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17
Mar20

Perspectivas, quarentena e dois países

alma de bii yue

Estou divida entre dois países, a viver duas realidades. Estou preocupada e não vou negar que tenho medo e sinto-me bastante insegura, especialmente quando tenho que andar de transportes públicos, quando estão cheios, mas não é só por mim mas também por quem tenho em Portugal. A distância já era difícil, mas agora com esta situação de pandemia faz com que se torne ainda mais pesada

Na quinta-feira passada começou-se a sentir a tensão no ar, nos transportes as pessoas começavam a olhar de lado e com desconfiança, no trabalho esperava-se por haver desenvolvimentos visto que o governo belga estava a discutir que medidas iria tomar. Eu sentia-me com medo, desesperada, impotente mas numa tentativa desesperada de manter um pouco de positivismo e esperança. Na sexta-feira acordei e a cidade estava serena, ao contrário da tensão no trabalho com todos à espera do mesmo, uma conferência de imprensa onde se iria decidir que medidas tomar. Isto porque, o governo tinha decretado uma "quarentena" sem usar esse nome, restaurantes, bares e cafés fechados a partir da meia noite até 3 de Abril, apenas farmácias, supermercados e lojas de comida se mantêm abertas e algumas lojas de comércio de proporções maiores. A decisão chegou e a maioria dos trabalhadores vai ficar em teletrabalho, só ira a empresa quem tem que ir para o laboratório e supervisores mas com horários estruturados porque é necessário estar alguém presente. No meu caso, vou trabalhar até meio da semana e depois será de casa. Quando ouvi esta decisão comecei a entrar no ciclo de ansiedade crescente. O que vou fazer mais de 2 semanas fechada numa casa onde não me sinto confortável, onde não tenho o meu gato ou o meu namorado para me consolar, onde a minha família e amigos estão longe... Foi uma péssima altura para ter embarcado nesta aventura de ter largado tudo e ir experimentar uma vida numa país diferente. Mas não sou só eu, todas as outras pessoas de outros países, estamos todos no mesmo barco... 

Foi uma luta entre a ansiedade e a ficar calma e que vou conseguir aguentar, é só mais uma prova. Era suposto ele vir cá no próximo fim-de-semana, daí haver muito mais revolta, tristeza e um abalo enorme a minha positividade e esperança. Preciso tanto de sentir aquele abraço de segurança e neste momento não sei quando irei conseguir tê-lo. A ansiedade só foi crescendo com o terminar do dia, a minha energia estava completamente esgotada e abalada por todas as vibrações e tensões no ar, por todas as notícias e desenvolvimentos crescentes das ultimas horas. Na sexta à noite quando estava a ir para casa, fiquei abismada com a irresponsabilidade das pessoas de estarem todos nos bares para aproveitar porque iam fechar a meia noite (não é só em Portugal!). A minha colega de casa foi uma delas e imaginem a minha cara no sábado quando descubro e só penso "Onde é que ela andou a tocar? Mas ela não tem um pouco de noção, especialmente sendo italiana e saber da situação do seu país?" Por isso agora até dentro da minha própria casa tenho medo e me sinto insegura, o que torna as coisas ainda menos confortáveis e mais difícil de gerir à nivel psicológico. Toda a vez que saio do quarto lá vou eu com o meu desinfetante natural limpar todas as superfícies (uma vez mais!).

Como referi aqui foi quase tudo encerrado, mas o governo vai dar apoios! Em Portugal foi usada a palavra quarentena, mas nada foi fechado a nível de restauração, quem está a fechar é por conta própria e risco. Coloca-se uma questão importante, este mês era para pagar as contribuições e o que o governo fez foi adiar para setembro, mas e toda a quebra que se irá fazer sentir? Todo o dinheiro que não se ganha porque as pessoas estão em quarentena em casa (pelo menos as que cumprem e as que foram mandadas em teletrabalho), porque o governo não vai também apoiar? Porque não lhe convém!, porque mais uma vez esquecem-se das pequenas empresas (os meus pais que tem um café e vivemos daquilo, como serão estes meses? Não sei e com isso traz ainda mais medo e receio). Nas médias e grandes empresas não há um controlo específico, e sei que algumas mandam pessoas ao acaso sem analisarem caso a caso (sendo que muitas pessoas vão em férias, porque português é português) porque essas sim recebem uma ajuda do governo. Onde esta a justiça e igualdade?

Na semana passada tive a intuição de que devia ir às compras na quinta-feira e até acabei por ir a dois sítios. Na sexta instalou-se o caos, exatamente como Portugal (prateleiras vazias, água, leite, sabonete, álcool, desinfetante e papel higiénico inexistentes). Ontem fui às compras, para aproveitar já que estava nos transportes, ir ao lidl (que me fica mais longe de casa e onde as coisas são relativamente mais baratas (fica a dica)) e continuava esse panorama! Hoje vou tentar ir a outro sítio, porque eu não comprei para ter em stock mas sim à medida que vou precisando. Mais uma vez como toda a pessoa sensata deveria fazer...

Ficar em casa ninguém gosta quando é obrigado, e felizmente esta haver uma corrente enorme de suporte e ninguém esta sozinho (independentemente do país), porque estamos todos no mesmo barco. É uma chapada e despertar para a humanidade, somos todos feitos da mesma matéria e ninguém esta imune. Já houve mais pandemias no passado, a humanidade sofreu muitas perdas mas continuou até ao que conhecemos hoje. Cada um de nós tem que dar o seu melhor para se manter saudável e contrariar esta enxurrada de más vibrações, sentimentos e emoções, e zelar pela sua segurança e a dos outros, e estarmos agradecidos por continuarmos vivos e principalmente por termos pessoas a "lutar diretamente" com o vírus.

E para finalizar, mesmo depois da quarentena acabar é preciso ter em mente que o vírus irá continuar presente, irão continuar haver pessoas que não foram infetadas porque estiveram em quarentena e podem vir a ser. Ou seja, não é para voltar a vida normal e esquecer todas as medidas de prevenção!!! A quarentena é para prevenir contágios e por consequente prevenir o que esta a acontecer na Itália e Espanha. Irá haver sempre alguém que ainda não foi infetado e a partir daí iremos voltar à mesma bola de neve. Uma pessoa não vai deixar de voltar à sua vida normal, mas convém continuar a tentar evitar multidões e espaços apertados, lavar e desinfetar as mãos, evitar tocar na cara... Temos que ser conscientes e responsáveis! Há inúmeras previsões neste momento, se serão ou não verdade, iremos ver com o tempo, mas se quisermos que a pandemia "se extinga" é preciso ter isto em mente. 

Muitos de nós tinhamos viagens marcadas, falo por mim, que tiveram que ser adiadas por um "tempo indeterminado". E só queremos que esta situação se resolva para voltarmos a sentir-nos vivos.

Não esta a ser fácil neste momento para mim, sei que irá piorar assim que começar a minha "quarentena". É novamente aquela guerra entre titans, o meu positivismo e esperança de que irá passar e é só mais umas semanas até voltar a estar com ele e depois mais umas quantas até voltar para Portugal, contra a sensação de sufoco e insegurança que quer acabar num ataque de pânico. Óbvio que gostava de arrumar toda a minha tralha e correr para Portugal, mas não é possível e só restam as chamadas, as mensagens numa tentativa de aconchegar a minha pessoa. 

08
Mar20

O que é ser mulher?

alma de bii yue

Há meses que tenho esta reflexão nos rascunhos a espera de ser publicar e com a campanha da atriz Cynthia Nixon e com o dia da mulher, chegou o dia. 

Vulnerabilidade, um alvo nas costas ... há sempre julgamentos, palavras a terem que ser ditas, conversas não correspondidas.

Ser do sexo feminino é ter que crescer e ser sujeita a realidade da sociedade, pedir justiça por igualdade que tente a demorar, fugir aos estereótipos enraizados. É ter uma voz que é silenciada, é ter uma opinião que é controversa, é ter uma imagem que é poderosa mas inferiorizada. Se não ligarmos a diferenças de sexo e género, somos um ser humano. 

Uma mulher passa por dificuldades só por ter mamas e uma vagina. Uma mulher tem medo de andar sozinha em certos locais, uma mulher tem medo de dizer que não e a sua opinião sincera, uma mulher tem medo de usar certa roupa para evitar comentários desnecessários. Este medo é provocado mariotariamente pelo sexo masculino, porque é assim a sociedade hoje em dia. Começa haver mudança, mas ainda será um longo caminho pela frente...

Toda a mulher já passou por alguma experiência. O nosso mundo é abalado. Começamos a pensar seriamente nas decisões tomadas e palavras a serem ditas, queremos reagir e assumir o controlo, mas o medo muitas vezes impede. Ficamos caladas, a gritar connosco próprias, a pensar o quão parvas fomos e que deveríamos ter agido de outra maneira. 

Não é só o outro sexo que têm que mudar, o sexo feminino também têm. Infelizmente, algumas opiniões partem também de pessoas no mesmo sexo que o nosso. Deveria haver união e não desunião. Temos que ganhar coragem e aprender a dizer que não, a responder, a partilhar situações e desabafar. Não estamos sozinhas!

O que "é ser uma mulher?" varia consoante a época, o pais, a mentalidade da sociedade, o grupo social em que se esteja inserida. Em tempos antigos as mulheres eram levadas em conta e tinham um papel importante e não havia tanta discrepância ou diferença entre géneros porque ambos completavam-se, até começarem a ser obrigadas a ser submissas aos homens. Quebrar o ideal de ser uma mulher, ir contra os estereótipos criados, liberdade para sermos nos mesmas sem virmos a ter medo ou pensar duas vezes antes de sair de casa com certa roupa, falar ou agir.

Quem já parou e pensou realmente sobre este tema? O que se pode fazer para provocar uma mudança, por mais pequena que seja? Sinto que é um pouco disto que o vídeo vem chamar a atenção. Apenas queremos liberdade e igualdade, gostaria de também dizer julgamentos, só que esses irão sempre existir, apenas guardem para vocês mesmos porque ninguém veio pedir uma opinião não desejada (e isto serve para ambos os sexos).

Porque para mim ser mulher, é aceitarmo-nos sem os rótulos da sociedade, sentir e viver o nosso poder, voltar as origens dos nossos antepassados, termos a liberdade e igualdade de construir uma carreira ou querer ficar em casa a trabalhar, sair a rua e ser vista como um ser humano que tem sentimentos e que não pediu por nada.

E para vocês, o que representa este assunto?

28
Set19

falta de noção? falta de respeito?

alma de bii yue

Não gosto de colocar rótulos em mim mesma de ser ou não feminista. Devem existir direitos e deveres iguais, porque somos humanos e não deveria existir descriminação. Deve haver respeito e consciência pelo próximo. A culpa é da sociedade, mas também é das pessoas que ainda têm uma mente fechada, não param e olham para compreenderam o porquê de se exigir o acima. 

Fiz voluntariado, onde sei que fiz a diferença em pelos menos alguns seres humanos e isso enche-me o coração de gratidão. Tudo o que lhes dizia é o que acredito,  porque a nossa geração e a deles são as chaves da mudança, as que ainda têm um futuro pela frente.

Vamos a conversa importante. Não estou aqui a dizer que os homens também não sofrem, porque sofrem. Apenas as mulheres são mais bombardeadas todos os dias e calam-se! Se nos calarmos a sociedade não avança, ninguém irá perceber o quão urgente é preciso tomar medidas para prevenir e mudar comportamentos machistas. 

Quantas vezes vamos na rua, a fazer a nossa vida e levamos com piropos nojentos ou não. As pessoas podem apelar que no fundo nós gostamos, mas aqui a questão não é gostar ou não gostar, é a maneira como é expressado! É uma invasão do nosso espaço porque nós não pedimos por nada, independentemente de estar bem ou mal arranjadas, de estar num dia em que nos sintamos e transmitamos mais confiança ou não. Há uma invasão que vai deixar um desconforto e o ser humano tem tendência a guardar isso para si, calar-se e seguir como se nada tivesse acontecido. Há alturas que queremos responder, mas pensamos que não irá fazer diferença, que como somos mais fragéis, a pessoa pode vir atrás e ter consequências piores. São medos gerados por comentários que ninguém pede, porque não existe uma consciência e respeito pelo ser humano, especialmente o sexo feminino. 

Sempre mantive esta opinião para mim e para as sessões de voluntariado, mas houve um acontecimento que me traz aqui, que me faz querer gritar ao mundo "ACORDEM E APRENDAM A RESPEITAR O PRÓXIMO!".

Reconectei-me com a natureza, por isso adoro os meus passeios na praia, a sentir a areia nos pés, o vento com salitro a bater no meu corpo, aproveitar cada sensação e ter uma conversa comigo mesma para me alinhar. É o meu momento a sós, onde estou sozinha com a natureza. Eu parto do sobreposto que quando uma pessoa esta a caminhar sozinha na praia, é porque lhe sabe bem e quer aproveitar esse momento. E isto pode ser na praia ou noutro lugar qualquer em contacto com a natureza. Uma pessoa não quer ser abordada por homens, só porque eles vêm ali uma mulher sozinha e supostamente indefesa a andar sozinha. Se isto acontecesse numa cidade, num espaço fechado enquanto estamos a espera, é completamente normal porque é aquela conversa de circunstância. Se querem falar vão para uma zona que dê para falar com pessoas, não invadir o espaço de quem apenas que aproveitar o seu momento e que acaba por ter que dar meia volta para trás por causa de homens que não sabem respeitar uma mulher. 

Posso estar a levar isto para o extremo, mas esta situação deixou-me extremamente desconfortável. Tive que voltar para trás porque não queria falar, queria estar em silêncio comigo própria, e mais a frente volta a acontecer a mesma situação com outro homem que tentou ser invasivo. Não!, isto não é correto. Isto é falta de noção, é um comportamento a puxar para o machismo só porque vêm uma mulher nova sozinha, que no pensamento deles deveria estar a gritar para virem se intrometer. 

Infelizmente já tive as situações comuns do dia-a-dia dos piropos, aos quais já não me calo. Tenho uma voz para ser ouvida, porque eu não pedi por nada. Nesta, apenas me afastei de forma educada e só queria chegar ao carro e gritar. São situações que não se podem dar importância, mas a verdade é que são situações que nem sequer deveriam acontecer em primeiro lugar, se houvesse respeito e não estas ideias das diferenças entre sexos. 

O ser humano é um alvo, especialmente o sexo feminino. É preciso agir, por isso estou aqui a contar a minha história. Felizmente não é nada grave, porque infelizmente existem demasiados casos desses com consequências terríveis. Quando nascemos somos todos iguais, porque têm que se impor as diferenças de sexo e a medida que crescemos e estas só aumentam e acentuam-se? É realmente necessário exigir uma mudança, sermos a mudança!

Eu poderia ter dito que não desde o início, que era o momento a sós. Não tive a coragem de dizer o não, porque há sempre um receio da resposta do outro lado. É suposto sermos simpáticos assim fomos ensinados, mas esta mentalidade também tem que ser mudada. Foi a primeira vez que me aconteceu uma situação destas, é completamente natural não saber como agir corretamente e só no final é que nos apercebemos que deveriamos ter tomado outra atitude. Aprendi a minha lição, tenho que ganhar a coragem de dizer que não. 

Time Flys Away ☽ ☾

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biiyue, sou uma adulta a descobrir como viver a vida.
uso as palavras e imagens para me expressar. a jornada de desenvolvimento e cura pessoal é o que me faz lutar para descobrir do que mais sou capaz.
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