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because your smile make me live ♥

so strong, so broken

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30
Set16

Problemas de pessoas poupadas

bii yue

Sempre fui ensinada a ser uma rapariga poupada, é um ensinamento que levo para a vida.

Mas para que é que estou mesmo a poupar? Quero convencer-me que é para alguma emergência, aquele concerto que espero à anos ou para quando for independente e tiver trabalho e precisar de um fundo para algo. Só que pelo que vejo da sociedade, assim que se arranja emprego nunca mais vai haver tempo para viver e a poupança vai continuar na gaveta até se ser velho edepois  já não haver vontade para o gastar. É preciso poupar, mas quando "parar" e decidir se é tempo para gastar, essa é a minha questão.

Vejo as pessoas à minha volta sempre a viajar e, algumas a conseguirem fazê-lo por uma pechincha. Enquanto que eu continuo a sonhar fazê-lo, a espera que a coragem apareça (e o dinheiro seja o suficiente para chegar a tudo). Sentada à frente de um ecrã a roer-me por dentro, a perguntar porque há pessoas com essa sorte e oportunidade de viver mais.

Porque não aproveitar este ano, que me vai obrigar-me a sair da zona de conforto e de re-descoberta, para tentar arriscar um pouco nos meus sonhos

Mas são tantas as questões... Por onde começar? Tenho a coragem? Será que não é preferivel continuar a poupar e esperar mais um tempo, até ter mais segurança em mim mesma?

Sinto a necessidade de saber que estou realmente a viver e não a desperdiçar a liberdade que ainda tenho, não quero continuar a sentir-me a ficar para trás nesta roda viva que o mundo se movimenta. 

Quando o ciúme bate à porta, é dificil ignorar e não sentir pena e raiva de nós próprios. Porque é que outros tem tais oportunidades e, neste caso, eu continuo com a sentir-me como se ainda tivesse algo a prender-me quando lutei tanto para possuir esta liberdade e ter as escolhas à minha frente....

 

09
Fev16

conversas paralelas - praxes

bii yue

   Praxe, esta palavra para muitas pessoas que não sejam desta geração e não estejam por dentro do assunto, esta logo associada a discriminação, humilhação,… e as mortes que ocorreram no meco.

   Provavelmente noutros posts, já devo ter falado um pouco sobre minha experiência, mas nada muito profundo. Como disse num outro post, não tive ninguém próximo que me explicasse como era a vida universitária e muito menos como seria a praxe. Por isso as praxes eram uma coisa que me dava um pouco de receio, era uma atividade desconhecida e tinha aquela ideia (enganosa) de que ia ser rebaixada e obrigada a fazer coisas horrorosas e não poderia dizer que não, senão iria ser ainda pior.

   Entrei para a universidade na 2ºfase, já tinham havido umas 2-3 semanas de aulas, ou seja já tinham havido 2 praxes. No dia em que ia haver praxe, nem estava a contar ir, porque só me avisaram no próprio dia e não estava minimamente preparada, mas como mais algumas pessoas de 2ºfase iam, acabei por ir “arrastada”.

   A universidade de Aveiro tem regras aplicadas à praxe, em conjunto com o Conselho do Salgado que supervisiona, das quais, estas tem que ser fora do campus, praxes sujas só podem ser feitas durante o dia, o dia de praxe é a quarta-feira e pode haver mais umas 2-4 noturnas, não se pode dizer palavrões, …

   Aquela praxe como foi a primeira, foi um choque emocional, que me ficou gravada e lembro-me de tudo o que se passou. Um mundo completamente novo e diferente do que tinha em mente.

   Dirigimo-nos para o local, fizemos o elefante quando estávamos quase a chegar e sentamo-nos. A chamada, um pequeno discurso psicológico dos veteranos sobre o comportamento nas últimas praxes e depois começaram os jogos. A primeira coisa que me mandam fazer foi partir um ovo e limpá-lo com o rabo, fiquei congelada, mas lá acabei por fazer e voltei ao meu lugar, tive mais uns jogos de perguntas, onde punha-se um ovo na cabeça de um colega e se soubesse a resposta carregava-se. Entretanto gerou-se uma confusão e fomos obrigados a sentarmo-nos. Uma lama tinha-se virado contra um veterano com palavras agressivas e empurrando-o e um lodo foi ajudá-la e entretanto foram os dois expulsos da praxe e logo a seguir, praxe psicológica para fazer daquilo uma lição. Passados uns 45 minutos, essa lama e lodo voltam e eram afinal veterano, tinha sido uma praxe revelação. Por ser nova e ter entrado de para-quedas só consegui entender isto umas semanas depois, mas aquilo chocou-me bastante e meteu-me medo no momento da ação e repreensão. Por fim tivemos a tradicional nhanha do nosso curso e fomos para casa sempre acompanhados dos nossos veteranos e mestres. Não foi tão mau como tinha em mente, por isso continuei a ir…

   Sempre quis trajar e fazer parte da comunidade académica e fui até ao fim com as praxes, porém não tenho uma experiência muito boa. Eu era muito tímida, que consegue passar despercebida e assim passava a maior parte do tempo de praxe sentada no meio de mais alguns sem fazer grande coisa, no fim acabava por se tornar um pouco chato. Não quero dizer com isto que a praxe não era divertida, porque era, mas devido ao facto que conseguir passar despercebida não era muitas vezes “chamada”. Sempre houve jogos e outras atividades, principalmente de integração. Tivemos o batizado, pelos nossos patrões/patroas, o tempo passou e chegou o desfile de enterro e foi outra experiência incrível, não tenho muitas palavras para descrever porque é mais a adrenalina de se sentir que propriamente emoções. É uma memória de um ritual de passagem que fica.

   Tive uma patroa, mas a nossa relação não foi muito além da praxe, talvez ambas tivemos um pouco de culpa nisso, mas pronto. Por isso quando finalmente chegou o meu ano de praxar, tentei fazer as coisas um pouco diferentes do ano em que fui praxada, tentar fazer a diferença para quem fosse mais despercebido. Durante as praxes se via alguém mais despercebido, eu mais o meu grupo de amigos íamos ter com essas pessoas e mandávamo-los fazer alguns jogos para se entreterem, e não terem que passar pela mesma experiência que eu. Durante a praxe existe uma hierarquia, mas fora delas somos todos iguais, não há distinções apenas ainda mais convívio! Tive a sorte de ter tido um pedido para ser patroa de uma lama fantástica e prometi a mim mesma que não ia deixar que a nossa relação fosse como a que tive com a minha patroa. Foi um orgulho ter sido escolhido pela minha pedaça do coração, poder batizá-la e poder batizá-la novamente no desfile do enterro. É a minha boneca que me faz ter orgulho nela, na academia que somos todos nós, na vida académica e nos ensinamentos que provém do convívio entre os mais novos e mais velhos. Saber que conseguimos passar isso aos alunos do 1º ano e eles dizerem que afinal a praxe não é má, é divertida e mais uma oportunidade de conviver e conhecer melhor as pessoas do curso, acho que isso é o mais importante! Praxe não é só sujar, humilhar, … vai muito mais além disso, para o convívio, experiências, conhecimento de nós próprios e saber viver a vida académica.

   Conheço pessoas que optaram por não fazer praxe, mas não é por isso que foram excluídas ou coisa parecida porque a vida académica vai para além destas ideias. O convívio e as relações com as pessoas foi igual! Iam na mesma aos jantares de cursos, saídas depois das praxes, …

   Tenho amigos noutras universidades e faculdades e as tradições de praxe e como esta se desenrola maneira varia de sitio para sitio, porque como disse acima cada universidade/faculdade tem as suas tradições e a sua maneira de gerir a praxe. É pena esta tradição antiga, provavelmente, ir extinguir-se nos próximos anos porque para mim é um convívio com diversão, é poder passar o que ensinaram aos novos alunos e poder integrá-los nos melhores anos das suas vidas.

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22
Nov15

conversas paralelas

bii yue

   Numa conversa, duas pessoas começam a argumentar que não percebem como é que os alunos conseguem tirar notas tão baixas sendo as perguntas dos exames sempre as mesmas num caso e sendo exercícios praticamente iguais ao que foram feitos nas aulas no outro caso. Há que salientar o facto que são excelentes alunos, com boas médias e que conseguem lidar bem com qualquer tipo de situação que apareça e organizarem-se bem. Pessoas, que geralmente são assim, conseguem habituar-se bem a novas situações facilmente e o período de mudança por que os seus cérebros e corpo passam é consideravelmente mais curto.

   A maioria das outras pessoas não é assim, eu inclusive. Vir para o ensino superior é uma mudança enorme a todos os níveis. Primeiro o nível de exigência é superior e até conseguir encontrar o próprio ritmo nos estudos é o mais difícil. É verdade que as coisas até podem ser iguais e fáceis mas ter um ritmo de estudo contínuo é complicado, gerir o stress e pressão que nos estão sobre os ombros dificulta ainda mais esse processo. Segundo é o nível pessoal, muitos estudantes vão para cidade diferentes, longe dos pais e essa liberdade pessoal tem bastante influência na maneira como se vai levar a vida no ensino superior. Terceiro a forma como estas duas primeiras afetam o nosso sistema psicológico e a maneira como reagimos a isso, é um fator que vai variar de pessoas para pessoa. Por esta razão não se pode fazer comparações e simplesmente generalizar o problema como é mais fácil fazer.

   Eu por exemplo, não lido bem com stress e pressão, e normalmente os meus testes/exames, trabalhos são todos na mesma altura e, mesmo que comece a estudar e a preparar as coisas com antecedência, na altura em que tudo esta a ocorrer é extramente difícil mudar o meu cérebro automaticamente de um assunto para o outro. E assim conseguir ter diferentes caixas para abrir e fechar. Não consigo ser assim por mais que me esforce e saber que estou a dar o meu melhor.

   Apeteceu-me responder, mas não vale a pena argumentar com pessoas que estão habituadas e conseguem abrir e fechar tão bem essas caixas, isso é ótimo para vocês, mas o que não é bonito é menosprezar os que não conseguem e depois dizer que não entendem porque nunca vão se conseguir por no lugar dessas pessoas porque temos que admitir o mundo é mais facilitado algumas vezes, para quem tem essas habilidades. Não estou a dizer que não se esforcem mas de certeza que não passam por tanto como pessoas como eu e muitas outras e se sentem completamente arrasados quando os esforços não são recompensados e ainda tem que ouvi-los a ser superiores.

 

 

 

07
Ago15

Concursos de Beleza

bii yue

        Concursos de beleza estão a surgir cada vez mais por Portugal, uma fábrica de fazer dinheiro para quem os idealiza, uma maneira de entrar no mundo da moda e ser conhecida para quem participa. Mas será que são todos assim, tão certos e tão perfeitos?

         Por curiosidade decidi participar, inscrevi-me pelo facebook e umas horas depois recebi um mail com a especificação do concurso (como iria decorrer a avaliação, local de casting, prémios, itinerário, parcerias, júris). Os prémios até eram tentadores e as atividades também, porém tinha um senão! Quem passasse a segunda fase tinha que pagar uma quantia para ter direito as sessões fotográficas do programa, as aulas e as atividades. O que pediram é um absurdo, um roubo! Por aquele preço uma pessoa pode muito bem pagar a um fotógrafo e ter mais temas de sessão do que as que este concurso teve. As aulas e as atividades também requerem algum dinheiro, mas estamos em crise. O mais incrível é que eles pediam a tal quantia independente se se passasse a meia-final ou não, ou seja até a meia-final havia uma sessão, algumas aulas e atividades e depois da meia-final havia igual.

         Passei a segunda fase e tinha intenção de ir ao casting, infelizmente não consegui ir, mas se tivesse ido nunca iria pagar o que eles pediam. Não é fácil entrar no mundo da moda, mas para roubos já chegam a agências que para se fazer um book pedem no mínimo 500€.

         Pelo que vi passaram à primeira fase quase 80 pessoas, as que aparecem no casting deve ter sido menos de metade e as que passaram foram mais ou menos 15 pessoas. Como é óbvio a maior parte das candidatas nem se designou a aparecer devido a quantia que eles obrigavam a pagar logo na hora.

         Não sei se os outros concursos pelo resto do país são assim, mas se forem é só mais uma forma de arranjarem dinheiro e “iludir” quem tem o sonho de fazer parte do mundo da moda.  Não estou a dizer a ninguém para não tentar, apenas que tenham atenção e pensem bem se o dinheiro que eles pedem compensam o que eles oferecem no concurso.

Nunca desistam e nunca deixem de sonhar!

08
Out13

uma opinião sobre ...

bii yue

Na quinta-feira passada aconteceu-me uma situação que me fez pensar sobre esta nova geração de adolescentes que esta para vir.

Ia muito bem a passar atrás de uma paragem de autocarros e vejo um rapaz (com o tal chamado “swag”, devia ser do 9º ano) a vir na minha direção de costas por estar a fugir de uma rapariga. Simplesmente o empurrei para a frente para não chocar contra mim e disse “tem cuidado oh puto” e continuei muito bem o meu caminho e oiço depois o grupo a dizer “ouviste o que aquela gaja disse” mas naquele tom de a gozar com o rapaz. Não foi esta situação que me perturbou porque é uma coisa perfeitamente normal, no meu tempo aconteciam as mesmas coisas.

Esta geração deixa-me desiludida, esta sem rumo, quase que diria perdida mas estou com esperança que com a idade venha a maturidade, a responsabilidade, o senso comum. Não vou generalizar, mas pelo que vê e se ouve há muitos que em casa não levam a educação adequada e não são as escolas que vão conseguir fazê-lo com as condições que o governo anda a impor-lhes. As escolas tentam mas os professores são humanos, não deuses e existem situações em que não há muito que se possa fazer. Porém não é essa a questão, é esta geração achar e pensar que já conhecem o mundo, que podem mandar nele, acharem-se superiores aos que não tem o “swag”. O que conhecem do mundo não é nada, são ainda uns “bebés” a tentarem já pensar como gente e acredito que se aparecessem certas situações em que não vissem nenhuma solução iam sentir-se impotentes, com o seu estilo e a sua maneira de agir a valer de nada. Os rapazes sem respeito pelas raparigas, as raparigas a vestirem-se só para as fotos, onde irá parar esta geração?

A situação do país também não ajuda porque os que têm “swag” tem que ter roupas de uma determinada marca para serem aceites na sua sociedade e os que não têm dinheiro? São postos de lado por se vestirem normalmente. Eu não conheço nenhuma situação mas tenho quase a certeza que devem existir pré-adolescentes que são vítimas desta nova moda e mentalidade e são obrigadas a ficar de parte porque os pais vivem em dificuldades, são obrigados a ver a quem antes chamavam amigos afastarem-se por agora estes serem aceites e eles não.

Não sou contra as novas modas, só estou a expressar a minha opinião. Há modas inofensivas mas há outras que afetam os que estam em redor e esta se calhar é uma dessas. Aos olhos destes o mundo é tão colorido e bonito e são os maiores mas são apenas crianças quem precisam de crescer e compreender que a vida custa a viver neste mundo.

03
Dez12

breath

bii yue

Sinto falta de coisas que não pensei que viesse a sentir, mas não do mais "importante" que seria de esperar. 

Apetece-me deixar-me levar pela corrente mas depois penso que é isto que eu quero e não posso desistir agora ao inicio quando ainda nem sequer estou a dar a matéria que gosto.

Se pudesse deixava-me dormir por dias, sem querer acordar, descansar profundamente. O meu corpo move-se já quase só pela rotina, a minha energia, a minha alegria é como se se tivesse deixado ir pelo cansaço e stress. Noto que começei a fechar-me sobre mim própria uma vez mais, não é que eu queira mas é como uma concha que me protege das agressões de lá de fora.

"Há que pensar postivo", blá, blá, blá, sim eu tenho coisas positivas mas e daí, eu vou abaixo. Tenho-me aguentado este tempo todo e estou feliz por isso, mas estou esgotada para ter aquela chama para tentar continuar. 

Se a partida já sei que não consigo safar-me agora porque estar a remar contra a maré, só para me sentir mais embaixo. São tantas preocupações na minha cabeça que é frustrante não conseguir manter o foco e perder-me pelo cansaço físico e mental.

 

31
Ago12

Um lugar para ficar

bii yue

Quero um canto pequeno e escuro para me esconder, para não ter que encarar a realidade e todas as dúvidas que me rodeiam, quero poder adormecer sem estar a pensar "como irá ser?", quero acreditar que independentemente do que acontecer vou-me aguentar perante as dificuldades.
Queria poder esquecer por umas boas horas, abstrair-me, esquecer quem sou, o que quero, o que os outros querem só para conseguir descansar um pouco que fosse.
Eu tenho o meu porto seguro, onde me posso apoiar, onde posso rir e chorar mas não 24 horas por dia.
As noites custam a passar, os medos e dúvidas atropelam-se uns aos outros e eu só quero um canto para ficar.

 

11
Fev12

não é um conto de fadas

bii yue

Quando era criança sempre sonhei ter uma vida como a dos filmes, novelas, séries e livros. Desejava sentir o que as personagens sentiam, ter aqueles dramas, aquelas felicidades, aqueles momentos a sós, aquelas amizade e amores, aqueles desfechos, enfim aquelas histórias de vida. Ser a personagem principal que passava por tanta emoção e aventura acabando no fim por sair sempre bem e ter tudo o que mais desejava como recompensa pelas situações más que passou e ter conseguido superado os problemas. Ainda hoje, às vezes, sinto isso e gostava de voltar a sentir o que essa criança sentia sem a mínima idéia de como iria ser à sua própria história.Quando estou a ver ou ler algo deixo-me levar pela história, imaginar como se fosse eu naquela personagem mas aprisionada à realidade. É apenas um desvio rápido da minha própria história, a que em certos momentos parece igual à dos filmes mas mais dura e aí fico a repreender-me por ter desejado sentir e viver aqueles momentos quando era mais nova. “A realidade é bem mais dura”, “A vida não é um mar de rosas.” perdi a conta a quantas vezes ouvi isto em criança, mas era inocente e ingénua não ligando para o que me diziam e continuando colada ao mundo que sonhava. A inocência começou a perder-se e a minha própria história começou a ser escrita pelos meus dramas, alegrias, amizades, erros e solidão. Ao contrário das histórias nunca me consegui encaixar totalmente, andava sempre à procura do “lugar” ideal onde me sentisse eu própria e não tivesse que estar submissa à vontade dos demais. Quando o encontrei não tive noção, era bom demais para ser verdade e como em todas as boas histórias a personagem principal comete erros mas no final parece não ter que lidar com eles, pois na realidade têm-se. É passado apenas tem que se lidar com ele e aos poucos as coisas acabam por se enfiar em gavetas até a próxima, mas ele esta sempre à espera de uma oportunidade para aparecer e deitar todo esse trabalho abaixo. O presente é o mais importante, aquele dia em que estou a viver a minha história, onde encontrei o meu lugar e onde já não estou sozinha. Já era bom final para a minha história, mas ela ainda não acabou e continua. Nem tudo é perfeito, tem que haver um equilíbrio, pelo que parece, porque para haver aqueles momentos de felicidade tem depois que haver aqueles que mexem por mais que se tente ser indiferente. Pode ser surprestição ou apenas uma mera coincidência mas várias cenas de vários filmes já foram realidade, arrependimentos, choros, euforias, alegrias e quem me dera não ter sonhado acordado com algumas delas. Não é um conto de fadas, é um desafio para demonstrar de que somos feitos.

 

09
Jan12

Leva-me

bii yue

Leva-me daqui para deixar de viver cada dia com as esperanças no limite. Para deixar de sentir todos os medos do futuro que tentei ignorar mas que estão mais próximos ao passar mais um dia. Como pesadelos intermináveis que continuam após o acordar e são retornados à noite gritando em silêncio para "acordar". O inconsciente brinca com a realidade somando-a aos medos vezes sem parar tornando o caminho para a escuridão mais curto. Uma mini auto-estrada para as masmorras húmidas e abandonadas, onde o sol brilha mas não chega aos cantos mais afastados para os secar.

Uma pausa do mundo, dos pensamentos, dos sentimentos não é pedir muito mas é como se fosse um erro. Um julgamento por ir contra as normas do dia a dia lutando constantemente por ignorar e seguir em frente vivendo cada dia de cada vez. A mesma "lengalenga" de todos os dias mas que não pode ser esquecida por mais que as circunstâncias assim o desejem.

Quantas lágrimas já caíram ao chão por revolta e frustração e de não conseguir impedir isso porque no final de contas é o pagamento pelos erros dos outros, que agora já é tarde demais para voltar no tempo. Como é possível encontrar mais forças para seguir em frente se as coisas que estam para trás dificultam o caminho... Cada lágrima leva consigo um bocado desses sentimentos, mas como uma fonte inesgotável é um peso sobre os ombros contínuo fazendo vacilar pelos caminhos mais tenebrosos.

Leva-me daqui, é quando estou contigo que a minha mente tem descanso porque às vezes querer esquecer não é para fugir mas sim para um descanso temporário da realidade.

 

18
Dez11

querido diário...

bii yue

São 17 anos para engolir todos os dias, por uma cara de “está tudo bem comigo, não precisam de sequer notar os sinais”, quero acreditar que é só mais um ano. Já não sei no que acreditar, o que será daqui a um ano, mas aprendi a viver um dia de cada vez, é a melhor solução para não dar em louca.

Porque eu acredito que superamos, como a última peça encaixa no puzzle, a razão de uma história...

 

"À fraca luz do candeeiro, com a chuva persistente a bater no telhado cria-se a harmonia para surgirem pensamentos "indesejados".

(...)

Vazio.

Uma paisagem à preto e branco que passou a ser colorida.

<<"É uma parte com a que terás que conviver" uma aprendizagem contínua, um esforço para melhorar um pouco todos os dias e não desistir quando tais palavras se fazem sentir.>>

Não há razão para ter medo das sombras porque em algum lugar próximo, alguém tem a nossa luz.

Saudades quando não está, daquele sorriso, daquele olhar, daquele toque. O mundo à volta desvanece-se, há mais cor, mais alegria, mais força para continuar a viver mais um dia. Mas ele não está, apenas em pensamento. Sinto a falta da sensação de estar nos seus braços a desejar que pudesse ser assim o tempo todo.

(...)

A realidade é dura, porém há que ter coragem para saber e conseguir lidar com pensamentos, emoções e ações. Se determinada coisa acontece é por alguma razão e no fim estará uma lição de vida. É só mais uma para se ter em conta e continuar a jornada de queixo levantado e um sorriso, nem tudo na vida é mau e há sempre razões para sorrir de felicidade."

 

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