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because your smile make me live ♥

forceful, trust, connected & discovering the wonders of the universe ✨

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10
Nov19

se estou bem? não

escrito por bii yue

Estagnei no tempo.

Deixo os dias passar, a saborear o momento. Deixar o meu corpo e alma envolverem-se na gratidão da vida que tenho neste momento. De ter o que sempre quis.

Com um pé pronto a dar o passo para o desconhecido, enquanto o resto do corpo esta confortável no conhecido.

Não estou preparada, tem sido devagar para assimilar mas o tempo voa e as respostas tardam. Muitos acontecimentos que acabam por não me deixar, a própria mente criou um sistema que me impede de pensar demasiado.

Mas tem sido uma guerra interna. Uma espera que aniquila a minha mente e corpo. Meia perdida da rotina. Desligada do mundo, com a necessidade de estar comigo própria. Para digerir as emoções e sentimentos, resolver conflitos internos que têm vindo ao de cima, realizações da realidade e a forma brusca que isso me têm afetado. 

É verdade que guardo muito para mim, é assim a personalidade, o meu coração mole põe um sorriso na minha cara e fica lá para quem precisar. Quando isso não acontece e tenho a necessidade de recarregar, surge uma transparência que é mal interpretada. Egoísmo, ego, isolamento?! Dedos apontados, julgamentos que surgem tão facilmente, mas onde reside a vontade de perguntar as razões, os porquês.

Tento aguentar muito por mim própria, mas sei os meus limites, como funcionam estas fases mais negras. Há trabalhos que mais ninguém pode fazer por nós próprios. A lidar comigo própria a um nível mais profundo. Estou a aprender a ouvir a minha intuição, a lidar com mudança do meu mindset e a ajustar-me, a tomar consciência da vastidão e longo caminho que ainda tenho à minha frente. Ferramentas que se vão aprendendo, peças de um puzzle que se vão encaixando, momentos que são necessários. Esta introspeção ainda é um terreno pouco apalpado por mim, há mudança, há consciencialização, uma tendência para nos desligarmos da realidade (especialmente eu que necessito que me chamem à terra de tempos à tempos).  

E isto sem contar com os desafios que se avizinham. Daí esta necessidade de me centralizar, de me ouvir, de me deixar estar, de parar e assimilar toda as ferramentas e aprendizagens dadas. Preciso disto, no campo do corpo, da mente, do espiritual.

Porque não é só dias bons. Não é só estar presente e acabarmos a negligenciarmo-nos. Não é um mar de rosas. Não é termos a mania de estar sempre a puxar pelo nosso limite quando existe a necessidade de parar. E eu paro, mesmo que me ponha neste estado de estagnação, mas é aí que encontro as minha respostas

Cada um têm os seus demónios. Há dias esgotantes, onde falta energia para tudo.

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Acompanha-me pelo instagram, é por lá que passo grande parte do meu tempo.

20
Out19

Projeções

escrito por bii yue

Em certas situações.

A forma como reagimos às outras pessoas, tem haver com a forma como nos sentimos. Agimos por impulso, sem controlo e magoamos os sentimentos da pessoa em quem descarregamos. Não damos contas das consequências, porque é um agir natural ao nosso olhar.

São projeções dos sentimentos e emoções. Tudo aquilo que se reprime, o que se quer ignorar em nós mesmos. Tomar consciência e admitir para nós próprios é complicado. Mas isso nem é o pior. O pior é perceber a causa (sentimentos, vivências) que levam a essas projeções. 

É um trabalho que não acaba, um defeito que desesperadamente se quer mudar, uma conversa com nós mesmo e uma introspeção que se evita. Há sempre algo que se acumula, na grande parte das vezes sem darmos conta. 

Nesta viagem de transformação, um dos pontos chaves é permitimo-nos sentir as emoções. Isto, porque não existe só positivismo, é irreal um ser humano estar sempre bem consigo, com os outros, com o que o rodeia. Existem momentos menos bons, dias maus, alturas em que parece que tudo corre mal e com isto todas as emoções negativas como a tristeza, raiva, frustração, angústia, desgosto, stress, desespero, medo, preocupação, vergonha. Ao permitir-nos sentir e questionar o porquê dessa emoção, processar e deixar o corpo libertar da maneira que desejar é o caminho mais correto para deixarmos a emoção passar e quem sabe alguma lição disso.

Ninguém quer sentir as emoções negativas. A tendência é a ignorá-las, tentar substituir por outras, bloquear automaticamente. Existe uma ideia errada de que não é suposto sentirmo-nos mal porque isso mostra o quão frágil somos, temos que estar sempre com um sorriso na cara, que se pedirmos ajuda vai haver julgamento. A verdade é que não existe mal nenhum nisso, somos feitos de emoções e programados para sentir.

Estou a aprender a deixar-me sentir. Chorar, gritar, dançar, o que for necessário para o meu corpo e alma se ajustarem. A sentir a gratidão, pelo bom e pelo mau, pelas lições, pela vida.

16
Out19

o dia, a noite

escrito por bii yue

Quando a noite cai, é quando a luz começa a ficar escassa. Todos aqueles pensamentos postos de lado pelo positivismo e mindset melhorado tomam o controlo. Como senão houvesse uma barreira a impedir que o medo tomasse conta.

Durante o dia estou bem, existe coragem, segurança e esperança. Tudo faz sentido, apesar da ironia que me têm levado até este ponto. Planos e planos na minha cabeça. Mas a viver um dia de cada vez, a aproveitar o momento. Não pensar demasiado no futuro, deixar-me ir ao sabor dos acontecimentos e ver no que irá dar. Posso passar o dia sozinha, mas sei que quando  terminao sol se põe, tenho alguém que me irá fazer companhia e desvanecer o sentimento de solidão.

Durante a noite, o medo aparece, as inseguranças assumem o controlo. Aquela pessoa do dia desaparece do cenário. Só existem e se's e não sou capaz. Todo o trabalho em redor da minha pessoa deixa de fazer efeito. Não há nada que impeça este lado de tomar conta. A criança indefesa esta de volta, sem ter um ombro onde chorar, um sítio confortável para estar. Nada é colorido, só há cinzentos e pretos. Os monstros voltam, mexem em tudo e fazem as emoções virem ao de cima.

Surge um aperto no peito, a respiração torna-se profunda e incompleta. O corpo treme, as lágrimas surgem no canto do olho. Uma luta na minha mente para não se deixar afundar. Um desespero de me agarrar aquele positivismo que tento construir. Talvez ainda falte aprender sobre o equilíbrio entre os dois, talvez ainda haja imenso trabalho incompleto. 

Talvez sejam só desculpas. Da minha mente para enganar o coração ou do coração para enganar a mente. Sair da zona de conforto, enfrentar medos, conhecer o mundo, com algo certo mas incerto. Continuar na zona de conforto, viver no ideal que sempre quis e construí, com algo incerto mas certo.

É aterrorizador, assustador. Uma decisão de vida que não quero ter que tomar.

10
Out19

10 min de pôr-do-sol

escrito por bii yue

Sinto a necessidade de chorar, de gritar ao mundo. 

Acordei num ritmo lento em comparação ao mundo. O ritual da manhã não fez sentido, senti-me desalinhada e frustrada por não conseguir estar confortável a fazer algo que me deveria deixar plena. 

O dia passou a voltar a estar com pessoas que me alegram o coração, a passar um bom tempo. Mas fez com que precisasse de estar sozinha e conectada com a natureza.

O pôr do sol tem um encanto indescritível, é algo mágico, único e diferente em cada dia que passa. É o universo no seu esplendor e esta a proporcionar-nos um pouco da sua energia e mostrar a beleza que esta a nossa volta, se estivermos dispostos a desacelerar, parar e apreciar. 

Simplesmente fui. Sentir a areia fria nos pés, mas macia. O vento mais frio da noite a entrar pela roupa arrepiando a pele. Sentar-me na areia a olhar para o horizonte com as ondas a rebentar como barulho de fundo. Ver aquelas cores em tons pastel e laranja enquanto o sol vai descendo e escondendo-se. Olhar para trás e ver a lua a subir no céu com tons de azul e roxo. É indescritível, porque é algo que se sente profundamente. Toda aquela beleza, faz-nos sentir pequenos mas gratos por estarmos naquele momento a apreciar e sentir a energia que vai crescendo ao redor. Obriga-nos a parar e refletir. 

A lágrima vem até ao canto do olho, por ser tanta emoção, tanto sentimento acumulado, tanta espera e sem respostas concretas para o futuro. É o confronto entre o positivismo e os medos, as inseguranças, a falta de coragem, o negativismo. É a guerra entre o dia a noite, de como em poucas horas ou minutos o meu ser se transforma. Abraço-me e sinto conforto por me ter a mim mesma, pelo menos. Tem sido uma jornada que me têm ensinado as ferramentas para os desafios que estão a chegar. Sinto-me melhor comigo própria, mas isso não impede que haja dias em que sinta que nada faz sentido, em que tudo corre mal, em que me sinto mal comigo mesma e só existem julgamentos.

Não tenho respostas, não tenho as perguntas certas.

Não tenho nada em concreto, a não ser pensamentos que vão e vêm como as ondas.

14
Set19

a minha essência exposta

escrito por bii yue

Adoro o universo e como as coisas se encaixam. Sinto-me tão grata por tudo o que tem acontecido ultimamente. O quão transformadora, reveladora e incrível tem sido esta viagem. 

E o que é isto tudo que tenho andado a falar? Qual é a razão desta transformação? Sinceramente, ainda nem eu própria sei bem. Ainda estou a descobrir, a aprender e ver onde me encaixo. 

Aquele vazio que sentia que não conseguia preencher, aquele ciclo vicioso de entrar um ritmo e voltar a cair na procrastinação, a história das semanas de pequenos azares sucedidos, foram estes "insignificantes" acontecimentos que me levaram a agir, a ir à procura de algo mais. Eu tentava manter uma atitude positiva, mas era cansativo mentalmente e fisicamente e isso afetava a maneira como era agia com o mundo e as pessoas ao meu redor. 

Comecei a ouvir os podcasts da Filipa Maia que me fizeram parar e reflectir nas verdades ali expostas, agarrei na coragem e comecei o desafio de journaling de 28 dias. Nesse momento começou esta aventura de transformação. Reconectei-me com uma amiga de infância, a qual o meu coração já andava a gritar para falar com ela, e foi maravilhoso descobrir que ela já estava no caminho que eu queria iniciar. Com ela são aquelas conversas mágicas, de sintonia, partilha de experiências lindas e enriquecedoras. Voltei a fazer outro desafio de journaling da Filipa Maia desta vez 30 dias e logo a seguir participei na Masterclass - "Mudar de dentro para fora".

No meio termo, devorei instagram de pessoas que a minha amiga me tinha recomendado e o meu interesse por astronomia aumentou e tenho aprendido imenso. A maneira como os planetas e fases da lua nos influenciam, as energias ao nosso redor, como podemos usá-las ao nosso favor.

Retomei o prazer da leitura, que tinha posto de lado desde que comecei a universidade, com o livro da Rute Caldeira - "Simplifica a tua vida". Tenho devorado cada capítulo, porque é tanto para assimilar que acabo por apenas conseguir focar-me o que me mais toca. E esse toque têm sido enorme, porque não há como ficar indiferente a palavras que nos tocam no coração, mexem com a nossa alma, nos fazem duvidar e reflectir sobre o que pensamos que somos e como o ser humano age. Tenho outros a aguardar para serem lidos, com mais reflexões, aprendizagens e transformações.

Isto levou-me a estar mais presente da pessoa que sou, mais reconectada com a natureza, mais grata por cada dia, por cada aprendizagem, por as pessoas que tenho ao meu redor e me querem bem. Comecei a sentir a necessidade de estar mais ligada à natureza, o meu espiríto dizia para no dia seguinte acordar cedo e ir dar uma caminhada na praia enquanto ainda estava quase deserta. Esse dia foi transformacional e mágico, aquele caminhada onde era apenas o meu corpo a caminhar em frente, a minha mente vazia a saltitar entre pensamentos que iam surgindo. Foi lindo, re-energizante, re-conectante e sinto-me tão grata por ter descoberto este prazer que me faz tão bem ao corpo e alma

Ontem tive a oportunidade de conhecer e abraçar uma pessoa que emana luz e nos faz sentir arco-íris, a Grace Kelly. Foi lindo e mágico ouvir as palavras dela, sentir a energia que transmitia, sentir uma alegria com os ensinamentos partilhados. Foi a apresentação do livro "Alma Feliz" e ela realizou uma mini aula de yoga (a primeira e é uma pratica que vou começar porque foi revitalizante e a minha alma e corpor estavam a precisar). Parecia uma criança sem jeito a conhecer o seu ídolo, mas com tanta gratidão no coração e felicidade na cara

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Por isso sinto-me tão grata por esta transformação, pelo que me levou até ela, por estar a descobrir o meu caminho em sintonia com o meu corpo e espírito, por ter encontrado um caminho que preenche aquele vazio que me esgotou. Ainda tenho imenso para aprender, apenas estou a começar, no entanto certezas não me faltam e vou confiar no universo e as energias que ele emana. 

20
Mai19

dia de cão

escrito por bii yue

O que dizer sobre hoje?

Um dia não.

Um daqueles dias que levamos com as pessoas a piorar o nosso humor, a atrasar a nossa vida, a alterar os nossos planos, a colocar-nos sobre um stress que não existiria se o nosso humor até estivesse normal. 

Um dia que marca, em que ambições são destronadas. Em que não sei o que sentir, como agir, o que é suposto fazer a seguir. Se é suposto chorar, se é suposto gritar, se é suposto tentar quando é um não certo. Continuar em frente ..., os planos também eram definitivos, havia probabilidade de haver um não final e acabava ali. Mas havia sempre aquela esperança, aquela mudança de vida. 

Melhor virá, talvez sim, talvez não, é apenas seguir com vida.

19
Mar19

Qual a minha ambição?

escrito por bii yue

Puseram-me esta questão qual era a minha ambição de quando era mais nova. A verdade é que eu nunca pensei ou sequer conseguia imaginar o meu futuro quando fosse crescida, como o sou agora. Apenas tinha em mente que iria fazer tudo para sair de casa assim que tivesse oportunidade! A maior parte da minha adolescência foi agarrada a essa "ambição", só queria que esse momento chegasse e não conseguia imaginar um depois.

Devido a toda a história, essa era a minha ambição (se assim se pode chamar), porque também nunca fui daquelas pessoas que me imaginava já como adulta, ou sonhava com o casamento e coisas desse género. Serei a única? Se calhar não, mas senti-me como uma pessoa que não tinha ambições que valessem a pena. Afinal vivia para quê? Para que futuro? Quais eram as minhas ambições de vida? 

Neste momento da minha vida, gostava de dizer que tenho ambições e se calhar até tenho, mas levo a vida mais por objectivos. Tenho objectivos finais (a chamada ambição?!) , sei que carreira quero seguir, o que fazer para me fazer sentir que estou a viver a vida e não a desperdiçá-la. Sinto que a palavra ambição é demasiado grande para a minha pessoa, porque habituei-me a definir objectivos e viver mais no presente e não a ficar ansiosa pelo futuro

Se sou uma pessoa ambiciosa? Um pouco, gosto de me surpreender a mim própria, gosto de lutar pelos meus objectivos e sentir aquela realização no final. Qual é a minha ambição? Vai ser o clichê de ser feliz e puder chegar a conclusão que apesar dos obstáculos, consegui viver e ter momentos que ficaram gravados na memória (que me fizeram sorrir, que me fizeram sentir liberdade e independência, que me derretem o coração) e me ajudaram a ser a pessoa adulta que sou hoje e irei continuar a ser...

08
Fev19

um bloco sai do sitio e os outros acabam por cair todos

escrito por bii yue

Quando finalmente podia ficar a dormir até tarde durante os dias de descanso, o meu corpo decidiu que isso não iria acontecer, que iria acordar com ele e não voltar a adormecer. Pensava que ao menos iria conseguir ser bastante produtiva, mas só aconteceu no primeiro dia porque ainda estava com imensa energia e esteve bom tempo para ficar a apreciá-lo. Nos seguintes entrei em modo a morrer aos bocados pelo quarto, a tentar ser minimamente produtiva e fazer o que tinha para fazer. 

E para pôr a cereja no topo do bolo, as hormonas começam a atacar fora de horas e começa a afetar-me mais do me deixo ter noção. E a partir daí tudo começa a descarrilar... Hormonas misturadas com sensibilidade, dores, acne, e infelizmente isso afeta o mental de uma mulher. Parece que me transformo numa outra pessoa, que deixa de ser empatica, que só sabe estar revoltava sem ter razão, mas logo a seguir quer ter uma crise de choro porque sabe que não é ela, mas não se consegue controlar. 

Eu juro que dou o meu melhor a ser compreensiva e tenho noção das coisas, infelizmente sou bastante needy mas habituei-me a tirar do pouco, e esta a acontecer novamente, a pilula a transformar-me numa pessoa que não sou, a levar-me ao limite.

Não gosto de ter discussões, não gosto de ter que ser chamada à terra, especialmente por ser daqueles situações que são acumulações de outros dias, do stress, cansaço e não propriamente da situação em si. Não gosto de sentir que estou a perder o controlo de mim própria. Não gosto de me sentir no limite e não saber para que lado me virar.

01
Fev19

Compreensão

escrito por bii yue

Respira, para por uns segundos e pensa racionalmente.

É um novo capítulo e ambos estão em diferentes fases.

Já aconteceu, mas naquela altura era eu estava que estava no patamar de cima e agora é o contrário. Por esse facto consigo perceber o lado dele, mas por mais que eu tente alinhar no pensamento dada a minha situação no momento é me impossível conseguir fazer planos tão no futuro. Aprendi a viver no presente, porque o meu futuro é tão incerto e inconstante e viver dessa forma só me trazia ansiedade desnecessária. Não preciso de estar a fazer planos a tão grande prazo, a criar medos e inseguranças desnecessárias quando neste momento o presente está atribulado e o meu futuro é um ponto de interrogação.

Continuo a gostar imenso de falar sobre o futuro e estou aberta as opções dele. No entanto tenho os meus próprios objectivos e preferia ficar longe de um sítio que me limita e me faz sentir sufocada. A minha opinião pode mudar, por vir a crescer e criar mais maturidade ou então por ser simplesmente obrigada por circunstâncias da vida e ter que me adaptar. Não é um não, apenas é o que sinto no momento porque estou bem no lugar onde estou, tenho a minha liberdade e independência, tenho locais onde posso ir, descontrair e passar um bom tempo. 

Há alturas em que é um pouco cansativo. Eu percebo completamente o entusiasmo e a necessidade de ter que se fazer planos para o futuro, é um patamar superior, é a vida que me espera e eu tento pôr-me a pensar desse modo... Nem sempre consigo, estou focada em coisas diferentes, a aproveitar enquanto tenho espaço para respirar e viver sem horários.

Mas tal como a minha opinião pode mudar, a dele também poderá mudar. É o futuro, não se pode adivinhar o que irá acontecer, apenas se pode supor e pôr as nossas vontades e forças nisso. Porque o presente é que faz a vida acontecer e pode ser surpreendernos como ser imprevisível. 

26
Jan19

injustiça no mundo acadêmico

escrito por bii yue

Numa questão de minutos toda a minha confiança e valorização pessoal foi arrasada e depois arrastada por um caminho íngreme e rochoso durante vários dias. Talvez por experiência e ter crescido no sentido de conseguir ter um controlo razoável, fui capaz de aguentar o choro até chegar a casa, engolir o orgulho, ficar no meu cantinho com um único desejo de sair daquele gabinete e bater com a porta. Apenas ficar ali sentada a olhar para um vazio das caras dos orientadores, a ser desacreditada a cada palavra dita ao tentar ter alguma defesa própria, a ser chamada de nomes com um palavreado cuidado, a ser rebaixada porque eu não valho ou importo, porque o que é mais importante é os superiores não passarem vergonhas por o trabalho de um estudante que esta a aprender. Nos seus pensamentos, naquele momento, um aluno não esta a aprender, um aluno já sabe tudo, tem que estar tudo impecável e ter o dom de ler os pensamentos e acertar no que querem.

É verdade que me desleixei, especialmente porque fui eu que me diregi a eles e tive tempo suficiente, eu admito que foi uma enorme falha da minha parte. No entanto nada justifica a maneira como fui tratada, ter ultimatos de não me deixarem entregar porque não querem passar vergonhas. Uma apresentação e entrega de documentos que não irá contar para avaliação, que é apenas treino com uma nota insignificante, mas segundo eles existe bastante formalidade envolvida por isso a nota irá ter um peso na etapa final. Isto é mais importante para eles, porque não querem passar vergonhas!, do que para mim, que sou e estudante e só a realizar as coisas é que sou capaz de melhorar as minhas falhas e progredir. O pior é que este tratamento de ser burra e incompetente prolongou-se durante a semana inteira, até chegar ao ponto de ter as palavras que ninguém quer ler, para decidir fazer como quiser... Não posso perder tempo ou dinheiro, prefiro passar mais uma vergonha e levar novamente com comentários duros, porque apesar da situação eu sei o que valho e as minhas capacidades, porque é tudo um processo de aprendizagem!, e no final irei mostrar o meu verdadeiro potencial.

Eu tenho perfeita noção que o meu trabalho não esta perfeito, que desleixei-me quando houve tempo, mas esforcei-me bastante. A orientação que recebi também não foi a melhor, porque é um tema bastante abrangente e cada autor interpreta à sua maneira, tal como os meus orientadores, e só quase no final do prazo é que afunilam o tema quando deveria ter sido desde o início, porque eu perdi-me completamente pelo meio e deu bastante mal resultado. No entanto, dei o meu melhor no tempo disponível e com as minhas competências no momento. É óbvio que quero melhorar e mostrar que não sou nada do que pensam, que sou competente e trabalhadora, especialmente na parte laboratorial e melhorar a parte escrita para ir de acordo a exigência pedida.

Continuo a sentir-me completamente arrasada, a confiança e orgulho que tinha em mim própria foram partidos em pequenos pedaços afiados que à lembrança dos acontecimentos que arranham e abrem ainda mais a ferida. O pensamento que irei ter que lidar com pessoas que pensam terrivelmente mal de mim e provavelmente já nem me querem orientar, mas são obrigados e irão continuar a descarregar as suas frustrações numa pessoa sem qualquer culpa deixa-me completamente assustada e apavorada. Terei que ser corajosa, engolir o orgulho e levantar a cabeça com aquele sorriso tão bem conhecido, que tantos sentimentos e emoções carregada. Porque eu não sou assim, o que mais tenho feito tem sido lutar pelo meu futuro e ser a melhor pessoas que consigo ser, ao estar a querer desenvolver as minhas capacidades e continuar a e evoluir com o que o dia-a-dia e o destino me reservam. No entanto, nunca me senti tão desamparada e a temer pelo meu futuro!

Aventura de uma vida ♥

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