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because your smile make me live ♥

so strong, so broken

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so strong, so broken

28.Out.18

onde para a empatia

Tenho noção que estou a ser egoísta e a esconder-me detrás das desculpas comuns mas algo verdadeiras. A verdade é que estou assustada! É uma realidade que sabia que poderia vir a acontecer, como foi outrora. Escondo-me como uma medricas, ignorando o outro lado por ter medo de mais uma mudança. Esquecendo-me que o pior não é para mim, o caos que a mente se torna, todas as dúvidas, incertezas e inseguranças, aquele par de estalos de enfrentar a bruta realidade que é o mundo lá fora. 

Estando tão aconchegada na rotina, ter alguém lá no final do dia, ter aquela liberdade de sermos nós a criar os horários. Viver um dia de cada vez, fui empurrando constantemente o que não queria lidar para o lado, até quando isso é me dito na cara. Não reajo e mais uma vez empurro para o lado. O meu subconsciente sabe o que isso implica, apesar de não se comparar, é sempre algo que custa, que assusta, que faz com que as emoções estejam constantemente presentes. É tudo apenas medos vagos, tenho perfeita noção, porque arranjam-se soluções, fala-se e imagina-se, e era inevitável mais cedo ou mais tarde.

Sou tão empática, mas nas situações mais importante, ajo como uma egoísta porque tenho medo de lidar com sentimentos que já lidei e isso é assustador, porque sei o quanto vai doer. Criar nova rotina, os reajustes, as imprevisibilidade, os medos, ... Aproveito-me da confusão e stress do dia a dia para dar desculpas do quão assustada também estou e não é só por mim. Mais uma vez as certezas que oiço não vêm de mim, porque até posso ser forte mas a sensação de estar assustada sobrepõe-se e paro de pensar como deveria.

Eu tenho consciência dos meus erros, eu arrependo-me e peço desculpa mesmo que elas possam ser em vão. Palavras brutais fazem-me voltar a sentir os pés assentes no chão, as coisas estão a mudar e não posso deixa-las fugir porque as emoções batem mais forte. A realidade é assim, é preciso ajustar e continuar a crescer. Ignorar aquela criança assustada e ser aquela adulta que tenho desenvolvido, com aquele suporte, aquele sorriso de positivismo, aquele amor de coração mole. 

 I'm sorry my love