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because your smile make me live ♥

so strong, so broken

so strong, so broken

because your smile make me live ♥

20
Jul17

*Relação à distância

Relações à distância não são fáceis, mas também não são impossíveis. Envolvem muita dedicação e especialmente comunicação. É um processo de aprendizagem, em que ambos os lados têm que estar dispostos a lutar. Ambos os lados sofrem, quem vai têm a vantagem de ir descobrir coisas novas o que ajuda na distração, mas quem fica têm que refazer a rotina, preencher os espaços e tempos mútuos. Todas as relações são diferentes, vai depender de como as pessoas se relacionam e isso não muda com a distância, aprende-se com o tempo e até lá é necessário haver compreensão mútua, uma boa comunicação e ter sempre em mente que no final irá compensar. Há muitas variáveis em jogo e como se lida com elas, às vezes, pode definir o percurso que tomará com a distância. 

A minha experiência é um misto, aprendi e cresci como pessoa, mas ao mesmo tempo, também acabei por sofrer imenso com as saudades e distância.

Os primeiros 3 meses foram os mais complicados, de repente ficamos separados quando estava tão habituada a ter aquela abraço ou palavra carinhosa ao final do dia. A novidade para ele, mas estar completamente sozinho num país completamente diferente. A dor de voltar à rotina sem ele, o que mais me dava coragem par enfrentar o dia e ficar à espera de ter noticias. O que mais custou foi a falta daquele abraço e mimos, as pequenas coisas, os pequenos gestos provocavam uma dor imensa e grande parte doa dias passava-os a chorar até adormecer. Sem dar bem conta, acabei por adotar uma nova rotina mas sempre houve algo que faltava não importava com quantas coisas me tentasse ocupar. Foi complicado porque eu estava um autêntico caos de desespero e ter que lidar com a distância, saudades, apareceram novas coisas que não podia impedir, só podia aceitá-las ou colocá-las a um canto. O desconhecido traz sempre medos e com isso começam os filmes sem sentido, aquelas sensações de que mesmo confiando vão sempre existir medos. Devido a ser bastante apegada a ideia de outras puderem estar com ele e eu não, fez imensos estragos a nível emocional e foi bastante complicado lidar com isso até começar a "habituar-me" e pensar em mim própria e que apenas tinha que conseguir sobreviver e cumprir os meus objectivos.

A despedida foi de partir o coração, aquela sensação de o ver partir e deixar-me cair no chão a chorar do fundo do coração e perceber que tinha começado e não estava minimamente preparada para o que viria, ou sequer sabia como fazer para lidar com todas as emoções e sentimentos. O que me ajudou foi agarrar-me as palavras dele na despedida e fazermos o esforço de falar um pouco todos os dias e não deixar morrer o que tinhamos. Porém há sempre coisas que custam ouvir e fazem a ferida crescer aos poucos. Eram problemas comigo própria, que sempre foram complicados de lidar devido a ter vivido dentro de uma gaiola e sem dúvida que isso tornou o processo bastante mais difícil. Ainda hoje doem, foram três dos seis meses a sobreviver da melhor maneira que me era possível naquele momento, e isso dóia porque eu precisava era de viver mas a minha vida foi-se transformando demasiado rápido sem tempo para me adaptar às mudanças.

Com a épocas festivas ele voltou e não há palavras para descrever o quão caloroso e reconfortante é sentir-me novamente nos braços dele. Foi como se aqueles meses não tivessem existido, erámos nós. Era muito bom tê-lo de volta, mas o tempo parecia sempre pouco e por mais que tentasse aproveitar sabia que não tarda teria que me voltar a despedir e voltar aquela rotina sem sentido. Despedidas são terríveis, todos os nossos músculos lutam só por mais um pouco e largar é de partir o coração. A sensação de ficar ali imóvel, sem puder correr atrás ou ter sequer um pouco de conforto é devastador. Voltar à rotina foi um pouco mais fácil, iria ser menos tempo seraparada dele e ia ter com ele.

Por ter já uma rotina, não quer dizer que se torne mais fácil, é apenas mais tolerável. A rotina entre casal esta estabelecida, tal como a rotina pessoal, já se têm um pouco de experiência... Porém até ao fim continuaram a existir aqueles dias bastante penosos, em que acordar era ainda mais doloroso que o normal, o dia parecia andar devagar até conseguirmos comunicar e a noite nunca mais chegava para dar um pouco daquele conforto que já passou mais um dia. Os dias começarem a ser maiores juntamente com o sol, iam contra aquele mood geral de querer estar a viver este ano marcante com ele e não completamente sozinha. 

Os dias antes das viagens para ir ter com ele, pareciam que passavam bastante devagar e aí as saudades apertam ao extremo. Não se pensa propriamente racional, são os sentimentos e emoções que controlam porque só se querer ver a outra pessoa à espera com aquele sorriso a surgir no meio da multidão. Por ir ter com ele e estar num espaço completamente diferente, acaba por saber sempre melhor. Não foi a minha rotina que foi alterada e não ficam aqueles fantasmas, mas sim memórias fantásticas que ajudam a sobreviver. 

Apesar do início do ano ter sido consideravelmente melhor, para o final começou a descambar aos poucos. Pensava que estava a fazer o meu melhor e nem me apercebia que era o contrário. Já só queria que ele voltasse e estava tão em modo automático que voltei um pouco ao antigo eu. As forças começam a faltar e os medos do futuro tentam falar mais alto e para calar isso, o psicológico começou a sofrer cada vez mais. 

Cresci, aprendi mas arrependo-me de não ter conseguido viver mais, deixou uma ferida. É difícil de compreender porque para mim também tudo mudou, só que fiquei no mesmo lugar e a lutar contra mim própria. Houve novas oportunidades e eu arrisquei-me e estou bastante orgulhosa de mim própria! Foi sempre um misto de emoções e sentimentos, hábitos são criados mas as saudades, essas nunca são tréguas.

Foram 10 meses separados, uma relação à distância que acabou por ser uma prova de fogo a nível pessoal e emocional. Acabou e fica a experiência de quem ficou.

É óptimo tê-lo de volta, sinto-me inteira novamente. Acabou, mas agora é preciso voltar a encontrar os ritmos, criar uma nova  a rotina. É preciso continuar a haver comunicação e dedicação.

IMG_20160906_171244.jpg

 

Uma etapa acabou para uma nova começar!

27
Jun17

*I'm in yours arms again

His look when he saw me, was soo sweet and really melted my heart.

My mind is always remembering that sweet smile, all of him.

His hug, his kiss, make me feel home again.

It felt so good and right, and he's finally back.

Those are moments to remember!

It costs a lot, but for these little things are really worth it.

26
Jun17

*vai mesmo acabar?

É mesmo real? A distância vai acabar...

A nossa rotina vai voltar, vou voltar a ter o teu abraço caloroso. Não vou ter que andar mais com o coração nas mãos à espera que digas que estas bem, ou ter ataques que me fazem chorar de saudades. Deixar de ter milhares de quilômetros a separarmo-nos ou começar a berrar com o telemóvel quando há falhas de rede porque todos os minutos contam. Parar de contar os dias interminavéis aé voltarmos a estar juntos por um tempo que nunca parece suficiente.

É tão bom e ao mesmo tempo assustador, estes meses fizeram-nos crescer e de agora em diante o futuro também mudará. É mistura de tantas emoções, não consigo concentrar-me só numa. Apenas estou sentada a ver tudo passar à minha volta, com o coração em pulgas para ter ver aparecer por aquelas portas.

Estou tão irriquieta, não tenho que esperar mais, mas mesmo assim o pouco que ainda falta parece tornar tudo mais pesado. Este sorriso não para de aparecer e é tão boa a sensação!

Vêm, agarra-me e diz-me o que quero ouvir ao meu ouvido para estremecer e não ter mais dúvidas que chegou ao fim.

 

24
Jun17

*os últimos dias

O pior já passou, é provável. Agora é só a parte mais complicada de lidar a nível emocional. Há tanto que quero dizer, há tanto que sinto e a única coisa que consigo transmitir é o quanto quero que chegues, o quanto preciso de ti, o quanto me estou a segurar com tudo o que me resta por ti!

As coisas não correram bem como planeado, mas ainda assim continuo a aguentar-me por ti, pelos dois. Estou feliz por ti, por finalmente estar a acabar. Só que por dentro aquele buraco não diminui e há palavras que continuam a magoar. São tantas as emoções e sentimentos a emergirem e só estou a tentar não acabar a um canto a chorar de lágrimas indstiguiveis.

É custoso aguentar os últimos dias em que o coração e corpo só gritam para te ver a vir na minha direção. O tempo parece que passa ainda mais devagar, a mente vagueia por inúmeras lembranças. Quero tanto calar os medos, habituei-me à rotina e quero tanto ter tudo de volta, que é assustador como maravilhoso ao mesmo tempo.

O que mais desejo é ver o dia chegar, até aquele momento em que tenho novamente o teu abraço e posso respirar de alívio.

18
Jun17

*poder do amor

Adormecer sozinha, andar às voltas na cama, acordar várias vezes e não te ver ao meu lado. Levantar-me e apenas conseguir pensar onde irei ganhar coragem para o tempo que falta, onde arranjar motivação para passar os dias.
É contigo que quero passar o tempo, cada vez me sinto mais solitária.

Os dias passam tornando-se mais cansativos à nível emocional, mais degradantes na rotina que acabou e no mistério que esta para vir, mais dolorosos nos segundos para desmoronar. Já não dá para calar os medos, tornaram-se demasiados fortes, a consumir-me e eu a lutar com as últimas forças que me restam para mostrar que não me importo quando estou morta por dentro.

Quero falar mas falta-me a coragem, quero olhar em frente e ignorar esta dor que só se torna mais pesada de tantos sentimentos e emoções. São aquelas coisas que, mais uma vez, não falo e guardo só para mim, por ti. Não estou na posição de falar por saber como é e o que os momentos significam para ti, mas como dói profundamente e corrói. Quem sofre mais é quem fica, quem entende a dor e abraça o que não quer, quem rescreve a rotina sem nunca o ter desejado. Um peso constante no coração, o amor é incrível.

14
Jun17

*o caos da distância

Já está quase, mas ainda faltam as últimas semanas, as piores que virão. As saudades tornam-se dolorosas e cada vez mais insuportáveis.

O meu corpo, a minha mente, o meu coração gritam e choram por ti. Quero-te de volta, preciso de ti ao meu lado e não a milhares de quilómetros de distância. Estou saturada e magoada destes meses que fui obrigada a ficar sozinha. Não o quero mais...

Posso gostar demasiado de ti, continuar a ser demasiado apegada a ti mas não me importo. É a pessoa que sou, aprendi a sofrer em silêncio e esconder as dores e feridas com um sorriso. Posso parecer que estou bem, não o estou. Estou um completo caos, com o coração em mil pedaços, só que fui obrigada a colar-me e fingir que consigo ser mais desta nova pessoa do que realmente sou. Perdi conta as inúmeras noites que adormeci a chorar, as crises de ansiedade, aos ataques de pânico que surgiam pelas coisas minímas, as vezes que olho constantemente para o telemóvel a espera que sejas tu. 

A distância é mais complicada e complexa do que as pessoas de fora pensam. No tempo certo para ti, no tempo errado/certo para mim. Cresci e é bom olhar para trás e ver o quanto mudei, mas é sufocante perceber e sentir a dor. Olhar para o trás e as recordações a formarem-se e pensar no tempo perdido, olhar para a frente e ver que mais uma vez esta tudo prestes a mudar.

Os dias são cada vez mais apelativos e desafiantes. A minha rotina continua, sempre a tentar distraír-me do futuro que quero adiar, porém inevitável, porque preciso do nosso ninho de volta. Preciso que me dês aquela coragem constante. Quero estar bem por mim, por ti. É a reta final, já passaram inúmeros meses, mas é mais difícil lidar com as emoções e sentimentos porque existe esta espera de cortar a respiração e fazer o coração cortar-se ainda mais.

29
Mai17

*a "última" despedida

A mais dolorosa das despedidas. O pouco que restava do meu coração acabou por se partir em inúmeros pedaços. Ainda sinto o teu abraço apertado, os teus lábios contra os meus, aquele olhar e beijo de despedida gravados na minha mente.

É o pior, a coragem falta-me. Parece sempre um sonho irreal, mas depois torna-se tão natural, o que torna a realidade ainda mais cruel. De manhã tinha acordado contigo ao meu lado e agora estou a quilômetros de distância e uma saudade poderosa no coração. Quero voltar para ti.

 Acorda-me para a realidade quando estiveres novamente ao meu lado.

22
Mai17

*a caminho de estar novamente a teu lado

Parece um sonho e ao mesmo tempo tão natural. Apesar da ansiedade provocada pela espera e do que pode correr mal, também existe aquela excitação de voltar a ir ter contigo

As saudades já são tantas, só quero ver-te a sorrir para mim, abraçar-te, beijar-te e não te largar tão facilmente pelos próximos dias. Mais uma vez, não é a melhor altura. Como é óbvio tenho sempre aquele receio de como vai ser, mas sinto tanto a tua falta e preciso da coragem e a liberdade que me fazes sentir.

Por mais que esconda como realmente estou por trás de sorrisos, que acabam com crises de choro necessárias, nunca fica mais fácil. "Habituei-me" e estou exausta de não te ter ao meu lado para poder ter aquele abraço ou aquela conversa ao fim de um longo dia. Continuas ao meu lado e sou feliz por ter essa luz que me continua a guiar.

 Apesar de estar doente, uma noite passada em direta, estar bastante cansada e esfomeada... O meu coração bate cada vez mais forte, aquele formigueiro na barriga só cresce, os meus olhos percorrem a multidão para te ver olhar na minha direção.

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