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02
Mar19

Negligência médica na saúde feminina

bii yue

Saúde feminina, é um tema que finalmente as mulheres estão a ter coragem para falar e partilhar experiências. No entanto, têm sido a geração mais nova de mulheres e isso faz com que ainda haja muitos profissionais que não levem a sério os problemas e acabe por haver bastante negligência e desprezo pela saúde feminina.

Estou especialmente a falar da pílula contraceptivo e os sintomas associados que supostamente são normais, mas não o são! É óbvio que há efeitos secundários associados a todos os medicamentos, mas não me venham dizer que é normal uma pessoa ter enxaquecas que duram dias e que impedem certas vezes o trabalho regular, que é normal uma pessoa ter cólicas que tenha que se encolher, que é normal haver uma tpm tão acentuado que transforme a pessoa no que ela não é, que é normal uma mulher conformar-se e ter que se calar porque o médico é que têm razão, ... NÃO, NÃO É NORMAL OU SEQUER ACEITÁVEL! Isto interfere com a vida da pessoa, causa marcas psicológicas porque afinal o problema somos nós e não a pílula. Esta totalmente errado, porque esta demonstrado que as pílulas de 1º geração eram as melhores e raramente causavam efeitos secundários. Com a evolução da medicina, foram surgindo novas gerações de pílulas e os seu genéricos, mas com isso também trouxe efeitos secundários que é suposto uma mulher aceitar quando causa mau-estar. Não é suposto uma mulher viver reprimida, ser acusada que são só as hormonas e não tarda passa, quando a cada mês que passa só agrava. 

Felizmente é um tema a ser cada vez mais falado, porque muitas e muitas mulheres sofrem com os efeitos secundários da pílula e a enorme influência que tem na pessoa e no dia-a-dia. Há cada vez mais experiências similares e começa a haver uma sensibilização para a saúde feminina. No entanto, os profissionais de saúde do sexo feminino e masculino não estão a acompanhar essa mudança e há inúmeros casos de negligência, sendo o meu um deles. 

 

Já tomo a pílula deste os meus 12-13 anos, comecei com a Diane 35 para tratar de vários problemas e dava-me bastante bem com essa. Passados uns 6 anos, numa consulta a minha médica de família, que continua a ser a actual, decidiu mudar-me e a partir daí começou o ciclo vicioso dos efeitos secundários. Enxaquecas, cólicas, inchaço, retenção de líquidos, tpm extremamente agressivos. Ao fim de 1 ano e meio era obrigada a experimentar uma nova pílula, porque já não aguentava o que sofria. Durante os 3 meses de o corpo de habituar estava minimamente bem, até voltar ao mesmo. Há um ano decidi ir a uma ginecologista, a pensar que desta vez ela iria entender-me e ajudar-me porque era o profissional mais indicado. Não me entendeu, fui gozada e negligenciada! Perguntou-me se a pílula tinha deixado de fazer efeito porque tinha engravidado, eu disse óbvio que não, mas as minhas cólicas e enxaquecas eram agressivas e o tpm transformava-me numa pessoa que não era, porque era sempre chamada a atenção pelo meu namorado. Essa profissional pouco lhe faltou rir-se na minha cara ao dizer isto e eu fiquei a pensar em como é possível uma profissional ignorar as dores de um paciente, especialmente sendo mulher e de certeza passar pelo mesmo. Mudou-me a pílula com bastante má cara, mas ao menos tinha conseguido o que queria. Só que mais uma vez ao fim de meio ano, estou novamente no mesmo ciclo vicioso. Fui expor o caso à minha médica de família, mas mais uma vez não importa o que diga ou o que sinta, que provavelmente o meu corpo precisa de algo mais forte ou de outra geração para não sentir tanto os efeitos secundários. Porque os profissionais de saúde é que sabem, porque são eles que estão no nosso corpo a sentir as dores, angústias e mau-estar, porque são eles que decidem negligenciar a saúde humana, especialmente nas mulheres mais novas

 

A saúde feminina é desprezada! Somos mulheres, somos humanos, temos direito a que os profissionais nos ouçam verdadeiramente e que façam os possíveis para nos ajudar. Não sermos negligenciadas e rebaixadas pelo nosso género, temos direitos a ser ouvidos.

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