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because your smile makes me live ♥

forceful, trusting, connected & discovering the wonders of the universe ✨

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25
Jan26

é hora do adeus

alma de bii yue

Como é suposto começar um texto a dizer adeus para sempre ao lugar onde estou desde 2008...

O meu diário para o mundo...

Nesse ano tinha 13 anos quando decidi começar o blog. Uma pré-adolescente que descobria a tecnologia e precisava de um lugar para escrever. Ela foi crescendo e tornou-se adolescente, com toda as hormonas, "dramas, confusão interna e a fase difícil (mas que na minha opinião foram os anos onde tenho os meus textos favoritos e que vou rever demasiadas vezes). A juventude veio, a descoberta de uma nova pessoa que saiu da terrinha para aveiro e viveu a loucura que são os tempos da universidade. Encontrou um grupo de pessoas que compreendiam e não julgavam, trazendo um sentimento de ser integrada e valorizada que nunca sentira até então, e mesmo que os caminhos tenham divergido, trago as recordações. Passou uma licenciatura e um mestrado, com tantos sorrisos e choros, "os melhores anos" vivendo sem o peso pesado das responsabilidades e realidade do mundo. E depois veio a maior mudança da vida, fazer erasmus, significando ir sozinha para um lugar desconhecido e sair completamente da zona de conforto. Envolvida em ondas de emoções, disse o sim à bélgica e uma nova fase começou. Não foi fácil o início, nunca o é, começar do zero e vinda de um ambiente onde só conhecia proteção, sentir-me sozinha e limitada na comunicação por ser tão tímida. Fiz-me à vida, desenrasquei-me da melhor maneira que conseguia e trouxe-me uma nova família de espanhóis, mas também uma comunidade de pessoas que não esperava ou era sequer era uma ideia, apenas foi acontecendo. Apesar de todas as incertezas, medos, lágrimas, também houve muitos sorrisos, diversão, esperança. Mas acima de tudo, inúmeros momentos por bruxelas de "é suposto estar aqui, eu precisava de vivenciar isto". A hora de acabar a aventura de 6 meses, com um confinamento chegou ao fim, mas a decisão de voltar e tornar-me emigrante já estava tomada. Foi assim que a minha vida adulta começou, moldada a um ritmo de vida acelerado, longe do país onde cresci, com saudades e nostalgia de mãos dadas. Passaram-se 6 anos desde essa mudança, muitas voltas e contravoltas já aconteceram, mas a constante em tudo sempre foi a escrita e este pequeno lugar que contém tanto. 

E nessa linha de pensamento, com todas as fases de desenvolvimento pessoal e as artimanhas do universo, esta tudo certo e é suposto acontecer agora e fará sentido mais tarde. Há imenso a acontecer no momento, e passos foram dados noutra direção. Uma que no seu essencial é a pessoa reprensentada aqui, mas que viu-se numa bifurcação entre continuar pelo mesmo ou navegar por águas que levam a uma nova direção.

São um pouco mais de 1000 posts, várias versões de templates, inúmeras horas passadas. Um sentimento de pertencer a uma comunidade e ter um lugar acolhedor onde voltar. 

Nunca pensei que este dia chegasse, porque este lugar é realmente especial! E traz ainda um sentimento mais acolhedor sabendo que o sapo nasceu na universidade de aveiro, lugar que foi a minha casa. Percebo a decisão e percebo as razões, mas não quer dizer que concorde. Sei o quão estranho e "difícil" vai ser não encontrar mais esta página, deixar de navegar pela página principal porque amo a minha página e pelas tags para relembrar. 

A decisão entre wordpress e blogger foi por exclusão de partes. Trabalho com o wordpress e por alguma razão virava sempre a cara ao blogger. Imaginem quem agora "come a semente da língua", obviamente que eu! 

Encontrei-me na minha nova morada, na casa ainda em construção, no que continuará a ser a extensão deste cantinho virtual:

Blogger - entre linhas e desabafos

29
Abr24

o reflexo no espelho

alma de bii yue

é difícil olhar nos olhos, quando estes transparecem o estado da alma.

uma identidade que passou a deixar de se amar.

aceitou-se no conformismo. 

uma rotina. hábitos. alguns nem sempre tão fáceis. outros que ficaram esquecidos no tempo onde existia aquele esforço e vontade. 

mas com as regras, o conforto ganhou. e com o isso o mais simples e rápido. 

pequenos gestos que têm potencial de elevar o astral. mas e ter a energia necessária?!

quando o corpo esta cansado, quando o mental se vê de uma maneira tão distante.

saber qual é o caminho, por onde re-começar...

desassociação.

em constante movimento para não ouvir a solidão, para calar as vozes dos monstros.

o leme que segura a sanidade que se esvazia. 

um copo cheio a transbordar. um balde quase vazio com furos que derramam lentamente.

à deriva, num mar carregado. desalento, letargia, melancólia. ondas que abalam. 

pequenos raios de esperança que raiam, e tornar visível a linha ténue que indicia o horizonte. 

derrotada contra mim mesma. 

a calma entre vagas que traz prespectiva, possibilidades, a expectação. 

de mãos dadas com a fantasia. para não perder a capacidade de sonhar. 

de navegar.

de avançar. 

de procurar a coragem.

26
Abr24

asas de sangue

alma de bii yue

pequena e fraca em asas cobertas de sangue.

sem saber em que direção seguir. tão simples como subir ou caminhar sobre o desconforto das pedras.

impedida pela pena que vêm do coração, e travada pelas muralhas de entorpecimento.

 

um ser humano que não é perfeito, uma falha perante a sociedade. uma personalidade diferente que é colocada na caixa de problemática e difícil. onde encaixar? como encaixar? 


em que tempos é que larguei a mão de sentir felicidade? de amar? de não sentir estar a passear pelos penhascos.

caótico, no meio de uma liberdade extravagante. quem sou eu, entre os estilos que me fazem vibrar, as palavras que me permitem sonhar e escapar, entre as muralhas de ficar escondida da realidade. 

perdida. cansada. despedaçada. fraca. despersonalização. 

presa em mim mesma. fugida do mundo.

sem dar importância. sem amoldar-me, nas mais diversas situações. sem a energia para continuar. 

mente numa impermanência, abatida, esmaecida. em sobremodo com todas as vozes. 


caída de joelhos num chão frio oco e vulnerável. com lágrimas que percorrem a face e caem sobre o corpo. feridas impercetíveis que ardem. uma vontade que quer ignora o perigo. um padecimento lento.

 

quanto peso nas gotas que escorrem pelo corpo...

até onde é que as asas aguentam...

qual o limite de feridas que reabrem...

até onde pode ir a renúncia de mim mesma...

24
Dez23

Mercado de Natal - Conto de Natal

alma de bii yue

A melhor representação da época de festividades, não era aqueles dois dias que se baseavam na família e na troca de tempo e presentes, mas sim as grandes festas comemorativas, que agora eram conhecidas como mercados de natal

Penosos e longos anos passados na escuridão, em que a única companhia eram os livros que conseguia do único cientista que sentia um pouco de compaixão pela sua situação. Nasceu numa ilha de inverno, mas foi raptada e criada num laboratório, sem saber como era sentir os elementos, até ao dia em que foi subestimada e pode exercer o que lhe tinha sido infringido e começar a sua própria jornada. Observar as interações humanas, ver os costumes que lia nos livros e tentar compreender assuntos tão simples mas complicados para uma pessoa que cresceu escondida do mundo. Em busca de respostas do passado, encontrou o seu grupo, e começou a experenciar novas aventuras que lhe trouxeram felicidade e saber o que significava a palavra amor. 

-Vamos, despachem-se! - gritava sem conseguir conter o excitamento.

Ela já corria pelas ruas sem conseguir lidar com aquela felicidade que lhe enchia o peito.

As luzes a decorar as ruas cobertas de neve, dando um brilho ténue no sol que começava a esconder-se no horizonte. As barracas decoradas com grinaldas e pinhas, pinheiros decorados com pequenos desenhos cravados de madeiras das mais diversas formas, as velas colocadas dentro de pequenas caixas de metal criando cenários com as sombras. Os cheiros misturados que lhe traziam um conforto que não era capaz de entender. O fresco do pinheiro misturado com o visco vermelho, as especiarias que eram colocadas nas bebidas e das comidas, especialmente gengibre e canela. 

Juntamente com a sua amiga rena, que rapidamente se tornaram inseparáveis após ter-se juntado ao grupo, percorriam cada barraca a quererem experimentar as comidas deliciosas e gravarem na memória o sabor e cheiro. E sem se aperceber foi levada pelo espadachim, que nutria um carinho crescente, a experimentar as bebidas alcoólicas com as especiarias que a fizeram lançar dos sorrisos mais sinceros de felicidade que todos tinham visto até aquele momento. O cozinheiro troca-lhe a caneca por uns biscoitos de canela e chocolate que tinha feito, porque por aquele andar ela iria acabar bêbada rápido demais, e aconselha-lhe a provar diversas especialidades de algumas das cabanas, acompanhando-a.

A historiadora tinha-lhe explicado como as tradições foram mudando e moldando-se à sociedade atual, no entanto ambas interessadas pelo que se perdeu nos tempos vazios da humanidade, encontravam um agrado especial em viver a época festiva rodeadas do grupo e toda a animação que acontecia ao redor da cidade.

As horas foram passando, as ruas iam sendo preenchidas, podia-se ouvir inúmeras conversas, brindes entre canecas, crianças a correr, música da época, o estalar da madeira

Deu por falta do o narigudo e o ciborgue, mas logo os encontrou no centro da praça que juntamente com um grupo de pessoas estavam a construir uma plataforma de madeira. A navegadora afaga-lhe os cabelos com carinho e começa a ir naquela direção dizendo que iria ser o melhor daquela noite.  

Sem conter também a excitação, o capitão grita para começar a festa e sendo tão desastrado, empurra uma vela próxima que rapidamente começa a pegar fogo aquela estrutura. Os olhos dela iluminam-se como aquela fogueira à sua frente. Era como se o fogo que sentisse dentro de si, tivesse saído para o mundo. 

Aproveitando aquele momento em que todo o grupo se reuniu à volta da fogueira e algumas pessoas que iam parando para se aquecerem naquele calor, o músico pega no seu violino e começa a tocar uma melodia que era famosa das ilhas de inverno. Uma melodia calma, mas com uma letra que trazia alegria e esquentava os corações, para enfrentar os dias em que a neve perdurava e as condições que as pessoas tinham que enfrentar. 

Ela sente uma braço a envolve-la, deixando-se derreter contra aquele tronco lugar que passou a chamar seu, e rodeada das pessoas que a ensinaram o que era encontrar o seu lugar e a sua casa.

Conto de natal influenciado pela nova paixao de escrita criativa e de uma pessoa que ama mercados de natal!

28
Ago23

errante

alma de bii yue

qual a verdadeira identidade?!

nada é constante. o conflito entre ficar envolvida e conseguir deixar ir. sentir muito ou não sentir por ser demasiado

coração ferido e frágil. cérebro dormente e sagaz. corpo volátil entre a rotina e à constante procura de se preencher. calar às vozes e clamar por compreensão.

o tempo passa....os cantos escuros protegidos pelos monstros manifestam-se. vivências que se apoderam, preenchem e adentram-se em novos cantos. 

os monstros já não metem tanto medo. no silêncio ou no meio do turbilhão de vozes e emoções, os olhares cruzam-se em pequenos entendimentos. o que eles estiveram a proteger por tanto tempo. os cantos em um emaranhado de linhas desgastasdas pelo cérebro e tempo. 

o êxtase, a adrenalina. ser intensamente para o momento. deambular pela fadiga das responsabilidades e estar à altura do que à sociedade doente espera. reconhece os opostos, agarrar os intermédios que escorregam em instantes. e mesmo expectando a invasão, jamais é suave.

empurrando para os lancis, todo o bonito, toda a conquista, todo o crescimento, todo o apreciamento, todo o ser humano que se olha a si próprio e vê a sua alma, e colocando as pedras no caminho do intenso que apaga da memória todo o bonito de todos os dias.

20
Ago23

diário que chamou o mar

alma de bii yue

Uma caixa, dentro do armário. Ignorado e esquecido

Achado e chamado à luz da tinta. Alguns sinais do tempo e compressão, entre outros tantos cadernos e livros, à espera de voltarem a ser usados. 

Um cobertor, um copo de café. Na pedra da janela, a olhar para o horizonte de casas que se perdem com o céu azul. Um t-shirt longa, o cabelo atado de forma desajeitado após ter acordado. 

 

"Sonhei com o mar. O azul das ondas a rebentarem e o branco espumarem serenamente, visto ao longe. A pintura dos rosas e azuis do amanhecer. O cheiro à salitro e a brisa da noite a desaparecer na evolução da manhã.

O apartamento com cores beje e sinais do tempo. Simples, mas confortável para os pensamentos que precisavam de retornar ao corpo. Vaguear pelas divisões, e ser chamada pela natureza lá fora. A varanda com uma cadeira de baloiço. Um desejo tão forte, que parecia abandonado em tempos que eram tão diferentes

A independência, a solitude, a quietude, o estar só. Silêncio de estar rodeada de tudo e do nada."

"Oh, mar como deixas saudades. De ficar perdida nas tuas correntes de pensamentos. A inexplicável paz, conforto e respeito pela potência dos elementos a juntarem-se num só.

De manhã ou ao entardecer. Sentir o vento a envolver o corpo, a contrabalançar a temperatura dos dias de verão. Escolher um sítio perto das dunas ou das rochas.

Correr até as pequenas ondas que rebentam e se perdem na areia. Dançar na areia, o corpo fluir como ele necessita e como a natureza chama.

Paralisada pela imensidão e sobrecarregada da energia emanada dos momentos que nunca irão existir palavras suficientes para descrever.  Apenas se sente e se relembra. Descargas de faíscas pelo corpo."

04
Jun23

Hurt and Hurting

alma de bii yue

A cair aos trambolhões por buracos. Arranhões, feridas, sangue. O fundo, de pedra, fria e frágil, mas que não o era, apenas uma plataforma. Esta, que também desabou e partiu-se em pedaços e provocando outra queda livre. 

Consciente, mas ignorante dos sinais. Teimosia, orgulho, apatia. Desequilibro. Sem conseguir respirar no caos dos dias. Coração nas boca, mas trancado. Corpo que prega pela tempestade interior. 

Diálogos que morreram antes de verem a luz do dia. O berço, da criança, da adolescente, da adulta, do eu interior, que é empurrado e silenciado. A chave que é arremessada à imensidão do oceano tempestuoso.

Ser humano?! Entre a mania, o silêncio, a preserverância. Agarrar as pequenas migalhas da claridade e fracassar no lúgubre dos dias.

Segurar as rédeas entre as ondas do vasto oceano, ficar à deriva perante a inquietação e instabilidade das águas.

Gatilhos. Muralhas que calam emoções e estragam ligações. Medos que ecoam pelos cantos sombrios, ações que ficam paralisadas e em constante remoer interno, vozes que se expressam para dentro e esquecidas nos cantos.

IMG_0013.jpeg

20
Out22

carinho selvagem

alma de bii yue

Sexta-feira à noite. Jantar em casa com amigos, álcool e boa música. Começam os jogos e as variantes que vão sempre parar a "truth or dare". 

Desde o inicio da noite que a conversa estava maioritariamente entre os dois, a química sentia-se. Ele não era muito de dançar, mas ela convence-o. Os corpos aproximam-se mais e mais a cada minuto. Ela com o álcool deixa o seu corpo ser suportado por ele. E ele apercebendo-se das intenções deixa as mãos passearem, puxando-a cada vez mais para si. As bocas encontram-se, enquanto os corpos continuam a seguir o movimento da música.

"Segue-me", ela sussurra-lhe ao ouvido. Pega-lhe na mão, escapando timidamente do ambiente de festa com os amigos que dão os olhares e risos. Chega ao quarto, encosta-o à parede, beijando sem tempo a perder. As mãos aproximam corpos e procuram locais de prazer. Quando ele recupera da investida arrojada, roda-a contra à parede. Em segundos as suas roupas estão no chão e vai beijando o corpo à volta do pescoço e peito, enquanto os dedos brincam com a cavidade molhada. Ele sente-a perto do orgasmo e tapa-lhe a boca com um beijo. 

"Brinca comigo, sou teu", ele diz-lhe enquanto sente o peso do corpo a pulsar contra o seu. A roupa semi desapertada dele é tirada do corpo, e pegando nela ao colo, vão para a cama. Com a adrenalina a reagir no corpo, ela devolve o prazer recebido navegando com as mãos no corpo dele. Quando o ouve a começar a gemer, assume o papel selvagem. Gentilmente volta a beijá-lo, mas numa investida rápida coloca-o dentro de si. O lento duro de segundos passou ao prazeroso. Os corpos entendem-se em constante movimento, os olhares encontram-se no infinito do prazer, os sorrisos e risos de prazer enchem o ambiente. A explosão de adrenalina vem em conjunto, pulsar de corpo com corpo, intensidade no olhar. 

Os corpos ficam aconchegados um no outro por uns minutos, ela quer levantar-se e dar espaço, mas ele agarra-a e diz-lhe "a tua selvagem também precisa de mimo". Completamente apanhada de surpresa por tais palavras, enrosca-se nele com a emoção de carinho.

25
Fev22

Lágrimas de Prazer

alma de bii yue

Em bicos dos pés sobe as escadas de metal, entra no quarto e poucos segundos depois segue o gato que vai deitar-se no aparador. Liga o humidificador, coloca no programa de passar pelas sete cores, posiciona os cristais em pontos específico ao redor da cama. Desliga a luz, coloca uma playlist para criar ambiente, despe o robe e deita-se na cama.

A passar as mãos pelo corpo, a ativar as sensações e a centrar-se no presente. Estica o braço para o lado e sente o frio do dildo de vidro. Tira a única peça de roupa, descendo lentamente pela corpo, a sentir o tecido nas pernas. O frio na pele sensível mas irrigada, desperta o prazer. Para tornar o momento mais ardente liga o satysfier. 

Movimentos suaves e repetitivos. Sensação de prazer em ondas. O corpo e respiração seguem esses movimentos. O corpo e mente sincronizam-se. Aquele fogo interior cresce e cresce. Frio no quente, texturas com movimento,  vibração com cinestesia do corpo. Tensão com relaxamento, mente à espera que o fogo continue a crescer. O culminar aproxima-se, o corpo prepara-se e a voz sai sem controlo. Uma dinâmica sincronizada entre as sensações, fluxo crescente, azafama da voz a expressar o prazer. E assim perdura por longos e demorados segundos, múltiplos impulsos.

As ondas após o culminar invadem e percorrem o corpo, alerta, desperto, comandado pelos impulsos dos toques. E as lágrimas de choro desabrocham. Rios que percorrem a cara, até serem afagados pelo cabelo. O corpo movimenta-se suavemente. Leva as mãos à cara para tapar a pouca luz a entrar do luar no quarto. Sentir o molhado salgado, absorver toda a libertação. 

O corpo pulsa por mais. As mãos descem pelo corpo despertando a pele até ao monte irrigado. A dança recomeça, as lágrimas a secarem e a ressecar a pele, uma mão a passear pelo cabelo, a zona pélvica a acompanhar a vibração e textura. O extâse chega, um som que não sai, mas ecoa internamente. A tremulação percorre cada músculo, um fogo interno a espalhar-se e a expressar toda a explosão interna.

Lágrimas que rapidamente se transformam em rios. Um choro profundo e libertador. E assim fica. O corpo vai sossegando, abraçada a si mesma, vai recuperando a respiração de tanta desobstruir. Segundos que dão lugar a minutos. Parada, pensativa, silenciosa, caída sobre o peso de si mesma. 

Contém uma imagem do Pin Inner Gardens

19
Nov21

Masturba-te

alma de bii yue

Toca-te.

Acaricia-te.

Dá prazer a ti mesma.

Navega pelo teu corpo.

Deixa as tuas mãos percorrerem a tua pele, e os teus dedos as tuas curvas, o teu peito, a tua barriga, a tua vulva.

Liberta a tensão no corpo.

Deixa as sensações fluir.

Aproveita cada segundo de prazer.

Não reprimas, deixa vir o que vier.

Orgasma-te, deixa o som fugir.

Sente o pulsar por todo o teu corpo.

O que vier a seguir ao clímax, abraça. Seja um sorriso, seja o riso, seja o contemplar do prazer que ainda flui em ti, seja o choro, seja a inspiração, seja o cansaço, seja o comforto.

Estás a desbloquear-te pelo prazer, pelo sentir, pelo estar presente.

Com música, com cheiro, com textura, com silêncio, com conforto, com suavidade, com intensidade.

É um momento só teu.

Time Flys Away ☽ ☾

prazer, entra neste cantinho virtual 💌

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biiyue
uso as palavras e imagens para me expressar. a jornada de desenvolvimento e cura pessoal é a luta e motivação para descobrir do que mais sou capaz.
põe-te confortável
se ressoar, sê bem-vind(o-a) e fica o tempo que precisares 🌟
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