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because your smile make me live ♥

so strong, so broken

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28
Jun19

o nosso espaço

bii yue

Íamos ter o nosso espaço, uma casa só nossa. 

Assim que assinamos contrato, comecei a tratar das coisas porque não tínhamos mobília e a nossa intenção era no dia que mudássemos já ter pelo menos uma cama e aos poucos íamos comprando o resto (mesa e cadeiras, mesas de cabeceira, micro ondas, sofá). Felizmente havia já algumas coisas que nós tínhamos (mini-forno, utensílios de cozinha, televisão e mesa de apoio) e a casa já vinha com frigorífico e forno incorporado.

Eu tinha noção que as coisas eram caras, mas olhar para os preços foi um chapada de realidade e de como a vida adulta é dispendiosa. Foi um pouco stressante, mas tenho que admitir que adorei a roda viva de ver coisas novas e imaginar como poderia por os espaços e dar toque pessoal. Especialmente à visita ao IKEA, aquilo é um mundo e sentia-me uma criança num quarto cheio de possibilidades. Só quero lá voltar, apesar que as viagens até lá são um aperto no coração e vou completamente agarrada ao volante (conduzir no porto é demasiado stressante e perigos a cada olhar).

Neste momento a casa esta com um estilo minimalista e até gosto bastante, especialmente o quarto em tons de azul marinho que ao acordar de manhã com os raios de sol a bater, dá uma sensação incrível. Temos o necessário para viver que é o mais importante. Gostava de ter um espaço mais acolhedor, mas há que ir com calma, o dinheiro não estica e com o meu futuro tão incerto não sei até quando ficaremos por aqui, por isso quanto menos tralha trouxer, menos tralha tenho que depois levar.

Nos primeiros dias senti imensa diferença não estar no centro da cidade e ter que usar o carro para todo o lado, mas agora habituei-me e é como se fosse a minha antiga vida mas com imensos melhoramentos! E não há nada melhor que ter um espaço exclusivamente para nós, diferentes divisões e cada um ter o seu espaço.

26
Jun19

quarto antigo, casa nova

bii yue

Começamos a viver juntos no início do ano e o melhor que conseguimos arranjar naquela altura foi uma suite (um quarto razoavelmente grande, onde conseguimos fazer uma mini sala, com casa de banho privada) num T4 que tinha sido completamente renovada, onde a cozinha era partilhada. Há sempre contras em viver em espaços partilhados, horários diferentes, saber como conviver, ... Ao inicio nem correu muito mal, até que as pessoas que se tinha entrado começarem a sair e entrarem seres que não sabem conviver e infelizmente desta vez os horários coincidiam. Ou seja, havia alturas que naquela cozinha eram 4 ou mais pessoas a fazer almoço ou jantar ao mesmo tempo. O senhorio também não foi o mais justo possível, os quartos não eram propriamente baratos então ele aceitou casais para os quartos single, sendo que havia 2 suites e 2 quartos.... É impossível haver um bem estar geral quando há demasiadas pessoas a viver num espaço pequeno e isso começou a reflectir-se, especialmente porque eu já estava mais que saturada. E como a casa de banho foi construída de raiz e um pouco contra o tempo, começamos a ter problemas de vazamento de água no chuveiro. 

Com isto tudo e devido ao estarmos constantemente confinados a um só espaço, gera tensões e decidimos que iriamos procurar uma casa e sair muito antes do final de junho (que era até quando podiamos ficar naquela suíte). Entre preços exurbitantes, tipologias erradas só para enganar o freguês, espaços que nas fotos parecem fantásticos mas na relaidade são cubiculos, pessoas que não tem consciência ou vergonha na cara e empatam a vida de quem esta à procura de casa... aparece a oportunidade perfeita! Um T2, sem mobília só que era fora da zona de Aveiro, só que eu estava um pouco pé atrás porque os transportes aqui são carissímos e teria que pedir o carro aos meus pais e o preço da renda mais despesas acabaria por ficar no limite do nosso orçamento. Arriscamos e não deixamos fugir aquela oportunidade e no início de Maio mudamos para a nossa casa. 

continua...

14
Mai19

uma casa a que se pode chamar casa

bii yue

Aconteceu, mais cedo do que estava nos planos mas temos uma casa só nossa! Um espaço completo só para nós, sem ter que ser partilhado com outras pessoas. É tão bom, porque foram 6 anos a viver com outras pessoas e meses a viver num espaço confinado em conjunto. A minha paciência já estava no limite, apesar de adorar aquela suite e a localização excelente. Posso estar longe (no meu caso), mas sem dúvida que é melhor para nós e manter a nossa sanidade

Lembro-me tão bem de antes de quando ele voltou de erasmus ter aquela voz a gritar que estava saturada de viver sozinha no meio de pessoas meio desconhecidas, que queria dar o passo seguinte. Era cedo demais, porque cresceu-se um pouco mais e no final coisas acabaram por tomar o seu rumo quando menos esperava e no tempo certo da vida de ambos. Imaginava, mas era algo tão desenhado ao de leve 

Se estou feliz? Sim, apesar de a minha rotina ter mudado e estar-me a habituar a esta nova realidade. Aos poucos a casa começa a preencher-se, a criar o nosso espaço e o conforto e segurança vão-se criando e construindo. É um processo de aprendizagem, rotinas ligeiramente alteradas, encontrar um meio termo para ambos os lados.

Cheers!

10
Abr19

nova rotina, adaptação a uma vida a dois

bii yue

Uma vida a dois implica uma nova rotina e uma adaptação de horários. Especialmente da minha parte, porque não estou a trabalhar mas acabo por acordar cedo com ele e tendo um sono bastante leve não consigo voltar a adormecer. 

Antes de se começar a notar o dia a nascer mais cedo e ainda era inverno, acabava por ficar na ronha até serem as horas habituais de me levantar, arranjar e ir para a universidade. Voltar da universidade, fazer exercício, ser dona de casa, tentar trabalhar para algo que fosse preciso (universidade, projectos de voluntariado, blog) e não cair na procrastinação de ficar a ver televisão. Já passaram quase 4 meses e só há mês atrás quando os dias começaram a crescer comecei a sentir a necessidade de aproveitar aquele tempo entre acordar e iniciar o dia, porque já chego a casa cansada e parece que nada rende. Isto também começou porque a minha resistência é nula, apesar de fazer exercício mas não gosto de fazer cardio. Decidi que ia começar a fazer exercício logo assim que acorda-se em vez de ser quando chegasse a casa, como já o tinha feito no tempo que ele foi de eramus. As primeiras duas semanas foram mais complicadas, porque o sono e cansaço vão-se acumulando e a vontade de ficar na ronha é enorme. No entanto senti que a produtividade aumentou, tal como a disposição para o dia porque acabo por despertar o meu corpo mais cedo e sinto que aproveito bem esse tempo morto porque é menos uma "preocupação" quando chegar a casa. Agora com este tempo de inverno de volta, a vontade de ficar no quentinho é uma tentação e é preciso obrigar-me e apelar à força de vontade.

Até que gosto de me levantar cedo, ver o dia a nascer e realizar-me que em poucas horas já me consegui sentir produtiva e isso acaba por dar um boost para o resto do dia, também porque dá a sensação que as manhãs são maiores e as tardes um prolongamento, onde existe quase sempre tempo suficiente

Aos poucos estamos a habituar-nos as nossas manias e feitios, dar espaço um ao outro, conhecer as alturas e situações para aparvalhar ou ser sério. Há dias fáceis, em que existe sintonia, há outros que nem tanto, em que a paciência se esgota e mais vale ficar no nosso canto.

19
Mar19

Qual a minha ambição?

bii yue

Puseram-me esta questão qual era a minha ambição de quando era mais nova. A verdade é que eu nunca pensei ou sequer conseguia imaginar o meu futuro quando fosse crescida, como o sou agora. Apenas tinha em mente que iria fazer tudo para sair de casa assim que tivesse oportunidade! A maior parte da minha adolescência foi agarrada a essa "ambição", só queria que esse momento chegasse e não conseguia imaginar um depois.

Devido a toda a história, essa era a minha ambição (se assim se pode chamar), porque também nunca fui daquelas pessoas que me imaginava já como adulta, ou sonhava com o casamento e coisas desse género. Serei a única? Se calhar não, mas senti-me como uma pessoa que não tinha ambições que valessem a pena. Afinal vivia para quê? Para que futuro? Quais eram as minhas ambições de vida? 

Neste momento da minha vida, gostava de dizer que tenho ambições e se calhar até tenho, mas levo a vida mais por objectivos. Tenho objectivos finais (a chamada ambição?!) , sei que carreira quero seguir, o que fazer para me fazer sentir que estou a viver a vida e não a desperdiçá-la. Sinto que a palavra ambição é demasiado grande para a minha pessoa, porque habituei-me a definir objectivos e viver mais no presente e não a ficar ansiosa pelo futuro

Se sou uma pessoa ambiciosa? Um pouco, gosto de me surpreender a mim própria, gosto de lutar pelos meus objectivos e sentir aquela realização no final. Qual é a minha ambição? Vai ser o clichê de ser feliz e puder chegar a conclusão que apesar dos obstáculos, consegui viver e ter momentos que ficaram gravados na memória (que me fizeram sorrir, que me fizeram sentir liberdade e independência, que me derretem o coração) e me ajudaram a ser a pessoa adulta que sou hoje e irei continuar a ser...

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