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because your smile make me live ♥

so strong, so broken

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01
Fev19

Compreensão

bii yue

Respira, para por uns segundos e pensa racionalmente.

É um novo capítulo e ambos estão em diferentes fases.

Já aconteceu, mas naquela altura era eu estava que estava no patamar de cima e agora é o contrário. Por esse facto consigo perceber o lado dele, mas por mais que eu tente alinhar no pensamento dada a minha situação no momento é me impossível conseguir fazer planos tão no futuro. Aprendi a viver no presente, porque o meu futuro é tão incerto e inconstante e viver dessa forma só me trazia ansiedade desnecessária. Não preciso de estar a fazer planos a tão grande prazo, a criar medos e inseguranças desnecessárias quando neste momento o presente está atribulado e o meu futuro é um ponto de interrogação.

Continuo a gostar imenso de falar sobre o futuro e estou aberta as opções dele. No entanto tenho os meus próprios objectivos e preferia ficar longe de um sítio que me limita e me faz sentir sufocada. A minha opinião pode mudar, por vir a crescer e criar mais maturidade ou então por ser simplesmente obrigada por circunstâncias da vida e ter que me adaptar. Não é um não, apenas é o que sinto no momento porque estou bem no lugar onde estou, tenho a minha liberdade e independência, tenho locais onde posso ir, descontrair e passar um bom tempo. 

Há alturas em que é um pouco cansativo. Eu percebo completamente o entusiasmo e a necessidade de ter que se fazer planos para o futuro, é um patamar superior, é a vida que me espera e eu tento pôr-me a pensar desse modo... Nem sempre consigo, estou focada em coisas diferentes, a aproveitar enquanto tenho espaço para respirar e viver sem horários.

Mas tal como a minha opinião pode mudar, a dele também poderá mudar. É o futuro, não se pode adivinhar o que irá acontecer, apenas se pode supor e pôr as nossas vontades e forças nisso. Porque o presente é que faz a vida acontecer e pode ser surpreendernos como ser imprevisível. 

21
Jan19

acordar cedo de insónias

bii yue

O meu interior grita para o meu cérebro se desligar, para conseguir voltar a adormecer. É mais uma noite de insónias e a minha mente não para de pensar. O meu corpo esta tão confortável embrulhado nos lençóis ainda quentes da tua presença, mas já não estas aqui para me puder enroscar. Bata-lho contra os pensamentos e preocupações e viro-me mais uma vez na esperança que o conforto e o corpo ainda a dormir vençam. Mas parece que não vai acontecer...

É mais um dia, mais uma semana. Ainda é estranho acordar contigo e ir ter uma rotina completamente diferente. Já me habituei, mas não me habituei. Gosto da tua presença, o conforto e segurança que me dás. Acalmas esta ansiedade que esta constantemente à espreita.

É uma ansiedade que se entrenha e não deslarga o meu corpo. Esta sempre à espreita e basta perder um pouco o controlo que é capaz de se instalar para ficar. Faz-me perder a motivação e ficar num estado latente, simplesmente a ver o tempo passar. Tenho objectivos, tenho uma vida em que tenho que agir como adulta, mas tenho um medo cego que me paraliza, que não me deixa agir.

É frustrante, porque são só hormonas, é só a minha mente a brincar com ela própria. Sou eu que tenho o controlo, mas é uma força mais forte que eu em certas ocasiões. O meu corpo quer agir e mexer-se, aproveitar mais um dia para ser produtiva enquanto existe tempo, mas a minha mente não deixa. Faz-me ficar a olhar, à espera que ganhe coragem e enquanto ela não chega, o tempo vai passando. 

E assim passa mais um dia, em que fiz algo mas ao mesmo tempo não fiz. Tento ir contra esta ansiedade e falta de motivação para fazer o que gosto, há dias melhores e outros nem tanto. Foco a minha mente e corpo nos objetivos e não deixo a esperença desvanecer-se. Esta não sou eu, tenho perfeita noção, só que nem sempre é fácil lutar contra o nosso inconsciente. 

Fico a espera que chegues à casa para te abraçar, que me voltes a dar aquele conforto necessário para conseguir voltar a ser eu. A pessoa que esta sempre com um sorriso na cara, que é capaz de esconder e controlar a ansiedade, manter-se focada a lutar pelos objectivos e continuar a ser aquele coração mole.

18
Jan19

Vida a dois

bii yue

E estamos a viver juntos. 

Por diversas vezes quis que já tivesse acontecido, só que algo acontecia e mostrava que ainda não era a altura certa, que tudo iria ser o seu tempo. Aconteceu agora e tem sido o começo de uma nova aventura. Estou feliz com a decisão, era o mais acertado a fazer na situação em que nos encontramos, porque se continuassemos a viver separados iria ser extremamente complicado conciliar horários e lidar com a distância e o que isso iria implicar. É uma vida a dois e ambos os lados estão a fazer esforços e a ceder em algo, mas acho que é assim que as coisas funcionam.

No entanto, no início não foi um mar de rosas! Apesar de estar certa que era isto que queria já há bastante tempo, a mudança foi stressante, houve choques de personalidades e muitas emoções à mistura. Estava bastante habituada ao meu quarto, ao meu espaço e a minha relação com a novata é fantástica porque temos imensa coisa em comum, e por isso nunca faltava assunto e era tão bom ao fim de 6 anos finalmente viver numa casa onde criei uma amizade e havia refeições que não eram no meu quarto sozinha. Isso custou-me, porque apesar de não gostar daquela casa pelas outras raparigas, tentei fazer-lhe passar uma boa experiência de estar a viver longe de casa e apoiá-la no 1º semestre que é sempre tudo tão novo e uma pessoa sente-se desamparada. Era assustador, o que sempre quis estava ali à minha frente e ao mesmo tempo estava a sentir tanto que as coisas acabaram por sair fora do meu controle e parecia um desastre. 

Os dias foram passando, começamos a ajustar-nos um ao outro, ajustar rotinas e encontrar o nosso ritmo. É real, o que sempre quis, finalmente estou a começar a vivê-lo e estou feliz, porque ao fim de tanto tempo, tanta história, tantas lágrimas derramadas, suportar aqueles apertos no coração e uma dor que ainda magoa quando me lembro de quando estivemos um ano à distância, vale a pena. Ter aquele conforto e abraço ao fim do dia, acordar e puder enroscar-me, realizar o que fantasiava na minha cabeça, olhar e apenas aproveitar aquele sentimento de conforto e segurança, são das melhores sensações. 

Os pequenos gestos continuam a significar, ficam cravados na memória e enchem o coração.

08
Dez18

o quão dificil é agir como uma pessoa normal?

bii yue

Quero gritar, quero mandar vir com o mundo, quero chorar que nem um criança em desespero. É frustrante a nossa vida estar pendente por causa de outras. É ainda mais enfurecedor essas pessoas não saberem agir como pessoas porque estão bem da vida, não se disponibilizam para o básico ou sequer sabem ter uma conversa decente. Isso traz consequências porque fica tudo pendente e infelizmente é necessário ser adulta e tomar decisões dificeis. Só que essas decisões podem não vir a ser a mais certas, devido as pessoas que não sabe agir como uma pessoa normal e responsável. Estou assustada porque poso vir a tomar a decisão errada e não irá haver volta de desfazer, estou a tentar arranjar alternativas na minha cabeça, estou a tentar ser racional mas não consigo desligar os meus sentimentos.

A adaptação à nova rotina não têm sido fácil, sinto imensa falta daqueles momentos significantes que não fazem ser apenas mais um dia, com dois corpos cansados do stress e ajustes. É o abre olhos e responsabilidades para ele, é o stress de estar numa corrida contra o tempo e ter o final do semestre com imensos trabalhos, apresentações e ainda nem vieram os exames ou a derradeira contagem para entregar a tese. São os novos horários para os dois, que aos poucos começam a fazer-se sentir no corpo e mente. Não me importo do esforço que faço porque sinto que até resulta melhor comigo e consigo ser mais produtiva, mas todas as emoções, stress e frutrações acumulam-se e só fica aquele vazio da memória dos momentos de carinho. 

Não quero de todo deixar-me dar a parte fraca, quero continuar a sentir que isto é o mais adulta, fléxivel e forte que sou, que estou a agarrar nas pontas todas e sou capaz de encontrar alternativas e não perder a esperança, que parece tão vaga, da primeira descoberta e o quanto eu realmente aquilo, como uma criança que se apaixona por um brinquedo e faz birra até o conseguir.

26
Nov18

o primeiro dia do resto das nossas vidas

bii yue

Não é uma regressão no tempo, porque tenho outra maturidade e estou com todas as forças que tenho a gritar ao meu corpo e mente que não é altura para me deixar levar pelas lágrimas de sentimentos e emoções, mas sim por estes sentimentos penosos a motivarem-me para o meu percurso acadêmico. É nisto que quero acreditar, apesar de me ver a voltar no tempo e não estar a ser capaz de controlar este deja-vu

Acordar cedo, ver o sol a entrar pela janela naquele quarto que foi a minha casa durante tanto tempo e tanta história se passou dentro daquelas quatro paredes. Olhar para o vazio e aquele sorriso e força de positivismo começarem a desvanecer, dando lugar a um choro profundo e sentido, sentindo tudo o que foi posto naquela caixa deixada a um canto. Rever sentimentos de voltar a passar os dias sozinha em rotinas completamente diferentes e ter aqueles sentimentos de estar impotente, de estar a lutar mas estagnada, mais uma vez ter ficado para trás e ter que engolir todas essas emoções. Acaba por ser ainda mais frustrante por estar em harmonia com a minha vida, apesar das preocupações consegui a oportunidade de continuar e estou grata. Continuar a ter a possibilidade de vê-lo todos os dias, apesar de a rotina estar a mudar dráticamente. Não sou totalmente independente mas sempre que consigo tento para isso, o que me deixa ainda mais aterrorizada porque ficamos sem horários compativeis e o tempo nunca irá parecer que é suficiente para remediar esta mudança de estar habituada a ter sempre companhia. 

É tão estúpido, ridículo e sem sentido estas crises de choro e solidão. Não gosto de me sentir tão exposta, tão nua com todos estes sentimentos e pensamentos à flor da pele. Faz-me sentir tão fraca, retornar aquela menina desamparada, tão ingrata e egoísta. São poucas horas de sono, insónias, hormonas, preocupações e stress que fazem-me cair e criar a avalanche de depressão. 

Mudanças e novas rotinas são sempre assustadoras, não importa se uma pessoa é madura e tem noção das medidas que têm que tomar para olhar em frente e concentrar-se nos seus próprios objectivos, há um abalo no que é habitual e a mente gosta de piorar o que é simples. É difícil não deixar a mente divagar pelo que se estará a passar do teu lado, não deixar o coração suspirar e ficar com aquela inquietude de saber como estas porque no fundo acabo por me preocupar mais do que comigo mesma. 

É só o início, são só alguns dias maus até encontrar um novo ritmo. Já passei por pior que não se pode sequer comparar, cresci e aprendi imenso com isso. Sei quem sou e o que posso fazer para melhorar um dia menos colorido. Não sou menos, não me posso deixar afetar por aquelas palavras ditas da boa para fora, porque estou a lutar pelo meu futuro.

Estou orgulhosa, estou feliz e estarei sempre presente. Com aquele sorriso tonto e esperançoso. 

24
Nov18

é uma nova rubrica chamada é o mundo adulto

bii yue

Ainda parece irreal, aconteceu tudo tão rápido, com tanta emoção envolvida. Estou tão orgulhosa, mas também assustada. É vida adulta daqui para a frente e o processo têm sido tão turbulento e ainda mal esta a começar.

Um desafio contínuo entre ser aquele suporte de positivismo e carinho e aquele ar duro que a realidade é intensa, sendo mais que capaz de nos derrubar, só que não se pode parar e é necessário conseguir aceitar por mais implacável que seja. Gostava de puder fazer mais, mas há alturas que nem sei se estou a ser demasiado rigida ou a deixar a maré andar por não saber como agir porque a empatia ganha. 

Estou a tentar ser forte, mais uma vez pelos dois, a pôr todo o negativismo, medos e inseguranças numa caixa escondida num canto, para estar presente. É uma grande mudança, mais tarde ou mais cedo iria acontecer, e por saber como é, esta viagem de ser obrigado a ser adulto de repente, estar com aquele sorriso e palavras de aconchego fazem um pouco a diferença. Como é óbvio quero acreditar nas palavras que digo, confiar nos meus instintos e apenas olhar em frente

É um malabarismo gerir tudo, há alturas que dá a sensação que nada mudou, até me lembrar que estão a mudar e levar com um murro de emoções que ainda estão a ser digeridas. Contudo tenho que pensar que sou capaz de chegar à tudo, é só mais um daqueles desafios e estou a dar o melhor que consigo.

As emoções começam a juntar-se às hormonas que enchem os olhos de pequenas lágrimas, por me sentir impotente grande parte das vezes, por ser uma espectadora que vai ficar noutra realidade. Tento aquecer essa empatia que se instala com sentimentos daquelas conversas de madrugada, pelos pequenos gestos e palavras, pelas lutas já travadas e vencidas

É o começo de uma nova capítulo, adaptação à uma nova rotina, a criação de um nova rubrica.

Estarei sempre aqui, não importa os desafios.

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contacto: helenabeatriz12@sapo.pt

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