12/12 -25 ✨
❥ renovar a residência
❥ os dias de superfoco em edições
❥ ter ido ao cinema
❥ caminhadas com boa música
❥ experienciado a comunidade portuguesa
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❥ experienciado a comunidade portuguesa
Gosto imenso da trend das fotos dos prédios e os apartamentos com luzes e depois frases que qualquer pessoa pode relacionar-se. E hoje no feed apareceu esta que ressoou ainda mais por ser tão sincera e verdadeira.
Cada um trava a sua batalha silenciosa. E colocar um sorriso e uma cara bonita consome energia.
É assim que tenho deparado-me, muitas vezes com consciência, o que torna ainda mais cansativo porque explicar não é fácil. Mascarar é um mecanismo com cresci e não foi só para sobreviver mas também para viver. Só no último ano é que fui capaz de compreender, é automático e não muda a pessoa que sou. É a energia depositada em colocar ou não um sorriso, em pensar em fazer ou não fazer, em colocar as minhas necessidades primeiro ou não, em ter a capacidade mental ou estar esgotada, ... É complexo.
Espirais e em modos de piloto automático é como é possível viver quando estou de volta nas épocas festivas. Houve mudanças e surpreendida, no entanto, o desconforto continua e ainda aumenta. São dois mundos, duas pessoas, duas realidades separadas. Estar em casa já não é estar em casa, é um lugar que ficou e as pessoas avançaram no seu tempo.

Talvez, talvez as pessoas estejam certas. Mas na minha cabeça é um talvez não, é pura teimosia.
Colocar por escrito, entrega claridade e pode ajudar. E torna tudo real, acabando por ser assustador por alguma razão... Porque não é só o começar, é enfrentar os medos e a realidade. E por isso acabo a tornar-me na minha própria prisão.
É como olhar no espelho e o reflexo esta com uma flecha apontada ao coração, tão de afiada como de macia. São aprendizagens e lições, é verdade. No entanto, não apaga o facto do medo continuar lá a rondar as sombras, da síndrome do impostor pesar e ser difícil erguer a cabeça, do esforço ter uma probabilidade de não vir a ser recompensado e drenar qualquer adrenalina.
Uma armadura para o mim e o mundo, com um reflexo embaciado num espelho quase rachado, e sombras que não conseguem parar quietas como cenário. Não me reconheço, mesmo perante as feições familiares e aprendidas.
O temor é enorme ... de começar, de falhar, de não saber o que virá. É uma luta injusta, motivação e objetivos palpáveis contra procrastinação e depressão. E como mediador está o comodismo. Porque a disciplina existe, só falta a energia e capacidade mental de ignorar todo o burburinho e a sensação de cair em queda livre.
É tanto de viciante como de enganador. Porque traz uma solidão confortável, alimenta os monstros que teimam em padrões ... comparação, não sentir o suficiente. Só nesta prisão que não é, as grades desfazem-se assim que passos são dados. E nisto tudo só eu própria é que posso ser o empurrão, dizer à mente para calar-se e dar o passo em frente.
Tudo começa e acaba na pessoa. Nunca senti tanto este peso e poder de costas coladas. Aos poucos destrói-me, sufoca-me, consome-me... Eu sei que consigo, mas mesmo assim não consigo. Sou eu a falar contra mim mesma ... uma a gritar e a chorar, a outra a sorrir e esperançosa.
Um caos controlado num oceano imenso de vozes, emoções, monstros.
À espera daquela gota que disturbe o movimento das águas. Aquela fagulha controlada e certeira que coloca fogo ao pequeno barco que flutua nessas águas.
Tentar tanto em manter a cabeça levantada, olhar em frente e agarrar nas cordas que teimam em cair e rasgar a pele, simplesmente não perder o equilíbrio.
Frágil, enrolada em plástico bolha. No entanto, tão mal manuseado e sustentado. Pedaços à mostra, já partidos ou à espera que isso aconteça.
Uma armadura com diferentes modos de camuflagem, todos com um feitio. Não sei lidar com as emoções. Coloco-as a um canto para mais tarde, ignorando-as. Mas é óbvio que se acumulam e acumulam, chamando-lhe o peso do inconsciente.
Até haver algo que é mais intenso, e é pólvora para acontecer uma explosão ou um derrame.
Em qualquer dos dois não é calmo, é explosivo, caótico, feio, bagunçado. Tudo que estava contido, vai surgindo, camada a camada. E sinto. E custa. E dói.
Quando a razão desligasse e as emoções assumem, é tanto o peso emocional que o desejo por algo físico aparece com uma lâmpada intermitente ao fundo do túnel. Familiar, uma saída, um conforto confuso.
A queda continua, cada vez mais sozinha, numa imensidão de barulho e silêncio, num turbilhão de movimento de camadas de emoções e os seus momentos.
Num escuro emocional, a implorar por luz.

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