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because your smile make me live ♥

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01
Nov19

Desafio dos pássaros #8 - Escreve uma carta para a criança que foste

bii yue

Para ti criança:

Apesar de seres filha única e te sentires sozinha, tinhas sempre a imaginação e o teu melhor amigo de 4 patas para te fazer sorrir.

Tinhas a tendência a viver um mundo de fantasia e a desejar que um dia a tua vida fosse parecida a das novelas e filmes. Se calhar não devias ter pedido tão piamente por isso, porque há alturas que este adulto se assusta com semelhanças

Todas as brincadeiras com as barbies e os carros que te envolvias e passavam as horas sem dares conta.

Os livros lidos que te faziam viajar para outros mundos e alimentavam este bichinho da escrita. E obrigado pais por me terem sempre nutrido estas paixões. 

Sofreste bullying por causa da tua aparência e timidez, eras um patinho feio por dentro e por fora. Foram anos longos e duros, querias fazer a birra de não querer ir para as aulas e pensavas que esses tempos iriam durar até acabares o ensino obrigatório. 

Foste uma maria rapaz com uma infância feliz. Apesar de uma medricas que quando criança nunca aprendeu a andar de bicicleta e tinha medo de muita coisa. 

Tiveste fases boas e fases más. Mas foi isso que te fez crescer, aprender e te moldou para o que a pessoa que sou hoje, com uma história. 

Sentiste muita frustração e revolta pelo meio que estavas, pela maneira como crescias, pela comparação ao resto do mundo. 

Querias crescer, mas aquela proteção constante não ajudava, sempre sonhaste com a liberdade.

Porque a vida já deu muitas voltas, já te mostrou momentos mais difíceis, mas também a força que tens dentro de ti. Deu-te alguns dos teus sonhos e memórias cravadas no coração.

A liberdade veio após tantos anos e pudeste libertar-te, ser quem eras sem teres que pôr uma máscara. Foi com lições, muito choro e dor à mistura. Mas também foi com uma alegria enorme e compensadora. 

Tu foste de capaz chegar até ao ponto em que estas hoje. Olha para trás e vê o caminho que já percorreste... Orgulha-te das conquistas, das melhorias, de todas as transformações que levaram até ao ser humano que és.

Obrigada pelo esforço, pelas lágrimas, pelos sorrisos, pelas aventuras, por teres lutado, pelas aprendizagens, por não teres desistido, por quase teres quebrado, mas conseguiste e saiste por cima.

E agora estas a reconectar-te com o teu eu verdadeiro. 

20
Out19

Projeções

bii yue

Em certas situações.

A forma como reagimos às outras pessoas, tem haver com a forma como nos sentimos. Agimos por impulso, sem controlo e magoamos os sentimentos da pessoa em quem descarregamos. Não damos contas das consequências, porque é um agir natural ao nosso olhar.

São projeções dos sentimentos e emoções. Tudo aquilo que se reprime, o que se quer ignorar em nós mesmos. Tomar consciência e admitir para nós próprios é complicado. Mas isso nem é o pior. O pior é perceber a causa (sentimentos, vivências) que levam a essas projeções. 

É um trabalho que não acaba, um defeito que desesperadamente se quer mudar, uma conversa com nós mesmo e uma introspeção que se evita. Há sempre algo que se acumula, na grande parte das vezes sem darmos conta. 

Nesta viagem de transformação, um dos pontos chaves é permitimo-nos sentir as emoções. Isto, porque não existe só positivismo, é irreal um ser humano estar sempre bem consigo, com os outros, com o que o rodeia. Existem momentos menos bons, dias maus, alturas em que parece que tudo corre mal e com isto todas as emoções negativas como a tristeza, raiva, frustração, angústia, desgosto, stress, desespero, medo, preocupação, vergonha. Ao permitir-nos sentir e questionar o porquê dessa emoção, processar e deixar o corpo libertar da maneira que desejar é o caminho mais correto para deixarmos a emoção passar e quem sabe alguma lição disso.

Ninguém quer sentir as emoções negativas. A tendência é a ignorá-las, tentar substituir por outras, bloquear automaticamente. Existe uma ideia errada de que não é suposto sentirmo-nos mal porque isso mostra o quão frágil somos, temos que estar sempre com um sorriso na cara, que se pedirmos ajuda vai haver julgamento. A verdade é que não existe mal nenhum nisso, somos feitos de emoções e programados para sentir.

Estou a aprender a deixar-me sentir. Chorar, gritar, dançar, o que for necessário para o meu corpo e alma se ajustarem. A sentir a gratidão, pelo bom e pelo mau, pelas lições, pela vida.

10
Out19

10 min de pôr-do-sol

bii yue

Sinto a necessidade de chorar, de gritar ao mundo. 

Acordei num ritmo lento em comparação ao mundo. O ritual da manhã não fez sentido, senti-me desalinhada e frustrada por não conseguir estar confortável a fazer algo que me deveria deixar plena. 

O dia passou a voltar a estar com pessoas que me alegram o coração, a passar um bom tempo. Mas fez com que precisasse de estar sozinha e conectada com a natureza.

O pôr do sol tem um encanto indescritível, é algo mágico, único e diferente em cada dia que passa. É o universo no seu esplendor e esta a proporcionar-nos um pouco da sua energia e mostrar a beleza que esta a nossa volta, se estivermos dispostos a desacelerar, parar e apreciar. 

Simplesmente fui. Sentir a areia fria nos pés, mas macia. O vento mais frio da noite a entrar pela roupa arrepiando a pele. Sentar-me na areia a olhar para o horizonte com as ondas a rebentar como barulho de fundo. Ver aquelas cores em tons pastel e laranja enquanto o sol vai descendo e escondendo-se. Olhar para trás e ver a lua a subir no céu com tons de azul e roxo. É indescritível, porque é algo que se sente profundamente. Toda aquela beleza, faz-nos sentir pequenos mas gratos por estarmos naquele momento a apreciar e sentir a energia que vai crescendo ao redor. Obriga-nos a parar e refletir. 

A lágrima vem até ao canto do olho, por ser tanta emoção, tanto sentimento acumulado, tanta espera e sem respostas concretas para o futuro. É o confronto entre o positivismo e os medos, as inseguranças, a falta de coragem, o negativismo. É a guerra entre o dia a noite, de como em poucas horas ou minutos o meu ser se transforma. Abraço-me e sinto conforto por me ter a mim mesma, pelo menos. Tem sido uma jornada que me têm ensinado as ferramentas para os desafios que estão a chegar. Sinto-me melhor comigo própria, mas isso não impede que haja dias em que sinta que nada faz sentido, em que tudo corre mal, em que me sinto mal comigo mesma e só existem julgamentos.

Não tenho respostas, não tenho as perguntas certas.

Não tenho nada em concreto, a não ser pensamentos que vão e vêm como as ondas.

18
Set19

nem sempre é só a boa energia

bii yue

Eu juro que estou super feliz com esta transformação e grata por todos os pequenos encaixes. Acredito que as coisas acontecem por uma razão. As coisas vão-se conseguindo e resolvendo. 

Não esperava por esta enorme chapada, que me faz questionar nestas crenças. Especialmente por ser algo desejado por tanto tempo e que iria trazer uma enorme realização pessoal. Torna-se ainda mais frustrante por ser algo facilmente contornável mas não esta de todo nas minhas mãos, aliás só traz mais falta no campo da saúde em portugal.

É só um desabafo de uma pessoa que esta aos poucos a mudar os hábitos e pensamentos e leva com uma enorme nega em algo que ia ser tão honrável e o seu coração queria tanto. Só me vêm a cabeça o porquê? O que fiz para não poder concretizar um objectivo? 

Sei que não são essas as perguntas que devia estar a fazer, mas sim a tentar procurar mais acima, descobrir os ensinamentos a retirar. Mas isto só me traz medo para outras situações. Nem tudo é um mar de rosas, nem tudo é pensamentos positivos e boas energias. Há dias maus, há dias em que se questiona tudo e até nós mesmos. 

14
Set19

a minha essência exposta

bii yue

Adoro o universo e como as coisas se encaixam. Sinto-me tão grata por tudo o que tem acontecido ultimamente. O quão transformadora, reveladora e incrível tem sido esta viagem. 

E o que é isto tudo que tenho andado a falar? Qual é a razão desta transformação? Sinceramente, ainda nem eu própria sei bem. Ainda estou a descobrir, a aprender e ver onde me encaixo. 

Aquele vazio que sentia que não conseguia preencher, aquele ciclo vicioso de entrar um ritmo e voltar a cair na procrastinação, a história das semanas de pequenos azares sucedidos, foram estes "insignificantes" acontecimentos que me levaram a agir, a ir à procura de algo mais. Eu tentava manter uma atitude positiva, mas era cansativo mentalmente e fisicamente e isso afetava a maneira como era agia com o mundo e as pessoas ao meu redor. 

Comecei a ouvir os podcasts da Filipa Maia que me fizeram parar e reflectir nas verdades ali expostas, agarrei na coragem e comecei o desafio de journaling de 28 dias. Nesse momento começou esta aventura de transformação. Reconectei-me com uma amiga de infância, a qual o meu coração já andava a gritar para falar com ela, e foi maravilhoso descobrir que ela já estava no caminho que eu queria iniciar. Com ela são aquelas conversas mágicas, de sintonia, partilha de experiências lindas e enriquecedoras. Voltei a fazer outro desafio de journaling da Filipa Maia desta vez 30 dias e logo a seguir participei na Masterclass - "Mudar de dentro para fora".

No meio termo, devorei instagram de pessoas que a minha amiga me tinha recomendado e o meu interesse por astronomia aumentou e tenho aprendido imenso. A maneira como os planetas e fases da lua nos influenciam, as energias ao nosso redor, como podemos usá-las ao nosso favor.

Retomei o prazer da leitura, que tinha posto de lado desde que comecei a universidade, com o livro da Rute Caldeira - "Simplifica a tua vida". Tenho devorado cada capítulo, porque é tanto para assimilar que acabo por apenas conseguir focar-me o que me mais toca. E esse toque têm sido enorme, porque não há como ficar indiferente a palavras que nos tocam no coração, mexem com a nossa alma, nos fazem duvidar e reflectir sobre o que pensamos que somos e como o ser humano age. Tenho outros a aguardar para serem lidos, com mais reflexões, aprendizagens e transformações.

Isto levou-me a estar mais presente da pessoa que sou, mais reconectada com a natureza, mais grata por cada dia, por cada aprendizagem, por as pessoas que tenho ao meu redor e me querem bem. Comecei a sentir a necessidade de estar mais ligada à natureza, o meu espiríto dizia para no dia seguinte acordar cedo e ir dar uma caminhada na praia enquanto ainda estava quase deserta. Esse dia foi transformacional e mágico, aquele caminhada onde era apenas o meu corpo a caminhar em frente, a minha mente vazia a saltitar entre pensamentos que iam surgindo. Foi lindo, re-energizante, re-conectante e sinto-me tão grata por ter descoberto este prazer que me faz tão bem ao corpo e alma

Ontem tive a oportunidade de conhecer e abraçar uma pessoa que emana luz e nos faz sentir arco-íris, a Grace Kelly. Foi lindo e mágico ouvir as palavras dela, sentir a energia que transmitia, sentir uma alegria com os ensinamentos partilhados. Foi a apresentação do livro "Alma Feliz" e ela realizou uma mini aula de yoga (a primeira e é uma pratica que vou começar porque foi revitalizante e a minha alma e corpor estavam a precisar). Parecia uma criança sem jeito a conhecer o seu ídolo, mas com tanta gratidão no coração e felicidade na cara

MVIMG_20190913_194106.jpg

Por isso sinto-me tão grata por esta transformação, pelo que me levou até ela, por estar a descobrir o meu caminho em sintonia com o meu corpo e espírito, por ter encontrado um caminho que preenche aquele vazio que me esgotou. Ainda tenho imenso para aprender, apenas estou a começar, no entanto certezas não me faltam e vou confiar no universo e as energias que ele emana. 

07
Set19

quarto de século

bii yue

Ontem completei um quarto de século. Este post talvez devesse ter vindo ontem, mas hoje também ainda é dia.

Pela primeira vez na minha vida não passei o dia nesta "prisão", mas sim na minha casa. Rodeada do que mais gosto, com a liberdade ao meu dispor. Foi um aniversário completamente diferente. Habituei-me a tê-lo para me fazer companhia durante o dia, mas apenas o tive durante o acordar e jantar. Senti imensa falta, especialmente quando finalmente o dia começou a abrandar... Aprendi a ter que me agarrar aos momentos criados e leva-los comigo no coração para estas horas. 

Não houve nada melhor para aproveitar a liberdade que sempre quis ter, especialmente, neste dia do que ir dar uma volta à praia. Tal como da outra vez, foi reanergizante, completamente em paz comigo mesma e a saborear cada sensação. É indescritível, apenas tenho a certeza que é aquilo que preciso para me desconectar e conectar.

Ser saudável e ir almoçar com os meus amigos ao saladasmais em Aveiro, que recomendo pela qualidade e preço completamente balanceado. Sempre morei lá perto, mas foi preciso ter saído do centro para finalmente ter acontecido lá ir e ficar rendida pela comida e ambiente (que já conhecia). Hoje foi uma espécie de pequeno-almoço, brunch, almoço, com as amigas num espaço recente em Viseu, chamado raiz. Para quem é das cidades pequenas, é tão bom ter um espaço tão acolhedor e com tanta opção de comida que só se vê pelas fotos do instagram. 

Será que é desta, que embarco na aventura de me tornar uma pessoa com uma alimentação mais cuidada e saudável? Quero acreditar que sim, porque não poderia ter escolhido melhor(es) dia(s) para experimentar novos sítios.

IMG_20190829_110525_917.jpgNão foi só mais um aniversário igual a tantos outros, foram sentimentos e emoções distantes das habituais. Foi a alegria da liberdade, de quebrar o usual durante anos. A gratidão pelo lugar onde me encontro, das pessoas que levo comigo, da viagem transformacional que esta a ser. O conforto de estar na minha pele e criar novas rotinas e mindsets. O amor criado.

02
Set19

Setembro

bii yue

Olá Setembro, 

és o mês do meu aniversário, de novos recomeços para todos os estudantes (no meu caso é o desfecho),  novas oportunidades. Não sei bem o que esperar de ti, apesar de ter noção do que realmente esperar. Vai ser um desafio, com novas jornadas, com muito sentimento a começar a fluir.

energias renovadas, com a nova super lua que esta a passou. É tempo de aproveitar, agradecer e seguir em frente. Com esta mudança e ciclo do universo, e visto estar mais consciente e a tentar aprofundar no tema de astrologia, deixe-me ir pelo que o meu espírito queria, o que me fazia sentir bem, feliz, realizada, em sintonia comigo mesma. Fiz algo que já se andava a formar na minha mente há uns dias e que já queria há bastante tempo, mas sempre tive um pouco de receio por ser fora da minha zona de conforto e ir sozinha. Acabou por ser tão libertador, estar em contacto com a natureza, completamente sozinha e rodeada pelo som dos pássaros e mar. As fotos não ficaram bem como queria, mas sou uma perfeccionista e foi a primeira vez por isso é sempre complicado acertar nos ângulos. Numa das últimas manhãs acordei com a necessidade de sair de casa, ir passear, estar sozinha comigo mesma. Acabou por ser mais de 1h de caminhada na praia, num daqueles dias de manhã encobertas, temperatura amena com o mar calmo e a água à temperatura ideal. Foi completamente revigorante, das melhores sensações de leveza e paz interior. Em sintonia com a natureza, as ondas a rebentarem calmamente, a água salgada a molhar a pele, a maré a começar a encher criando aquela piscina natural em que se consegue entrar pela água adentro, os pés a serem enterrados na areia molhada. O olhar no horizonte e na areia, a mente a vaguear entre o nada e os pensamentos triviais.

Agosto, acabou por ser um mês transformador, com uma viagem a uma velocidade alucinante. Constante aprendizagem, completamente absorvida no que leio e com a consciencialização sobre mim mesma e o meu redor, acabo por não conseguir prestar atenção a todos os pensamentos e emoções, só aos que se destacam. É como se fosse um fogo de artifício constante e o nosso corpo e mente foca-se no mais bonito e arrebatador. 

28
Ago19

virgo season is here

bii yue

Férias que souberam tão bem a alma. Um reconectar e recarregar mais profundo que estava a espera. Como já disse, o ambiente que senti na Zambujeira do Mar foi tão relaxante e energizante, criei uma ligação com aquele ambiente, não só estar a cumprir objectivos, estar a sair da minha zona de conforto, precisar de sair do ambiente rotineiro e estar a passar por uma fase "sem rumo e vazia". Foi todo um conjunto de emoções, sentimentos e acontecimentos que se alinharam e tornaram aqueles dias tão mágicos para mim.

De volta a realidade, tento trazer esses dias e energias sempre presentes. Aos poucos vou interiorizando esta jornada de transformação, de mais auto-conhecimento, mais amor-próprio, de maior gratidão. Descobrindo que o que sei sobre mim, o que pensava que já sabia e tomando consciência que é só uma espreitadela de um todo ser que sou e preciso aprofundar. 

Têm sido um alinhamento de acontecimentos, uma aventura e descoberta para combater aquela sensação de vazio pessoal. No início do ano idealizei que este ano fosse para mim mesma, cumprir objectivos pendentes, mais auto-realização e amor próprio. Fui perdendo a minha essência, energia para fazer o que me faz feliz, coragem para continuar a lutar e não me deixar vencer pela rotina e procrastinação. Até que aquele sentimento começou a gritar e a doer no meu corpo, os sinais ao meu redor começaram a ser mais evidentes, tomei a coragem e fui agarrá-los.

Tenho-me tornado mais consciente, mais atenta, mais envolvida no ambiente ao meu redor, mais conectada comigo própria. Estou a começar, quero aprender, interiorizar e devorar cada palavra que leio e escrevo, ainda é um longo caminho a percorrer... Estou recetiva aos sinais e energias que me apareçam à frente, consciente para a verdadeira realidade da minha pessoa (seja pelo lado positivo ou negativo), decidida a seguir esta jornada de transformação (pelo journaling, pela leitura, pelo contacto com áreas fora da minha zona de conforto).

Porque a pessoa por trás destas palavras sou eu, na versão mais vunerável, nesta pele onde me sinto confortável. No entanto, sei que consigo ir mais além (é o que o meu espiritio quer e precisa) ... estar mais alinhada com valores e ideias que irei continuar a descobrir, com o que realmente quero para o futuro, com as energias que me transmitem paz, gratidão, segurança, com o que me faz feliz.

let the Virgo Season bring all the good energy from universe into our lives ♥

29
Jul19

o prazer de saber que (tentaste) fazer a diferença

bii yue

Desde há 2 anos atrás que tenho feito os programas de voluntariado disponibilizados pelos IPDJ, onde tenho trabalhado sobretudo com crianças, a abordar os temas "Navegas em Segurança" e "Namorar com Fairplay".

Só que este ano foi diferente e posso dizer que transformacional.

Continuei a apresentar o "Navegas em Segurança" à crianças, mas desta vez ainda mais pequenas do que as que estava habituada. E é assutador o que elas observam e captam de ações dos pais, especialmente a maneira como depois contam certas situações. A minha geração (a dos anos 90), não crescemos com tecnologia mas acabamos por a apanhar ao longo ou final da nossa adolescência, e agora é algo com que já não podemos passar sem. E os mais pequenos sentem e são afetados por isso, ouvi comentários de "leva o telemóvel para todo o lado, até para a sanita", "já apanhou multas por estar a conduzir com o telemóvel", "esta sempre a escrever mensagens e a falar ao telemóvel". São hábitos inerentes mas não são saudáveis, porque que exemplo estamos a dar a geração que esta a vir? E infelizmente, com isto vem as histórias dos jogos que podem levar à morte, as chantagens e roubo de dados, que assustam as crianças mas ao mesmo tempo passam ao lado porque estão tão fascinados com este mundo tecnologico e vêem-nos a usá-lo a toda a hora, que querem imitar-nos... Aqueles comentários da inúmeras vozinhas fez-me perceber que a tecnologia é algo tão natural e estamos tão absorvidos que acaba por ser absurdo. Temos palas que não nos deixam entender a mensagem errada que estamos a transmitir, os momentos que estamos a deixar passar.

O "Namorar com Fairplay" este ano foi juntamente com outra voluntária na escola profissional de aveiro, por isso o público alvo já eram adolescentes e com faixas etárias variadas. Foi um autêntico desafio! Primeiro porque os temas abordados numa primeira fase foi a igualdade de gênero e o quanto o machismo esta enraizado e numa segunda fase a violência no namoro e doméstica e no final produzir-se conteúdo. Houve um pouco de tudo, turmas que apresentaram um maior desafio porque ou eram mais irrequietas e uma mentalidade ainda infantil ou tinham aquela mentalidade enraizada que "é normal", outras que até foi algo bastante natural e flui bastante pelo que deu para partilhar experiências e debates saudáveis. No último mês estivemos a trabalhar com idades superiores as 16 anos, pelo que a mentalidade e experiência já são outras, e o nosso discurso também já estava muito mais treinado e iamos logo diretas ao ponto da questão. Tenho que também saliantar que a equipa da escola é excelente e a maneira como eles ensinam é algo revolucionário que devia ser implantado em outros locais. 

Tenho que admitir que falar sobre os temas começaram a mexer comigo (há tantas histórias que não são contadas, que deveriam para as pessoas terem noção de como é verdadeiramente a realidade), o quanto a sociedade esta errada e que há muita coisa que "é normal e bla, bla, bla" e pelo que uma mulher passa todos os dias e continua calada quando é necessário que se fale e sejam feitas denúncias para que se tome consciência de que é preciso tomar medidas. Houve uma turma que me fez tomar consciência que durante este último ano consegui(mos) fazer a diferença, que as palavras foram ouvidas e interiorizadas. Estavamos a falar ao mesmo nível que eles, e eles a olhar e focados em nós, como que a comer cada palavra que era dita, simplesmente não tem descrição o sentimento de realização, gratificação e satisfação. Foi nesse momento que soube que consegui fazer a diferença e impactar a vida de algumas pessoas. 

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