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because your smile make me live ♥

so strong, so broken

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25
Mai19

bater com a cabeça nas paredes

bii yue

"Posso desistir?", é a pergunta que mais tem pairado na minha mente. 

Se ao início (apesar dos atrasos, represálias constantes, ser a aluna deixada andar e com menos importância) até estava a gostar do meu trabalho laboratorial de tese por ser algo fácil e bastante rotineiro, neste momento estou completamente desmotivada e é um sofrimento e peso emocional ter que o fazer. Isto porque lembro-me que logo a seguir vêm 2 horas ou mais a tratar de dados, a tentar não cair na ansiedade de nada encaixar na reta de calibração (que supostamente não esta perfeita, ao fim de quase 2 meses a repetir sempre o mesmo e eliminar inúmeros dados!) , a tentar não mandar tudo ao ar e ir para um canto forçar-me a chorar e ceder. 

É um breakdown e ainda nem sequer comecei a escrever e sentir a pressão de estar a semanas de ter que entregar a versão final. Ainda nem estou com matrizes reais e já é um terror abrir o ficheiro com todos os dados e não me perder no meio de tantos números. Como vou sobreviver? Como encaro a cara do meu orientador quando lhe mostrar estes dados? Como justifico os possíveis erros para os quais ainda mal tive tempo, paciência e motivação para pesquisar? Como explicar senão faz sentido para mim? Como não me sentir ainda mais inferiorizada, burra e acabar por lhes dar mais razões para tudo o que já se passou?

Acontece a todos e não estou a saber lidar da melhor maneira. As noites de poucas horas de sono, esta rotina que me esgota, o stress e pressão a começarem a fazer-se sentir, os sentimentos de estar a falhar comigo mesma em prol de querer aproveitar estar um pouco mais da boa vida que ainda tenho, da completa falta de motivação que vai e vem e salta de assunto em assunto, de querer chegar a todo lado e a todos mas algo fica perdido pelo meio, 

11
Fev19

como foi ter vivido sozinha

bii yue

Verdade seja dita, há alturas que sinto falta do meu próprio espaço, dos quartos acolhedores que construi nesta cidade e as próprias casas onde vivi. Afinal finalmente tive a tão desejada liberdade e têm sido anos incríveis.

Agora que estou novamente a viver tão perto da primeira casa, ainda sinto mais nostalgia da primeira casa. O quarto podia ser pequeno, mas tinha bastante arrumação, varanda e o melhor ter cama de casal! Foram 5 anos, bastantes memórias, histórias e um roda vida de emoções que aquelas quatro paredes vivenciaram. Durante uns 3 anos ainda tive companhia, no entanto eu estava a começar e ela acabar e a partir dai começou o ciclo de viver com pessoas desconhecidas. Pensei que até iria ser bom porque iria conhecer pessoas novas, no entanto haviam ritmos de vida diferentes, pessoas que não eram muito dadas e o facto da casa não ter sala também não ajudava. Deveria haver o mínimo de saber viver em convivência e muitas vezes isso não existia. Eu estava habituada a ver as minhas amigas a ter uma boa amizade com as pessoas com que viviam e a ver-me numa situação completamente oposta, não gostava mas acabei por me habituar, fica indiferente e ir à minha vida.

Acabada a licenciatura, com o senhorio a pedir para todas sairmos porque ia arrendar a casa a uma família e um futuro incerto, infelizmente tive que sair daquele quarto. Custou-me um pedaço do meu coração, não só porque tinha que voltar para a terrinha, mas porque significou liberdade e independência.

Felizmente voltei para mestrado e tive uma sorte de conseguir encontrar uma casa de repente, a meio de um dia de trabalho, apesar da correria que foi aquele dia. Apesar de já não ter cama de casal e tanta arrumação, o quarto era bastante espaçoso e era óptimo acordar com o sol a entrar-me pela janela. Das melhores sensações, sentar-me no chão a apreciar aquele calor na minha pele, ganhei dai o hábito de agora adorar passar o final da tarde a saborear o sol que entra neste quarto. Desta vez era um ambiente diferente mas familiar. Pode ter sido pouco tempo, mas há boas memórias e histórias daquela casa, especialmente de quando finalmente tive a possibilidade de ir viver com uma amiga. Jantares random que fizeram história e nós apenas a olhar e a rir. Não se comparam aos jantares do nosso antigo grupo que eram épicos, quem têm amigos gay's entende bem o que isto significa, há tanta história para contar sobre isso um dia mais tarde. Devido a desta vez ter sala, felizmente havia mais convivência. Estava com a esperança que desta vez viesse a ser diferente e felizmente foi. No entanto, o ambiente as vezes era um pouco estranho, por timidez, pelo jeito de que cada pessoa é diferente e por já não ter paciência e apliquei o lema de se queres uma coisa bem feita, mais vale seres tu a fazê-la. Adorei ter conhecido a alemã, voltar a interagir com erasmus; ter conversas de encontro na cozinha que acabavam por ser horas que nem sabia que tinham passado; ter podido fazer uma pequena diferença e criado uma nova amizade com tanto em comum.

Agora é um novo capítulo que já esperava a tanto tempo...

05
Fev19

ao fim de anos, finalmente as mini férias de verdade

bii yue

Doby is a free elf, at least until Monday!

Apresentação feita e um peso tirado dos meus ombros. Acho que consegui impressionar e começar a mostrar a pessoa esforçada que sou e a partir daqui só quero melhorar. A minha escolha de fazer em inglês foi bastante apreciada, e apesar de ter havido certas perguntas que falhei um pouco ao lado, não é nada que com a parte de "meter as mãos na massa" consiga melhorar, entender e da próxima estar completamente preparada e dentro do assunto

Fui desleixada da primeira, mas não voltará a acontecer, não só porque tenho objectivos mas porque também quero provar as pessoas que têm a ideia errada e sou trabalhadora e quando começo com a parte prática, estou a ser o ratinho de laboratório que tanto gosto me dá.

É a primeira vez desde que comecei a universidade que tenho férias!, sem ter que ir a recursos e não só aqueles dias entre o fim da época de recurso e o início do 2º semestre porque não tarda começavam novamente as aulas e o cérebro não tinha tempo para realmente descansar. Desta vez é diferente, não vou ter aulas obrigatórias para concluir o meu curso porque isso felizmente já esta concluído. Por isso posso descansar minimamente o meu cérebro e corpo, recarregar energias e preparar-me para a fase mais dura e stressante da vida de um estudante, o terror da tese, o sofrimento de escrever a dissertação. 

Passei à tarde a aproveitar o sol na minha pele, a fazer o registo de fotos que tanto prazer me dá, a simplesmente saborear o presente e o lugar onde me encontro na minha vida.

26
Jan19

injustiça no mundo acadêmico

bii yue

Numa questão de minutos toda a minha confiança e valorização pessoal foi arrasada e depois arrastada por um caminho íngreme e rochoso durante vários dias. Talvez por experiência e ter crescido no sentido de conseguir ter um controlo razoável, fui capaz de aguentar o choro até chegar a casa, engolir o orgulho, ficar no meu cantinho com um único desejo de sair daquele gabinete e bater com a porta. Apenas ficar ali sentada a olhar para um vazio das caras dos orientadores, a ser desacreditada a cada palavra dita ao tentar ter alguma defesa própria, a ser chamada de nomes com um palavreado cuidado, a ser rebaixada porque eu não valho ou importo, porque o que é mais importante é os superiores não passarem vergonhas por o trabalho de um estudante que esta a aprender. Nos seus pensamentos, naquele momento, um aluno não esta a aprender, um aluno já sabe tudo, tem que estar tudo impecável e ter o dom de ler os pensamentos e acertar no que querem.

É verdade que me desleixei, especialmente porque fui eu que me diregi a eles e tive tempo suficiente, eu admito que foi uma enorme falha da minha parte. No entanto nada justifica a maneira como fui tratada, ter ultimatos de não me deixarem entregar porque não querem passar vergonhas. Uma apresentação e entrega de documentos que não irá contar para avaliação, que é apenas treino com uma nota insignificante, mas segundo eles existe bastante formalidade envolvida por isso a nota irá ter um peso na etapa final. Isto é mais importante para eles, porque não querem passar vergonhas!, do que para mim, que sou e estudante e só a realizar as coisas é que sou capaz de melhorar as minhas falhas e progredir. O pior é que este tratamento de ser burra e incompetente prolongou-se durante a semana inteira, até chegar ao ponto de ter as palavras que ninguém quer ler, para decidir fazer como quiser... Não posso perder tempo ou dinheiro, prefiro passar mais uma vergonha e levar novamente com comentários duros, porque apesar da situação eu sei o que valho e as minhas capacidades, porque é tudo um processo de aprendizagem!, e no final irei mostrar o meu verdadeiro potencial.

Eu tenho perfeita noção que o meu trabalho não esta perfeito, que desleixei-me quando houve tempo, mas esforcei-me bastante. A orientação que recebi também não foi a melhor, porque é um tema bastante abrangente e cada autor interpreta à sua maneira, tal como os meus orientadores, e só quase no final do prazo é que afunilam o tema quando deveria ter sido desde o início, porque eu perdi-me completamente pelo meio e deu bastante mal resultado. No entanto, dei o meu melhor no tempo disponível e com as minhas competências no momento. É óbvio que quero melhorar e mostrar que não sou nada do que pensam, que sou competente e trabalhadora, especialmente na parte laboratorial e melhorar a parte escrita para ir de acordo a exigência pedida.

Continuo a sentir-me completamente arrasada, a confiança e orgulho que tinha em mim própria foram partidos em pequenos pedaços afiados que à lembrança dos acontecimentos que arranham e abrem ainda mais a ferida. O pensamento que irei ter que lidar com pessoas que pensam terrivelmente mal de mim e provavelmente já nem me querem orientar, mas são obrigados e irão continuar a descarregar as suas frustrações numa pessoa sem qualquer culpa deixa-me completamente assustada e apavorada. Terei que ser corajosa, engolir o orgulho e levantar a cabeça com aquele sorriso tão bem conhecido, que tantos sentimentos e emoções carregada. Porque eu não sou assim, o que mais tenho feito tem sido lutar pelo meu futuro e ser a melhor pessoas que consigo ser, ao estar a querer desenvolver as minhas capacidades e continuar a e evoluir com o que o dia-a-dia e o destino me reservam. No entanto, nunca me senti tão desamparada e a temer pelo meu futuro!

22
Mai16

(quase) finalista

bii yue

Oficialmente uma quase finalista!

Abençoada espero, um escaldão de nariz e bochechas, um dia bom!

Um etapa que esta quase a acabar, já passaram 4 anos que me fizeram crescer e reconhecer quem sou. Com amizades ao meu lado, não só de palavras bonitas mas de gestos quando foram precisos. 

Ainda não esta completo, mas nunca consegui ver este momento chegar até ele já estar a frente dos meus olhos! Um breve olhar para trás, todos os obstáculos, todas as vezes que o desepero tomava conta de um estudante no limite. Não acabou é apenas olhar em frente e continuar, não há outra solução...

Foi dia de emoções constantes:

💎uma ferida a latejar e o meu coração a querer derreter pelas saudades e todas as memórias que aquele abraço provocou.

💎um orgulho em mim, por ter chegado tão longe, com tanta pedra no caminho.

💎a felicidade das boas palavras e os sorrisos que provocaram porque sei que vos vou levar para a vida!

💎o coração cheio por aquele sorriso me fazer sentir que estou onde devo estar e é assim que quero continuar! 

Ter a pessoa que mais amamos ao nosso lado num momento tão marcante é mais que confortável, é sentir-me em casa, é sentir o orgulho em ser quem sou e que é assim que quero continuar. A lutar e não deixar de ser o coração mole e sorriso fácil.

 

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15
Mai16

uma quase finalista

bii yue

   Nostalgia, alegria, tristeza, saudade é só um pouco dos sentimentos que passaram pelo meu corpo. Já se passaram 4 anos, posso dizer que sou finalista por estar a terminar o principal do meu curso, mas ao mesmo tempo ainda tenho uma luta para continuar e vencer!

   Os três momentos mais marcantes da minha vida acadêmica.

   O 1º desfile, a emoção de passar de lama a moliça, um percurso de praxe e poder vir a usar o meu traje com orgulho, um novo banho, desta vez, de cerveja para ser abençoada e sentir o frio na minha pele com o misto de agora que comecei, é apenas continuar.

   O 3º desfile e poder ser eu a dar um banho à minha pedaça de terra, que vou ter para sempre guardada no meu coração com imensa emoção e orgulho. Só ela sabe como é tão bom ouvir que ela é que têm em orgulho em me ter escolhido como patroa!

  O 4º desfile e finalmente usar o lençol, sinal que o final esta próxima, não tanto quanto esperava, mas os imprevistos e má sorte são assim. As boas emoções do inicio com o calor de um pouco de álcool, procurar pelas pessoas e encontrar outras que não se esperavam e ter a sua marca no lençol, o qual ainda não fui capaz de ler, a correria para trás e para sempre, os abraços e sorrisos num ambiente de festa. A nostalgia, um pouco de tristeza e lágrimas a quererem insistir em cair chegando-se a tribuna. Quase como um minifilme a passar pela minha mente de quatro anos com muita alegria, choro, desespero, diversão e memórias…. Acabou e graças ao meu orgulho de pedaça, as lágrimas caíram, de felicidade e tristeza.

   Não queria que aqueles momentos acabassem, não queria que a semana do enterro acabasse. Apesar de nas semanas dos anos anteriores terem sido momentos de diversão plena, talvez por este ser o último, sinto como se fosse o que mais me encheu o coração. Com tanto trabalho que este ano me têm exigido, foi rara a vez que sai e me diverti por isso os poucos, mas bons dias foi para matar essa sede.

   Ainda não estou no fim, mas posso dizer que graças às pessoas que mais prezo e gosto, aprendi a viver e a divertir-me e estão a ser os melhores anos da minha vida.Tenho pena de algumas delas não terem estado presentes, mas são vidas e apenas tive que aceitar.

   Foram e provavelmente ainda virão mais momentos em que só me apeteceu desistir, mas olhar para trás e ver o caminho que já percorri, relembrar-me pelo que lutei durantes longos anos e o quanto continuo a lutar e relembrar-me do calor do cortejo académico, aquece-me porque tenho pessoas maravilhosas ao meu lado.

Um simples obrigado!

09
Fev16

conversas paralelas - praxes

bii yue

   Praxe, esta palavra para muitas pessoas que não sejam desta geração e não estejam por dentro do assunto, esta logo associada a discriminação, humilhação,… e as mortes que ocorreram no meco.

   Provavelmente noutros posts, já devo ter falado um pouco sobre minha experiência, mas nada muito profundo. Como disse num outro post, não tive ninguém próximo que me explicasse como era a vida universitária e muito menos como seria a praxe. Por isso as praxes eram uma coisa que me dava um pouco de receio, era uma atividade desconhecida e tinha aquela ideia (enganosa) de que ia ser rebaixada e obrigada a fazer coisas horrorosas e não poderia dizer que não, senão iria ser ainda pior.

   Entrei para a universidade na 2ºfase, já tinham havido umas 2-3 semanas de aulas, ou seja já tinham havido 2 praxes. No dia em que ia haver praxe, nem estava a contar ir, porque só me avisaram no próprio dia e não estava minimamente preparada, mas como mais algumas pessoas de 2ºfase iam, acabei por ir “arrastada”.

   A universidade de Aveiro tem regras aplicadas à praxe, em conjunto com o Conselho do Salgado que supervisiona, das quais, estas tem que ser fora do campus, praxes sujas só podem ser feitas durante o dia, o dia de praxe é a quarta-feira e pode haver mais umas 2-4 noturnas, não se pode dizer palavrões, …

   Aquela praxe como foi a primeira, foi um choque emocional, que me ficou gravada e lembro-me de tudo o que se passou. Um mundo completamente novo e diferente do que tinha em mente.

   Dirigimo-nos para o local, fizemos o elefante quando estávamos quase a chegar e sentamo-nos. A chamada, um pequeno discurso psicológico dos veteranos sobre o comportamento nas últimas praxes e depois começaram os jogos. A primeira coisa que me mandam fazer foi partir um ovo e limpá-lo com o rabo, fiquei congelada, mas lá acabei por fazer e voltei ao meu lugar, tive mais uns jogos de perguntas, onde punha-se um ovo na cabeça de um colega e se soubesse a resposta carregava-se. Entretanto gerou-se uma confusão e fomos obrigados a sentarmo-nos. Uma lama tinha-se virado contra um veterano com palavras agressivas e empurrando-o e um lodo foi ajudá-la e entretanto foram os dois expulsos da praxe e logo a seguir, praxe psicológica para fazer daquilo uma lição. Passados uns 45 minutos, essa lama e lodo voltam e eram afinal veterano, tinha sido uma praxe revelação. Por ser nova e ter entrado de para-quedas só consegui entender isto umas semanas depois, mas aquilo chocou-me bastante e meteu-me medo no momento da ação e repreensão. Por fim tivemos a tradicional nhanha do nosso curso e fomos para casa sempre acompanhados dos nossos veteranos e mestres. Não foi tão mau como tinha em mente, por isso continuei a ir…

   Sempre quis trajar e fazer parte da comunidade académica e fui até ao fim com as praxes, porém não tenho uma experiência muito boa. Eu era muito tímida, que consegue passar despercebida e assim passava a maior parte do tempo de praxe sentada no meio de mais alguns sem fazer grande coisa, no fim acabava por se tornar um pouco chato. Não quero dizer com isto que a praxe não era divertida, porque era, mas devido ao facto que conseguir passar despercebida não era muitas vezes “chamada”. Sempre houve jogos e outras atividades, principalmente de integração. Tivemos o batizado, pelos nossos patrões/patroas, o tempo passou e chegou o desfile de enterro e foi outra experiência incrível, não tenho muitas palavras para descrever porque é mais a adrenalina de se sentir que propriamente emoções. É uma memória de um ritual de passagem que fica.

   Tive uma patroa, mas a nossa relação não foi muito além da praxe, talvez ambas tivemos um pouco de culpa nisso, mas pronto. Por isso quando finalmente chegou o meu ano de praxar, tentei fazer as coisas um pouco diferentes do ano em que fui praxada, tentar fazer a diferença para quem fosse mais despercebido. Durante as praxes se via alguém mais despercebido, eu mais o meu grupo de amigos íamos ter com essas pessoas e mandávamo-los fazer alguns jogos para se entreterem, e não terem que passar pela mesma experiência que eu. Durante a praxe existe uma hierarquia, mas fora delas somos todos iguais, não há distinções apenas ainda mais convívio! Tive a sorte de ter tido um pedido para ser patroa de uma lama fantástica e prometi a mim mesma que não ia deixar que a nossa relação fosse como a que tive com a minha patroa. Foi um orgulho ter sido escolhido pela minha pedaça do coração, poder batizá-la e poder batizá-la novamente no desfile do enterro. É a minha boneca que me faz ter orgulho nela, na academia que somos todos nós, na vida académica e nos ensinamentos que provém do convívio entre os mais novos e mais velhos. Saber que conseguimos passar isso aos alunos do 1º ano e eles dizerem que afinal a praxe não é má, é divertida e mais uma oportunidade de conviver e conhecer melhor as pessoas do curso, acho que isso é o mais importante! Praxe não é só sujar, humilhar, … vai muito mais além disso, para o convívio, experiências, conhecimento de nós próprios e saber viver a vida académica.

   Conheço pessoas que optaram por não fazer praxe, mas não é por isso que foram excluídas ou coisa parecida porque a vida académica vai para além destas ideias. O convívio e as relações com as pessoas foi igual! Iam na mesma aos jantares de cursos, saídas depois das praxes, …

   Tenho amigos noutras universidades e faculdades e as tradições de praxe e como esta se desenrola maneira varia de sitio para sitio, porque como disse acima cada universidade/faculdade tem as suas tradições e a sua maneira de gerir a praxe. É pena esta tradição antiga, provavelmente, ir extinguir-se nos próximos anos porque para mim é um convívio com diversão, é poder passar o que ensinaram aos novos alunos e poder integrá-los nos melhores anos das suas vidas.

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29
Nov14

Pedaça e Patroa mais babada!

bii yue

Minha Pedaça, não imaginas o orgulho que tenho por me teres escolhido como tua Patroa e o quanto isso significou para mim. 

Ao ler a tua carta não tive dúvidas do quanto foi especial não só para mim, mas também para ti. Adorei o teu presente, que por acaso já tem nome ovelha shirley, vou estar aqui para ti sempre que precisares. A ajuda, os conselhos, ... que te dou é por gosto e carinho que te tenho.

Foi um orgulho baptizar-te com aquele garrafão tão especial e divertido, foi uma sensação de gratidão, foi inexplicável. Desculpa se ficaste muito molhada, tentei não ser muito má.

Espero não te desiludir e que aproveites os teus próximos anos nesta magnifica universidade.

Juntas vamos conseguir alcançar os nossos objectivos, porque desistir não pode existir no nosso vocabulário.

Sê bem vinda a academia boneca ♥ ☆

 

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18
Nov14

Experiência Universitária

bii yue

Vida de estudante universitário é tudo menos fácil, trabalhos, frequências, quase sempre uns atrás dos outros ou mesmo uns em cima dos outros, mas também tem o seu lado bom, as saídas, as festas, o convívio, a experiência!
3 anos já se passaram desde que entrei no curso de química na universidade de Aveiro, ao início não estava muito confiante porque caí de pára-quedas (2º fase). Entrei mas não sabia bem se era aquilo que queria, apenas queria uma saída rápida de casa para finalmente poder experimentar a sensação de ser independente e ser livre!, algo que envolvesse laboratórios já era o suficiente.

Não foi fácil o primeiro ano, praticamente só tinha S. para me apoiar aqui e não me dava com quase ninguém do meu curso,só mais as pessoas de engenharia química , mas o segundo já correu melhor. Comecei a dar-me melhor com o meu curso, depois de uns meses sem grupo, sem rumo encontrei pessoas que me acolheram de braços abertos e agora já não consigo passar muito tempo sem eles, as minhas pegas preferidas <3 Ou seja para mim, apesar da turbulência que teve foi o melhor, descobri os prazeres da vida e o quão bom é aproveita-los!

Agora que olho para trás, o primeiro ano custou-me porque foi uma mudança enorme, não me perdi com as saídas e as coisas que as pessoas normalmente dizem que é complicado um pessoa que é muito protegida lidar, mas não tinha um bom método de estudo, quer dizer, não sabia o quão eu precisava de estudar para conseguir ter uma nota razoável, não tinha bem noção do esforço e dedicação que cada cadeira exige. No segundo ano a minha vida deu várias reviravoltas, caiu-me o mundo, perdi meio que o meu rumo, mas secalhar não havia mesmo outra solução, aprendi imenso com isso. Sinto orgulho de mim porque consegui aguentar-me e correu melhor que o primeiro.

Estou actualmente no 3º ano, mas infelizmente ainda não é este ano que acabo o curso porque tenho cadeiras em atraso e química não é propriamente fácil, exige quase tanto trabalho como uma engenharia. É difícil conseguir conciliar o trabalho que as cadeiras exigem mais conseguir manter uma "vida social decente" e ainda conseguir ter um bocado de tempo livre, é um enorme malabarismos mas vida de estudante universitário é mesmo assim

 

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