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because your smile make me live ♥

forceful, trust, connected & discovering the wonders of the universe ✨

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30
Dez19

Reflexão sobre os pássaros

bii yue

Os passarinhos deram-nos férias por causa das festividades, mas vêm sempre exigir algo em troca... Uma reflexão.

A escrita é algo que me acompanha desde que comecei a conseguir ler e escrever. Ser filha única puxou pela minha imaginação. Foi na minha adolescência que comecei a escrever, alguns contos e depois fanfics. A fase negra entrou na minha vida e sinto que foi o auge da minha escrita, porque quando vou reler não consigo acreditar que aquelas palavras tão sentidas e organizadas saíram de mim. O ano em que estive na relação à distância também me fez ligar novamente com a escrita, porque era a única maneira que tinha de aliviar a alma e a saudade. Veio o journaling e depois o desafio de escrita dos pássaros. 

Estas semanas (tirando uma ou duas que a minha imaginação estava à zeros para temas tão impensáveis) foram para reviver à paixão pelas palavras, uma obrigação necessária para não voltar ao on/off, a exploração do mundo que é a escrita criativa. Ter a possibilidade de contactar com outras pessoas a passar pela mesma dor de cabeça e com uma vontade de querer calar os pássaros e ler outras obras de arte é tão bom.

Obrigado por se terem juntado e lançado este desafio à comunidade  Para mim significou imenso e só me faz querer escrever mais e ver o que o meu cerebro quer escrever. Poder aliar a imaginação à realidade e misturar esses dois mundos é o que realmente adoro e é o meu estilo.

Muito Obrigado Passarinhos por este acto de bondade!

28
Dez19

Resumo de 10 anos

bii yue

Vamos fechar uma decáda, por isso há uma necessidade de refletir sobre estes últimos 10 anos. É um pouco assustador pensar em anos porque só me faz aperceber que cada vez passa mais rápido, o tempo tem tedência a escassar e a idade só sobe.

Sendo que, há 10 anos atrás tinha 15 anos, houve imensa mudança na minha vida! Altura em que deixava para trás o ar de patinho feio, mas estava numa fase negra da minha vida. Foi complicado, mas deu conteúdo escrito e fotográfico. Passou. Comecei a namorar com a pessoa que me ajudou e me viu crescer e tornar-me na mulher que sou hoje. Amizades cortadas, mas que era necessário. O secundário acabou, todas as dúvidas do que deveria seguir e o que seria na universidade deixavam-me num estado de ansiedade. Só ingressei na 2ºfase com a sorte de ter tido logo casa, mas foi uma adaptação complicada. De repente estava sozinha, longe de uma prisão e com liberdade, mas era tímida e desajustada. Conseguir acompanhar a dificuldade do curso que piorou drasticamente a ansiedade. Foi dado um tempo e aí encontrei as pessoas que me preenchiam (os jantares, as bebedeiras, as parvoíces, os abraços, as palavras, as vivências, as descobertas, os momentos). A afilhada boneca que entrou na minha vida que me faz sorrir e acredita em mim. A vida foi ocorrendo e começou-se a seguir caminhos diferentes.  Ter perdido o meu companheiro fiel de 4 patas a meio de um verão que estava a ser tão complicado com a mudança que aí vinha. Prestes a acabar a licenciatura põe-se um ano de relação à distância. Das experiências mais duras da minha vida, com muito choro, desespero e saudade. Oportunidade de viajar, primeira vez a andar de avião e estar semi sozinha num país com uma língua tão diferente. Sobrevivi. Ter chateado tanto os meus pais para arranjar um peluche de 4 patas que passou a ser a filha da casa. Licenciatura concluída, ter que me despedir da casa que me acolheu durante vários anos, onde descobri o meu lado selvagem e sem tabus, onde cresci tanto, ter que voltar à prisão que me sufoca. Uma tentativa de entrar no mundo de trabalhado falhada por cunhas. Voltar ao mundo académico para fazer mestrado e ter que procurar uma casa nova. Entrar num mundo onde podia ser eu mesma sem máscaras, mas sem identidade. Dar asas à minha imaginação e deixar veia artística fluir. A decisão de irmos morar juntos. Problemas com à minha própria pessoa que se encontrava perdida e sem rumo. Mudança para uma casa só nossa. Problemas na tese e ser deixada à minha mercê. Ter arranjado à bola de pelo preta que sinto como se fosse um filho meu. Estar dedicada ao meu desenvolvimento pessoal e aprender sobre o mundo holistico. Ser obrigada a tomar uma decisão de vida. Concluir o mestrado e preparar-me mentalmente para fechar um capítulo e começar outro. 

Tenho 25 anos e não sei o que me espera ao longo dos próximos 10 anos, porque nesta idade adulta o futuro é tão incerto como assustador. Mas também pode vir a trazer muitas coisas boas para encherem ainda mais o coração. O que peço? Saúde, trabalho, amor e o dinheiro há-de vir com esforço aplicado para tal. 

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26
Dez19

o que foi este 2019?

bii yue

2019 foi um ano tão intenso! Tinha dito para mim mesma que seria o ano para mim e que iria tentar riscar o máximo de itens da bucketlist.  Não consegui realizar todos e alguns que só irão acontecer no próximo ano. Mas foi quase tudo   Só há um desejo que me deixa triste por não ter conseguido realizar, que não esta aqui escrito por ser algo pessoal, mas talvez ainda venha a contar quando achar que é mais acertado.  

Um dos meus sonhos tornou-se realidade, fui morar com ele. Não foi uma adaptação fácil devido ao espaço que se conseguiu arranjar na altura e à fase de vida em que me encontrava. Felizmente mais tarde conseguimos a nossa 1º casa, um espaço só nosso e depois juntou-se a nossa bola de pelo que dá um significado ainda mais especial. 

Concluí o percurso académico, fiz um curso online na área que espero mais tarde vir à trabalhar e fiz o último ano de voluntariado com a IPDJ, que me ensinou lições de vida e confortou porque sei que consegui fazer a diferença em algumas vidas. 

Comecei com a motivação para fazer o ano sobre mim mesma, mas estava completamente perdida, desmotivada, à deriva dos dias que iam passando, sem saber o que fazer para quebrar aquele ciclo tão vicioso. Lutava e lutava sem melhoras à longo prazo. Até ter mudado de casa e a partir daí tudo começou a mudar, a alinhar-se e transformar-se. Já contei um pouco sobre essa transformação aqui. Já não sou de todo aquela rapariga do início do ano de 2019 com um mindset turvado. Continuo com o meu lado negro, com dias maus, com problemas, com desafios. Mas a minha essência mudou e sou tão grata por ter sido capaz de sair do casulo, e deixar-me embrulhar nas energias certas ao meu redor. Estou a desabrochar, a trabalhar em mim própria para mim própria, a descobrir o que faz mais sentido para mim, com o que me conecto mais. Ao meu ritmo, ao sabor do universo, a ligar-me à intuição. E não há um dia que não fique espantada da maneira como tudo se encaixa, e que as coincidências não são meras coincidências. 

Acabou por ser o ano para mim mesma.  Aprendi muito e ainda há muito mais a aprender. Sei que adquiri ferramentas que irão fazer diferença no próximo ano. Porque esse irá sempre outro ano completamente transformador (vou participar na academia da Ana Silva, uma pré-adulta que vai ter que se transformar numa adulta, viver completamente sozinha e livre, começar a trabalhar de uma maneira mais séria e depois uma incógnita que é chamado futuro e toda a vida que acontece entretanto).

Estou feliz e grata por este ano. Pelo que me ensinou, pelas pessoas a que me voltei a conectar, pelas que colocou na minha vida, pelas que continuam ao meu lado, por ter melhorado relações. Por ter o meu coração embalado naqueles sentimentos indescritíveis (esta tudo bem e estou segura).

Quando escrevi isto era 12 do 12 (portal energético, última lua cheia do ano e da década), um dia em que estava bastante confortável na minha sala, com os pés na botija e um gato a fazer também uso dela, com música de fundo e a olhar lá para fora e ver a chuva a cair, acompanhada de um saboroso late macchiato de caramelo da starbucks (faço a publicidade que já quando estava a trabalhar para eles não podia).

24
Dez19

Feliz Natal Sapinhos

bii yue

Se sou um Grinch? 

Já não celebro o natal. A minha família é pequena onde ninguém se junta no 1° dia. É só mais um jantar, mais um dia. No 2° sinto-me uma estranha, um bicho do mato no meio de pessoas que estão habituadas a estarem sempre juntas.

Quando era pequena enfeitava a casa, punha os presentes debaixo da árvore sempre na companhia da típicas músicas de natal. O meu cão, que esta no paraíso dos animais, suportava os meus devaneios de o encher de enfeites e bolas. Pouco depois de ter ido para à universidade deixei de fazer à árvore por falta de tempo e paciência, e a minha mãe deixou de ter saúde para tal. É estranho confessar isto e óbvio que me deixa um pouco de tristeza ao comparar-me. Estou habituada simplesmente. 

Acredito que no futuro irei ter o natal que sempre quis com a minha família, na nossa casa ou a viajar. Até lá é mais um ano, mais uma festividade que passou. 

Este ano há um peso enorme a construir-se de saudade, por isso quero aproveitar cada momento que me resta. A minha mente esta a transbordar de pensamentos que vão e vêm, deixando o meu corpo a lutar contra a ansiedade e os medos. E hoje veio uma notícia que ainda estou a tentar perceber como digerir, é como pôr a cereja no topo do bolo, mas implica uma mudança de planos no futuro do próximo ano.

Mas não há problema, estou a dar o meu melhor no momento. O meu espírito natalício é estar com uma enorme gratidão por este ano e pelas pessoas que tenho na minha vida. 

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20
Dez19

Desafio dos pássaros #15 - reunião de renas

bii yue

Bem sabemos o pai natal tem uma certa idade. E com o rumo que a sociedade esta a tomar de se esquecer de valores, de agradecer e ter tendência a ser apenas materialista, o pai natal decidiu que estava na altura de se reformar e passar o legado.

A rena Rudolfo sendo a mais velha, decidiu reunir todas as outras colegas para discutir a situação, escolher currículos e quem iria dirigir as entrevistas. No meio de uma discussão acessa mas amigável entre fêmeas houve algo que lhes chamou à atenção, um projeto chamado "Pint of Science Portugal" e que por acaso estavam a fazer um advento de natal com factos. Só o facto de desmitificarem a ideia de que as renas são machos e principalmente explicarem o natal de uma vertente mais cientifica, ajudou para aliviar o ambiente de desespero de não conseguirem encontrar ninguém competente para substituir o verdadeiro pai natal.

As únicas pessoas que apareciam para o anúncio eram duendes, crianças e machos da sua espécie para tentarem ter um lugar de destaque. As crianças não tinham maturidade para uma tarefa tão complexa, apesar de terem um espírito natalício insubstituível. Os machos acabam por entrar em guerra entre eles e isso só as fazia revirar os olhos e expulsá-los no momento. Os duendes apesar do seu espírito natalício, notava-se o cansaço de horas e horas a fazer e embrulhar presentes, pelo que não queriam sobrecarregar ainda mais os pobres coitados.

"E se fossemos nós? Já fazemos o roteiro há anos com o Pai Natal, sabemos os locais, os truques e quanto tempo em cada casa. A única diferença é que ficamos à espera dele."

"Por acaso ela têm bastante razão. Já que éramos sempre nós a avisa-lo para quando entrar pela janela por causa da chaminé ainda estar quente, mesmo que ele não quisesse ouvir grande parte das vezes."

"E não nos vamos esquecer de todas as vezes que tínhamos que lhe dar banho a meio por causa de ficar todo sujo por teimosia. Isso acabava por nos fazer perder tempo, mas mesmo assim conseguíamos entregar tudo."

"É muito bem pensado, porque acabamos por ser nós com a responsabilidade de saber os locais e tempos."

"Esta decidido! Vamos encerrar as entrevistas e fazer um esquema para que todas consigamos fazer o papel do pai natal, ou neste caso, mães natais."

17
Dez19

Review - Rebalancing Treat da Rituals

bii yue

Rituals é uma marca que se baseia na sabedoria e tradições antigas aliando-se à fragâncias que conseguem transformar o humor, relembrar memórias e trazer um conforto e bem-estar natural. O conceito é mostrar momentos e lembrar de os viver com alegria.

Rebalacing treat é um dos cofrets que a marca Rituals que têm como objectivo atinjir a harmonia interior com estes produtos calmantes e aromáticos à base de rosa indiana e óleo de amêndoas doces.

E é disso que venho falar hoje, mas em forma de parceria. Eu já experimentei os produtos e AMO a sensação na pele e fragância que deixa no corpo e no ar. Mas tenho uma pele extremamente seca, pelo que absorve super rápido e acabo por não conseguir fazer um review tão completa. Apresento-vos a jojo, que vai ser a parceira das reviwes por aqui. 

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Todos os cofrets vêm em caixas lindas, as quais se pode dar outro uso como guardar coisas ou mesmo para decoração. Começando da esquerda para a direita (cliquem nos links para irem diretamente para o produto):

Ayurveda foaming shower gel

Uma espuma de banho que sai em forma de um gel transparente que, com o contacto com o ar, começa a formar uma espuma de duche cremosa. Uma quantidade pequena dá para o corpo todo. Neste caso a fragrância da rosa indiana é logo perceptivel e agarra na pele o dia todo, e a vossa casa de banho também fica com um cheirinho fantástico.

Falando em termos de hidratação, a minha opinião, esta espuma é mais nutritiva e deixa a pele mais suave do que outras que já experimentei. Normalmente a minha experiência era que espuma ou gel de duche de outras marcas deixavam a minha pele bastante seca ao ponto de começar a escamar. O meu tipo de pele também não ajuda, sendo um pouco seca, mas mesmo aplicando uma hidratação boa e constante, continuava com o mesmo problema. Desde que experimentei esta espuma, tenho sentido que deixa uma suavidade que nunca tinha experimentado antes.

Estamos a falar do Ritual de Ayurveda, mas ao pesquisar todos eles, vão perceber que todos têm vários ingredientes especifícos para uma hidratação profunda. Neste caso é o óleo de amêndoas doces, Castor oil e óleo de rosa damascena (ou rosa indiana).

Para quem gosta de sentir a pele ainda mais nutrida e suave, e se gostar também da textura em óleo, existe a opção de comprar o óleo de duche da mesma linha. Como o nome indica é uma textura em óleo que em contacto com a água se transforma num leite de limpeza, quase não há necessidade de colocar um hidratante em seguida, mas é sempre aconselhável, nem que numa quantidade mais reduzida.

Ayurveda shower oil 

Para quem gosta de sentir a pele ainda mais nutrida e suave, e se gostar também da textura em óleo, existe a opção de comprar o óleo de duche da mesma linha. Como o nome indica é uma textura em óleo que em contacto com a água se transforma num leite de limpeza, quase não há necessidade de colocar um hidratante em seguida, mas é sempre aconselhável, nem que numa quantidade mais reduzida. É aconselhável aplicar antes de ir tomar banho, sendo que já esta hidratar antes de estar em contacto com a àgua e formar uma espuma suave.

Ayurveda body cream

Falando em hidratante, podemos comentar o creme de corpo deste mesmo Ritual, que tem a particularidade ter mel dos Himalaias. Para além deste fantástico elemento hidratante, ainda tem Shea Butter, óleos de girassol e manteiga de cacao. Uma bomba hidratante que deixa a pele suave e sedosa o dia todo. O ideal é hidratar todos os dias, lembrem-se!!

Óleo seco VATA 100% natural

AMOOO! É o meu resumo sobre o produto.

Mas falando um pouco mais sobre ele, este óleo pode ser utilizado no cabelo e/ou no corpo. Pode ser utilizado com aplicação directa ou misturado com o creme de corpo para hidratação extra (óptimo para fazer no Inverno).

Sendo um óleo seco não tem a sensação de "gordura", é de rápida absorção e simplesmente maravilhoso. Contém óleo de amêndoas doces, óleo de girassol, óleo de manjericão e tem toques de especiarias como a canela.

Este óleo faz parte de um conjunto de três, inspirados nos doshas da cultura ayurvédica, todos eles têm o seu propósito e mistura de ingredientes especifico. De todos os produtos, este é o que recomendo mais pois é o mais surpreendente.

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15
Dez19

14/12/2019

bii yue

Sobre o dia de ontem intenso, mágico e natural

Já andava com a ideia de fazer uma nova tatuagem e sabia que por esta altura do ano o estúdio Oddin Tatto fazia sempre promoção em que o valor revertia para uma associação. Tinha ideia do que queria, um coração (só mais um porque já tenho um coração na minha unalame), mas não o típico. 

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Este design foi feito por uma pessoa linda e que sempre me acompanhou durante estes anos, com imenso jeito para o desenho. Ela conseguiu colocar a ideia que queria no papel e é um orgulho ter este coração tatuado na minha pele. Representa ter fechado um ciclo e estas prestes a iniciar outro, esta jornada de desenvolvimento pessoal, amor próprio e "courage, dear heart". Não é um coração fechado, como o dos lovatics, que foi de onte veio a minha ideia original. Tens os pontos e linhas também muito presentes nos unalames, mas para mim é o continuar da vida, o crescimento, o pulsar constante do coração que faz-nos estar vivos, a paixão por viver cada dia. 

Fui ao workshop da Inês Pimentel que se realizou no Porto, num espaço lindo que tornou tudo ainda mais mágico. Ainda não fui capaz de processar aquelas 4 horas de journalling e meditação, provavelmente só ira acontecer nos próximos dias. 2019 foi um ano realmente poderoso e ainda tenho muito mais para aprender e libertar. Estou muito enraizada numa situação que faz mal para ambas as partes e é algo que tenho que me conseguir desapegar e descobrir porque me provoca tantas emoções. Aprendi melhores maneiras de aplicar as ferramentas que tenho aprendido, o que preciso de começar a fazer hoje e continuar em 2020. Ouvi-la a falar enchia o meu coração e dava uma calma enorme, porque esta tudo bem e é realmente este o caminho a seguir. Nas meditações (que por acaso já tinha feito essas mesmas em casa) fui confrontrada e levei com a realidade que não quero lidar, a gritar à minha frente, para começar.  Houve um momento em que me vieram as lágrimas ao olhos, a pergunta era qual o mantra para o próximo ano e depois retirei um pedaço de papel de um frasco e aquelas duas frases não podiam ser mais verdade.  Esse momento partilhei-o com as outras mulheres na sala e agora a escrever isto sinto como a minha voz estava trêmula e fraca, como o meu corpo não parava de tremer, como o meu coração batia rápido. Sei o que preciso de fazer para o próximo ano, talvez tenha recebido os elementos que me faltavam para realmente saber que caminho tomar. No final abraçar aqueles dois seres de luz lindos (ela esta grávida) e sentir aquele amor e alegria pura, de quem já passou por dúvidas semelhantes mas nunca desistiu de continuar a lutar pelos seus objectivos e sonhos.

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Conheci a Teresa que só quando a consegui encontrar por acaso no insta é que descobri o trabalho incrível que ela já tinha e as palavras que ela me tinha fizeram sentido. Tão bom e tão linda!

Antes de voltar para Aveiro, consegui estar com um florzinha que também esta a começar a dar os primeiros passos neste mundo holistico e desenvolvimento pessoal. Foram só alguns minutos, mas soube tão bem à alma para matar a saudade e ver que apesar da mudança, ela esta bem e a ter a vida que também sempre quis. 

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🙏 )
13
Dez19

Desafio dos pássaros #14 - Não nasci para isto

bii yue

Porque é que não podiam aceitar que ela era assim e tinham que acabar sempre a copia-la? Por menos importância que ela desse e até tentasse ver isso como forma de orgulho, havia dias que o balde enchia até à última gota. Mas não valia a pena debater-se nisso, porque afinal ela sempre quis inspirar os outros e estava a consegui-lo. Apenas a maneira como as pessoas demonstravam era forçado e drástico, tinha apenas que aceitar e continuar com à sua vida.

Havia mais coisas para as quais não tinha nascido. Quando a forçavam a algo com que ela não se sentia bem ou ia contra a sua essência. Se ela era livre porque é que não podia fazer as suas escolhas? Porque tinha que ir agradar as outras pessoas só para lhes fazer à vontade? 

A ironia é que por mais que a sua paciência fosse nula, automaticamente e inconscientemente punha uma máscara e estava tudo bem. Deixava-se ir para agradar e engolia a sua verdade. Preferia ficar no seu canto a observar e a acenar, até chegar a casa e gritar às paredes à sua frustração. Via-se a ser puxada para situações e era deverás desgastante.

Foi uma lufada de ar fresco, mas frio, ter saído daquele círculo vicioso. Apesar de ter levado uma enorme chapada da realidade, da responsabilidade acrescida de ser adulta, era finalmente completamente livre. Pronta para ser quem era e quem poderia ver a ser, sem máscaras, sem expectativas, sem pesos.

Porque afinal, ele iria ter com ela! Na sua cabeça já rodavam inúmeros planos, como sempre. Um novo começo, mas o continuar de algo tão lindo. Não era à sua cidade de eleição devido ao clima, mas o seu coração encontrava o conforto necessário no dele. Isso bastava-lhe para sorrir e sentir aquele calor de amor e gratidão. 

Faltava descobrir se haveria mais coisas que não seriam para ela!? De certeza que havia. Esgotam a paciência, mas uma pessoa acaba por aguentar até ser capaz de superar ou sair por cima. 

10
Dez19

Lembranças #3

bii yue

Normalmente costumo ir às compras durante um dia, mas houve uma altura que acabei por ir ao final do dia e com este horário de inverno, isso já é noite. Tive que ir ao centro da cidade e quando ir a entrar para o carro, vejo pessoal trajado a passar

Senti uma nostalgia tremenda! Das saídas com o meu grupo à noite, especialmente. Sair de casa à noite e ir ter com eles, aquele contraste de luz amarela com o escuro da noite, os carros a passarem, barulho citadino. Também um pouco da vida académica, de me trajar (apesar de nunca ter gosa«tado assim muito de me ver trajada), das praxes nocturnas e das consequentes saídas à praça.

Saudades! De viver no centro da cidade, da agitação, dos barulhos, de sair de casa e ter tudo perto. Daqueles bons anos de vida acadêmica. 

Acostumei-me a viver na periferia, a usar o carro para tudo, a ter um silêncio. Especialmente a ter uma casa e não só um quarto. Para esta liberdade tive que abdicar das regalias de viver no centro, mas não trocava. 

08
Dez19

E esta dor no coração?

bii yue

Toda a espera até ter uma resposta já sabida, mas concreta foi um jogo de nervos de aço. Sabia que a partir daí ia começar a realidade. Mas esta não se abateu em mim até se fechar um capítulo de ambos. 

Toda a determinação na decisão tomada, ter plena noção que é o caminho mais acertado apesar da mudança e largar o conforto, desaparece, para todo o questionamento, para a inversão de papéis, para a falta de coragem, para os ataques extremos de ansiedade. 

É uma guerra interna entre titans, o meu coração não quer, mas a minha alma não pode simplesmente virar costas. Sei que vai haver uma arrependimento que se vai arrastar comigo, consumir-me e estragar o bom que tenho. Porque também preciso de crescer, de viver, de descobrir qual é o meu lugar no mundo e o que realmente quero seguir...

É extremamente difícil, há imensas dúvidas, imensos medos, imensos e se's. Muita emoção e sentimentos envolvidos. O meu coração mole é espezinhado, duvido de mim mesma e faltam-me as forças para bater o pé. No entanto, se isto veio até mim por alguma razão foi! Apesar de todo o peso e ter a vida que sempre quis, de agora as experiências serem trocadas, eu acredito fortemente no que já se viveu e na ligação que se criou. 

Preciso de descobrir se sou capaz, se tenho essa coragem e força dentro de mim. Preciso de saber o porquê de isto me ter sido colocado à frente, quais são as lições que viram apesar das dificuldades. Sinto que é para me tornar uma pessoa melhor, uma adulta, não só para mim, mas para ele, para este mundo novo que esta à minha frente.

Porque entrar nesta transformação toda para continuar num conforto, tendo aquela sensação que existe algo mais, que apesar de estar a criar ferramentas não é só para isso. É mais, algo que não posso controlar, apenas deixar acontecer...

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