necessidade de me centralizar, de me ouvir, de me deixar estar, de parar e assimilar toda as ferramentas e aprendizagens dadas. Preciso disto, no campo do corpo, da mente, do espiritual.

Porque não é só dias bons. Não é só estar presente e acabarmos a negligenciarmo-nos. Não é um mar de rosas. Não é termos a mania de estar sempre a puxar pelo nosso limite quando existe a necessidade de parar. E eu paro, mesmo que me ponha neste estado de estagnação, mas é aí que encontro as minha respostas

Cada um têm os seus demónios. Há dias esgotantes, onde falta energia para tudo.

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08
Nov19

Desafio dos pássaros #9 - Acordaste nu, sem te recordar de nada, numa ilha deserta 

bii yue

O sol abrasador a bater-lhe na pele do seu corpo nu, fez-la acordar. A areia quente debaixo da cara, peito e barriga com um contraste ainda mais quente do sol a bater-lhe nas costas, enquanto que as ondas banhavam as pernas e rabo. Após uns segundos para tomar consciência de onde estava, levanta-se e vai para à sombra das árvores a uns metros de onde se encontrava. Ao seu redor só se via um vasto horizonte de oceano e umas árvores que faziam parte de uma floresta. O seu corpo esta pesado, a sua cabeça pesada, a sua boca seca e a última coisa que se lembra era estar num jantar com o seu namorado e a conviver com outras pessoas, depois disso é um total apagão

Após uns longos minutos a tentar recuperar e não entrar em pânico, decidiu ir até à beira mar e ver se encontrava vestígios na areia. Como tudo o que se via eram as suas próprias pegadas e já que estava nua e sozinha, entrou na água quente do oceano e deixou-se deslumbrar pela beleza do ambiente em que se encontrava. Deixou-se boiar naquela água transparente, sentia as ondas a percorrerem o seu corpo, os peixes nadavam perto de si, o sol a bater-lhe na cara.

O ar era húmido e passados alguns minutos de ter entrado na floresta, o seu corpo já suava e as gotas iam escorrendo sob aquele corpo semi-moreno seco com salitro. Ao avançar pela vegetação começa a ver um quarto improvisado no meio das árvores, com cortinas azuis claras a esvoaçar e uma cama com lençóis brancos amarrotados. Ao aproximar-se repara numa silhueta a esconder-se que reconheceria em qualquer lugar. Ela deita-se na cama e sabendo que esta a ser observada, pela pessoa, que de alguma conseguiu levá-la ao paraíso que sempre sonhou, começa a masturbar-se

Em poucos minutos a silhueta sai das sombras e vai ao encontro dela. As suas mãos percorrem cada curva do corpo suado e excitado, a boca percorre o peito, pescoço acabando em beijos sôfregos. Os corpos tocam-se, trocam sensações, gemidos de prazer e orgasmos. Os olhares encontram-se, as mãos entrelaçam-se, os corpos tocam-se numa sintonia onde só existe o objetivo de dar e receber prazer, um ritmo frenético. Os corpos estão cansados, mas a excitação continua presente. Ela manda um suspiro de felicidade e aconchega-se no corpo nu ao seu lado.

06
Nov19

#makeblogsgreatagain

bii yue

Desde 2008 que tenho este blog, já se passaram mais de 10 anos, é um pouco surreal tomar consciência deste facto! Criei-o no intuito de partilhar situações do dia-a-dia de uma adolescente, comecei a publicar textos e fanfics. A minha fase negra esta completamente exposta e relendo aquelas palavras sente-se tudo de uma maneira triste mas linda, a tão finalmente alcançada liberdade esta presente em quase todo o post escrito. O início do percurso na universidade, com muitos on e off durante alguns anos, muitas dúvidas se deveria continuar a alimentar este cantinho, porque não me sentia ligada à comunidade. Muito sentimento e emoção de quando estive um ano em relação à distância. Mais um pouco de falta de vontade e ideias para escrever. Até que consegui reconectar-me comigo mesma, com o que me realmente que me faz feliz e onde posso ser eu mesma. E depois veio o desafio dos pássaros, que me fez descobrir esta comunidade!

Hoje em dia é um pouco de tudo e pouco de nada (como gosto de dizer), é a minha essência, os meus gostos, as minhas opiniões, os meus problemas, os meus sentimentos, as minhas experiências, os desafios que me propõem, ...

Desde que aprendi a ler e escrever, que sou rendida a isso. Ter criado este blog foi ótimo, ver o quanto esta plataforma mudou,e que apesar de neste momento ver uma imagem, um vídeo ou ouvir um podcast é bem mais fácil e menos trabalhoso que ler ou escrever, ainda existem pessoas que o fazem. 

Obrigado sapo por continuares a melhorar esta plataforma, deixares umas quantas pessoas escrever o que lhes vai na alma e serem criadas estas correntes de hastag que vêm revolucionar a blogosfera que conhecemos. #makeblogsgreatagain

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05
Nov19

choro da 1 da manhã

bii yue

É 1 da manhã. Estou no chão da casa de banho a chorar e a escrever isto. 

Não sei porque me viciei em k-drama e insisto em viver para aquelas histórias tão sentimentais. Para juntar a isso vêm as hormonas e talvez um pouco da influência do mercúrio retrógrado e da lua crescente. Vem tudo ao de cima, quero obrigar-me a deixar sentir e chorar o que tiver que chorar. Esperar que este ataque de ansiedade passe e me deixe ir descansar. 

Tenho estado consciente, a viver tão bem nesta bolha de amor, a deixar-me guiar pelos sentidos. Mas no fundo estou tão assustada, tão frustrada, tão desamparada, tão sozinha. Apetece-me voltar com a palavra atrás, ficar na zona de conforto. Não sei se sou capaz, se tenho a coragem para crescer e estar realmente sozinha no mundo.

Devia voltar para a cama, mas sei que assim que o fizer a minha mente vai voltar a divagar e apegar-se a estes sentimentos, o choro vai voltar e já tenho a almofada molhada. 

Porque sei o quanto custa, porque sei quantas noites adormeci a chorar agarrada à almofada, porque sei que posso pedir ajuda mas tenho que me saber aguentar sozinha. Porque sei que é só um ataque de ansiedade, é o meu corpo em resposta à minha mente e há-de passar por mais que sinta que não. Por saber o que sei é que dói ainda mais!

Palavras sábias de quem me disse que eu tenho a coragem toda em mim, e quero tanto mas tanto acreditar nisso.

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