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because your smile make me live ♥

forceful, trust, connected & discovering the wonders of the universe ✨

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23
Mai20

és tu vida social?!

alma de bii yue

Ter ficado sozinha comigo mesma não foi fácil, mas era necessário, porque foi o começo de lidar com o que mete medo. Sou uma pessoa de hábitos e rotinas e acabei por me habituar a estar no meu mundo. Esta vida após quarentena é um reajuste, mas sabe a vida voltar a ter vida para além de 4 paredes.

Aos poucos a retornar a vida real, trabalhar e socializar. Após tanto tempo a conservar a minha energia e estar no meu cantinho, o cansaço e exaustão são mais sentidos. Passar de um sedentarismo para o ritmo usual, mas que a maioria de nós foi obrigada a deixar de ter. Caminhar, estar em pé, sentar, estar em pé, sentar, caminhar. O meu corpo sofreu e esta a sofrer. Nunca pensei que tivesse ficado tão sedentária! Fadiga, lesões antigas que voltaram devido a ter passado de 8 a 80, falta de tempo.

Estar entre pessoas aquece a solidão, retomar ao ponto onde tudo foi obrigado a parar, descobrir mais sobre as pessoas. Convívio em formas alternativas, em espaços abertos e os parques nunca foram tão valorizados, picnics acompanhados de cartas, uma cerveja belga para acabar um belo dia de calor. Verdades camufladas reveladas porque as sicronicidades são singulares. Como sabe bem ter a liberdade de ser quem sou, não pensar duas vezes antes de dizer algo ou agir de certa maneira. Exige vunerabilidade, estar receptiva às energias e ao momento. 

É uma versão meia distorcida da realidade que conheciamos, mas continua a ser boa. A diferença é que exige mais cuidados e um repensar bem repensado de certos hábitos e costumes.

17
Mai20

A saudade voltou

alma de bii yue

Passou-se uma quarentena, de volta ao trabalho mas ainda com alguns dias em tele-trabalho. Um novo projeto, uma nova rotina, novos hábitos para ficar, uma nova realidade, um novo mundo sem ter deixado de ser o mesmo

Aquela saudade tornou-se excruciante. O sentimento piorou drasticamente. Os dias são penosos, as noites voltaram a tornar-se longas e solitárias.

Todo um entusiasmo para criar um vision board sabendo que erasmus iria acontecer. Aventuras que irão ficar na minha imaginação até surgir outra oportunidade de voltar à europa sem uma crise pelo meio. Digo e minto à mim própria que há que ajustar ao momento que se vive, e aproveitar o que der para aproveitar. Mas a verdade é que já não é o mesmo, deixou de fazer sentido por todos os planos e desejos que tenho.

Muita tranformação a acontecer. Muitos pensamentos a ir e vir. Muitas emoções ao vir ao de cima.

O meu coração quer voltar ao que lhe é conhecido e confortável. A minha razão sabe que o importante e paupável é continuar. E quem vive entre estes confrontos é o meu corpo. 

03
Mai20

10 Coisas que aprendi com este Isolamento Social

alma de bii yue

A nala lançou este desafio e achei tão engraçado, mas também me obrigou a pensar sobre estes 47 dias de quarentena obrigatória. 

  • Aprendi a apreciar ainda mais o silêncio e o sossego e tomar consciência do quanto preciso deles na minha vida.
  • Acordar com o sol é vida e só me faz ter noção do quão é importante na minha vida. Tenho a sorte de ter o quarto voltado para nascente e poder desfrutar dele durante toda a manhã. Nos dias que não aparece, o meu mood fica mais apático e melancólico. 
  • Sou capaz de estar sozinha e comigo mesma. 
  • Aprendi a ouvir-me verdadeiramente, tanto a nível físico, como a nível psicológico e espiritual. Há dias que não são fáceis, surgem perguntas e insights do nada, crises existênciais, mas estou a trabalhar para ir encontrar o equilíbrio.
  • Sinto falta do contacto social, de ir trabalhar e conviver com pessoas. Sinto falta dos abraços, dos carinhos, do amor dele.
  • Ter saúde e saber que as pessoas com quem nos importamos também estão, é um alívio.
  • Criatividade e procrastinação andam de mãos dadas e é um linha muito ténue entre as duas.
  • Sentir o ar fresco ao final do dia é uma sensação de conforto e faz-me apreciar ainda mais as pequenas coisas.
  • Ainda bem que existe a tecnologia e as pessoas uniram-se bastante neste tempo de isolamento social.
  • Self-care, permitir termos tempo para nós mesmos e fazer o que nos alegra a alma, é necessário e importante. A sensação que provém daí é o que ajuda a tolerar o dia-a-dia.

21
Abr20

Quando ciclos estão a chegar ao fim

alma de bii yue

Tomei consciência que a minha alma esta a pedir luto.

É muita emoção que o meu coração carrega. Numa roda de ganhos e lutos, fez-se o clique e tudo isto veio ao de cima, o lado sombra veio abraçar-me, parei para pensar no porquê de estar a sentir-me tão pesada... Tristeza, medo, nostalgia, saudade, frustração, concretização, orgulho, tranformação, despertar, amor.

Luto por o programa "este é o momento faz a tua prioridade" ter chegado ao fim. Luto por o programa "conecta-te ao amor" também estar a uma sessão de chegar ao fim. Luto pelas vidas que tive, a de portugal e de bruxelas antes da pandemia. Luto por não ir conseguir concretizar as viagens que tinha planeado e ir sentir-me a falhar. Luto por não me sentir produtiva e ter energia. Luto pela pessoa que era há um ano atrás, quando comecei a jornada de desenvolvimento pessoal, pela pessoa que era no início dos 2 programas. Luto pelas crenças limitadoras que consegui libertar, pelo desapego que fui praticando. Luto pelo tempo de medo e incógnita que estamos a viver. Luto por ter as almas que me fazem vibrar no amor estarem tão longe de mim. Luto pela incerteza do futuro. Luto pela dificuldade de ser adulto. Luto pelas crenças limitadoras e apego que ainda trago. Luto por nem sempre manter a rotina. Luto por haver dias em que estou completamente desconectada, especialmante em algo que sempre desejei desde o início. Luto por deixar-me levar pelas vibrações mais baixas. Luto por complicar o simples. Luto pelo peso que tudo isto traz para o meu corpo e o meu espírito. 

"Este é o momento faz de ti a tua prioridade" acompanhou-me no processo da mudança, já fazia parte da rotina às terças e domingos entrar no zoom e sentir aquele ambiente de partilha. Ajudou-me bastante, já não sou a pessoa que era, deu-me as ferramentas que precisava sempre no tempo certo. Hoje fui ver o caderno e fiquei tão orgulhosa e estupefacta por uma das crenças que tinha escrita já não existir! Desde pequena que sempre me via como uma pessoa de pequenos azares, e a verdade é que hoje em dia continuo a tê-los. Mas já não penso que são azares, são coisas que acontecem por alguma razão externa ou interna a mim. Não sei quando deixei de pensar assim, mas nunca mais tive esse pensamento. E isto é simplesmente lindo. Há muitas outras coisas que fui integrando e ver a evolução é extraordinário. Porque não é um caminho simples, exige trabalho, dedicação e amor. Foram meses, 8 módulos percorridos (espiritual, mental, físico, psicológico) sobre amor próprio, essência, espiritualidade, relações, propósito de vida, transpessoal. Sou imensamente grata pela oportunidade que apareceu à minha frente. 

"Conecta-te ao amor", veio fazer com que olha-se para mim de uma perspetiva externa e mais profunda. E apesar de só ainda ter trabalhado certos assuntos, os outros serão com o tempo, comecei a ver feridas que nem imaginava que tinha (nem tudo é só nosso), comecei a conectar-me verdadeiramente comigo a todos os níveis, comecei a despertar ainda mais como mulher e como ser de luz e sombra. Começar a tirar as camadas e ir ao fundo do que sou e o que trago inconscientemente e involuntariamente comigo e é assustador, é demasiado real, mas também é libertador e as mudanças vão acontecendo sem dar conta. Os nós começam a desfazer-se e  as coisas simplesmente acontecem. 

Sou imensamente grata pelas oportunidades que apareceram à minha frente, não só as que estão a acabar mas também as que estão a começar. É um investimento em mim, que não me arrependo porque trouxe tanta magia e descoberta para a minha vida.

Sentir o negativo é algo que o ser humano automaticamente quer ignorar, mas é tão importante e necessário como com o positivo. Faz parte do ciclo da vida, viveu-se e há que dar espaço e consolo a nós próprios para sentir. É pesado, é duro, é um luto. Estão a começar a fechar-se ciclos, para eventualmente outros se abrirem. Sentir e confiar, ouvir o coração e a intuição.

Mais uma vez tudo se encaixa com uma sintonia preciosa e graciosa. 

16
Abr20

3/1

alma de bii yue

Sicronicidade do universo no seu melhor! Será também um pouco de ironia?

90 dias em bruxelas e 30 dias de quarentena. 

Estou a meio de uma aventura que acabou por ficar estagnada. Os dias são solarentos com a temperatura ideal para ir explorar, mas isso não é mais possível e infelizmente não existe uma data quando poderá voltar a ser. Viagens que ficaram em stand-by, mas continuo com esperança que consiga vir a risca-las da lista. Teletrabalho, ficar dentro de quatro paredes dias e dias à fio. Sair para ir às compras, lavar roupa e passeios rápidos quando não dá para mais conviver comigo mesma tanto tempo no mesmo espaço. Saudades que aumentaram exponencialmente por as viagens terem sido canceladas.

Passou rápido, mas também parece que já é imenso tempo. Sinto-me bem nesta cidade, como se já cá estivesse estado. É algo novo, mas não o é. Tem sido mágico, com sinais, sicronicidades, aprendizagens e ensinamentos. Um despertar poderoso e trabalho contínuo.

E agora vejo-me numa das situações que mais tinha medo, ficar sozinha, isolada. Deparo-me a ocupar o meu tempo com hábitos, pelos quais ganhei imenso gosto praticar, mas também aprendi a respeitar e ouvir o meu corpo e  no fim descansar. Sou obrigada a lidar comigo mesma e ainda estou à procura do equilíbrio. Ir às minhas profundezas, agarrar em toda a força e coragem, todos os ensinamentos e hábitos que mudaram o meu mundo, amparar-me nas expectativas.

É o meio. É preciso paciência. É preciso esperança. É preciso serenidade. É preciso coragem.

27
Mar20

quando começa a custar todas as tuas forças e sanidade mental

alma de bii yue

São 7:30, o despertador toca, abro os olhos e o sol entra põe entre as cortinas. Apenas sinto a necessidade de acordar cedo para aproveitar a manhã, o silêncio e sossego, mesmo com a cidade silenciosa. Talvez seja por causa da rotina que tinha contigo, acordar cedo e aproveitar o nascer do sol. Ou a sensação de conforto do sol entrar e abraçar o quarto, porque acontecia o mesmo nos quartos nas casas partilhadas ao longo dos anos de universidade. 
É uma nova manhã, passou mais uma noite a lutar contra a ansiedade, mais um dia longe da sociedade. As saudades são imensas e fazem o coração ficar cada vez mais pequeno, daí tanta mudança de humor. A incerteza está de mãos dadas com a frustração.

Muitos insights, em diferentes momentos do dia. Tudo vai correr bem, é aguentar, "aproveitar o tempo livre" para depois voltar à rotina, aos poucos, e viver o resto da aventura. Aquela sensação de começa a gastar as coisas, vai com tudo sem medos, porque em breve vais ter que fazer novamente as malas e vai ser uma dor de cabeça levar tudo de volta à Portugal. Nestas alturas vem uma raiva, porque para isso já podia ter voltado mas a empresa mandou-nos ficar com esperanças vagas. E agora conseguir arranjar viagem de volta é com preços de gastar mais do que tenho. É desesperante, frustrante, preocupante e deixa a ansiedade sempre pronta a fazer uma festa (como ontem à noite, que fiquei a querer bater no fundo).

Estamos todos no mesmo barco, o sentimentos é geral para todos nós. Temos os dias bons que passam, mas também temos os dias maus onde só apetece bater com a cabeça na parede. Faz-se planos das primeiras coisas que se vai fazer assim que for possível voltar sair à rua sem restrições, as cidades que ainda se quer visitar. Fala-se da possibilidade de sermos mandados embora e como nos sentimos em realação à isso, a injustiça, a má gestão mas a emrpesa também se agarrou à esperança cega que isto iria passar rápido. Estou sozinha, neste quarto já há 10 dias, mas não estou sozinha. Existem as videochamadas, as chamadas, as mensagens. 

O que me resta é o conforto de ouvir a tua voz, quando tudo começa a desmonerar, e calma que isso me dá.

És o meu porto-seguro, que me faz lembrar de colocar os pés na terra, ter esperança e confiar.

24
Mar20

cuida de ti!

alma de bii yue

Enraizar, conectar profundamente, têm sido as palavras de ordem desde o primeiro dia que fiquei em casa. No entanto, só no domingo é que senti que estava enraizada e conectada, mas também foi quando vieram todas as emoções ao de cima, colocadas a um canto dada toda a situação.

As saudades pesam e tudo em mim grita para voltar para Portugal, porque ao menos tenho o conforto que me falta aqui. Evito pensar que este fim-de-semana ele podia cá estar, ou que nesta quarentena ia voltar a ter aquele mês de dezembro em casa que me soube tão bem. A Bélgica também tem a sua ironia, porque têm estado dias constantes de sol e dias perfeitos para ser turista. Notícias, só sei pelo que me dizem porque decidi desligar para não me sentir a ser puxada para aquele ciclo de ansiedade e sentimentos que me vão levar ao desespero de estar longe de casa. 

A minha rotina tem sido muito centrada em ioga e meditação, enraizar-me e ir mais a fundo neste processo de desenvolvimento pessoal e conectar-me com o verdadeiro eu, dar prazer a mim própria e não podia faltar o netflix & chill. Estou em teletrabalho, mas agora o que não falta é tempo. O que pode ser traiçoeiro, porque a vontade de ficar a fazer absolutamente nada é enorme, mas depois contando os dias que faltam e os que já passaram, é preciso ter algum sentimento de propósito

Não diria que estou bem, o medo e a incerteza estão de mãos dadas, as saudades fazem um nó no coração. Há dias que passam melhores que outros, pelo meio há bastantes mudanças de humor. Uma semana já passou e agora é que vai custar verdadeiramente a passar. Sinto falta da liberdade, de saber que a qualquer momento se podia viajar livremente pelo mundo (porque agora não sabemos quando vamos voltar a estar nos braços um do outro). Ironia do universo, quando acabo por ter toda a liberdade e estar a começar a aproveitá-la, é tirada e volto a estar sozinha, desta vez verdadeiramente no seu significado. Felizmente, já não sou mais aquela pessoa que não era capaz de aguentar a solidão, mas não é por isso que não deixa mais alguma ferida e teima em ir abrir outras que se estavam a curar.

Um dia de cada vez, a cuidar de mim, a tentar estar o mais sã possível, não cair nas presas do despero. Aproveitar o tempo para o que me mantém ocupada e em contacto com universo.

17
Mar20

Perspectivas, quarentena e dois países

alma de bii yue

Estou divida entre dois países, a viver duas realidades. Estou preocupada e não vou negar que tenho medo e sinto-me bastante insegura, especialmente quando tenho que andar de transportes públicos, quando estão cheios, mas não é só por mim mas também por quem tenho em Portugal. A distância já era difícil, mas agora com esta situação de pandemia faz com que se torne ainda mais pesada

Na quinta-feira passada começou-se a sentir a tensão no ar, nos transportes as pessoas começavam a olhar de lado e com desconfiança, no trabalho esperava-se por haver desenvolvimentos visto que o governo belga estava a discutir que medidas iria tomar. Eu sentia-me com medo, desesperada, impotente mas numa tentativa desesperada de manter um pouco de positivismo e esperança. Na sexta-feira acordei e a cidade estava serena, ao contrário da tensão no trabalho com todos à espera do mesmo, uma conferência de imprensa onde se iria decidir que medidas tomar. Isto porque, o governo tinha decretado uma "quarentena" sem usar esse nome, restaurantes, bares e cafés fechados a partir da meia noite até 3 de Abril, apenas farmácias, supermercados e lojas de comida se mantêm abertas e algumas lojas de comércio de proporções maiores. A decisão chegou e a maioria dos trabalhadores vai ficar em teletrabalho, só ira a empresa quem tem que ir para o laboratório e supervisores mas com horários estruturados porque é necessário estar alguém presente. No meu caso, vou trabalhar até meio da semana e depois será de casa. Quando ouvi esta decisão comecei a entrar no ciclo de ansiedade crescente. O que vou fazer mais de 2 semanas fechada numa casa onde não me sinto confortável, onde não tenho o meu gato ou o meu namorado para me consolar, onde a minha família e amigos estão longe... Foi uma péssima altura para ter embarcado nesta aventura de ter largado tudo e ir experimentar uma vida numa país diferente. Mas não sou só eu, todas as outras pessoas de outros países, estamos todos no mesmo barco... 

Foi uma luta entre a ansiedade e a ficar calma e que vou conseguir aguentar, é só mais uma prova. Era suposto ele vir cá no próximo fim-de-semana, daí haver muito mais revolta, tristeza e um abalo enorme a minha positividade e esperança. Preciso tanto de sentir aquele abraço de segurança e neste momento não sei quando irei conseguir tê-lo. A ansiedade só foi crescendo com o terminar do dia, a minha energia estava completamente esgotada e abalada por todas as vibrações e tensões no ar, por todas as notícias e desenvolvimentos crescentes das ultimas horas. Na sexta à noite quando estava a ir para casa, fiquei abismada com a irresponsabilidade das pessoas de estarem todos nos bares para aproveitar porque iam fechar a meia noite (não é só em Portugal!). A minha colega de casa foi uma delas e imaginem a minha cara no sábado quando descubro e só penso "Onde é que ela andou a tocar? Mas ela não tem um pouco de noção, especialmente sendo italiana e saber da situação do seu país?" Por isso agora até dentro da minha própria casa tenho medo e me sinto insegura, o que torna as coisas ainda menos confortáveis e mais difícil de gerir à nivel psicológico. Toda a vez que saio do quarto lá vou eu com o meu desinfetante natural limpar todas as superfícies (uma vez mais!).

Como referi aqui foi quase tudo encerrado, mas o governo vai dar apoios! Em Portugal foi usada a palavra quarentena, mas nada foi fechado a nível de restauração, quem está a fechar é por conta própria e risco. Coloca-se uma questão importante, este mês era para pagar as contribuições e o que o governo fez foi adiar para setembro, mas e toda a quebra que se irá fazer sentir? Todo o dinheiro que não se ganha porque as pessoas estão em quarentena em casa (pelo menos as que cumprem e as que foram mandadas em teletrabalho), porque o governo não vai também apoiar? Porque não lhe convém!, porque mais uma vez esquecem-se das pequenas empresas (os meus pais que tem um café e vivemos daquilo, como serão estes meses? Não sei e com isso traz ainda mais medo e receio). Nas médias e grandes empresas não há um controlo específico, e sei que algumas mandam pessoas ao acaso sem analisarem caso a caso (sendo que muitas pessoas vão em férias, porque português é português) porque essas sim recebem uma ajuda do governo. Onde esta a justiça e igualdade?

Na semana passada tive a intuição de que devia ir às compras na quinta-feira e até acabei por ir a dois sítios. Na sexta instalou-se o caos, exatamente como Portugal (prateleiras vazias, água, leite, sabonete, álcool, desinfetante e papel higiénico inexistentes). Ontem fui às compras, para aproveitar já que estava nos transportes, ir ao lidl (que me fica mais longe de casa e onde as coisas são relativamente mais baratas (fica a dica)) e continuava esse panorama! Hoje vou tentar ir a outro sítio, porque eu não comprei para ter em stock mas sim à medida que vou precisando. Mais uma vez como toda a pessoa sensata deveria fazer...

Ficar em casa ninguém gosta quando é obrigado, e felizmente esta haver uma corrente enorme de suporte e ninguém esta sozinho (independentemente do país), porque estamos todos no mesmo barco. É uma chapada e despertar para a humanidade, somos todos feitos da mesma matéria e ninguém esta imune. Já houve mais pandemias no passado, a humanidade sofreu muitas perdas mas continuou até ao que conhecemos hoje. Cada um de nós tem que dar o seu melhor para se manter saudável e contrariar esta enxurrada de más vibrações, sentimentos e emoções, e zelar pela sua segurança e a dos outros, e estarmos agradecidos por continuarmos vivos e principalmente por termos pessoas a "lutar diretamente" com o vírus.

E para finalizar, mesmo depois da quarentena acabar é preciso ter em mente que o vírus irá continuar presente, irão continuar haver pessoas que não foram infetadas porque estiveram em quarentena e podem vir a ser. Ou seja, não é para voltar a vida normal e esquecer todas as medidas de prevenção!!! A quarentena é para prevenir contágios e por consequente prevenir o que esta a acontecer na Itália e Espanha. Irá haver sempre alguém que ainda não foi infetado e a partir daí iremos voltar à mesma bola de neve. Uma pessoa não vai deixar de voltar à sua vida normal, mas convém continuar a tentar evitar multidões e espaços apertados, lavar e desinfetar as mãos, evitar tocar na cara... Temos que ser conscientes e responsáveis! Há inúmeras previsões neste momento, se serão ou não verdade, iremos ver com o tempo, mas se quisermos que a pandemia "se extinga" é preciso ter isto em mente. 

Muitos de nós tinhamos viagens marcadas, falo por mim, que tiveram que ser adiadas por um "tempo indeterminado". E só queremos que esta situação se resolva para voltarmos a sentir-nos vivos.

Não esta a ser fácil neste momento para mim, sei que irá piorar assim que começar a minha "quarentena". É novamente aquela guerra entre titans, o meu positivismo e esperança de que irá passar e é só mais umas semanas até voltar a estar com ele e depois mais umas quantas até voltar para Portugal, contra a sensação de sufoco e insegurança que quer acabar num ataque de pânico. Óbvio que gostava de arrumar toda a minha tralha e correr para Portugal, mas não é possível e só restam as chamadas, as mensagens numa tentativa de aconchegar a minha pessoa. 

Time Flys Away ☽ ☾

quase, quase ♥

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biiyue, sou uma adulta a descobrir como viver a vida.
uso as palavras e imagens para me expressar. a jornada de desenvolvimento e cura pessoal é o que me faz lutar para descobrir do que mais sou capaz.
vai buscar chá ou café, põe-te confortável
se ressoar, sê bem-vind(o-a) e fica o tempo que precisares 🌟

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