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because your smile make me live ♥

forceful, trust, connected & discovering the wonders of the universe ✨

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26
Mar20

Não é fácil, nunca o é

escrito por bii yue

Sinto-me a ser puxada para os tempos em que estavas de Erasmus. Mas é tudo diferente, o quarto, o país, a maturidade, os papéis. Aprendi imenso e isso poderia trazer algum conforto para o agora, mas não é isso que acontece. Porque os sentimentos e emoções estão presentes, são mais profundos porque viveu-se tanto mais. A diferença foi que cresci, cresceste, crescemos. A nossa visão do mundo mudou e aprendemos a aceitar a realidade ... mas não é fácil, nunca o é.
Durante o dia estou bem, mas assim que a noite se põe tudo fica escuro. O meu humor muda como o dia para a noite, tudo vem ao de cima, aquele aperto no peito não se desfaz, a respiração fica mais curta e não é profunda. 
Estou sozinha, num quarto onde não existem vestígios teus, mas tenho os que guardo na memória, os que trago no meu corpo. O quão quero voltar a sentir-me protegida nos teus braços, a tua pele na minha, a tua respiração junto a mim. Os pequenos gestos de carinho, os toques, sentir-te, ver-te e ouvir-te à minha frente!
Os dias vão passando, mas prolongam-se por entre tentativas de estar ocupada e não pensar na falta que me fazes. Na saudade e dor de ter deixado o que construímos para trás, na esperança de termos um futuro melhor, de tornar-me numa adulta e descobrir do que realmente sou feita, de ser melhor para mim e para ti. Nenhum de nós esperava que isto viesse acontecer e agora vemo-nos confrontados com o incerto, sem uma data para estarmos novamente juntos. É mais saudade e angústia. Porque agora só resta esperar, agarrados à esperança que tude melhore e que o tempo não venha a ser assim tanto...

Quero-te, quero-te tanto ao meu lado novamente.

Quero, quero tanto voltar à rotina no conforto da nossa casa. 

Quero, quero tanto o nosso tempo.

Quero, quero tanto a nossa familia reunida.

08
Dez19

E esta dor no coração?

escrito por bii yue

Toda a espera até ter uma resposta já sabida, mas concreta foi um jogo de nervos de aço. Sabia que a partir daí ia começar a realidade. Mas esta não se abateu em mim até se fechar um capítulo de ambos. 

Toda a determinação na decisão tomada, ter plena noção que é o caminho mais acertado apesar da mudança e largar o conforto, desaparece, para todo o questionamento, para a inversão de papéis, para a falta de coragem, para os ataques extremos de ansiedade. 

É uma guerra interna entre titans, o meu coração não quer, mas a minha alma não pode simplesmente virar costas. Sei que vai haver uma arrependimento que se vai arrastar comigo, consumir-me e estragar o bom que tenho. Porque também preciso de crescer, de viver, de descobrir qual é o meu lugar no mundo e o que realmente quero seguir...

É extremamente difícil, há imensas dúvidas, imensos medos, imensos e se's. Muita emoção e sentimentos envolvidos. O meu coração mole é espezinhado, duvido de mim mesma e faltam-me as forças para bater o pé. No entanto, se isto veio até mim por alguma razão foi! Apesar de todo o peso e ter a vida que sempre quis, de agora as experiências serem trocadas, eu acredito fortemente no que já se viveu e na ligação que se criou. 

Preciso de descobrir se sou capaz, se tenho essa coragem e força dentro de mim. Preciso de saber o porquê de isto me ter sido colocado à frente, quais são as lições que viram apesar das dificuldades. Sinto que é para me tornar uma pessoa melhor, uma adulta, não só para mim, mas para ele, para este mundo novo que esta à minha frente.

Porque entrar nesta transformação toda para continuar num conforto, tendo aquela sensação que existe algo mais, que apesar de estar a criar ferramentas não é só para isso. É mais, algo que não posso controlar, apenas deixar acontecer...

16
Out19

o dia, a noite

escrito por bii yue

Quando a noite cai, é quando a luz começa a ficar escassa. Todos aqueles pensamentos postos de lado pelo positivismo e mindset melhorado tomam o controlo. Como senão houvesse uma barreira a impedir que o medo tomasse conta.

Durante o dia estou bem, existe coragem, segurança e esperança. Tudo faz sentido, apesar da ironia que me têm levado até este ponto. Planos e planos na minha cabeça. Mas a viver um dia de cada vez, a aproveitar o momento. Não pensar demasiado no futuro, deixar-me ir ao sabor dos acontecimentos e ver no que irá dar. Posso passar o dia sozinha, mas sei que quando  terminao sol se põe, tenho alguém que me irá fazer companhia e desvanecer o sentimento de solidão.

Durante a noite, o medo aparece, as inseguranças assumem o controlo. Aquela pessoa do dia desaparece do cenário. Só existem e se's e não sou capaz. Todo o trabalho em redor da minha pessoa deixa de fazer efeito. Não há nada que impeça este lado de tomar conta. A criança indefesa esta de volta, sem ter um ombro onde chorar, um sítio confortável para estar. Nada é colorido, só há cinzentos e pretos. Os monstros voltam, mexem em tudo e fazem as emoções virem ao de cima.

Surge um aperto no peito, a respiração torna-se profunda e incompleta. O corpo treme, as lágrimas surgem no canto do olho. Uma luta na minha mente para não se deixar afundar. Um desespero de me agarrar aquele positivismo que tento construir. Talvez ainda falte aprender sobre o equilíbrio entre os dois, talvez ainda haja imenso trabalho incompleto. 

Talvez sejam só desculpas. Da minha mente para enganar o coração ou do coração para enganar a mente. Sair da zona de conforto, enfrentar medos, conhecer o mundo, com algo certo mas incerto. Continuar na zona de conforto, viver no ideal que sempre quis e construí, com algo incerto mas certo.

É aterrorizador, assustador. Uma decisão de vida que não quero ter que tomar.

21
Jul19

lethargy

escrito por bii yue

Is breaking my heart,

Is shattering my soul,

Is making me feel disconnected about what is to be a human,

A rollercoaster without an end or a beginning, just spinning around without a certain path.

Without motivation,

With work accumulating 

With goals being lost,

With a passion that starts to disappear, giving place to constant lethargy.

Living, but screaming for a way out! 

Break the wheel once for all, staring do but don't stop in the middle...

Where did I lose myself? 

How can I find myself? 

20
Jun19

parada

escrito por bii yue

Apática, estática. A ver o mundo correr à frente dos olhos, esticar o braço e tentar agarrá-lo com a mão mas é só vazio.

Enrolada na atmosfera dos outros, sem saber como lidar. Existindo na rotina sem progressos, lutando para sair dela e agir para com os objectivos e responsabilidades constantemente adiadas. 

A desejar por uma saída, mas parada numa encruzilhada, sem saber que caminho tomar. Apesar de saber a direcção que tem que seguir...

Lutar contra aquele mundo a deslizar, obrigar o seu corpo estático a mexer. Sair daquela empatia certeira, fazer-se viver e permitir-se sentir.

Naquele milésimo de segundo reagir e fazer a perna mexer-se em frente, o corpo aproveitar o balanço e dar uns passos em frente. Lutar para não estar continuamente apática e ficar naquela bolha, fura-lá e conseguir passa-lá.

Isolada, a lutar contra a sua existência.

13
Abr19

manta branca

escrito por bii yue

A chuva cai incessantemente lá fora, o vento faz com que ela batesse fortemente no vidro provocando aquele barulho confortante. Sentada no chão e enrolada a um cobertor, ela olhava para as gotas a escorregarem pela janela, a saborear os pequenos momentos de reconforto que o tempo lhe trazia. Ia saboreando o chocolate que fumegava na sua caneta favorita, numa tentativa de prolongar aquele sentimento de conforto e afastar toda a ansiedades e medos que carregava.

"Sinto um peso nos meus ombros, um aperto no peito que não me deixa respirar, uma vontade enorme de chorar. Um coração mole, empático, que se deixa levar pelas emoções. Um cérebro que deixa de ser racional, que se preocupa demasiado, que pensa demasiado. 

Seguir os instintos e arriscar, é o mais certo e sensato no momento. É uma linha muito ténue entre o racional e sentimental. Faz com que a ansiedade e medos cresçam. E se já não fosse suficiente, as pessoas à voltam tem opiniões desatualizadas mas que acabam por influenciar desnecessariamente."

Ela enrosca-se mais na manta que aquecia o seu corpo, enquanto a sua mente vagueia por meio das ansiedades e medos. A chuva vai caindo mais forte, o som a ecoar pelo quarto. 

"Não gosto quando sinto que perdi o controlo, mas também não duvido dos instintos. São os medos e ansiedade que mexem com o meu ser. Responsabilidades, medo do futuro, de não ser suficiente. O lado racional apela ao bom senso, cria planos e agarra-se ao futuro. O lado sentimental luta para afastar o desnecessário, não cair na rede da ansiedade, ter em mente que era um objectivo."

Os olhos começam a querer fechar, aquele ambiente deixa-a embalada, entre a realidade e os pensamentos. Ela bebe mais um bocado do chocolate quente e deixa-se adormecer pelo som da chuva e a luz cinzenta que invade o quarto.

23
Fev19

ser solitária não é o mesmo que solidão

escrito por bii yue

Ela era transparente como cristal, porém também tinha o seu lado misterioso, os seus segredos, a sua essência escondida como a olhar pelo núcleo de um cristal.

Ela escreve para aliviar um pouco a sua alma, para conseguir calar as suas inseguranças e acalmar o seu inconsciente. Sempre acompanhada do seu caderno de veludo de um vermelho escuro e uma caneta preta, para que em qualquer altura ou lugar o processo de escrever a ajude a acalmar-se e reencontrar-se.

"Sou uma pessoa um pouco solitária. Quando era criança, sendo filha única, tinha a imaginação para me fazer companhia, mas a partir da adolescência passou a ser minha inimiga. A imaginação aliou-se ao inconsciente, fazendo crescer as inseguranças. Tentava estar sempre entretida com alguma atividade, a ler ou a escrever, mas o inconsciente pode ser implacável. Sempre a martelar silenciosamente nos pequenos erros cometidos, nas palavras não ditas, nas vergonhas passadas, no julgamento das pessoas ao redor, na forma como me via ao espelho. Delicadamente as inseguranças vão aumentado e apoderando-se do corpo e mente. O reflexo do espelho era um patinho feio, com um sorriso a esconder e a guardar tudo o que sentia. Foi assim durante uns anos, a criar uma imagem que não correspondia à realidade, a esconder tudo com um sorriso, a sentir uma solidão e desejar que tudo fosse diferente mas sem ser capaz de mudar isso.

O patinho feio começou a mudar e crescer, apercebeu-se de que tinha valor e pessoas ao seu lado. A imaginação deixou de ter poder e isso possibilitou a transformação numa outra pessoa. Mais confidente, mais segura de si mesma, mais consciente que a solidão que sentirá era passado."

Encostada a uma árvore a saborear a brisa de verão, ela para de escrever para olhar ao seu redor e sentir os raios de sol a baterem-lhe no corpo por entre os ramos. A brisa e a sombra da árvore minimizam o calor e os raios de sol provocam uma sensação de conforto e liberdade. Estes momentos a sós em sintonia com a natureza, fazem-na sentir feliz e realizada. Não é solidão, mas sim apenas um momento a sós, a saborear o presente e os pequenos momentos. É apenas solitária, porque os momentos longe da sociedade fazem-na reencontrar-se, libertar-se e equilibrar-se.

As pessoas raramente escrevem porque estão felizes. Escrevem quando estão tristes, amargurados, quando os sentimentos e pensamentos pesam demais dentro do seu corpo frágil, mas que já possui incontáveis cicatrizes.

23
Ago18

Clareira

escrito por bii yue

Ela esta presa entre a realidade e a imaginação.

Ali esta ela, em frente a um portão velho semi aberto.

É final de tarde, as cores do céu misturam-se em tons de laranja-vermelho-rosa, uma doce explosão. Em contraste, com uma tempestade de trovoada que se aproxima, um céu escurecido por nuvens carregadas que levantam um vento quente e pesado. 

Os cabelos dela voam com as vagas de vento ao seu redor, os seu olhos oscilam entre aquele pôr de sol harmonioso e entre aquele portão semi aberto que leva a um caminho sem fim, causado pelo cair da noite de tempestade. Após alguns minutos de impasse, a admirar aquela explosão atrás dela, decide adentrar. Empurra o portão enferrujado e começa a avançar naquele caminho escuro estreito.

Ela sente as ervas altas a roçarem nas mãos, o ar quente da tempestade faz-se sentir agitando todas as formas à sua volta e no seu caminho. Começa a anoitecer, os raios de sol vão desvancendo e dando lugar a brilho de uma lua cheia, escondida pelas nuvens. O seu olhar começa a habituar-se à escuridão que se instala, consegue perceber as silhuetas das ervas altas e algumas árvores espalhadas por aquele campo aberto.

Com a noite instalada chega a um descampado, onde se deita sobre as ervas a admirar o céu, com aquele luar escondido pelas nuvens. O vento quente continua a fazer-se sentir, fazendo os seus cabelos e roupas esvoaçarem. Ela fecha os olhos por uns minutos e deixa-se sentir através dos outros sentidos. 

Por aqueles momentos, ela sente-se viva. É capaz de sentir o vento a movimentar as ervas ao seu redor, o som da noite, os grilos, as corujas, o suave assobio do vento, o cheiro a quente e húmido no ar. Não é uma anarquia de emoções e sentimentos, é uma alma livre e solta.

 

07
Ago18

não é aqui o meu lugar

escrito por bii yue

Não é aqui o lugar onde pertenço.

É bom aquele sentimento de voltar às origens para matar as saudades, porém a ligação começa a esvanecer. Anseio por novas tradições, um novo rumo de independência. Aquele lugar só meu! A que posso chamar de: realmente a minha casa, onde a minha vida se desenrola. 

Esse lugar não é aqui, deixou-o de o ser há muito tempo atrás. Com o desenrolar das semanas e acontecimentos, a rotina é tão natural, quero assentar de vez no lugar em que realmente me sinto feliz e em casa. 

Mais uma vez, aquele grito interno que gostava de não ter mais um ano de espera, que gostava de dar o próximo passo, que me sinto preparada, tendo consciência que não é fácil.

13
Set17

apenas aqueles 5 minutos

escrito por bii yue

Ela sentou-se no seu banco de jardim favorito. O tempo estava agradável, para o verão abafado que se fazia sentir, uma brisa fazia os seus cabelos esvoaçarem e explorar os vários tons de vermelho e laranja. Tinha algum tempo livre para puder fugir do mundo e puder escrever no diário de couro. 

"Acordar é um pesadelo, fico sempre à espera da noite para que haja um pouco de silêncio. Sentir que estou minimamente bem comigo mesma e não esta desgraça de desespero que cresce a olhos vistos. 

Não preciso de portas abertas, só quem tem a honra da sorte consegue encontrá-las. Fico agradecida por ter janelas, mas era preciso que elas permanecessem abertas. Porque vejo-me a ir ao encontro delas e depois um vento completamente inesperado vêm fechá-las ou desaparecem completamente da minha vista.

Juro que estou a esfolar-me para não voltar a cair naquele buraco, abraçar por completo o meu lado mais obscuro. Quero estar bem, mas não o estou. É de partir o coração ver como me sinto e ter que me resignar a esperar para que a sorte mude, mesmo continuando a lutar e sabendo qe desistir não é uma opção.

As sensações passadas não param de voltar, os sonhos com um futuro que esta constantemente a ser adiado. Símbolos qe voltam a ganhar ênfase e quererem marcar-se na minha pele. Uma luta sem descanso físico ou psicológico para não me afogar nesta frustração e desilusão constantes."

Aventura de uma vida ♥

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