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because your smile make me live ♥

forceful, trust, connected & discovering the wonders of the universe ✨

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15
Nov19

Desafio dos pássaros #10 - Já chegamos? Já chegamos?

escrito por bii yue

O avião estava lotado, o barulho dos motores era ensurdecedor. As crianças a bordo só sabiam dar gritinhos e estar constantemente a perguntar "Já chegamos? Já chegamos?". Apesar do lugar dela ser em cima da asa, tinha tido a sorte de estar no lugar à janela. Coloca a música no volume máximo para abafar aquele caos de sons à sua volta, e fica a deslumbrar a paisagem pela pequena janela. Tinham levantado voo a pouco tempo, mas já se começavam a formar cristais na parte inferior da janela e o frio da altitude começava a criar arrepios no corpo. Aconchega-se no seu lugar, cobre-se melhor com o casaco peludo ao xadrez. O seu olhar fica vidrado nas nuvens que estavam abaixo, pareciam algodão doce, nos tons de azul e rosa que se misturavam, no rasto que outros aviões iam deixando naquele céu tão limpo e iluminado. A sua mente vagueia por toda a mudança que esta prestes a acontecer, a saudade já aperta no coração, sente-se tão pequena e sozinha, a lágrima começa a escorregar no canto do olho. Mas ela tenta focar-se nas memórias que lhe enchem o coração de alegria e excitação.

Dias longos de verão, o calor fazia-se sentir e sem uma casa vazia para estar, o lugar escolhido era sempre o rio. Onde se conseguia ter um pouco de aragem fresca e sombra. Outra coisa presente, era a excitação e procura constante de prazer. As conversas intensas, os toques a provocar.

Ela com o calor tirava sempre a pouca roupa que tinha e acabava a fazer nudismo.Ele não se continha. O olhar prazeroso, passava a mãos descobrirem uma vez mais, cada centímetro daquele corpo nu. Beijos intensos e sofrêgos. Em segundos ele também já estava nu e avantajado. Uma toalha servia como colchão, um terreno a descer, pedras e paus que magoavam como pregos o corpo, que com o tempo e posições deixavam marcas e nódoas negras, especialmente nos joelhos. O suor e calor não impediam o sexo intenso, o ritmo ardente que fazia os corpos gemerem por mais, a intensidade dos orgasmos que só a natureza calava. O risco de poder aparecer alguém e ter que estar atento aos sons a redor, que em segundos se desvaneciam com o prazer entre dois corpos sedentos de prazer, só aumentava a adrenalina. 

"Já chegamos? Já chegamos", assim a chamou de volta à realidade.

08
Nov19

Desafio dos pássaros #9 - Acordaste nu, sem te recordar de nada, numa ilha deserta 

escrito por bii yue

O sol abrasador a bater-lhe na pele do seu corpo nu, fez-la acordar. A areia quente debaixo da cara, peito e barriga com um contraste ainda mais quente do sol a bater-lhe nas costas, enquanto que as ondas banhavam as pernas e rabo. Após uns segundos para tomar consciência de onde estava, levanta-se e vai para à sombra das árvores a uns metros de onde se encontrava. Ao seu redor só se via um vasto horizonte de oceano e umas árvores que faziam parte de uma floresta. O seu corpo esta pesado, a sua cabeça pesada, a sua boca seca e a última coisa que se lembra era estar num jantar com o seu namorado e a conviver com outras pessoas, depois disso é um total apagão

Após uns longos minutos a tentar recuperar e não entrar em pânico, decidiu ir até à beira mar e ver se encontrava vestígios na areia. Como tudo o que se via eram as suas próprias pegadas e já que estava nua e sozinha, entrou na água quente do oceano e deixou-se deslumbrar pela beleza do ambiente em que se encontrava. Deixou-se boiar naquela água transparente, sentia as ondas a percorrerem o seu corpo, os peixes nadavam perto de si, o sol a bater-lhe na cara.

O ar era húmido e passados alguns minutos de ter entrado na floresta, o seu corpo já suava e as gotas iam escorrendo sob aquele corpo semi-moreno seco com salitro. Ao avançar pela vegetação começa a ver um quarto improvisado no meio das árvores, com cortinas azuis claras a esvoaçar e uma cama com lençóis brancos amarrotados. Ao aproximar-se repara numa silhueta a esconder-se que reconheceria em qualquer lugar. Ela deita-se na cama e sabendo que esta a ser observada, pela pessoa, que de alguma conseguiu levá-la ao paraíso que sempre sonhou, começa a masturbar-se

Em poucos minutos a silhueta sai das sombras e vai ao encontro dela. As suas mãos percorrem cada curva do corpo suado e excitado, a boca percorre o peito, pescoço acabando em beijos sôfregos. Os corpos tocam-se, trocam sensações, gemidos de prazer e orgasmos. Os olhares encontram-se, as mãos entrelaçam-se, os corpos tocam-se numa sintonia onde só existe o objetivo de dar e receber prazer, um ritmo frenético. Os corpos estão cansados, mas a excitação continua presente. Ela manda um suspiro de felicidade e aconchega-se no corpo nu ao seu lado.

29
Out19

azul e rosa na pele

escrito por bii yue

Esta ideia já andava na minha cabeça há uns meses, só ainda não tinha tido a paciência para meter as mãos na massa. Num fim de semana que fui à casa dos meus pais, lembrei-me de trazer os blocos de aguarela para concretizar a minha ideia. 

Ora bem, a minha ideia final era a tinta ficar bem marcada no corpo e cobrir a pele. Não foi isso que aconteceu, por isso improvisei. Poderia ter tido a paciência para pintar com um pincel, mas quando me vem a inspiração é simplesmente pegar no telemóvel e tripé e fotografar. 

O porquê do mês do outubro, é fácil, é o mês de prevenção do cancro da mama. Uma doença que imensas mulheres sofreram e sofrem, que tem consequências devastadoras no físico e psicológico de uma pessoa. É também o tema da minha tese, daí ter mais significado para mim. Mas para mim, também significa o mês de todas as mulheres, porque é quando os humanos estão mais atentas ao que é postado e há um maior alerta para o tema, vim só aproveitar a oportunidade para me exprimir um pouco mais

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Há quem possa achar que este tipo de fotos é explicito, é mostrar muita pele, é sexual. Mas já se sabe que isso são as más línguas e a pobre visão desta sociedade que não deixa uma mulher mostrar mamilos sem serem censurados, mas para um homem já é totalmente natural. Onde o corpo feminino é sexualizado e reprimido, por se ter um par de mamas, curvas e um rabo. Uma sociedade que impõe regras, que faz as mulheres pensarem bem antes de vestir uma certa roupa para não se sugeitarem a comentários que ninguém pediu, que provoca o medo de andar sozinha e de querer responder mas calar porque já se sabe que ninguém vai ajudar. 

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Eu exponho-me, mas sem medos, sem tabus, sem julgamentos. É apenas a minha pele, o meu corpo a exprimir-se, a minha energia captada numa foto. Representa a liberdade de ser eu mesma, um ser humano com um corpo e uma alma a descobrir-se.

É sobre a liberdade de expressão, a liberdade de um corpo feminino, a liberdade de ser mulher. A liberdade que qualquer ser humano deveria ter, não importa o sexo ou género!

 

18
Out19

Desafio dos passáros #6 - O Amor, uma cabana…e um frigorífico

escrito por bii yue

As folhas batiam umas nas outras com o vento suave que se fazia sentir. Um arco-íris de cores começando nos tons castanhos avermelhados das folhas e acabando nos tons azuis a mudar para rosa pastel do céu. Ainda se sentia um resto de calor de verão no ar trazido pelo vento, apesar da temperatura ter baixado ligeiramente.

Por toda a paciência durante meses, ele decidiu render-se ao romantismo que ela negava, e levou-a passar a noite numa cabana "perdida" no meio de um pinhal junto à praia. Ela estava rendida aquele ambiente e ao gesto de amor que sonhava, mas ignorava. 

Era uma cabana típica por fora, mas por dentro tinha um toque moderno e simples. Enquanto ela ficou cá fora a viver aquele ambiente, ele entra dentro da cabana, acende a lareira e começa a preparar o jantar. O tempo vai passando, o jantar fica pronto e ela não aparece. Ele vai a procura dela, mas não a encontra. Começa a andar na direção na praia e vê um vulto a rodopiar e a admirar o pôr-do-sol. Lentamente vai ter com ela, a sorrir com aquela visão e a pensar que não poderia ter havido melhor surpresa. Ela vê-o, corre para ele e salta-lhe para os braços, beijando-o profundamente. Não eram precisas palavras, ele sabia como ela precisava daquela liberdade de escapar do mundo e ela sabia que apesar de desaparecer, ele iria encontrá-la, desculpá-la e viver aquele momento. 

Sentam-se na areia e entre beijos o clima começa a aquecer. Como sempre, ela já está praticamente sem roupa e pronta para lhe saltar em cima. Ele para-a porque a temperatura começou a baixar bruscamente e tinha preparado todo um ambiente na cabana. Ela lá se veste a resmungar, enquanto ele só se ri e a pica. Chegam à cabana, as roupas vão sendo espalhadas pelo chão por entre troca de beijos sôfregos e toque de corpos. Não há sexo melhor que aquele de momento e direto para a satisfação, especialmente num ambiente novo e confortável.

Saciados, exaustos e com fome vão finalmente jantar, que apesar de já estar frio tinha sido feito com tanto amor. Enquanto ele reaquecia o jantar, ela vai ao frigorifico buscar bebidas frescas, senta-se a admirar aquele eletrodoméstico e suspira em exclamação que era um igual que queria comprar para a casa.

30
Set19

Sexo sem culpa

escrito por bii yue

Há uns dias atrás descobri o movimento #sexosemculpa da adesarrumada pela bla bla bla e não podia estar mais entusiasmada! 

Há temas que tem que ser falados e este é um deles, sem tabus porque todo o ser humano faz sexo, todo o ser humano se masturba, todo o ser humano vê porno. pelo menos uma vez na vida

Quem me conhece sabe a pessoa de mente aberta que sou, não tenho nenhum pudor ou meias medidas a falar deste tema e tudo o que o envolve. Aliás eu até me entusiasmo, porque não entendo a razão de criar tanto tabu e segredo. Descobrir o corpo, masturbação, porno, brinquedos sexuais, sexo é algo que vai surgindo com o crescimento do ser humano e a curiosidade faz querer saber mais. Isto acontece num clique, vai-se ao google, e nesse momento descobre-se um mundo sem limites, onde cada um é livre de se descobrir e decidir o que gosta ou não. 

Porque é que um homem pode falar de sexo sem ter nomes associados, mas uma mulher já é julgada quando os desejos e vontades são as mesmas? A "ideia imposta" é que a mulher seja mais recata e pudica, mas se faz uso da sua voz já é uma javarda que não teve educação. Mas e todas as piadas de sexo que os homens dizem e todos se riem, já não é não ter educação? Dá que pensar, mas muito felizmente esta a acontecer uma evolução da sociedade. As pessoas estão mais abertas a temas mais sensíveis e fazem um esforço para pôr os julgamentos de lado. 

Vamos admitir, todos nós temos aventuras, opiniões, todos nós o fazemos e se quisermos falar disso qual é o mal? É para isso que existe a liberdade de expressão! No secundário encontrei as primeiras pessoas com as quais pode falar sobre masturbação, sexo e brinquedos. Na universidade encontrei um grupo onde conversa sobre sexo era o prato de todos os dias (quem tem amigos gays e a conversa não esta constantemente a fugir para esse campo?), e não há melhor sensação que poder contar experiências sem julgamentos, aliás até se aprende algo novo e a nossa mentalidade e tolerância desenvolvem-se.

Aprovo e quero dar a minha contribuição para este movimento. Porquê haver tanto mistério de volta de um tema que deveria ser falado como outro qualquer, apenas tem que se saber respeitar opiniões e limites de cada indivíduo.

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