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because your smile make me live ♥

so strong, so broken

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13
Abr19

manta branca

bii yue

A chuva cai incessantemente lá fora, o vento faz com que ela batesse fortemente no vidro provocando aquele barulho confortante. Sentada no chão e enrolada a um cobertor, ela olhava para as gotas a escorregarem pela janela, a saborear os pequenos momentos de reconforto que o tempo lhe trazia. Ia saboreando o chocolate que fumegava na sua caneta favorita, numa tentativa de prolongar aquele sentimento de conforto e afastar toda a ansiedades e medos que carregava.

"Sinto um peso nos meus ombros, um aperto no peito que não me deixa respirar, uma vontade enorme de chorar. Um coração mole, empático, que se deixa levar pelas emoções. Um cérebro que deixa de ser racional, que se preocupa demasiado, que pensa demasiado. 

Seguir os instintos e arriscar, é o mais certo e sensato no momento. É uma linha muito ténue entre o racional e sentimental. Faz com que a ansiedade e medos cresçam. E se já não fosse suficiente, as pessoas à voltam tem opiniões desatualizadas mas que acabam por influenciar desnecessariamente."

Ela enrosca-se mais na manta que aquecia o seu corpo, enquanto a sua mente vagueia por meio das ansiedades e medos. A chuva vai caindo mais forte, o som a ecoar pelo quarto. 

"Não gosto quando sinto que perdi o controlo, mas também não duvido dos instintos. São os medos e ansiedade que mexem com o meu ser. Responsabilidades, medo do futuro, de não ser suficiente. O lado racional apela ao bom senso, cria planos e agarra-se ao futuro. O lado sentimental luta para afastar o desnecessário, não cair na rede da ansiedade, ter em mente que era um objectivo."

Os olhos começam a querer fechar, aquele ambiente deixa-a embalada, entre a realidade e os pensamentos. Ela bebe mais um bocado do chocolate quente e deixa-se adormecer pelo som da chuva e a luz cinzenta que invade o quarto.

23
Fev19

ser solitária não é o mesmo que solidão

bii yue

Ela era transparente como cristal, porém também tinha o seu lado misterioso, os seus segredos, a sua essência escondida como a olhar pelo núcleo de um cristal.

Ela escreve para aliviar um pouco a sua alma, para conseguir calar as suas inseguranças e acalmar o seu inconsciente. Sempre acompanhada do seu caderno de veludo de um vermelho escuro e uma caneta preta, para que em qualquer altura ou lugar o processo de escrever a ajude a acalmar-se e reencontrar-se.

"Sou uma pessoa um pouco solitária. Quando era criança, sendo filha única, tinha a imaginação para me fazer companhia, mas a partir da adolescência passou a ser minha inimiga. A imaginação aliou-se ao inconsciente, fazendo crescer as inseguranças. Tentava estar sempre entretida com alguma atividade, a ler ou a escrever, mas o inconsciente pode ser implacável. Sempre a martelar silenciosamente nos pequenos erros cometidos, nas palavras não ditas, nas vergonhas passadas, no julgamento das pessoas ao redor, na forma como me via ao espelho. Delicadamente as inseguranças vão aumentado e apoderando-se do corpo e mente. O reflexo do espelho era um patinho feio, com um sorriso a esconder e a guardar tudo o que sentia. Foi assim durante uns anos, a criar uma imagem que não correspondia à realidade, a esconder tudo com um sorriso, a sentir uma solidão e desejar que tudo fosse diferente mas sem ser capaz de mudar isso.

O patinho feio começou a mudar e crescer, apercebeu-se de que tinha valor e pessoas ao seu lado. A imaginação deixou de ter poder e isso possibilitou a transformação numa outra pessoa. Mais confidente, mais segura de si mesma, mais consciente que a solidão que sentirá era passado."

Encostada a uma árvore a saborear a brisa de verão, ela para de escrever para olhar ao seu redor e sentir os raios de sol a baterem-lhe no corpo por entre os ramos. A brisa e a sombra da árvore minimizam o calor e os raios de sol provocam uma sensação de conforto e liberdade. Estes momentos a sós em sintonia com a natureza, fazem-na sentir feliz e realizada. Não é solidão, mas sim apenas um momento a sós, a saborear o presente e os pequenos momentos. É apenas solitária, porque os momentos longe da sociedade fazem-na reencontrar-se, libertar-se e equilibrar-se.

As pessoas raramente escrevem porque estão felizes. Escrevem quando estão tristes, amargurados, quando os sentimentos e pensamentos pesam demais dentro do seu corpo frágil, mas que já possui incontáveis cicatrizes.

10
Out18

espelho

bii yue

Ela olha-se ao espelho...

O cabelo ondulado a dar pelo meio das costas, num estado bagunçado. As olheiras profundas, com um tom escuro e a transmitirem o cansaço do corpo e da mente. Uma cara com algumas imperfeições, disfraçadas por um maquilhagem leve. Uns brilhos em certos pontos da face ao receber a luz direta das lâmpadas. 

Apesar de ela tentar mostrar ao mundo que esta feliz com a pessoa que se esta a tornar, as suas expressões dizem o contrário. O exterior não faz transparecer o interior. 

Após alguns segundos a tentar recompor-se da imagem que o espelho lhe transmite, repara num copo meio partido. O instinto de pegar num caco e senti-lo levemente na pele é atroz. A sensação de frieza, o estímulo de dor, o arrepio na espinha, as primeiras emoções de redenção. Ela debate-se perante essa vontade súbita de voltar a seguir aquela estrada e a realidade dos anos que a atravessaram. 

Mais uma vez, ela fixa o seu reflexo naquela luz apagada. Os pensamentos fluem, invadindo à sua mente. Tenuamente vai surgindo um pequeno sorriso, orgulho de si própria, de todas as lutas e conquistas, de ter sobrevivido, de estar a encontrar o seu lugar no mundo. Uma lágrima vai escorrendo pela sua face, pura, sincera e profunda, atrás desta forma-se outra. As emoções pesam, sentimentos acumulados e ignorados, tentativas frequentes de colocar assuntos de lado, o peso de estar a crescer para a realidade nua e crua. Ela deixa-se ficar, parada e estática em frente ao espelho, a ver o seu reflexo mais profundo e genuíno

Chamam por ela, em reflexo, limpa as lágrimas e retorna à realidade. Deixou-se perder naquela vastidão de auto-reconhecimento. Abre a torneira e passa duas palmas de água fria pela cara. No final ela simplesmente sorri, vira costas ao espelho e ao copo fragmentado e caminha em direção à realidade. 

23
Ago18

Clareira

bii yue

Ela esta presa entre a realidade e a imaginação.

Ali esta ela, em frente a um portão velho semi aberto.

É final de tarde, as cores do céu misturam-se em tons de laranja-vermelho-rosa, uma doce explosão. Em contraste, com uma tempestade de trovoada que se aproxima, um céu escurecido por nuvens carregadas que levantam um vento quente e pesado. 

Os cabelos dela voam com as vagas de vento ao seu redor, os seu olhos oscilam entre aquele pôr de sol harmonioso e entre aquele portão semi aberto que leva a um caminho sem fim, causado pelo cair da noite de tempestade. Após alguns minutos de impasse, a admirar aquela explosão atrás dela, decide adentrar. Empurra o portão enferrujado e começa a avançar naquele caminho escuro estreito.

Ela sente as ervas altas a roçarem nas mãos, o ar quente da tempestade faz-se sentir agitando todas as formas à sua volta e no seu caminho. Começa a anoitecer, os raios de sol vão desvancendo e dando lugar a brilho de uma lua cheia, escondida pelas nuvens. O seu olhar começa a habituar-se à escuridão que se instala, consegue perceber as silhuetas das ervas altas e algumas árvores espalhadas por aquele campo aberto.

Com a noite instalada chega a um descampado, onde se deita sobre as ervas a admirar o céu, com aquele luar escondido pelas nuvens. O vento quente continua a fazer-se sentir, fazendo os seus cabelos e roupas esvoaçarem. Ela fecha os olhos por uns minutos e deixa-se sentir através dos outros sentidos. 

Por aqueles momentos, ela sente-se viva. É capaz de sentir o vento a movimentar as ervas ao seu redor, o som da noite, os grilos, as corujas, o suave assobio do vento, o cheiro a quente e húmido no ar. Não é uma anarquia de emoções e sentimentos, é uma alma livre e solta.

 

13
Set17

apenas aqueles 5 minutos

bii yue

Ela sentou-se no seu banco de jardim favorito. O tempo estava agradável, para o verão abafado que se fazia sentir, uma brisa fazia os seus cabelos esvoaçarem e explorar os vários tons de vermelho e laranja. Tinha algum tempo livre para puder fugir do mundo e puder escrever no diário de couro. 

"Acordar é um pesadelo, fico sempre à espera da noite para que haja um pouco de silêncio. Sentir que estou minimamente bem comigo mesma e não esta desgraça de desespero que cresce a olhos vistos. 

Não preciso de portas abertas, só quem tem a honra da sorte consegue encontrá-las. Fico agradecida por ter janelas, mas era preciso que elas permanecessem abertas. Porque vejo-me a ir ao encontro delas e depois um vento completamente inesperado vêm fechá-las ou desaparecem completamente da minha vista.

Juro que estou a esfolar-me para não voltar a cair naquele buraco, abraçar por completo o meu lado mais obscuro. Quero estar bem, mas não o estou. É de partir o coração ver como me sinto e ter que me resignar a esperar para que a sorte mude, mesmo continuando a lutar e sabendo qe desistir não é uma opção.

As sensações passadas não param de voltar, os sonhos com um futuro que esta constantemente a ser adiado. Símbolos qe voltam a ganhar ênfase e quererem marcar-se na minha pele. Uma luta sem descanso físico ou psicológico para não me afogar nesta frustração e desilusão constantes."

09
Jul17

Sussuros

bii yue

Sussuro à noite para que me acolha e me faça vaguear em segurança. O mundo é vasto lá fora, mas é infinito cá dentro.

Sussuro à escuridão para que me guie. Que me acompanhe neste caminho atribulado, mostrando-me a beleza do que não consigo ver. 

Ela sonhou bastante, nessa noite o seu inconsciente decidiu dar-lhe o escape que precisava mas não podia. Do nada aparecem-lhe cortes no pulso, finos mas que proporcionavam aquela sensação de alívio. Uma dor física para suportar a psicológica, nos caminhos encurralados que encontrava. Puder voltar a tocar e sentir aquela sensação de alívio, parecendo tão real. Passados uns minutos começa a desparecer para lugar a realidade. Ela acorda, toca no pulso e foi apenas um sonho mas a dor permanecia ali. 

Acende a luz e eram 5:00h, pega no diário de couro azul, percorre as páginas ainda envolta naquela sensação. 

As palavras estão no meu coração, mas são demasiado sentidas e pesadas para as conseguir passar para o papel.

Sussuro a mim mesma, envolta em sensações. Não desistas, és derrubada mas aprendes-te e sabes como levantar-te.

25
Abr17

*inspirado em ti

bii yue

Há tanto da tua presença...

Ainda sinto o teu corpo, o teu cheiro, os teus carinhos, o teu toque. E já sinto tanta falta do teu toque, dos teus beijos, do teu abraço. Quero-te de volta, poder acordar e adormecer contigo ao meu lado, chegar a casa e ter aquele conforto de me sentir realmente em casa, precisar de uma simples demonstração de carinho e apenas dar uns passos para tê-la.

Estar aqui sozinha tornou-se solitário, passar pelos sítios, reviver as memorias, sentir o coração a fechar-se ainda mais e tentar conter as lágrimas que teimão em aparecer. Sentir uma sensação estranha, de vazio, como se houvesse um fantasma de como era e a realidade que tenho que encarar todos os dias. 

Levas-te uma parte e quero-a de volta, e com isso a tua chegada. Acordo, passo o dia, adormeço e és o pensamento intermitente na minha mente, o peso no coração de estares tão distante.

Continuas a ser a minha inspiração para continuar a lutar e olhar em frente. As tuas palavras estão gravadas na minha pele, um lembrete constante para olhar para mim, porque estarás "ao meu lado a sorrir".

Quero-te de qualquer maneira, preciso que me dês a mão e não largues.

05
Fev17

*vestígios

bii yue

Os vestígios que foste deixando durante o casulo de felicidade. Os que gravaste na minha memória e coração.

A tua presença continua aqui, é nostálgico. Olho em meu redor e há sempre algo que me faz lembrar de ti, ás vezes é doloroso porque sinto ainda mais a dor da saudade e, outras vezes é bom porque são as nossas memórias, são fantasmas reconfortantes.

Da primeira vez que te foste embora foi doloroso até me habituar a conviver com os fantasmas das memórias, tinha medos habituais que a distância provoca. Porém só veio demonstrar as pessoas que somos, e que apesar de difícil, não é impossível quando há compreensão e empenho em sermos capazes de superar mais um e olhar para o dia seguinte.

Foram tão bons os dias que passamos juntos, poder voltar a ver-te, finalmente tocar-te e não seres só uma sensação distante. Sentir mais e mais...

Sou uma sentimental, mas no fim sei levantar-me, só preciso de uns empurrões para voltar a levantar-me e andar. A minha imaginação voa, mesmo com o coração e o cérebro a saberem que não existem razões, mas a experiência ensinou-me que tudo pode mudar num segundo, por isso é que me preocupo tanto. É só mais uma da maneiras de demonstrar o que sinto por ti, saber como é para ti e tentar tornar a distância menos penosa, e no fim provocar um sorriso.

São os vestígios que me fazem olhar em frente e ver o futuro que ainda tenho por percorrer. A mais simples coisa pode desencadear um turbilhão de cores. Nem sempre a nostalgia é um sentimento mau, porque faz-me perceber o caminho que percorri até agora e dar valor aos pequenos momentos e ser grata por isso.

04
Dez16

hole chest

bii yue

The leaves fall on the floor, that becomes so colorful and beautiful, the weather is warm and it’s a sunny day. She just stays in the middle of the road looking at that beauty, forget for a seconds the crazy routine of people, admiring what nature can do and transmit.

After a minutes, the heavy on her shoulders back and she just wants to go to her room and cry. She runs trying to hold back the tears of memories. Beside the urge to relieve her feelings, she’s finally in her safe place. Is just a bad day, like the others, but will pass because in the future there is hope…?

 

Why are you crying?

Because I need to relieve my heart of this pain. There are days that is too hard put a smile on my face and just pretend that everything is fine, when in my head is a war between brain and heart.

Keep calm it will pass.

Probably will pass when I won’t have more tears but then the feeling will hide and wait for other occasion. I will rise myself again, like the others times, is just exhausting ignore the fears and don’t make films in my head.

I know, but you need to get over it.

I keep telling me that every day, is just another bad day, tomorrow will be better, but the time is passing. I grow up, but I still need some care, some support. I’m strong but not that strong because I’m too emotional in certain occasions and that ruin me.

Don’t think like that, I’m here for you, you’re not alone.

Is just the reality, life isn’t easy but I’m still alive. I’m still fighting for an uncertain future, fall and rise over and over again. There are good days, but in the most I just survive appreciating the little pleasures of life, look for the world outside and daydreaming without an end.

Daydreaming is good, at least you’re not thinking on the others things.

It feels good, but is always dangerous because I create expectations. I still need you to make me come down to reality, to tell me that my fears are stupid, that I will have my opportunities too. Oh fuck, and I’m crying again, this hole in my chest, I don’t know how to deal the feeling of missing you.

Don’t worry, you can do that, you’re stronger than you think.

I appreciate that! I’m just fear that I’m not enough for nothing, but I know that I have value, these feelings are so strange. I just want to sleep to avoid the reality or hear your voice.”

 

She will be fine and survive to another day, she can cry but know that need to get up no matter the pain, put the mask again and wait for another moment with him.

28
Out16

*lágrimas de saudades

bii yue

Quando o coração chora, a dor é profunda. As saudades criam uma ferida que se aprofunda e entranha.

Aqueles momentos de desespero em que o mundo parece negro, uma chuva intensa arrasta as mágoas e a dor pela minha cara. Caio sobre mim, porque me deixo levar tanto pelas emoções, porque tenho que ser tão fraca e deixar-me cair tão rápido...

Não queria ser tão sensível e chorona, mas também não desejei que a nuvem negra voltasse. Como é ardúo lutar todos os dias contra este inimigo invisivel, que teima em me acompanhar. Como desejava que o tempo passasse mais rápido e que houvesse dias que não fossem tão dolorosos, em que as palavras são escassas e me sinto tão só e abandonada. 

Nunca imaginei que as saudades viessem a pesar tanto no coração e na alma, que as coisas mais simples despertassem memórias tão bondosas, mas ao mesmo tempo tão carregadas daquela nostalgia de distância.

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