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because your smile make me live ♥

forceful, trust, connected & discovering the wonders of the universe ✨

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20
Out19

Projeções

escrito por bii yue

Em certas situações.

A forma como reagimos às outras pessoas, tem haver com a forma como nos sentimos. Agimos por impulso, sem controlo e magoamos os sentimentos da pessoa em quem descarregamos. Não damos contas das consequências, porque é um agir natural ao nosso olhar.

São projeções dos sentimentos e emoções. Tudo aquilo que se reprime, o que se quer ignorar em nós mesmos. Tomar consciência e admitir para nós próprios é complicado. Mas isso nem é o pior. O pior é perceber a causa (sentimentos, vivências) que levam a essas projeções. 

É um trabalho que não acaba, um defeito que desesperadamente se quer mudar, uma conversa com nós mesmo e uma introspeção que se evita. Há sempre algo que se acumula, na grande parte das vezes sem darmos conta. 

Nesta viagem de transformação, um dos pontos chaves é permitimo-nos sentir as emoções. Isto, porque não existe só positivismo, é irreal um ser humano estar sempre bem consigo, com os outros, com o que o rodeia. Existem momentos menos bons, dias maus, alturas em que parece que tudo corre mal e com isto todas as emoções negativas como a tristeza, raiva, frustração, angústia, desgosto, stress, desespero, medo, preocupação, vergonha. Ao permitir-nos sentir e questionar o porquê dessa emoção, processar e deixar o corpo libertar da maneira que desejar é o caminho mais correto para deixarmos a emoção passar e quem sabe alguma lição disso.

Ninguém quer sentir as emoções negativas. A tendência é a ignorá-las, tentar substituir por outras, bloquear automaticamente. Existe uma ideia errada de que não é suposto sentirmo-nos mal porque isso mostra o quão frágil somos, temos que estar sempre com um sorriso na cara, que se pedirmos ajuda vai haver julgamento. A verdade é que não existe mal nenhum nisso, somos feitos de emoções e programados para sentir.

Estou a aprender a deixar-me sentir. Chorar, gritar, dançar, o que for necessário para o meu corpo e alma se ajustarem. A sentir a gratidão, pelo bom e pelo mau, pelas lições, pela vida.

16
Out19

o dia, a noite

escrito por bii yue

Quando a noite cai, é quando a luz começa a ficar escassa. Todos aqueles pensamentos postos de lado pelo positivismo e mindset melhorado tomam o controlo. Como senão houvesse uma barreira a impedir que o medo tomasse conta.

Durante o dia estou bem, existe coragem, segurança e esperança. Tudo faz sentido, apesar da ironia que me têm levado até este ponto. Planos e planos na minha cabeça. Mas a viver um dia de cada vez, a aproveitar o momento. Não pensar demasiado no futuro, deixar-me ir ao sabor dos acontecimentos e ver no que irá dar. Posso passar o dia sozinha, mas sei que quando  terminao sol se põe, tenho alguém que me irá fazer companhia e desvanecer o sentimento de solidão.

Durante a noite, o medo aparece, as inseguranças assumem o controlo. Aquela pessoa do dia desaparece do cenário. Só existem e se's e não sou capaz. Todo o trabalho em redor da minha pessoa deixa de fazer efeito. Não há nada que impeça este lado de tomar conta. A criança indefesa esta de volta, sem ter um ombro onde chorar, um sítio confortável para estar. Nada é colorido, só há cinzentos e pretos. Os monstros voltam, mexem em tudo e fazem as emoções virem ao de cima.

Surge um aperto no peito, a respiração torna-se profunda e incompleta. O corpo treme, as lágrimas surgem no canto do olho. Uma luta na minha mente para não se deixar afundar. Um desespero de me agarrar aquele positivismo que tento construir. Talvez ainda falte aprender sobre o equilíbrio entre os dois, talvez ainda haja imenso trabalho incompleto. 

Talvez sejam só desculpas. Da minha mente para enganar o coração ou do coração para enganar a mente. Sair da zona de conforto, enfrentar medos, conhecer o mundo, com algo certo mas incerto. Continuar na zona de conforto, viver no ideal que sempre quis e construí, com algo incerto mas certo.

É aterrorizador, assustador. Uma decisão de vida que não quero ter que tomar.

10
Out19

10 min de pôr-do-sol

escrito por bii yue

Sinto a necessidade de chorar, de gritar ao mundo. 

Acordei num ritmo lento em comparação ao mundo. O ritual da manhã não fez sentido, senti-me desalinhada e frustrada por não conseguir estar confortável a fazer algo que me deveria deixar plena. 

O dia passou a voltar a estar com pessoas que me alegram o coração, a passar um bom tempo. Mas fez com que precisasse de estar sozinha e conectada com a natureza.

O pôr do sol tem um encanto indescritível, é algo mágico, único e diferente em cada dia que passa. É o universo no seu esplendor e esta a proporcionar-nos um pouco da sua energia e mostrar a beleza que esta a nossa volta, se estivermos dispostos a desacelerar, parar e apreciar. 

Simplesmente fui. Sentir a areia fria nos pés, mas macia. O vento mais frio da noite a entrar pela roupa arrepiando a pele. Sentar-me na areia a olhar para o horizonte com as ondas a rebentar como barulho de fundo. Ver aquelas cores em tons pastel e laranja enquanto o sol vai descendo e escondendo-se. Olhar para trás e ver a lua a subir no céu com tons de azul e roxo. É indescritível, porque é algo que se sente profundamente. Toda aquela beleza, faz-nos sentir pequenos mas gratos por estarmos naquele momento a apreciar e sentir a energia que vai crescendo ao redor. Obriga-nos a parar e refletir. 

A lágrima vem até ao canto do olho, por ser tanta emoção, tanto sentimento acumulado, tanta espera e sem respostas concretas para o futuro. É o confronto entre o positivismo e os medos, as inseguranças, a falta de coragem, o negativismo. É a guerra entre o dia a noite, de como em poucas horas ou minutos o meu ser se transforma. Abraço-me e sinto conforto por me ter a mim mesma, pelo menos. Tem sido uma jornada que me têm ensinado as ferramentas para os desafios que estão a chegar. Sinto-me melhor comigo própria, mas isso não impede que haja dias em que sinta que nada faz sentido, em que tudo corre mal, em que me sinto mal comigo mesma e só existem julgamentos.

Não tenho respostas, não tenho as perguntas certas.

Não tenho nada em concreto, a não ser pensamentos que vão e vêm como as ondas.

14
Set19

a minha essência exposta

escrito por bii yue

Adoro o universo e como as coisas se encaixam. Sinto-me tão grata por tudo o que tem acontecido ultimamente. O quão transformadora, reveladora e incrível tem sido esta viagem. 

E o que é isto tudo que tenho andado a falar? Qual é a razão desta transformação? Sinceramente, ainda nem eu própria sei bem. Ainda estou a descobrir, a aprender e ver onde me encaixo. 

Aquele vazio que sentia que não conseguia preencher, aquele ciclo vicioso de entrar um ritmo e voltar a cair na procrastinação, a história das semanas de pequenos azares sucedidos, foram estes "insignificantes" acontecimentos que me levaram a agir, a ir à procura de algo mais. Eu tentava manter uma atitude positiva, mas era cansativo mentalmente e fisicamente e isso afetava a maneira como era agia com o mundo e as pessoas ao meu redor. 

Comecei a ouvir os podcasts da Filipa Maia que me fizeram parar e reflectir nas verdades ali expostas, agarrei na coragem e comecei o desafio de journaling de 28 dias. Nesse momento começou esta aventura de transformação. Reconectei-me com uma amiga de infância, a qual o meu coração já andava a gritar para falar com ela, e foi maravilhoso descobrir que ela já estava no caminho que eu queria iniciar. Com ela são aquelas conversas mágicas, de sintonia, partilha de experiências lindas e enriquecedoras. Voltei a fazer outro desafio de journaling da Filipa Maia desta vez 30 dias e logo a seguir participei na Masterclass - "Mudar de dentro para fora".

No meio termo, devorei instagram de pessoas que a minha amiga me tinha recomendado e o meu interesse por astronomia aumentou e tenho aprendido imenso. A maneira como os planetas e fases da lua nos influenciam, as energias ao nosso redor, como podemos usá-las ao nosso favor.

Retomei o prazer da leitura, que tinha posto de lado desde que comecei a universidade, com o livro da Rute Caldeira - "Simplifica a tua vida". Tenho devorado cada capítulo, porque é tanto para assimilar que acabo por apenas conseguir focar-me o que me mais toca. E esse toque têm sido enorme, porque não há como ficar indiferente a palavras que nos tocam no coração, mexem com a nossa alma, nos fazem duvidar e reflectir sobre o que pensamos que somos e como o ser humano age. Tenho outros a aguardar para serem lidos, com mais reflexões, aprendizagens e transformações.

Isto levou-me a estar mais presente da pessoa que sou, mais reconectada com a natureza, mais grata por cada dia, por cada aprendizagem, por as pessoas que tenho ao meu redor e me querem bem. Comecei a sentir a necessidade de estar mais ligada à natureza, o meu espiríto dizia para no dia seguinte acordar cedo e ir dar uma caminhada na praia enquanto ainda estava quase deserta. Esse dia foi transformacional e mágico, aquele caminhada onde era apenas o meu corpo a caminhar em frente, a minha mente vazia a saltitar entre pensamentos que iam surgindo. Foi lindo, re-energizante, re-conectante e sinto-me tão grata por ter descoberto este prazer que me faz tão bem ao corpo e alma

Ontem tive a oportunidade de conhecer e abraçar uma pessoa que emana luz e nos faz sentir arco-íris, a Grace Kelly. Foi lindo e mágico ouvir as palavras dela, sentir a energia que transmitia, sentir uma alegria com os ensinamentos partilhados. Foi a apresentação do livro "Alma Feliz" e ela realizou uma mini aula de yoga (a primeira e é uma pratica que vou começar porque foi revitalizante e a minha alma e corpor estavam a precisar). Parecia uma criança sem jeito a conhecer o seu ídolo, mas com tanta gratidão no coração e felicidade na cara

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Por isso sinto-me tão grata por esta transformação, pelo que me levou até ela, por estar a descobrir o meu caminho em sintonia com o meu corpo e espírito, por ter encontrado um caminho que preenche aquele vazio que me esgotou. Ainda tenho imenso para aprender, apenas estou a começar, no entanto certezas não me faltam e vou confiar no universo e as energias que ele emana. 

20
Jun19

parada

escrito por bii yue

Apática, estática. A ver o mundo correr à frente dos olhos, esticar o braço e tentar agarrá-lo com a mão mas é só vazio.

Enrolada na atmosfera dos outros, sem saber como lidar. Existindo na rotina sem progressos, lutando para sair dela e agir para com os objectivos e responsabilidades constantemente adiadas. 

A desejar por uma saída, mas parada numa encruzilhada, sem saber que caminho tomar. Apesar de saber a direcção que tem que seguir...

Lutar contra aquele mundo a deslizar, obrigar o seu corpo estático a mexer. Sair daquela empatia certeira, fazer-se viver e permitir-se sentir.

Naquele milésimo de segundo reagir e fazer a perna mexer-se em frente, o corpo aproveitar o balanço e dar uns passos em frente. Lutar para não estar continuamente apática e ficar naquela bolha, fura-lá e conseguir passa-lá.

Isolada, a lutar contra a sua existência.

08
Fev19

um bloco sai do sitio e os outros acabam por cair todos

escrito por bii yue

Quando finalmente podia ficar a dormir até tarde durante os dias de descanso, o meu corpo decidiu que isso não iria acontecer, que iria acordar com ele e não voltar a adormecer. Pensava que ao menos iria conseguir ser bastante produtiva, mas só aconteceu no primeiro dia porque ainda estava com imensa energia e esteve bom tempo para ficar a apreciá-lo. Nos seguintes entrei em modo a morrer aos bocados pelo quarto, a tentar ser minimamente produtiva e fazer o que tinha para fazer. 

E para pôr a cereja no topo do bolo, as hormonas começam a atacar fora de horas e começa a afetar-me mais do me deixo ter noção. E a partir daí tudo começa a descarrilar... Hormonas misturadas com sensibilidade, dores, acne, e infelizmente isso afeta o mental de uma mulher. Parece que me transformo numa outra pessoa, que deixa de ser empatica, que só sabe estar revoltava sem ter razão, mas logo a seguir quer ter uma crise de choro porque sabe que não é ela, mas não se consegue controlar. 

Eu juro que dou o meu melhor a ser compreensiva e tenho noção das coisas, infelizmente sou bastante needy mas habituei-me a tirar do pouco, e esta a acontecer novamente, a pilula a transformar-me numa pessoa que não sou, a levar-me ao limite.

Não gosto de ter discussões, não gosto de ter que ser chamada à terra, especialmente por ser daqueles situações que são acumulações de outros dias, do stress, cansaço e não propriamente da situação em si. Não gosto de sentir que estou a perder o controlo de mim própria. Não gosto de me sentir no limite e não saber para que lado me virar.

Aventura de uma vida ♥

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