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because your smile make me live ♥

forceful, trust, connected & discovering the wonders of the universe ✨

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08
Fev24

A carta de despedida

One Piece - Zoro

alma de bii yue

Zoro One Piece GIF - Zoro One Piece Training GIFs

 

Precisava de eternizar o que não seria capaz de dizer sem as lágrimas caíram, sem ir contra o juramento que tinha jeito, de despedir-me do amor da minha vida.

 

Sentada no aquário a observar o que Ussop, Luffy e Chopper tinham pescado, perco-me no pensamentos e desconecto com a realidade. Felizmente já todos tinham ido para os seus aposentos, eu fiquei para trás com a desculpa de arrumar o espaço e estar com os horários trocados por ter passado as últimas noites de vigia.

Quando não conseguia dormir, era para ali que escapava. Dava-me um sensação de calma e esperança. O meu corpo estava carregado de adrenalina, a minha mente acelerada de emoções e a alma a processar e a preparar-se.

Pego no caderno que trazia sempre comigo e começo a escrever. Quando acabo, limpo as lágrimas e vou respirar o ar da noite. A lua estava cheia, o que me acalmava a minha alma assegurando-me que este era o meu destino, e o meu coração aos poucos ia agarrando-se a todas as memórias que tinha passado no Thousand Sunny.

 

 

Abro a porta do quarto e ele encontrava-se de costas. Tinha acabado de tomar banho, as gotas de água escorriam por aquele corpo musculado, deixando-o ainda mais desejável, como se isso ainda fosse possível. Ele era um sonho materializado na terra.

Quando ele nota a minha presença sorri levemente e vem até ao meu encontro dando-me um beijo suave. Antes que ele escapa-se, agarro-lhe nos cabelos e beijo-o intensamente. As nossas línguas envolvem-se em segundos, o desejo que sentimos nunca diminuiu, só aumentava com cada vez que nos entregávamos um ao outro.

 

Ele tira-me o vestido que vestia, para ficar surpreso por não vestir nada por baixo. O jogo de o provocar e ver a sua reação a tentar manter a postura, era algo que não resistia. Em segundos a sua postura transformava-se em querer-me carnalmente, com um olhar e o sorriso preservo que me deixava logo a escorrer de tesão.

 

A toalha que trazia enrolada no anca, que dava ainda mais enfase-se aquele v caí no chão e o membro não esconde a sua dureza. Ambos queríamos tornar-nos num só. Empurro-o para cama e logo me sento em cima dele. Sinto cada centímetro a preencher-me, enquanto os nossos olhares estão concentrados e perdidos na imensidão um do outro. Puxo-me para ele, passando as minhas unhas pelo tronco e beijando-lhe o pescoço. Sem piedade ele pega-me na ancas e faz com que vá ainda mais fundo e que a minha respiração se comece a tornar ofegante.

Quero senti-lo, mais fundo, com mais força. Os movimentos tornam-se ritmados e profundos, enquanto os nossos beijos nos deixam quase ar.

 

Ele dá uma palmada no rabo e com a outra mão vai passeando pelo corpo, beijando e apalpando os meus seios, até chegar ao meu pescoço e dar a pressão certa fazendo sussurrar o seu nome.

Rodando sobre mim, vai ainda mais fundo, e é impossível controlar aquele grito de sentir-me preenchida. O ritmo só aumenta, as minha unhas vão ficando cravadas pelo tronco e braços. Enquanto ele sem diminuir o ritmo, agarra-me no seio e com a outra mão masturba-me no clítoris que pedia por atenção de tão duro que se encontrava. Movimentos certeiros, gritos e ondas de orgasmos invadem o meu corpo.

 

Sem piedade, ele faz-me ficar de quatro, com o rabo empinando. Era impossível não o provocar naquela posição que me fazia sentir tão carnal e totalmente a disposição dele. As mãos passeiam pela minha vulva tão molhada que escorria, e ele fazia questão de me provocar com movimentos tão simples no clitóris mas que me faziam tremer na onda de adrenalina que ainda percorria o meu corpo. Ele volta a preencher-me, agora analmente, fazendo-me revirar os olhos de prazer. Aqueles centímetros que iam entrando e gradualmente aumentando de ritmo, deixavam-me num estado de êxtase descomunal. A olhar pelo canto do ombro, vejo a cara de sádico e do quão carnal ele também é.

Com os corpos já suados e sem diminuir o ritmo, sinto-o a crescer ainda mais dentro de mim. Ele puxa-me contra o tronco e sussurra-me algo que não consigo perceber mas facilmente imagino o que seja por ir direto ao meu clitóris e começar a estimulá-lo da maneira como entrava e saia dentro de mim. Não foi preciso muito para ambos chegarmos no auge e ficarmos a contemplar aquela sensação de paraíso na terra.

 

Caímos na cama, cobertos de suor e tesão que percorria os nossos corpos por ondas. Encaixo-me nele, com a cabeça no seu peito e uma da mãos pousada no seu coração. Enquanto sinto os dedos a navegarem pelo meu corpo.

 

Saio sorrateiramente da cama sem ser capaz de olhar para a tranquilidade com que ele dormia.

Pego na camisa branca dele vestindo-a e as minhas roupas espalhadas pelo quarto. Vou até a casa de banho arranjar-me e coloco a carta no lenço vermelho que ele as vezes gostava de me roubar e usar.

Faço-lhe uma carícia no cabelo despenteado e dou-lhe um beijo leve nos lábios, quando me estava para levantar ele puxa-me fazendo-me ficar enrolada nos seu braços e sussurra "amo-te". Prendo as lágrimas e sorrio, "eu também te amo rei do inferno". Tal como acordou, volta a adormecer.

Dou uma olhada a sua serenidade, ao seu corpo nu musculado e preenchido de cicatrizes, coberto pro um lençol e fecho a porta atrás de mim.

 

"

O amor é um sentimento complicado. É um sentimento que emana esperança sobre o mundo. É uma emoção tão forte e avassaladora. É capaz de mudar uma pessoa, e deixar marcas para a eternidade.

 

Foste conquistando-me com o teu lado misterioso. Sempre a manter a tua distancia, mas a permitindo que me fosse aproximando. Aos poucos as nossas companhias foram-se acostumando. As poucas palavras trocadas passaram a ser para conversas pela noite dentro durante as noites de vigia (mesmo que não fosse uma das nossas).

Perante a tua persistência, passei a juntar-me a alguns treinos. Manter a distancia e a relação exclusivamente de amizade já era complicado com a cumplicidade que foi crescendo, e mantinha-me refém de estar apenas a fazer companhia e precisar de apanhar um pouco de ar fresco ao ver-te de tronco nu.

 

Só essas memórias fazem o meu sangue ferver. Sentir a tesão acumular-se, querer sentir o teu corpo, cada centímetro. Entregar-me para que me levasses à loucura.

A tua teimosia era tanta quanta a imagem de mistério que passavas, e também fui fraca a esse ponto. Comecei a juntar-me aos teus treinos, com a tua ajuda, a sentir a tua pele na minha. A controlar a respiração e a saliva. A manter a mente no presente e não a deixar levar pelos pensamentos de como queria que me fodesses, que me comesses, que me fizesses apenas tua naquele momento, que me mostrasses o inferno que te virias a tornar sobre mim. Sei que o sentimento era reciproco, assim que percebias como o meu corpo reagia, não resistias a provocar, até onde eu seria capaz de manter a minha sanidade.

 

Era um jogo entre nós.

 

As pequenas insinuações de colocares o teu corpo mais colado ao meu.
Uma fraqueza humana que fui jogando em público. O teu embraço quebrava a imagem misteriosa. Pequenos toques, provocações com duplo sentido, roubar-te por um segundos e lançar à ti e sussurrar-te o que queria que me fizesses e desaparecer em segundos.

Era excitante, era a maneira como nos relacionávamos. Ambos queríamos, mas algo sempre nos impedia quando os nossos corpos ficavam colados e sentíamos a respiração um do outro.

 

Até ao dia em que  insónia tornou-se insuportável, o ambiente do aquário não era mais suficiente. Sabia que não era a tua noite de vigia, fui direta até ao teu quarto e antes que pudesse bater à porta, fui surpreendida por tu a abrires. Puxas-me para ti, envolvendo-me no teus braços e dizes-me: "por favor não consigo mais aguentar, preciso de te ter". Naquela noite os nossos corpos uniram-se num só. Aquele desejo que foi acumulando ao longo de semanas, irrompeu entre gemidos e gritos, mostrares-me a força bruta que superou as minhas fantasias. Cravei na minha memória cada parte tua, porque foi nessa intimidade que me mostraste o Roronoa Zolo que mais ninguém tinha sido capaz de conquistar.

 

Essa noite foi mágica. E a partir dessa noite que se tornou num dia sem sairmos do quarto, o meu desejo era ficar ao teu lado. As noites de vigia que começavam com conversas e acabavam com os corpos a suplicarem só por mais um orgasmo, as pausas durante as missões onde já todos nos colocavam de propósito na mesma equipa e parecíamos dois adolescentes com as hormonas a flor da pele, entre brincadeiras e beijos que acabavam por me deixares mostrar que também podia ser o inferno ou o céu na terra.

 

És a minha perdição! Ensinaste-me a amar, a sentir uma felicidade que não cabe no peito, a sentir-me especial e única.

 

E agora é hora desse amor ensinar a aguentar a saudade, a não perder a esperança. 

 

Os nossos destinos irão voltar a encontrar-se.

"

 

Tinha chegado à altura de me separar dos companheiros a quem passei chamar família, de me separar da pessoa que me fez amar mais do que a mim mesma, e seguir com o meu sonho.

Ser a pessoa que iria dizer a verdade ao mundo e deixar de viver nos bastidores.

20
Out22

carinho selvagem

alma de bii yue

Sexta-feira à noite. Jantar em casa com amigos, álcool e boa música. Começam os jogos e as variantes que vão sempre parar a "truth or dare". 

Desde o inicio da noite que a conversa estava maioritariamente entre os dois, a química sentia-se. Ele não era muito de dançar, mas ela convence-o. Os corpos aproximam-se mais e mais a cada minuto. Ela com o álcool deixa o seu corpo ser suportado por ele. E ele apercebendo-se das intenções deixa as mãos passearem, puxando-a cada vez mais para si. As bocas encontram-se, enquanto os corpos continuam a seguir o movimento da música.

"Segue-me", ela sussurra-lhe ao ouvido. Pega-lhe na mão, escapando timidamente do ambiente de festa com os amigos que dão os olhares e risos. Chega ao quarto, encosta-o à parede, beijando sem tempo a perder. As mãos aproximam corpos e procuram locais de prazer. Quando ele recupera da investida arrojada, roda-a contra à parede. Em segundos as suas roupas estão no chão e vai beijando o corpo à volta do pescoço e peito, enquanto os dedos brincam com a cavidade molhada. Ele sente-a perto do orgasmo e tapa-lhe a boca com um beijo. 

"Brinca comigo, sou teu", ele diz-lhe enquanto sente o peso do corpo a pulsar contra o seu. A roupa semi desapertada dele é tirada do corpo, e pegando nela ao colo, vão para a cama. Com a adrenalina a reagir no corpo, ela devolve o prazer recebido navegando com as mãos no corpo dele. Quando o ouve a começar a gemer, assume o papel selvagem. Gentilmente volta a beijá-lo, mas numa investida rápida coloca-o dentro de si. O lento duro de segundos passou ao prazeroso. Os corpos entendem-se em constante movimento, os olhares encontram-se no infinito do prazer, os sorrisos e risos de prazer enchem o ambiente. A explosão de adrenalina vem em conjunto, pulsar de corpo com corpo, intensidade no olhar. 

Os corpos ficam aconchegados um no outro por uns minutos, ela quer levantar-se e dar espaço, mas ele agarra-a e diz-lhe "a tua selvagem também precisa de mimo". Completamente apanhada de surpresa por tais palavras, enrosca-se nele com a emoção de carinho.

28
Set22

corpos

alma de bii yue

O fado, José Malhoa

Severa, Malhoa.png

Conversas à volta da mesa e do sofá, comida e bebida à mistura. Aos poucos as luzes começam a estar nos lugares estratégicos e a luz ambiente é reduzida. Uma atmosfera intimista, misteriosa e sensual.

Os quartos transformam-se para serem usados para diversão, luzes neon nos cantos criando a atmosfera perfeita para fotos e experiências sexuais. Mas na sala é onde tudo começa... Com a música, corpos começam a mover-se e a chamar pelos outros. Luzes ténues, criando as silhuetas de sombra. Silhuetas essas, de lingeries, de acessórios para brincar, de saltos altos, de corpos semi-nus. 

Rapidamente a acção começa a acontecer no quartos, cordas envolvidas em corpos, o som de chicotes e palmadas, o prazer intensificando-se. Flash das câmaras e olhares de luxúria.  Gradualmente as pessoas assumem papéis e exploram corpos, dando e recebendo prazer. Em todas as divisões do apartamento, algo acontece. Um ambiente fluído, corpos em transe que se guiam pelo fluxo da noite, corpos sexuais que procuram o prazeroso, a dor, o espasmo

Com o final da noite, de volta ao sofá, de volta às conversas entre comida. Corpos satisfeitos, cansados e deleitados.

07
Jul22

jungly

alma de bii yue

You guided me, I was all yours. Going with your touch, surrended to the intensity of the moment. Hands stuck behind the back, and your mouth kissing my body. Shivers.

Addicted to your body. Hands that played with each other. A mouth that left so much desire and pleasure. Eyes that stare in the soul. Is sad losing you. Fast and intense, like that night.

Exploring the bodies, give and receive. Hotness, sensuality, deepness. Losing the sense of time and body.

Laying down. Assimilating all the craziness and wildness. Deep look, exciment talk, soft touch.Lesbian Art Printgay Art Print Abstract Lovers Printnaked - Etsy UK

25
Fev22

Lágrimas de Prazer

alma de bii yue

Em bicos dos pés sobe as escadas de metal, entra no quarto e poucos segundos depois segue o gato que vai deitar-se no aparador. Liga o humidificador, coloca no programa de passar pelas sete cores, posiciona os cristais em pontos específico ao redor da cama. Desliga a luz, coloca uma playlist para criar ambiente, despe o robe e deita-se na cama.

A passar as mãos pelo corpo, a ativar as sensações e a centrar-se no presente. Estica o braço para o lado e sente o frio do dildo de vidro. Tira a única peça de roupa, descendo lentamente pela corpo, a sentir o tecido nas pernas. O frio na pele sensível mas irrigada, desperta o prazer. Para tornar o momento mais ardente liga o satysfier. 

Movimentos suaves e repetitivos. Sensação de prazer em ondas. O corpo e respiração seguem esses movimentos. O corpo e mente sincronizam-se. Aquele fogo interior cresce e cresce. Frio no quente, texturas com movimento,  vibração com cinestesia do corpo. Tensão com relaxamento, mente à espera que o fogo continue a crescer. O culminar aproxima-se, o corpo prepara-se e a voz sai sem controlo. Uma dinâmica sincronizada entre as sensações, fluxo crescente, azafama da voz a expressar o prazer. E assim perdura por longos e demorados segundos, múltiplos impulsos.

As ondas após o culminar invadem e percorrem o corpo, alerta, desperto, comandado pelos impulsos dos toques. E as lágrimas de choro desabrocham. Rios que percorrem a cara, até serem afagados pelo cabelo. O corpo movimenta-se suavemente. Leva as mãos à cara para tapar a pouca luz a entrar do luar no quarto. Sentir o molhado salgado, absorver toda a libertação. 

O corpo pulsa por mais. As mãos descem pelo corpo despertando a pele até ao monte irrigado. A dança recomeça, as lágrimas a secarem e a ressecar a pele, uma mão a passear pelo cabelo, a zona pélvica a acompanhar a vibração e textura. O extâse chega, um som que não sai, mas ecoa internamente. A tremulação percorre cada músculo, um fogo interno a espalhar-se e a expressar toda a explosão interna.

Lágrimas que rapidamente se transformam em rios. Um choro profundo e libertador. E assim fica. O corpo vai sossegando, abraçada a si mesma, vai recuperando a respiração de tanta desobstruir. Segundos que dão lugar a minutos. Parada, pensativa, silenciosa, caída sobre o peso de si mesma. 

Contém uma imagem do Pin Inner Gardens

19
Nov21

Masturba-te

alma de bii yue

Toca-te.

Acaricia-te.

Dá prazer a ti mesma.

Navega pelo teu corpo.

Deixa as tuas mãos percorrerem a tua pele, e os teus dedos as tuas curvas, o teu peito, a tua barriga, a tua vulva.

Liberta a tensão no corpo.

Deixa as sensações fluir.

Aproveita cada segundo de prazer.

Não reprimas, deixa vir o que vier.

Orgasma-te, deixa o som fugir.

Sente o pulsar por todo o teu corpo.

O que vier a seguir ao clímax, abraça. Seja um sorriso, seja o riso, seja o contemplar do prazer que ainda flui em ti, seja o choro, seja a inspiração, seja o cansaço, seja o comforto.

Estás a desbloquear-te pelo prazer, pelo sentir, pelo estar presente.

Com música, com cheiro, com textura, com silêncio, com conforto, com suavidade, com intensidade.

É um momento só teu.

14
Mai20

Descobre-te

alma de bii yue

Liberta-te, sê selvagem.

Liberta-te de todas as camadas que a sociedade te vai impondo, porque é suposto seres de determinado modo. 

Deixa surgir a deusa que há em ti e sê tu mesma sem medos e sem camadas.

Conecta-te ao teu corpo, olha-o, sente-o, abraça-o.

Olha-te ao espelho, toca-te, tira o prazer interior e exterior que o teu próprio corpo te dá.

Têm orgasmos, aproveita, isto é o que a natureza te deu.

Somos um corpo que sente, que expressa, que aprende, que tem dor, que tem prazer.

Um corpo capaz de fazer inúmeras coisas e és tu que tens o poder de escolha.

Queres ficar nessa roda sem fim, de sofrimento, de pessimismo, de cumprir os ditos padrões da sociedade. Ou escolhes ser tu mesma, esquecer o que é suposto ser o ideal.

Há regras a cumprir, sim, o respeito mútuo. Por nós, pelos outros, pela natureza. Respeita.

Mas principalmente respeita-te, ouve-te. Ouve os teus instintos, ouve o que o teu corpo te pede: alimentação, conforto, cuidar de própria, sentires-te bonita por fora mas também por dentro.

Até que ponto é que realmente te conheces? Quais os pontos do teu corpo que mais despertam e quais os mais adormecidos, quais os que te causam um arrepio na espinha, quais os que te acendem o teu fogo interior. Já te permitis-te ter tempo para te conheceres, conviveres contigo interiormente e exteriormente.

Porque ser mulher nesta sociedade nos dias de evolução, é quebrar o pensamento de fabrico. É ser quem queremos e nascemos para ser, é ser selvagem, é reconectares a deusa que tens dentro de ti, é trabalhares esse teu brilho nas sombras que criou-se ao longo dos anos.

Não tenhas medo de te expor, fala o que te vai na alma, aventura-te no que te faz feliz.

Não deixes que te diminuam, que decidiam por ti, que te proibam se ser quem és. Porque esse poder é só teu e não dos outros.

Porque és radiante e imperfeita no perfeito.

Não percas a tua essência no amor, no trabalho, na sociedade, no dia-a-dia.

Cada indivíduo é um indivíduo, cada um tem o seu próprio poder pessoal.

És a mulher de ti mesma.

Sê a tua própria alma gémea, sê a tua liberdade, sê o teu próprio amor.

08
Mar20

O que é ser mulher?

alma de bii yue

Há meses que tenho esta reflexão nos rascunhos a espera de ser publicar e com a campanha da atriz Cynthia Nixon e com o dia da mulher, chegou o dia. 

Vulnerabilidade, um alvo nas costas ... há sempre julgamentos, palavras a terem que ser ditas, conversas não correspondidas.

Ser do sexo feminino é ter que crescer e ser sujeita a realidade da sociedade, pedir justiça por igualdade que tente a demorar, fugir aos estereótipos enraizados. É ter uma voz que é silenciada, é ter uma opinião que é controversa, é ter uma imagem que é poderosa mas inferiorizada. Se não ligarmos a diferenças de sexo e género, somos um ser humano. 

Uma mulher passa por dificuldades só por ter mamas e uma vagina. Uma mulher tem medo de andar sozinha em certos locais, uma mulher tem medo de dizer que não e a sua opinião sincera, uma mulher tem medo de usar certa roupa para evitar comentários desnecessários. Este medo é provocado mariotariamente pelo sexo masculino, porque é assim a sociedade hoje em dia. Começa haver mudança, mas ainda será um longo caminho pela frente...

Toda a mulher já passou por alguma experiência. O nosso mundo é abalado. Começamos a pensar seriamente nas decisões tomadas e palavras a serem ditas, queremos reagir e assumir o controlo, mas o medo muitas vezes impede. Ficamos caladas, a gritar connosco próprias, a pensar o quão parvas fomos e que deveríamos ter agido de outra maneira. 

Não é só o outro sexo que têm que mudar, o sexo feminino também têm. Infelizmente, algumas opiniões partem também de pessoas no mesmo sexo que o nosso. Deveria haver união e não desunião. Temos que ganhar coragem e aprender a dizer que não, a responder, a partilhar situações e desabafar. Não estamos sozinhas!

O que "é ser uma mulher?" varia consoante a época, o pais, a mentalidade da sociedade, o grupo social em que se esteja inserida. Em tempos antigos as mulheres eram levadas em conta e tinham um papel importante e não havia tanta discrepância ou diferença entre géneros porque ambos completavam-se, até começarem a ser obrigadas a ser submissas aos homens. Quebrar o ideal de ser uma mulher, ir contra os estereótipos criados, liberdade para sermos nos mesmas sem virmos a ter medo ou pensar duas vezes antes de sair de casa com certa roupa, falar ou agir.

Quem já parou e pensou realmente sobre este tema? O que se pode fazer para provocar uma mudança, por mais pequena que seja? Sinto que é um pouco disto que o vídeo vem chamar a atenção. Apenas queremos liberdade e igualdade, gostaria de também dizer julgamentos, só que esses irão sempre existir, apenas guardem para vocês mesmos porque ninguém veio pedir uma opinião não desejada (e isto serve para ambos os sexos).

Porque para mim ser mulher, é aceitarmo-nos sem os rótulos da sociedade, sentir e viver o nosso poder, voltar as origens dos nossos antepassados, termos a liberdade e igualdade de construir uma carreira ou querer ficar em casa a trabalhar, sair a rua e ser vista como um ser humano que tem sentimentos e que não pediu por nada.

E para vocês, o que representa este assunto?

15
Nov19

Desafio dos pássaros #10 - Já chegamos? Já chegamos?

alma de bii yue

O avião estava lotado, o barulho dos motores era ensurdecedor. As crianças a bordo só sabiam dar gritinhos e estar constantemente a perguntar "Já chegamos? Já chegamos?". Apesar do lugar dela ser em cima da asa, tinha tido a sorte de estar no lugar à janela. Coloca a música no volume máximo para abafar aquele caos de sons à sua volta, e fica a deslumbrar a paisagem pela pequena janela. Tinham levantado voo a pouco tempo, mas já se começavam a formar cristais na parte inferior da janela e o frio da altitude começava a criar arrepios no corpo. Aconchega-se no seu lugar, cobre-se melhor com o casaco peludo ao xadrez. O seu olhar fica vidrado nas nuvens que estavam abaixo, pareciam algodão doce, nos tons de azul e rosa que se misturavam, no rasto que outros aviões iam deixando naquele céu tão limpo e iluminado. A sua mente vagueia por toda a mudança que esta prestes a acontecer, a saudade já aperta no coração, sente-se tão pequena e sozinha, a lágrima começa a escorregar no canto do olho. Mas ela tenta focar-se nas memórias que lhe enchem o coração de alegria e excitação.

Dias longos de verão, o calor fazia-se sentir e sem uma casa vazia para estar, o lugar escolhido era sempre o rio. Onde se conseguia ter um pouco de aragem fresca e sombra. Outra coisa presente, era a excitação e procura constante de prazer. As conversas intensas, os toques a provocar.

Ela com o calor tirava sempre a pouca roupa que tinha e acabava a fazer nudismo.Ele não se continha. O olhar prazeroso, passava a mãos descobrirem uma vez mais, cada centímetro daquele corpo nu. Beijos intensos e sofrêgos. Em segundos ele também já estava nu e avantajado. Uma toalha servia como colchão, um terreno a descer, pedras e paus que magoavam como pregos o corpo, que com o tempo e posições deixavam marcas e nódoas negras, especialmente nos joelhos. O suor e calor não impediam o sexo intenso, o ritmo ardente que fazia os corpos gemerem por mais, a intensidade dos orgasmos que só a natureza calava. O risco de poder aparecer alguém e ter que estar atento aos sons a redor, que em segundos se desvaneciam com o prazer entre dois corpos sedentos de prazer, só aumentava a adrenalina. 

"Já chegamos? Já chegamos", assim a chamou de volta à realidade.

08
Nov19

Desafio dos pássaros #9 - Acordaste nu, sem te recordar de nada, numa ilha deserta 

alma de bii yue

O sol abrasador a bater-lhe na pele do seu corpo nu, fez-la acordar. A areia quente debaixo da cara, peito e barriga com um contraste ainda mais quente do sol a bater-lhe nas costas, enquanto que as ondas banhavam as pernas e rabo. Após uns segundos para tomar consciência de onde estava, levanta-se e vai para à sombra das árvores a uns metros de onde se encontrava. Ao seu redor só se via um vasto horizonte de oceano e umas árvores que faziam parte de uma floresta. O seu corpo esta pesado, a sua cabeça pesada, a sua boca seca e a última coisa que se lembra era estar num jantar com o seu namorado e a conviver com outras pessoas, depois disso é um total apagão

Após uns longos minutos a tentar recuperar e não entrar em pânico, decidiu ir até à beira mar e ver se encontrava vestígios na areia. Como tudo o que se via eram as suas próprias pegadas e já que estava nua e sozinha, entrou na água quente do oceano e deixou-se deslumbrar pela beleza do ambiente em que se encontrava. Deixou-se boiar naquela água transparente, sentia as ondas a percorrerem o seu corpo, os peixes nadavam perto de si, o sol a bater-lhe na cara.

O ar era húmido e passados alguns minutos de ter entrado na floresta, o seu corpo já suava e as gotas iam escorrendo sob aquele corpo semi-moreno seco com salitro. Ao avançar pela vegetação começa a ver um quarto improvisado no meio das árvores, com cortinas azuis claras a esvoaçar e uma cama com lençóis brancos amarrotados. Ao aproximar-se repara numa silhueta a esconder-se que reconheceria em qualquer lugar. Ela deita-se na cama e sabendo que esta a ser observada, pela pessoa, que de alguma conseguiu levá-la ao paraíso que sempre sonhou, começa a masturbar-se

Em poucos minutos a silhueta sai das sombras e vai ao encontro dela. As suas mãos percorrem cada curva do corpo suado e excitado, a boca percorre o peito, pescoço acabando em beijos sôfregos. Os corpos tocam-se, trocam sensações, gemidos de prazer e orgasmos. Os olhares encontram-se, as mãos entrelaçam-se, os corpos tocam-se numa sintonia onde só existe o objetivo de dar e receber prazer, um ritmo frenético. Os corpos estão cansados, mas a excitação continua presente. Ela manda um suspiro de felicidade e aconchega-se no corpo nu ao seu lado.

Time Flys Away ☽ ☾

prazer, entra neste cantinho virtual 💌

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biiyue
uso as palavras e imagens para me expressar. a jornada de desenvolvimento e cura pessoal é a luta e motivação para descobrir do que mais sou capaz.
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