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because your smile make me live ♥

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10
Jan20

Desafio dos pássaros #17 - Luz e sombra

bii yue

Era parte dela. Uma harmonia entre a luz e a sombra. Mas também uma luta para ver quem iria persistir em grande parte dos dias

Tal como a lua que é mais visível durante à noite, mas "escondida" durante o dia, era assim à sua sombra. Sempre presente, mas empurrada para um canto. Tentativas de adormecer esse seu lado que quando se apoderava do seu corpo, turvava o raciocino e transformava os pensamentos. Emoções e pensamentos reprimidos vinham ao de cima, hábitos há muito deixados gritavam para a dor aparecer e ver sangue correr. Embora ela se encontrar uma espiral até chegar ao fundo do poço quando as sombras apareciam, existia algo de reconfortante. Na escrita que era criada durante esses períodos, as sensações de dor mas de libertação. Fazia parte da sua essência, não negava, e encarava às suas sombras com brio.

As sombras moldaram-na para conseguir ver a luz. Às vezes mais fraca, outras bem presente a iluminar tudo à sua volta. O seu brilho era por fases, como a lua, ia aumentando e diminuindo. Numa aprendizagem constante, descobria como nutrir a sua luz, como estar em harmonia consigo mesma. Era um trabalho com o seu amor-próprio, a sua intuição, de estar em equilíbrio com as naturezas interior e exterior.

Ela fugia para o seu lugar mágico. Descalça, com um vestido floral pelos joelhos e os cabelos ao sabor do vento, avançava por entre o campo cobertos de pequenas flores amarelas. Ouvia-se os pássaros, os grilos e um riacho a uns metros dela. O céu azul lentamente começava a mudar para tons laranja, a intensidade do vento ia aumentando gradualmente. Recostada a uma árvore, num ponto mais alto daquele campo esverdeado coberto as plantas a dançar sabor do vento, pega no seu caderno com sinais de uso. Abre-o e começa a escrever, deixando-se fundir com aquele ambiente, as cores do céu iam mudando, o som suave do vento a passar por entre o campo, os animais a serem mais ativos com o crepúsculo, o constante passar da água. Timidamente a lua começava a aparecer naquele fogo de artifício de cores.

Onde a luz do dia se deparava com as sombras da noite, ou o contrário?! Quando o sol se escondia para dar lugar à lua. Era uma harmonia perfeita. Ela era como os dias, tinha o seu tempo para a luz e outro para as sombras.

03
Jan20

Desafio dos pássaros #16 - Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer

bii yue

Por onde começar? Sou a mestre a queixar-me. 

Afinal quando é que já me posso considerar uma adulta...

Acho que me posso considerar adulta, visto que um dia de trabalho vai para a segurança social. Descobri como passar recibos indo à net. E não vamos sequer falar de irs porque isso também ninguém nos ensina. 

Pagar contas com taxas estupidamente altas ao fim do mês. Uma pessoa dá a contagem, mas nem assim se safa. 

Compras. Não vale a pena ter uma lista, inevitavelmente traz-se sempre algo a mais porque estava em promoção. E assim vai voando o dinheiro.

Posso ainda não ter trabalho num ambiente de trabalho de 8h x 5 dias, mas todos os problemas mesquinhos que as pessoas conseguem arranjar, todas as preocupações que se trazem para casa, todo o stress. E nem vamos falar da falta de tempo e dos horários inflexíveis.

Pressão. "Para quando se casam?" "Para quando filhos?" "Para quando assentarem?", as típicas perguntas da família sobre a vida. Não vamos perguntar o mais importante "como estas?", "como esta a tua saúde mental e física?", somo adultos e é suposto manter as aparências.

Julgamentos. É suposto manter-se uma postura mas a linha é muito ténue. As conversas alheias a julgar, por estar mais ou menos arranjada, por falar bem ou não, por postar isto e aquilo. Já existem problemas de adulto que cheguem, qual a necessidade de criar mais.

Transportes ou andar de carro e quando a pessoa da frente não se sabe mexer. Os nervos sobem, as palavras saem e depois há atrasos.

No meu caso e de mais não sei quantos jovens adultos, onde é que é possível neste país sustentarmos-nos sozinhos com o ordenado mínimo e não ter que pedir ajuda aos pais. Ou mesmo que até se consiga, no caso de uma emergência não existe dinheiro de parte porque esta todo contado.

Decisões de vida. Quando não há escapatória e temos que tomar uma decisão que irá ditar o rumo da nossa vida futura.

Se houver mais digam, porque a lista não acaba por aqui. Cada adulto sofre de um problema diferente. E todos nós em vários momentos da nossa vida perguntamos "O que é suposto fazer? Ninguém me avisou que ia ser esta dor de cabeça!".

30
Dez19

Reflexão sobre os pássaros

bii yue

Os passarinhos deram-nos férias por causa das festividades, mas vêm sempre exigir algo em troca... Uma reflexão.

A escrita é algo que me acompanha desde que comecei a conseguir ler e escrever. Ser filha única puxou pela minha imaginação. Foi na minha adolescência que comecei a escrever, alguns contos e depois fanfics. A fase negra entrou na minha vida e sinto que foi o auge da minha escrita, porque quando vou reler não consigo acreditar que aquelas palavras tão sentidas e organizadas saíram de mim. O ano em que estive na relação à distância também me fez ligar novamente com a escrita, porque era a única maneira que tinha de aliviar a alma e a saudade. Veio o journaling e depois o desafio de escrita dos pássaros. 

Estas semanas (tirando uma ou duas que a minha imaginação estava à zeros para temas tão impensáveis) foram para reviver à paixão pelas palavras, uma obrigação necessária para não voltar ao on/off, a exploração do mundo que é a escrita criativa. Ter a possibilidade de contactar com outras pessoas a passar pela mesma dor de cabeça e com uma vontade de querer calar os pássaros e ler outras obras de arte é tão bom.

Obrigado por se terem juntado e lançado este desafio à comunidade  Para mim significou imenso e só me faz querer escrever mais e ver o que o meu cerebro quer escrever. Poder aliar a imaginação à realidade e misturar esses dois mundos é o que realmente adoro e é o meu estilo.

Muito Obrigado Passarinhos por este acto de bondade!

20
Dez19

Desafio dos pássaros #15 - reunião de renas

bii yue

Bem sabemos o pai natal tem uma certa idade. E com o rumo que a sociedade esta a tomar de se esquecer de valores, de agradecer e ter tendência a ser apenas materialista, o pai natal decidiu que estava na altura de se reformar e passar o legado.

A rena Rudolfo sendo a mais velha, decidiu reunir todas as outras colegas para discutir a situação, escolher currículos e quem iria dirigir as entrevistas. No meio de uma discussão acessa mas amigável entre fêmeas houve algo que lhes chamou à atenção, um projeto chamado "Pint of Science Portugal" e que por acaso estavam a fazer um advento de natal com factos. Só o facto de desmitificarem a ideia de que as renas são machos e principalmente explicarem o natal de uma vertente mais cientifica, ajudou para aliviar o ambiente de desespero de não conseguirem encontrar ninguém competente para substituir o verdadeiro pai natal.

As únicas pessoas que apareciam para o anúncio eram duendes, crianças e machos da sua espécie para tentarem ter um lugar de destaque. As crianças não tinham maturidade para uma tarefa tão complexa, apesar de terem um espírito natalício insubstituível. Os machos acabam por entrar em guerra entre eles e isso só as fazia revirar os olhos e expulsá-los no momento. Os duendes apesar do seu espírito natalício, notava-se o cansaço de horas e horas a fazer e embrulhar presentes, pelo que não queriam sobrecarregar ainda mais os pobres coitados.

"E se fossemos nós? Já fazemos o roteiro há anos com o Pai Natal, sabemos os locais, os truques e quanto tempo em cada casa. A única diferença é que ficamos à espera dele."

"Por acaso ela têm bastante razão. Já que éramos sempre nós a avisa-lo para quando entrar pela janela por causa da chaminé ainda estar quente, mesmo que ele não quisesse ouvir grande parte das vezes."

"E não nos vamos esquecer de todas as vezes que tínhamos que lhe dar banho a meio por causa de ficar todo sujo por teimosia. Isso acabava por nos fazer perder tempo, mas mesmo assim conseguíamos entregar tudo."

"É muito bem pensado, porque acabamos por ser nós com a responsabilidade de saber os locais e tempos."

"Esta decidido! Vamos encerrar as entrevistas e fazer um esquema para que todas consigamos fazer o papel do pai natal, ou neste caso, mães natais."

13
Dez19

Desafio dos pássaros #14 - Não nasci para isto

bii yue

Porque é que não podiam aceitar que ela era assim e tinham que acabar sempre a copia-la? Por menos importância que ela desse e até tentasse ver isso como forma de orgulho, havia dias que o balde enchia até à última gota. Mas não valia a pena debater-se nisso, porque afinal ela sempre quis inspirar os outros e estava a consegui-lo. Apenas a maneira como as pessoas demonstravam era forçado e drástico, tinha apenas que aceitar e continuar com à sua vida.

Havia mais coisas para as quais não tinha nascido. Quando a forçavam a algo com que ela não se sentia bem ou ia contra a sua essência. Se ela era livre porque é que não podia fazer as suas escolhas? Porque tinha que ir agradar as outras pessoas só para lhes fazer à vontade? 

A ironia é que por mais que a sua paciência fosse nula, automaticamente e inconscientemente punha uma máscara e estava tudo bem. Deixava-se ir para agradar e engolia a sua verdade. Preferia ficar no seu canto a observar e a acenar, até chegar a casa e gritar às paredes à sua frustração. Via-se a ser puxada para situações e era deverás desgastante.

Foi uma lufada de ar fresco, mas frio, ter saído daquele círculo vicioso. Apesar de ter levado uma enorme chapada da realidade, da responsabilidade acrescida de ser adulta, era finalmente completamente livre. Pronta para ser quem era e quem poderia ver a ser, sem máscaras, sem expectativas, sem pesos.

Porque afinal, ele iria ter com ela! Na sua cabeça já rodavam inúmeros planos, como sempre. Um novo começo, mas o continuar de algo tão lindo. Não era à sua cidade de eleição devido ao clima, mas o seu coração encontrava o conforto necessário no dele. Isso bastava-lhe para sorrir e sentir aquele calor de amor e gratidão. 

Faltava descobrir se haveria mais coisas que não seriam para ela!? De certeza que havia. Esgotam a paciência, mas uma pessoa acaba por aguentar até ser capaz de superar ou sair por cima. 

06
Dez19

Desafio dos pássaros #13 - reescreve o final de um filme

bii yue

Os pássaros esta semana querem que se reescreva o final de um filme. Começando pelos meus filmes favoritos "black swan" e "howl's moving castle". Mas para mim os finais são perfeitos e enquadram-se tão bem nas histórias desenvolvidas. Por isso vamos lá dar continuidade aos outros desafios e puxar pela imaginação, que eles tanto gostam. 

Era fim-de-semana, mas ela acorda cedo por hábito. Tinha tido o sonho perfeito, por isso deixou-se estar por mais um bocado envolvida no calor dos cobertores. Agarra no telemóvel e põe-se a ver netflix, até ganhar coragem para se levantar.

Contrariamente ao que tinha imaginado, o tempo naquela terra era quase sempre chuvoso e frio. Isso não ajudou nada à sua mudança, à sua necessidade de acordar e sentir o sol logo pela manhã, ao seu corpo friorento, à sua alma que precisava de conforto. Mas era a sua realidade, era a luta por ter um futuro melhor, por crescer como adulta, por ir viver uma aventura sozinha. Tinha que ser capaz, foi a decisão que foi tomada e que tomou. Os primeiros tempos foram realmente complicados, um choque de cultura, uma mudança drastica, sem ninguém a quem se dirigir. Mas conseguia viver e sobreviver, porque já o tinha feito uma vez. 

O tempo foi passando, alguns amigos e o seu namorado já a tinham ido visitar, por isso meio que já estava habituada e já faltava pouco para acabar. Nunca gostou de estar sozinha, mas agora era obrigada a isso. Custava, mas os dias foram e iam passando. Felizmente tinha parques perto da zona onde morava e adorava ir passear por lá. Já não tinha o mar, mas aquela natureza conseguia acalmar os pensamentos, a alma e aliviar um pouco a saudade por se sentir conectada com o universo. 

Foi o que ela fez nesse dia, após fazer a rotina matinal, foi passear para aproveitar a luz do dia. Recebe uma chamada, era ele. O seu coração bate mais forte, as lágrimas querem cair com tanta saudade, mas consegue manter a postura. Mas nada a tinha preparado para as palavras dele "consegui arranjar trabalho, vou-me mudar para o pé de ti!".

29
Nov19

Desafio dos pássaros #12 - os pássaros

bii yue

Todas as manhãs, ela acordava com os pássaros a cantarem assim que o dia começava a nascer.  As folhas roçavam gentilmente umas nas outras, devido ao vento. Os raios de sol entravam pelos buracos do estore semifechado. Com o subir do sol e o crescer do dia, os raios iam tornando-se mais fortes, criando um ambiente aconchegante

Não precisava de um despertador, o seu corpo já se tinha habituado a acordar cedo com a natureza. Após acordar o seu corpo, ela sentava-se no fundo da cama, apoiada pela cómoda, a apreciar a magia de amanhecer. Embrulhada numa manta de uma cor branco suja, deixava o seu corpo aterrar, enquanto a sua mente viajava. Os raios ao entrar deixavam um rasto de poeira que dava uma magia especial aquele quarto pequeno, mas aconchegante. Por uns bons minutos, ela permitia-se respirar profundamente, conectar-se consigo própria. Sentir os raios de sol começarem a bater e a aquecer à sua pele. Um sentimento de segundos pairava, estava tudo bem.  Aos poucos ia retornando à realidade, ao momento presente. Tinha que continuar a ter coragem e ir arranjar-se para mais um dia.

Larga a manta, levanta-se da cama e vai até à janela para sentir o calor dos raios de sol em todo o seu corpo. A secretária era mesmo ao lado da janela, senta-se na cadeira ainda embrulhada no calor dos raios de sol, liga o computador e coloca a sua playlist. Após rever aquelas palavras gravadas na sua mente e agora escritas em postits na parede, reúne todas as suas forças e começa mais um dia.

Ela tinha-se mudado a pouco tempo para um novo país, completamente sozinha e dona de si mesma. Abandonara a zona de conforto e a vida feliz que tinha para ir viver uma aventura, para crescer, para lutar pelo seu futuro. Aqueles pequenos momentos era o que lhe aquecia a alma e atenuava a saudade que gritava no seu coração.

22
Nov19

Desafio dos pássaros #11 - kokie, o meu filho

bii yue

Sou o kokie, tenho 7 meses e sou um mimado. Sou todo preto com um olhar profundo. 

Há meia lua atrás, fui aquele espaço onde existem muitos cheiros de animais. Estava a brincar com a pessoa super simpática quando fico com imenso sono. Depois só me lembro de estar em casa, querer caminhar, mas cair e a minha mamã só se ria, mas depois dava-me muitas festinhas. Mas não sei o que fiz de tão mau porque poucos dias depois obrigaram-me a usar um chapéu transparente horrível que me impedia de tomar o meu banho diário.

Agora que estou novamente livre, voltei aos meus banhos diários. Durante a noite, ou vou vasculhar o lixo para os meus donos terem comida quando acordarem, ou remodelo a cozinha e sala porque eles não têm sentido de beleza/espaço. Também tem bastante piada enfiar os meus brinquedos debaixo do sofá, para depois ver a minha mamã a ir buscá-los e atira para o outro canto da divisão com força.

O ponto mais alto dos meus dias é saltar para a janela com vista da rua e ficar na sala a apanhar banhos de sol. Só não sei porque os meus donos são contra terem a porta fechada, já podia ter caçado tantos pássaros para lhes oferecer. É só saltar um degrau.

Recentemente aprendi a abrir uma espécie de porta de madeira, usando o meu poder de ser líquido e vou lá para fora tentar a minha sorte. É tão bom sentir o calor do dia diretamente no pelo, o ar puro, a liberdade. Até ouvir a minha dona a chamar por mim e com a arma de um cabo de madeira nas mãos para me fazer um barulho que me assusta imenso e eu fujo pelas minhas sete vidas. 

Quando o meu dono dá mimos a minha mama fico com ciúmes e começo a roçar com força nas pernas e depois fujo para ele se esquecer dela e receber eu a atenção.

Adoro brincar, agora que já não tenho dentes de leite sabe tão bem morder. Mas acabo sempre a ser repreendido sem saber porquê. Também sou bastante curioso e sei onde esta tudo nesta casa e quando entra algo novo tenho que lá ir inspecionar. Faço longas sestas na minha cama e quando sinto que a minha dona esta muito concentrada, vou ter com ela e obrigo-a a tomar atenção em mim

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15
Nov19

Desafio dos pássaros #10 - Já chegamos? Já chegamos?

bii yue

O avião estava lotado, o barulho dos motores era ensurdecedor. As crianças a bordo só sabiam dar gritinhos e estar constantemente a perguntar "Já chegamos? Já chegamos?". Apesar do lugar dela ser em cima da asa, tinha tido a sorte de estar no lugar à janela. Coloca a música no volume máximo para abafar aquele caos de sons à sua volta, e fica a deslumbrar a paisagem pela pequena janela. Tinham levantado voo a pouco tempo, mas já se começavam a formar cristais na parte inferior da janela e o frio da altitude começava a criar arrepios no corpo. Aconchega-se no seu lugar, cobre-se melhor com o casaco peludo ao xadrez. O seu olhar fica vidrado nas nuvens que estavam abaixo, pareciam algodão doce, nos tons de azul e rosa que se misturavam, no rasto que outros aviões iam deixando naquele céu tão limpo e iluminado. A sua mente vagueia por toda a mudança que esta prestes a acontecer, a saudade já aperta no coração, sente-se tão pequena e sozinha, a lágrima começa a escorregar no canto do olho. Mas ela tenta focar-se nas memórias que lhe enchem o coração de alegria e excitação.

Dias longos de verão, o calor fazia-se sentir e sem uma casa vazia para estar, o lugar escolhido era sempre o rio. Onde se conseguia ter um pouco de aragem fresca e sombra. Outra coisa presente, era a excitação e procura constante de prazer. As conversas intensas, os toques a provocar.

Ela com o calor tirava sempre a pouca roupa que tinha e acabava a fazer nudismo.Ele não se continha. O olhar prazeroso, passava a mãos descobrirem uma vez mais, cada centímetro daquele corpo nu. Beijos intensos e sofrêgos. Em segundos ele também já estava nu e avantajado. Uma toalha servia como colchão, um terreno a descer, pedras e paus que magoavam como pregos o corpo, que com o tempo e posições deixavam marcas e nódoas negras, especialmente nos joelhos. O suor e calor não impediam o sexo intenso, o ritmo ardente que fazia os corpos gemerem por mais, a intensidade dos orgasmos que só a natureza calava. O risco de poder aparecer alguém e ter que estar atento aos sons a redor, que em segundos se desvaneciam com o prazer entre dois corpos sedentos de prazer, só aumentava a adrenalina. 

"Já chegamos? Já chegamos", assim a chamou de volta à realidade.

08
Nov19

Desafio dos pássaros #9 - Acordaste nu, sem te recordar de nada, numa ilha deserta 

bii yue

O sol abrasador a bater-lhe na pele do seu corpo nu, fez-la acordar. A areia quente debaixo da cara, peito e barriga com um contraste ainda mais quente do sol a bater-lhe nas costas, enquanto que as ondas banhavam as pernas e rabo. Após uns segundos para tomar consciência de onde estava, levanta-se e vai para à sombra das árvores a uns metros de onde se encontrava. Ao seu redor só se via um vasto horizonte de oceano e umas árvores que faziam parte de uma floresta. O seu corpo esta pesado, a sua cabeça pesada, a sua boca seca e a última coisa que se lembra era estar num jantar com o seu namorado e a conviver com outras pessoas, depois disso é um total apagão

Após uns longos minutos a tentar recuperar e não entrar em pânico, decidiu ir até à beira mar e ver se encontrava vestígios na areia. Como tudo o que se via eram as suas próprias pegadas e já que estava nua e sozinha, entrou na água quente do oceano e deixou-se deslumbrar pela beleza do ambiente em que se encontrava. Deixou-se boiar naquela água transparente, sentia as ondas a percorrerem o seu corpo, os peixes nadavam perto de si, o sol a bater-lhe na cara.

O ar era húmido e passados alguns minutos de ter entrado na floresta, o seu corpo já suava e as gotas iam escorrendo sob aquele corpo semi-moreno seco com salitro. Ao avançar pela vegetação começa a ver um quarto improvisado no meio das árvores, com cortinas azuis claras a esvoaçar e uma cama com lençóis brancos amarrotados. Ao aproximar-se repara numa silhueta a esconder-se que reconheceria em qualquer lugar. Ela deita-se na cama e sabendo que esta a ser observada, pela pessoa, que de alguma conseguiu levá-la ao paraíso que sempre sonhou, começa a masturbar-se

Em poucos minutos a silhueta sai das sombras e vai ao encontro dela. As suas mãos percorrem cada curva do corpo suado e excitado, a boca percorre o peito, pescoço acabando em beijos sôfregos. Os corpos tocam-se, trocam sensações, gemidos de prazer e orgasmos. Os olhares encontram-se, as mãos entrelaçam-se, os corpos tocam-se numa sintonia onde só existe o objetivo de dar e receber prazer, um ritmo frenético. Os corpos estão cansados, mas a excitação continua presente. Ela manda um suspiro de felicidade e aconchega-se no corpo nu ao seu lado.

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