Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

because your smile make me live ♥

so strong, so broken

because your smile make me live ♥

so strong, so broken

12
Set09

Casa Assombrada

bii yue

Casa Assombrada

 

 

id7_assonbracao1.jpg picture by Helen_2000

 

 

A casa a sua frente parecia mais assustadora do que nunca. Ela passava por ali todos os dias, mas naquela noite era diferente, parecia mais misteriosa e emitia uma certa sensação de medo que fazia despertar a curiosidade.

-Esta noite está perfeita, que me dizes a entrarmos? – pergunta a Lilith a Katy.

-Eu não entro ali. – diz a Katy sentindo uma arrepio  na espinha.

-Oh, deixa de ser medricas passas aqui todos os dias e agora estas a acobardar-te?

-Eu não me estou a acobardar, simplesmente não estou com vontade de entrar ali.

-Porque estás com medo. – diz a Lilith abrindo o portão e dirigindo-se a porta principal

A Katy como não queria ficar ali sozinha, por isso não teve outro remédio senão seguir a sua amiga.

Elas batem a porta principal e esta abre-se como por magia.

-Aw, vamos embora, por favor Lilith. – diz  a Katy a tremer por todos os lados.

-Não, agora fiquei curiosa, quero ver se acontece mais algo extraordinário. – diz a Lilith segurando na mão da Katy obrigando-a a entrar dentro da casa.

A casa por dentro ainda era maior do que o que parecia por fora, o chão era de soalho que rangia com os passos das raparigas.

-Isto deve estar abandonado a anos, olha-me só para estas teias de aranha. – diz a Katy dirigindo-se para um canto da ala principal.

-Wouw, olha-me para estas peças, devem valer uma fortuna. – diz a Lilith que ia para tocar no objecto.

-Não toques! – berra-lhe a Katy – Pode ser perigoso.

-Deixa-te de pieguices, estar numa casa como destas é um sonho de qualquer adolescente.

A Katy com aquelas palavras passa a tremelicar cada vez mais que quase se ouviam os seus dentes a ranger. De repente a Katy ouve uma espécie de gemido e manda um grito e um salto.

-O que é que foi desta vez? – pergunta a Lilith

-Não ouviste um gemido?

-Sim, o gemido do teu medo. As casas assombradas não existem mete isso na tua cabeça! – diz a  Lilith afastando-se e entrando num compartimento.

-Espera não me deixes aqui sozinha. – grita-lhe a Katy que vai para avançar mas não consegue mexer-se.

 

[Kathy]

Ela vira-se e vê que ficou presa numa mistela pegajosa, ela tenta libertar-se, mas sem sucesso. Ao seu lado vê um, não hesita em tira-lo do lugar para assim tentar cortar aquela substância pegajosa. Quando finalmente se consegue mexer ela começa a correr para encontrar a Lilith. Vai até ao compartimento onde ela tinha estado, mas não a encontra lá.

            Ela tem que estar aqui, ela entrou e não saiu. Eu bem achei que não era boa ideia entrar nesta casa. As energias estão diferentes como se … - pensa a Kathy que olha pela janela - …noite de lua cheia. Isto não pode ser bom sinal, tenho de encontrar a Lilith e sair daqui o mais rápido possível.

Ela sai daquele compartimento disparada e começa a procurar a sua amiga no andar debaixo.

Nada, já virei isto do avesso e nada de Lilith, só me resta procurar na parte de cima. – diz a Kathy para si, começando o seu medo mais profundo a apoderar-se de si, mas mesmo assim arranja forças para subir as escadas.

“O medo não é ausência de coragem” dizia a Kathy na sua consciência enquanto percorria o corredor de cima. Ao contrário da ala de baixo, está tinha muita pouca luz e ar era muito mais pesado e espesso.

Ela começa a abrir as portas dos compartimentos. O 1º compartimento era um quarto com uma simples mobília que não levantava nada de suspeito como os 3 compartimentos seguintes. Ela estava a percorrer o corredor quando começa a ver uma luz ao fundo deste. Ela avança cuidadosamente para esta e entra num quarto repleto de bonecas, sente uma arrepio pela espinha acima e o frio começa a tomar-lhe conta do corpo. A porta fecha-se atrás de si, ela vira-se e vê uma espécie de fantasma flutuante a sua frente. Ela não teve reacção a não ser ficar a olhar para aquela coisa ao mesmo tempo que se sentia a congelar. O fantasma flutuava a volta dela como se a estivesse a examinar e ia segredando-lhe umas palavras esquisitas:

- *“Níor chóir go mbeadh ort isteach an teach, anois beidh tú ag fulaingt iarmhairtí.

Chega a uma altura em que a Kathy se sentia um autêntico cubo de gelo. O fantasma acaba por se materializar e a sua frente via um homem alto, com os cabelos compridos, mas sem alma.

O fantasma agarra-lhe a mão e beija-a. Nesse momento a Kathy deixa de ser a Kathy, para passar a ser um fantasma como aquele que estava a sua frente. A alma de Kathy estava agora aprisionada num frasco ao lado de muitos outros que tiveram a triste ideia de investigar aquela casa em noite de lua cheia.

 

[Lilith]

Wouw, que peças lindas, é uma pena esta casa estar abandonada, é tão espaçosa. O que é aquilo a brilhar? – pensa a Lilith enquanto entra noutro compartimento.

Este desta vez era metade dos outros e tinha unicamente uma luz tremula vinda de um pequeno candeeiro ao canto do compartimento. O brilho que ela via, vinha do local mais escuro do compartimento. Este intensificava-se cada vez mais. O medo começa a apoderar-se dela, mas mesmo assim os seus membros inferiores começam a avançar apesar de ela toda estar paralisada.

Estava com tanto medo por causa de um diamante, que por sinal é muito lindo. – pensa a Lilith que naquele momento como que por magia sente o diamante a mexer-se no meio das mãos delas – Mas que raio? O diamante não para de se mexer e é sempre naquela direcção.

A Lilith começa a seguir a direcção que o diamante lhe mostrava. Sai do compartimento onde estava e volta para a espécie de sala onde tinha estado. Em vez de se dirigir para a porta que dava para a ala principal continua em frente e abre uma espécie de porta, que a primeira vista não o parecia. Lá dentro havia umas escadas e ela começa a subi-las.

A sua frente encontra um alçapão, ela empurra-o e fecha os olhos de repente devido ao pó. Assim que os abre novamente quase se ia desequilibrando devido a enorme escuridão. Ela vasculha os bolsos até que finalmente encontra o seu telemóvel. A luz que este emitia era muito pequena, mas este tinha lanterna, assim a Lilith começa a procura da definição onde se ligava. A lanterna do telemóvel ligava-se quando os seus olhos já se estavam a habituar a escuridão. O alçapão fecha-se atrás de si num estrondo, ela dá manda um salto, fazendo com que bata com a cabeça e que caia no chão desmaiada.

Ela acorda de repente e quando vai para se levantar bate novamente com a cabeça, mas desta vez não era num tecto. Ela começa a mexer-se e é ai +percebe que já não estava no mesmo lugar onde tinha desmaiado. Aquilo parecia-lhe uma espécie de caixa, pois tinha os gestos limitados.

Nesse momento ela começa a entrar em pânico, começa a bater nas paredes da caixa e a gritar como nunca gritou na sua vida. É então que ouve um ruído, o seu corpo fica paralisado, queria gritar, mas não sai um único som. O som que ela ouvia torna-se cada vez mais próximo, pára! Já só se ouvia a sua respiração ofegante que emitia angustia, medo e desespero.

Finalmente a Lilith manda um grito quando vê um homem com uma faca a abrir a caixa. Ele tinha a cara cheia de cicatrizes e um tom de pele de várias cores. Dum salto ela sai da caixa e começa a procurar uma saída, mas é impedida por um segundo homem que lhe aparece do nada e pelo fantasma da sua amiga Kathy. A Lilith para de correr e olha para o fantasma da sua amiga, ela não queria acreditar que aquela aberração era quem era. O fantasma da Kathy aproveita a oportunidade de ela estar quieta para a agarrar e a imobilizar.

Ela é colocada num mesa e são lhes presas as mãos e os pés enquanto o homem afiava umas facas e os fantasma sussurrava umas palavras :

            -** “Beidh do bháis painful agus costasach. Beidh tú ag fulaingt an curse an tí haunted.”

A Lilith tentava libertar-se a todo o custo, mas quanto mais se mexia mais se aleijava nas correias.

            -Kathy, o que te aconteceu? Eu sei que tu estás ai, eu sinto, por favor ajuda-me! Eu devia ter-te dado ouvidos, não devíamos ter entrado. – diz a Lilith com a esperança de a Kathy ouvir.

            -Cala-te! – grita-lhe o homem.

A Lilith começa a entrar num choro de desespero profundo devido as dores horríveis que sentia das feridas que o homem lhe fazia com a faca.

A sua morte foi dolorosa e custosa. O homem da faca começou por ferir-lhe a pele, seguindo por lhe cortar alguns dedos e quando ela estava quase a desfalecer, o fantasma beija-a, roubando-lhe a alma tal e qual como a Kathy.

Os espíritos das duas amigas ficaram a vaguear pela casa assombrada eternamente…


 

* “Níor chóir go mbeadh ort isteach an teach, anois beidh tú ag fulaingt iarmhairtí. “ - Não devias ter entrado nesta casa, agora vais sofrer as consequências.

 

 

** “Beidh do bháis painful agus costasach. Beidh tú ag fulaingt an curse an tí haunted.” - A tua morte vai ser dolorosa e custosa. Vais sofrer a maldição da casa assombrada.

 

 

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Sobre mim

foto do autor

Parceria/Colaboração

contacto: helenabeatriz12@sapo.pt

Pesquisar

Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2013
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2012
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2011
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2010
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2009
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2008
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

Inspiração


Follow

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.