10/12 -25 ✨
❥ Teambuilding
❥ full power nas aulas de poledance e ficar boca aberta em ser capaz de improvisar aos poucos
❥ halloween 👻
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❥ Teambuilding
❥ full power nas aulas de poledance e ficar boca aberta em ser capaz de improvisar aos poucos
❥ halloween 👻
Há um ano atrás estava a dar um salto e a seguir outro caminho profissional. Colocar o laboratório atrás de mim, abrir uma porta que levava a uma ponte de comunicação, entre investigadores rodeados de equipamentos e papéis para mostrar de forma clara o que é feito por diversas janelas para o mundo exterior.
Com a porta aberta e a oportunidade dada, mas não seria só escrever nos canais de comunicação, acabei a tomar rédeas de toda a parte visual, criação e execução. Despertou ainda mais aquele bichinho criativo, de volta ao design e programas que não usava há mais de uma década, brainstormings e inúmeras versões até fechar à final e ver o que foi construído palpáveis.
Intenso, sobrecarregada, maravilhada com o mundo de marketing. Completamente novo para quem sabia um pouco mais dos básicos. No entanto, já estando a comunicar ciência há alguns anos, apanhar as rédeas do ofício foi natural e um ambiente onde o crescimento foi progressivo. Estava radiante, a prosperar com novos projectos, animada para toda a parte escrita e visual de eventos e conferências.
E numa puxão (in)esperado, o tapete foi puxado e a porta aberta fechou-se. Injustiça, ironia de quem me deu a oportunidade voltou e simplesmente ficou com ela. Tão fácil como assumi responsabilidades, também são novamente repassadas. Internamente sentido como uma afronta ao lugar e posição de crescimento em que me encontrava. Estava confortável, a aprofundar as minhas capacidades, a apreciar e construir a comunicação científica visual, a crescer e ser reconhecida por isso.
É triste pela injustiça envolvida, decisão repentina e sem aviso, perante o trabalho realizado de uma equipa que começou com quatro, continuou com duas pessoas e acabou com uma. Já é pesado, e para acrescentar valor era o ambiente e as pessoas com quem partilhava escritório, cada um com a sua peculiaridade especial e um espaço sem julgamentos. Podia ser eu, com o meu humor negro, rir para não chorar, TDAH, foco total, sorrisos sinceros. Trabalhar de casa foi uma mudança importante, mas ir ao escritório não era um peso pelas amizades que criei.
Agora com essa porta fechada, reconheço mais que nunca o meu valor! Vejo o quanto cresci e desenvolvi, a adaptação rápida e crucial que ocorreu, a aprendizagem necessária e voluntária para os ossos do ofício. O orgulho que fui colocando e alimentado em mim, não só as minhas capacidades, mas também no que a criatividade construiu.
Não invalidade todas as emoções, mas é uma verdade simples de aceitar, porque tenho valor!

Escreva uma narrativa sobre um personagem que fecha um capítulo e se prepara para algo novo.
“Fecha-te, caralho.”
Foi assim que ela disse, sem meias medidas e no meio de uma explosão de frustração. Apenas um frase dita enquanto fechava o portátil com força a mais.
Tinha passado as últimas semanas a tentar fazer tudo certo: ser a adulta funcional, a que dá conta do recado, que ri na hora certa, que responde a e-mails, que diz “obrigada” com um sorriso mas esconde tanto. E hoje, simplesmente… não dava mais.
Não conseguiu chorar ou gritar. Só ficou ali, sentada, a olhar para nada, com o corpo a doer como se tivesse levado porrada. Cansaço de alma, é o que dizem. Mas foda-se, ninguém diz o que se faz com isso.
Como é que se trata uma exaustão que vem de dentro? Que não tem cura com chá de camomila ou um vídeo de “self-care”?
Olhou para a parede, não era bonita ou inspiradora, era uma mera parede. Um objecto que não sente, não cede, não desaba. Pegou no telemóvel, desbloqueou, bloqueou, desbloqueou de novo. Não havia ninguém para escrever, quer dizer havia, mas não ia dizer a verdade, ia colocar mais uma máscara e fingir mais um bocadinho para fugir a si mesma. Como sempre.
E foi aí que percebeu, um momento súbito de realidade. A vida pode ser uma merda, um ciclo constante de equilibrar o que desgasta mais do que dá. E os dias não se fecham com abraços, nem sempre vem com uma lição, e raramente com uma puta de uma epifania. No meio do silêncio, com o corpo curvado, os olhos secos e o coração cheio de cacos pequenos demais para colar.
Amanhã? Amanhã não era um novo começo, era só a continuação com outra cara. E às vezes, isso tem de ser o suficiente.
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